Notas iniciais
Obrigada pelos comentários. Estou sentindo falta das minhas recomendações, só acho kkkkkkk. Boa leitura!

PESSOAS LINDAS, ESTOU POSTANDO ISTO AQUI PORQUE VOCÊS NÃO LEEM AS NOTAS DO CAPÍTULO. OS CAPÍTULOS SERÃO POSTADOS SEMPRE NOS DOMINGOS, HOJE FIZ UMA EXCEÇÃO PORQUE JÁ TINHA UM PRONTO E RESOLVI MATAR A CURIOSIDADE DE TODAS. BOA LEITURA!

_____________________________________________________________________

– O quê? – balbucio completamente chocada.

– Ele é o meu pai, não é, mãe?

Olho para Sasuke. Daisuke conseguiu impressionar até mesmo ele e isso é um grande feito.

– Sim, mas... – olho para Gaara e Ino a procura de ajuda. Ambos parecem perplexos, tão atônitos quanto eu. – Como você sabe disso?

Ele hesita ao responder. Olha para mim e baixa os olhos. Depois de pensar bem o que falar ele volta e me encara com aqueles orbes negros tão característicos. Sua testa possui um suave brilho de suor e automaticamente minha mão vai até sua cabeça para verificar se a febre voltou.

Ele tira minha mão do seu rosto contrariado.

– Eu estou bem, mãe.

Ele suspira. Parece cansado, mesmo tendo acabado de acordar. O silêncio no quarto predomina.

– Você não tem muito amigos e eu vi as fotos. – responde ele finalmente. Ele parece envergonhado ao admitir a última parte.

As fotos! Mas é claro!

Eu possuía fotos escondidas de Sasuke, dos velhos tempos. Até mesmo uma de Sasuke quando era criança, que roubei do álbum da família Uchiha. É claro que Daisuke reparou na semelhança. Eles eram muito parecidos. Qualquer um notaria. Mas confesso que uma criança de sete anos perceber isso tão rapidamente e falar sobre isso com tanta naturalidade me deixou assombrada.

– Ah, Sakura... Nós vamos indo, voltamos amanhã, tudo bem? – pronuncia-se Ino. Ela vai até Daisuke e lhe dá um beijo na pequena cabeça sem cabelos. – Não apronte, certo?

Daisuke revira os olhos, como se aquilo fosse possível.

Gaara pega Yume no colo com cuidado. Ele e Sasuke se encaram por poucos segundos. Não há cordialidade entre os dois.

– Sabichão, — pronuncia-se ele virando-se para Daisuke. — amanhã trago Yume para brincar com você. Ela queria vê-lo hoje, mas como você é muito preguiçoso e dormiu demais, ela cansou de esperar.

E com essas palavras meu casal de amigos me deixa sozinha com Daisuke e Sasuke.

– Aquelas fotos eram minhas, Daisuke.

– Dá um tempo ao garoto, Sakura. Não o culpe por ser curioso, você sofre do mesmo mal.

Fuzilo-o com o olhar na vã esperança de que ele vá para o inferno.

Meu filho analisa o pai. Seu olhar é estranho, não consigo identificar o que ele está sentindo. Inferno, está a cada dia mais parecido com Sasuke. Já não bastava a aparência agora até mesmo a personalidade enigmática tornavam-se parecidas. Era só o que me faltava!

– Sua mãe me disse que você gostava de carros. – Sasuke se pronuncia, totalmente a vontade, o cretino. – Você tem uma coleção, não é?

Daisuke mostra para ele o Alfa Romeo que eu lhe dera e, magicamente, sou chutada para escanteio.

Exatamente, simples assim.

Só faltou a placa de “conversa de homens, não perturbe!”.

– Eu tenho uns carros que você vai gostar. – ele saca o celular de ultima geração do bolso, provavelmente roubou da fábrica antes de ser lançado, e procura por algo. – Aqui, tenho as fotos. – diz ele entregando o telefone para Daisuke para que ele mesmo as veja puxando uma cadeira para ficar mais próximo dele.

Oh, Kami, quando o senhor irá parar de me surpreender?

Jamais, em toda minha vida atrapalhada, imaginei que a reação de Daisuke seria essa. Nunca pensei que ele agiria tão amigavelmente com Sasuke. Como se fossem velhos amigos se reencontrando.

– Legal! – observo, de pé perto da janela, pelo reflexo no vidro, a reação de meu filho ao ver as fotos dos carros de luxo velozes. – São seus? Todos eles?

Os olhos do meu menino curioso brilham ao olhar para Sasuke.

– Sim, são.

– Como é dirigir eles? – Daisuke pergunta empolgado, como sempre fica quando o assunto é carros.

