Notas iniciais
Hello soldiers!! Tenho que agradecer como sempre aos reviews lindos e ao apoio de todos, mas hoje não posso demorar porque estou sem pc (usando o da minha amiga pra postar :P) e estou escrevendo os capítulos e respondendo os reviews pelo celular. Espero que gostem, demorei um pouco porque não achei que estava bom antes. Tradução do gif: Acrimonia - Acidez ou sensação de mal para uma pessoa.

Steve estava deitado de lado na maca branca da ala médica, recebendo pontos em seu ferimento que eram dados por uma máquina, a única coisa com força o bastante para perfurar sua pele eram pequenos grampos de metal que eram colocados cuidadosamente pela mão robótica e fechavam o corte grande.

— Não quer mesmo reconstruir o tecido do seu tronco? Não vai doer nada — a Dra. Helen perguntou, desviando o olhar do computador a sua frente para o Capitão.

— Não vai ser necessário. Como está a agente Romanoff? — o loiro se sentou, vendo-a se aproximar para enfaixar seu abdômen e esperando uma resposta, porém essa veio de Tony.

— Ela tá surtando. Vê se consegue acalmar ela porque nem o Bruce conseguiu.

Steve sentiu aquela mesma sessação de desconforto e irritação pensando que Banner estava com ela naquele momento e ele não. Queria abraçá-la, dizer que tudo ficaria bem e depois fazer o possível e o impossível para trazer Clint de volta. Eles haviam sido pegos completamente de surpresa, mas agora iriam até o fim daquela história para pegar os culpados.

Quando a Dra. Helen terminou de enfaixar o ferimento, Steve se levantou e pegou uma blusa limpa ao lado da maca, ignorando a dor que sentiu ao vesti-la para depois sair da ala médica e seguir para onde Natasha provavelmente estaria. Seu palpite se confirmou quando ouviu a voz da ruiva na sala principal, gritando algo sobre a SHIELD precisar ficar fora do assunto.

— Agente Romanoff, é melhor se acalmar — Hill tentava inutilmente deixar a ruiva menos nervosa.

— Quero saber onde a família dele está. Já falei para mandar agentes protegê-los e mesmo que os mande, ainda não vão estar protegidos o suficiente! — Natasha se virou para a porta e parou de falar ao ver Steve a encarando com preocupação.

— Tenho um grupo especial trazendo a família do agente Barton para a SHIELD nesse momento, — Maria disse. — Se souber de algo mais sobre quem está fazendo isso, preciso que fale agora, do contrário não encontraremos o Gavião.

Natasha pensou por um momento antes de balançar a cabeça em sinal negativo. Ela não deveria mentir, mas também não falaria o que realmente estava acontecendo, pois aquela briga era entre ela e Belova, ninguém precisava se envolver. A agente, no entanto, sabia da pedra em seu caminho no momento. Steve não iria deixá-la sozinha tão cedo, e ele certamente já havia percebido que ela mentira sobre saber mais do acidente.

Rogers se aproximou da ruiva, dando uma olhada para Maria e fazendo um leve sinal na direção da porta, como se pedisse para conversar a sós com a Viúva. A morena assentiu e fez seu caminho para fora da sala, deixando os dois sozinhos.

— Vamos encontrá-lo — assegurou, vendo-a dar uma risada gélida e balançar a cabeça em sinal negativo.

— Vocês não sabem com quem estamos lidando — trincou o maxilar.

— Mas você sabe, — Steve deu um passo a frente e se virou, ficando cara a cara com ela. — O que tem medo de nos contar? Sabe que estamos do seu lado não importa o que aconteça.

— Quem fez isso não liga se somos os Vingadores! Quem fez isso só se interessa em seu objetivo e fará de tudo para conseguir o que quer, inclusive matar meu melhor amigo! — ela esbravejou, deixando clara sua irritação.

O soldado não se lembrava da última vez em que a vira dessa forma. Seus olhos estavam cheios d'água, porém nenhuma lágrima caía, não parecia tão confiante como sempre e estava com medo do que poderia acontecer. Medo não era bem uma palavra no dicionário da ruiva.

— Já enfrentamos um deus psicopata com um exército alienígena, um robô assassino, terroristas e isso tudo em uma semana tranquila — ele tentou quebrar o clima pesado e deixá-la menos tensa. — Um maluco com uma vã não vai nos botar pra correr.

— Maluca com uma vã — corrigiu.

— Saber disso já é um começo — o loiro deu um sorriso encorajador para a amiga. — Sabe quem essa maluca é?

