Sussurros Infernais
1 Capítulo Um-Prólogo
Notas iniciais
Onde eu estava tinha um corredor, escutava passos, mas não sabia de onde vinham... O medo me percorria. Onde eu realmente estava?
Tentava gritar, mas minha voz não saia e, mais passos ecoavam, e o medo me encobria mais ainda. Vi uma pequena luz.
– Hora do lanche — A enfermeira abriu a porta de seu aposento e colocou uma bandeja de pão e manteiga, que tinha um cheiro enjoativo.
Caminhei ate o prato olhei no reflexo da Agua... Era esquelética
Comi aquele pão rapidamente, porem logo botei tudo de volta, nunca consegui comer algo sem vomitar.
A enfermeira olhou com cara de bunda e saiu.
Fiquei olhando para o quarto branco sem saber oque fazer, quando memórias surgiram em minha mente:
Havia uma igreja. Uma igreja onde todos vestiam pretos e, não pareciam me notar... fiquei com medo , e escutei de novo aqueles sussurros infernais. Estavam muito altos , minha cabeça iria explodir de dor e então comecei a gritar e, as lembranças foram desaparecendo bem de vagar, em quanto isso uma enfermeira parecia aplicar algo em minha veia, algo que me fez ficar fora de mim, como se tudo desaparecesse, e eu senti mais uma vez um vazio.
Tentei abrir os olhos piscando varias vezes. Eu estava com uma camisa de força, e vi aquela luz de novo, e tive uma sensação de conforto e então finalmente dormi tendo o mesmo sonho.
–X-
Novamente eu estava naquele corredor, só que dessa vez estava escuro, e ao invés de passos e vozes, vieram uma sequencia de risadas e sussurros atormentadores, que fazia minha cabeça girar de tão confusa.
Por que esse sonho novamente? Quando eu teria paz? Nunca talvez, por que para todos, eu era a louca. Ah sim, vocês devem estar se perguntando quem é essa ai? Pois bem, Sou Pietra Taylor, tenho dezenove anos, e bem praticamente moro num hospício, mas que se foda-se, quero mais que todos se danem aqui, um dia ainda irei escapar.
Vocês devem estar se perguntando por que eu vim parar num hospício, irei contar.
Há dois anos atrás coisas estranhas começaram a acontecer comigo (como se eu não fosse estranha), de repente eu comecei a presenciar vultos, ouvir sussurros – terríveis sussurros que me deixava muito mais louca – Comecei a gritar toda a noite por conta desses malditos sussurros, cortava meus pulsos, e meus cabelos, até que resolvi contar para minha mãe, coisa que não deu certo, assim como ela, todos não acreditavam não me escutavam, mas eles existiam e só eu sabia disso. Novamente voltei a cortar meus pulsos e gritar toda a noite, até que... Minha mãe me levou para um lugar onde eu jamais gostaria de estar. Num hospício, alias, eu não era a doida a maluca?
Tentei fugir de lá várias vezes, mas eu nunca conseguia, e sempre eu era mantida sob camisa de força. Sempre acordava gritando e gritando, agredia as enfermeiras, batia nas paredes, eu causava, e ainda causo.
Novamente aquelas risadas fluíram-se no corredor escuro, e então senti alguém me puxar pelo braço.
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