– Você vai saber quando eu levar você para andar com eles.

Meu sangue congela com aquelas palavras.

O que ele está fazendo? O que, raios, ele está fazendo?

Kami, aquele é Uchiha Sasuke, o homem que nunca quis ter filhos, falando em levar meu filho para andar em seus carros de corrida.

Isso só pode ser uma piada. De humor negro.

Daisuke parece maravilhado com a resposta do pai. Porra! É claro que ele está, ele é um menino de sete anos sendo envolvido pelas experientes teias daquela aranha asquerosa, vulgo Uchiha!

– Minha mãe também gosta de carros. Ela é legal, ela não é que nem as outras meninas que só falam bobeiras. – ouço Daisuke falar de mim. Sinto o olhar de Sasuke antes mesmo de olhar para ele.

– É, eu sei.

Nossos olhares se cruzam por alguns instantes e, pela primeira vez na vida, sei exatamente o que ele está pensando. Foi pego pelas memórias, assim como eu...

______________________________________________________________________

– Entra no carro, Sakura. – a voz fria de Sasuke é impaciente.

Olho para o Bugatti Veyron preto reluzente. Ele é intimidante.

– Não vou dirigi-lo, Sasuke. Não mesmo. – falo enquanto dou dois passos me afastando do carro.

Estamos em um complexo industrial totalmente isolado da cidade. Meus saltos ecoam perturbando o silêncio que ali reinava.

Ele me fuzila com o olhar, ficando irritado com a minha recusa.

– Eu não sei dirigi-lo! – explodo, cansada pela sua insistência.

O carro é extremamente veloz, sei disso porque Sasuke adora apostar rachas com Naruto para humilhá-lo. Afinal, não há carro que vença o Bugatti, muito menos, se o piloto for Sasuke.

Sasuke se aproxima de mim como um leopardo pronto para atacar sua presa. Ele está atrás de mim, seus dedos roçam meus braços do ombro até as mãos. Meu corpo todo se arrepia com sua caricia.

– Você sabe sim. – sussurra ele no meu ouvido, a voz rouca envia impulsos de desejo direto para o meu ventre. Suas mãos apertam a pele nua de minhas coxas que não são protegidas pelo tecido da saia curta. – A não ser que esteja com medo.

– Não seja ridículo.

Sinto ele sorrir. Seus lábios roçam na pele sensível do meu pescoço. Já posso sentir sua ereção pressionando minhas costas.

– Eu acho que está.

Viro-me ficando de frente para ele, muito próxima de seus lábios. Beijo-o levemente, apenas um encostar de lábios.

– Se eu transformar a gente em pizza não reclame.

Entro no carro e sento do banco de couro. O painel sofisticado parece ser diferente na perspectiva do motorista.

Sasuke já sentou no lado do passageiro e possui um sorriso sarcástico e convencido nos lábios.

– O que você tiver dúvida é só perguntar. – fala ele, transmitindo-me segurança. Meus batimentos normalizam com os seus comandos. Respiro fundo e dou a partida. O carro ronrona suavemente, disfarçando seu motor potente. – E, Sakura?

– Sim?

– Vou fode-la sobre o capô assim que pararmos.

Sinto um rubor enorme preencher minhas bochechas, completamente desconcertada, e acelero.

Sinto minha calcinha molhada quando o carro atinge 100km/h antes de 5 segundos. A capota está aberta e o vento bate em nossos rostos. Agradeço a Kami por estar usando um rabo de cavalo, evitando assim que meus cabelos batam em meus olhos e transforme um carro que vale milhões em carcaça de ferro velho.

Estou temerosa ainda. Meu rosto está impassível e estou tensa. Os olhos de Sasuke me observam cheios de luxúria. Eles estão em brasa e deixam o meu corpo em chamas. 160 km/h. Diante daquele olhar piso confiante até no fundo no acelerador e quando o ponteiro chega a 300 sorrio deliciada com a adrenalina que corre em meu sistema. A sensação é incrível. Sinto-me flutuar. Nunca me senti assim. O sentimento de liberdade é indescritível. O motor rugindo, as fábricas transformadas em borrões disformes. O sentimento de ser invencível, ser poderosa. É como se eu fosse capaz de fazer qualquer coisa. Sasuke sorri também, aquele sorriso que faz meu coração parar por alguns segundos e depois bater desesperadamente, e sinto-me feliz porque sei que ele está sorrindo dessa forma para mim.

Quando desço do carro estou extasiada. E excitada.

– Isso foi maravilhoso! – grito eufórica enquanto Sasuke vem ao meu encontro.

Ele não diz nada. Como sempre, seus atos falam por si só.