Natasha realmente pensou em responder. Rogers tinha um jeito de falar que a fazia querer ser a pessoa mais sincera do mundo, olhar para aqueles olhos azuis era como encarar um rio de águas cristalinas, ela se sentia hipnotizada por eles naquele momento, como se acalmasse o turbilhão de emoções que estava sentindo.

Romanoff abriu a boca para dizer que se tratava de Yelena Belova quanto Tony e Banner entraram na sala.

— Ruiva, mensagem pra você — Stark anunciou. — Sei disso porque tá em russo e em código, nem a Sexta-Feira conseguiu decifrar.

— Achamos que é um endereço — Bruce entrega uma imagem holográfica para a agente e fica ao seu lado conforme ela lê, ambos parecendo não notar Steve se afastando.

— Rua Dowly, 13, Nova Jersey. Traga seus amigos — ela leu em voz alta, se arrependendo por isso, pois agora que eles iriam querer ir com ela, e se Yelena queria isso, não era boa coisa.

— Que lindo, fomos convidados! — Tony sorriu e seguiu para fora da sala. — Vou pegar minha armadura para podermos ir salvar o Legolas.

— Adianta pedir que fiquem aqui? — ela olhou para o Capitão, que negou com a cabeça.

Ela bufou e foi trocar de roupa. Ele era teimoso, quase tanto quanto ela, discutir não era uma opção. Depois de se encontrarem no hangar e de convencerem Hill de que não precisariam de uma equipe de apoio para atrasá-los, Steve e Natasha pegaram suas respectivas motos e dirigiram a toda velocidade para o local. Stark voava bem acima deles e não calava a boca nem por um segundo.

— A Pepper vai me matar, mas eu já estava ansioso para perder meu voo e passar mais tempo com as pessoas que eu gosto tanto e com você, Capitão.

— Se concentre na missão, Stark — Steve respondeu à provocação do colega de forma fria.

— Acabei de procurar o endereço e descobri que é um prédio comercial em reforma, está vazio no momento, então não precisamos nos preocupar com civis — ele retrucou. — Sou multitarefa, Capitão, posso fazer a missão e te irritar ao mesmo tempo.

Steve revirou os olhos e acelerou sua moto, ficando bem atrás de Natasha. Os três chegaram a Nova Jersey em questão de minutos, podendo ver que todas as luzes de todos os andares estavam acesas.

— Vamos nos separar — Steve falou, tirando seu escudo das costas e caminhando para dentro do prédio.

Natasha não achava aquela uma boa ideia, mas pensou que assim ela poderia encontrar Yelena enquanto os dois levavam Barton para um lugar seguro. A ruiva pegou seus dois bastões e andou devagar pelo local estranhamente iluminado.

Stark procurava por algo suspeito no terceiro andar, não escondendo o quão entediado estava e dando algumas ordens para Sexta-Feira começar a montar o projeto de uma nova armadura.

— Meus sensores indicam a aproximação de alguém — voz robótica feminina avisou.

— Já estava na hora! — Tony se preparou para acionar suas armas quando leu a fórmula química que apareceu a sua frente e congelou. — O quê...? S.F, isso é o que eu tô pensando?

— Sim, senhor. Parece que os níveis de feromônio estão extremamente altos. De acordo com os registros só quem consegue produzir isso em tal quantidade é o...

— Purple Man — o bilionário completou. Já havia enfrentado aquele cara diversas vezes e ele sempre fora um pé no saco. A boa notícia era que enquanto estivesse com o sistema de oxigênio da armadura estaria seguro. — Pessoal, talvez queiram sair do prédio e me deixar cuidando disso.

— Não estou com paciência para suas brincadeiras, Stark! — Natasha indagou.

— O Purple Man está aqui, irritadinha — ele respondeu.

— Quem? — Steve perguntou.

— Ah, sim, o Capitão Gelinho não conhece o Dr. Zebediah Killgrave, — Stark falava conforme subia para o outro andar. — Ele era um cientista e espião que acabou sofrendo um acidente dentro de um tonel de produtos químicos e quando saiu tinha a pele roxa e o poder de induzir as pessoas a fazer o que ele quer.

— Vamos sair, Rogers — Natasha ordenou e ele, apesar de estar confuso quanto a isso, foi na direção da saída.

Assim que Tony chegou ao outro andar, sentiu algo atingir sua máscara e liberar uma onda elétrica que desligou seus sistemas. Ele murmurou todos os xingamentos que conseguiu se lembrar e removeu o que havia acertado sua máscara da mesma, percebendo ser uma flecha.

O bilionário arrancou seu visor com violência e se esquivou no momento em que outra flecha passou raspando por seu rosto.

— Ele pegou você, Legolas? — Tony viu o herói parado não muito longe de onde ele estava, outra flecha pronta para ser disparada. — Se me acertar com isso eu vou ficar bem irritado.

Clint soltou a flecha, mirando bem no olho do bilionário, mas Stark saiu do caminho bem a tempo e lançou uma pequena teia de metal semelhante a uma rede em cima do Gavião. Isso o prendeu contra a parede de tal forma que mesmo se Barton lutasse muito, não conseguiria sair.

— Agora é só encontrar o cara roxo para sairmos daqui — o moreno se virou e viu um homem alto com pele, cabelo e terno roxos, seus olhos eram negros como um poço sem fundo e um sorriso tenebroso iluminava seu rosto. — Bingo, hoje meu dia tá começando bem.

— É bom vê-lo novamente, Stark. Quando foi a última vez que conversamos? — Purple Man começou a se aproximar, fazendo o bilionário erguer o braço e apontar um de seus propulsores para ele.

— Quando te joguei na cadeia. Quem soltou você foi a amiguinha russa da Romanoff?

— Como se fosse lhe dizer algo com esta coisa apontada para o meu rosto, — o vilão deu mais um passo a frente. — Aponte sua mão para o outro lado, Stark.

A voz dele era firme, Tony tentou manter a mão no lugar, mas o poder de persuasão dele era extremamente forte. O bilionário trincou o maxilar com o esforço inútil para não obedecê-lo, sentindo ódio por ter cedido tão facilmente. Purple Man deu uma risada e bateu as duas mãos juntas.

— Ótimo, agora sim podemos conversar civilizadamente. Vou precisar que faça algo por mim, Tony. Soube que tem uma certa rixa com o Capitão América, então até pode gostar do que vai acabar fazendo.

§

— Ele não responde no comunicador e está demorando muito — Natasha olhou para cima, impaciente.

— Também acho. Vamos entrar e... — Steve faz menção de se mover, mas sentiu uma das mãos dela em seu peito, o impedindo de avançar.

— Você fica aqui. O Purple Man é perigoso, não é só a liberação de toxinas que te faz virar escravo pessoal dele, mas também o jeito de ele falar. Se ele disser uma coisa que o afete, você já era — a ruiva pegou uma pequena máscara de oxigênio em seu cinto e cobriu sua boca com ela. — Se eu não voltar em dez minutos, ligue para a Hill.

— Vamos entrar juntos, não vou deixá-la sozinha nessa — ele assegurou, não parecendo disposto a mudar de ideia. Steve se preocupava com ela mesmo sabendo que a ruiva lutava melhor do que ele, tinha um pressentimento ruim sobre esse Purple Man e não iria correr o risco de deixar seja lá quem fosse que estivesse por trás disso sair impune.

Natasha balbuciou algo inaudível sob a máscara e entrou, o loiro indo bem atrás. A ruiva fez sinal para ele pegar um lado das escadas enquanto ela ia pelo outro e o herói concordou. Steve se aproximou de uma porta e conseguiu ouvir passos vindos de dentro da sala, pensando que ali encontraria Tony, Clint ou o tal de Purple Man, então ergueu seu escudo para poder entrar, porém quando tocou na maçaneta, uma energia azul acertou a lateral de seu corpo e o lançou com o ombro na parede bruscamente.

— Levanta, velhote — Steve ergueu a cabeça no momento em que ouviu a voz de Tony, o homem de armadura estava parado bem na sua frete. — Ou prefere que eu continue te batendo no chão mesmo?

— Tony, o que você está fazendo? — o soldado segurou a lateral já machucada de seu abdômen e pôs-se de pé.

— O que já devia ter feito pra baixar sua bola. Dessa vez não seremos interrompidos — Stark ergueu a mão na direção do loiro, mas Steve conseguiu sair de sua mira antes dos repulsores serem disparados e lançou seu escudo no bilionário.

Tony usou o braço para desviar a peça de vibranium de seu rosto, recebendo um chute surpresa no peito que quase o fez atravessar a parede.

— Stark, o Purple Man está fazendo isso. Eu não vou lutar com você! — Steve pegou seu escudo e o prendeu no braço, mantendo uma expressão séria enquanto a de Tony era um sorriso escárnio.