Sua mão direita cola nossos corpos com força e ele puxa meu rabo de cavalo me beijando com sede. Sua língua experiente invade minha boca, ela é quente, enquanto sinto sua potente ereção contra a minha barriga. Ele está muito excitado. Suas mãos firmes agarram minhas coxas e eu as enlaço em volta de sua cintura rica em músculos enquanto ele caminha. Sinto o metal levemente quente do carro sob minha bunda. A adrenalina ainda está presente e eu estou louca de desejo. Tiro a blusa e volto a beijar Sasuke como alguém que sofre em um deserto escaldante. Preciso dele, cada terminação nervosa minha clama por maior contato com Uchiha Sasuke. Minha mão vai até o zíper de sua calça e o abro puxando imediatamente a cueca box preta e agarrando seu membro entumecido que está duríssimo. Tão macio e grosso. Meu polegar acaricia a glande levemente fazendo Sasuke enlouquecer. Ele puxa bruscamente o meu rabo de cavalo e morde meu pescoço exposto sem piedade.

– Ah! – grito em uma mistura ensandecida entre prazer e dor.

O liquido pré-ejaculatório faz meu dedo deslizar sobre a glande inchada e o bombeio-o levando a loucura. Sentindo toda a sua extensão. Sentindo-me poderosa por fazer aquele homem frio e impenetrável sucumbir louco de desejo com meu toque. Com meus beijos. Com meu corpo.

Sua mão empurra o meu ombro fazendo-me deitar bruscamente sobre o capô. Estou ofegante e meus seios, pesado de desejo, sobem e descem no ritmo louco de meus pulmões que buscam oxigênio desesperadamente. Oxigênio privado pelos beijos ardentes de Sasuke. Minha mão é afastada de seu pênis que está cheio de veias proeminentes louco para encontrar algum alívio. Ele puxa minha saia e arranca minha frágil calcinha de renda preta penetrando-me com uma forte estoca.

– Sasuke! – minha voz é um sussurro rouco irreconhecível de tanto desejo. Estou entregue a ele.

Ele prende minhas mãos no alto e enfia com mais força. Não consigo evitar e gemo. E depois que o primeiro escapa, outros o sucedem. A mão livre de Sasuke vai até a base da minha coluna e ele me aperta, levantando meu quadril e encontrando o ângulo perfeito para que suas estocadas me levem a loucura.

– Porra, tão apertada! – grunhe ele, tão necessitado pelo clímax quanto eu.

Seus movimentos são rápidos e precisos. Estou em chamas. Todo o meu corpo é envolvido pelo prazer que o corpo de Sasuke me proporciona. Meu interior se contrai e sinto seu membro inchar ainda mais.

– Mais rápido! – suplico. Estou suada e desesperada para chegar lá.- Mais rápido... Ah!

Sasuke toma meus lábios e puxa meu lábio inferior entre seus dentes.

– Você é minha. – sussurra ele. – Apenas... – mais uma estocada forte, estou quase lá... – minha! –consigo soltar minhas mãos e, desesperada, arranho suas costas tentando aproximar mais nossos corpos. – Se eu ver você com outro... – ele enfia fundo, sua glande inchada alcançando os limites do meu corpo, enlouquecendo-me e fazendo-me tremer. – Mato você e ele.

Meu interior contrai-se, estrangulando seu pau enterrado em mim. Gozo sentindo seu líquido viscoso preencher meu interior, fazendo-me sentir finalmente cheia e saciada. Aperto suas nádegas duras de músculos comprimidas pelo orgasmo intenso que percorre seu sistema nervoso e ele me beija. Os lábios macios, a língua atrevida que explora. Nunca nenhum homem me beijou como Sasuke me beija.

Quando o oxigênio acaba ele afasta o rosto minimamente e os olhos negros me invadem. Tão profundos. Esmeraldas contra ônix. De alguma forma aquela troca de olhares se torna tão intensa que parece mais íntima do que o momento que compartilhamos segundos antes. Mais íntimo do que a conexão entre nossos sexos.

Minha mão acaricia seu rosto másculo e perfeito limpando a gota de suor causada pelo sexo intenso. Nunca deixo seus olhos.

– Sou sua, Sasuke, totalmente sua.

______________________________________________________________________

Pisco desconcertada com o momento passado que veio a tona em minha mente, que sei que ele também acabou de recordar, e desvio o olhar.

Ainda estou surpresa por saber o que se passou nos pensamentos misteriosos de Sasuke. Sei que ele lembrou do mesmo dia porque, por apenas um segundo, vi aquele olhar novamente. Aquele olhar quando eu disse que eu era totalmente dele, mas que ele fez sumir tão logo quanto apareceu.