— Tem medo de apanhar? Ok, vou te deixar saber com quem está lidando antes de acabar com você — dizendo isso, Homem de Ferro voou a toda velocidade para cima de Rogers e o empurrou com tal força que ambos atravessaram a parede para a outra sala.

— Isso é entretenimento — Steve ouviu uma voz desconhecida dizer e se colocou de joelhos, vendo um homem roxo sentado em uma cadeira observando os dois. — Mostre a ele quem é o melhor, Tony.

Stark segurou o pescoço do loiro e acertou um soco em cheio no rosto do herói. Rogers segurou a mão dele antes do próximo soco e acertou um não tão forte no maxilar do moreno, potente o bastante para fazê-lo cambalear para trás. Steve, então, se esquivou de outra rajada de energia lançada pelo outro e acertou seu escudo no rosto dele, deixando-o inconsciente.

— Impressionante, — Purple Man observou o soldado cair de joelhos, segurando o lado de seu corpo e se esforçando para esconder a dor que sentia. — Talvez eu tenho subestimado você, Capitão. Que tal termos uma conversa? Olhe para mim.

A ordem foi ignorada, pois o loiro continuou encarando o chão, mostrando estar fazendo um esforço grande para isso. Purple Man deu uma risada seca e puxou sua cadeira para mais perto dele.

— Você tem uma força de vontade grande, eu devo admitir. Vamos ver em quanto tempo consigo quebrar você... — o homem roxo o analisou por alguns segundos, Steve já havia formulado um plano em que usaria seu escudo para quebrar a cara daquele cretino e ver se seu sangue também seria roxo. — Um passarinho me contou sobre seu relacionamento com a agente Romanoff.

Essas palavras fizeram o plano se esvair como fumaça em um vendaval.

— Então é verdade. Você sente algo por ela, algo mais forte que apenas amizade... Mas ela não escolheu você, não é? — a cada palavra o soldado sentia uma sensação angustiante crescer em seu peito. — Isso o deixa com raiva, não é mais o único na vida da Viúva Negra e não quer aceitar que a perdeu.

A maioria das coisas ditas pelo homem roxo eram apenas palpites que ele ia dando conforme Steve ficava cada vez mais afetado e menos concentrado em se manter fora do controle dele.

— Olhe para mim, Rogers — Purple Man indagou firmemente, usando quase todo o seu poder de persuasão.

Steve cerrou os punhos e lentamente ergueu a cabeça, fitando o homem a sua frente diretamente nos olhos e deixando-o saber que havia conseguido o resultado desejado. Antes que pudesse dar mais ordens ao soldado, Purple Man ouviu o som de uma ama sendo destravada e se virou para ver uma Viúva Negra bem descontente atrás de si.

— Te dou cinco segundos para se afastar dele, — ela encosta a ponta da arma na testa do homem roxo e ele se levanta, movendo-se para longe do loiro com as duas mãos erguidas. — Tudo bem, Capitão?

Ele não respondeu, apenas continuou a encarar o vazio e isso a deixou preocupada. Natasha manteve a arma apontada para Purple Man e se abaixou para ficar ao lado dele. Algo obscuro crescia dentro do soldado, algo furioso e extremamente forte, bem no fundo de sua mente. Algo que nunca sentira antes, algo do qual não estava gostando nem um pouco.

— Steve...? — ela colocou a mão em seu queixo e virou seu rosto para que a encarasse, percebendo que seus olhos não eram mais aquele azul cristalino de antes, estavam roxos.

— Está com raiva, Capitão — Natasha se virou para Purple Man com um olhar furioso. — Acabe com ela agora.

A ruiva apontou a arma para o joelho do homem roxo e atirou, fazendo-o gritar de dor e cair no chão. Quando se preparou para acertar a outra perna, sentiu um aperto forte em sua garganta e foi lançada para trás, batendo com as costas na parede. Ela se recompôs e se moveu para o lado rapidamente quando o punho fechado de Steve acertou o local na parede onde antes sua cabeça estava. Com destreza, a espiã desviou de um chute que ele dera e deu um rolamento para o lado, mantendo uma certa distância dele.

Natasha não sabia bem o que fazer, não iria conseguir lutar contra ele de verdade, podia derrubá-lo, é claro, sempre derrubava qualquer um em seu caminho, mas não queria. Machucá-lo era a última coisa que desejava e Purple Man iria pagar por fazê-la se quer cogitar essa possibilidade. Um plano se formulou na cabeça da ruiva, se eles se afastassem do homem roxo, até o outro andar pelo menos, estariam seguros e o controle dele sobre Steve acabaria.

Com essa ideia em mente, Romanoff correu para o outro lado da sala em obras na esperança de que ele a seguisse, mas sentiu algo extremamente pesado acertar suas costas e caiu no chão. O escudo, ela havia se esquecido que ele lançava aquele maldito escudo como um frisbee de 100 kg. Natasha com certeza havia tido algumas costelas deslocadas, mas se colocou de pé e o viu andando em sua direção.

Aquele não era Steve, pensou. Não era seu Steve, então poderia dar uma pequena surra nele para fazê-lo sair do controle mental de Purple Man. Decidindo isso, ela esperou até que ele chegasse perto o suficiente para avançar, porém não deixou de notar quando o loiro parou de andar por um segundo, como se quisesse dar meia volta.

— Você não quer me machucar, não é? — ela perguntou, calmamente.

Ele piscou com força e então a empurrou contra o vidro da janela, que por sorte era bem forte e apenas trincou com a ação.

— Steve, você sabe que não quer! — ela gritou, vendo-o se preparar para lhe dar um soco. Nat, no entanto, não fez nada para se defender.

Ela sussurrou algo que apenas ele foi capaz de ouvir e, sem que ele notasse, apertou um pequeno botão em sua luva, ligando seus ferrões elétricos. O soldado manteve o punho levantado, encarando o rosto dela por muito tempo sem se mover, parecendo pensar no que ela havia dito ou não acreditar naquilo. Rogers baixou o punho e sacudiu levemente a cabeça, sentindo-a girar sem parar, e apesar disso, Nat ainda via a leve coloração roxa nos olhos dele.

Com uma rapidez surpreendente, a ruiva deu um choque nos dois lados do pescoço dele e no segundo seguinte o Capitão estava no chão, espasmos leves percorrendo todo o seu corpo.

— Agente Romanoff para Maria Hill, quero uma equipe aqui rápido, temos dois caídos e um ainda desaparecido — ela disse pelo comunicador, andando até onde o escudo de Steve estava e o segurando. — Estou com o Purple Man, então venham com máscaras.

— Entendido, agente. Uma equipe chegará em poucos minutos! — Hill respondeu e desligou.

Natasha olhou para o Capitão, que começava a se levantar entre alguns gemidos de dor. Ela não sabia se ainda estava sendo controlado, então achou melhor não arriscar, se aproximou e acertou o escudo na nuca dele com força, fazendo-o perder a consciência.

Ela suspirou e o puxou para fora da vista de Purple Man, que sangrava no chão e não conseguia sair do lugar. Quando se aproximou de uma parede, largou o escudo e se sentou com as costas pressionadas ao concreto, limpando um pouco de suor em sua testa com as costas das mãos e puxando Steve para que ficasse com a cabeça em seu colo.

— Você só me dá trabalho... — ela reclama, tirando o capacete dele para conferir se não havia aberto seu crânio com aquela pancada. Ele estava bem e isso a fez se sentir bem. — Por que fez esse teatrinho todo, Yelena? — Romanoff indagou, vendo a loira parada bem ao seu lado.

— Tenho muitos amigos interessantes que queriam me ajudar a chamar sua atenção — a loira também usava uma máscara de oxigênio semelhante a de Natasha. — Barton está bem, ele foi só uma isca para te trazer até aqui para que eu falasse que não estou de brincadeira.

— O que me impede de atirar em você agora? — ela ergueu o olhar para a mulher esbelta ao seu lado, vendo-a sorrir debochadamente.

— Devia mesmo ter me matado quando teve a chance, agora é tarde. Minha proposta amigável ainda está de pé, Romanoff. Você tem vinte e quatro horas para pensar na resposta ou o próximo a sair machucado será seu amiguinho aqui.

Yelena a viu sacar sua arma e apontar em sua direção, mas a loira era extremamente rápida e saiu antes de levar o tiro.

— Pode brigar comigo, me deixar puta e até sequestrar meu amigo, mas se tocar nele, — Natasha apontou para Steve. — Vai me deixar muito, muito zangada, e eu vou enfiar uma faca tão fundo na sua garganta que nem o Thor será capaz de removê-la do seu corpo frio e sem vida.

Belova não respondeu, arqueando uma sobrancelha e se dirigindo para a saída.

Notas finais
Ação nesse, romance no próximo, prometo!! Me digam o que acharam *-* Obrigada por lerem, amores, até a próxima :D Purple Man: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/e/e7/Purple_Man.jpg Un beso mis amores :*