A presença de Sasuke não me faz bem. Traz memórias que eu fazia questão de manter no silêncio das minhas lembranças de uma vida de loucuras.

Deixo Daisuke e Sasuke conversarem. Meu filho parece tão entretido que seria crueldade mandar Sasuke embora.

Ainda não consigo entender a total entrega dele a Sasuke. Reparo em seus traços infantis e percebo que ele está feliz. Uma pontada dolorosa me atinge ao analisar a cena diante de meus olhos. Pai e filho conversam amigavelmente e parecem felizes. Impossível, mas Sasuke está feliz. Tenho certeza porque o sorriso que faz minhas pernas tremerem está ali presente para o meu filho.

Kami-sama, de repente, entendo tudo.

Daisuke quer o pai. Quer muito. Deseja-o tanto que tem medo de questioná-lo por nunca estar presente e vê-lo se afastar. Ele quer agradar Sasuke, quer que o pai goste dele. Quer que o maldito Uchiha Sasuke goste dele!

Deus, ele sempre quis ter o pai por perto e nunca me falou nada.

Um sentimento enorme de culpa começa a me atormentar. Sei que fiz a coisa certa ao não contar da existência dele para Sasuke durante todo esse tempo. Entretanto, olhando para o brilho de adoração infantil nos olhos de meu filho, tão alegre pela presença de uma pessoa que ele acabou de conhecer, sinto-me a pior pessoa do mundo. Neguei ao meu menino um pai. Tudo bem que o pai era Sasuke, mas ainda assim, ele tinha um pai e eu não dei a oportunidade dele conhecê-lo. Sou a pior mãe do mundo.

Estou tão mergulhada em remorso que demoro para perceber que o quarto está mergulhado em silêncio. Olho imediatamente para Daisuke alarmada e vou até a cama. A palma da minha mão vai até o seu nariz e só volto a respirar quanto sinto sua expiração nos meus dedos.

– Ele apenas dormiu, Sakura. – a voz rouca de Sasuke desperta-me do meu transe e eu pulo assustada.

Pego o controle da cama e faço ela fica plana para que ele descanse confortavelmente, arrumando seus cobertores em seguida.

Sento-me na poltrona ao lado de Daisuke com sua cama separando eu e Sasuke.

– Nunca vou parar de verificar. – os olhos dele me observam. Eles são indiferentes. – Ele teve uma parada uma vez... Nunca me senti tão desesperada. Durante aqueles poucos segundos que ele permaneceu... – neguei-me a dizer a palavra. – Senti um vazio tão grande, Sasuke. Com se estivesse no escuro e nunca mais fosse vez a luz. Foi horrível. – esfrego meus olhos, cansada. – Nunca mais consegui dormir direito. – seguro a mão de Daisuke e a beijo. – Tenho medo de dormir e quando acordar ele não estar mais aqui.

– Por que está me falando isso?

Eu sorrio. Mas é um sorriso triste.

– Não sei. – digo olhando para minhas mãos. – Estou me sentindo um lixo.

– Não devia. Você é pior que isso.

Olho para ele. Não sinto absolutamente nada ao ouvir aquelas palavras duras.

– Por que você me odeia tanto, Sasuke? O que eu fiz foi tão horrível assim para você? Tão imperdoável? – fecho os olhos. Sinto-me exausta. – Não posso dizer que me arrependo. Eu fiz a coisa certa.

Ele se levanta da cadeira em um rompante, como se tivesse levado um choque. Seus olhos possuem um brilho assassino, é o olhar de alguém que já matou antes. Os lábios estão em uma linha rígida, ficando quase imperceptível o corte que causei em seu lábio inferior. Ele saca a arma escondida em suas costas e aponta diretamente para minha cabeça. Seu ódio é tão grande e visível que quase posso senti-lo sobre mim. Minhas mãos começam a tremer e, assustada, percebo que é a primeira vez que sinto medo de Sasuke. Um medo real que, surpreendentemente, assusta-me ainda mais.

Sasuke fecha os olhos. Era o momento perfeito para eu desarmá-lo, mas estou paralisada e não consigo nem piscar.

Parece se passar vários segundos quando ele baixa a arma e a esconde novamente atrás das costas.

– Você não vale à pena.

Fecho os olhos não acreditando que ele desistiu. Eu tinha absoluta certeza de que ele iria atirar. Quando Sasuke saca a arma, dificilmente uma bala não é disparada.

Quando ouço o clic da porta sendo fechada solto o ar dos meus pulmões, percebendo que apenas agora tinha voltado a respirar.

Notas finais
E aí? Comentem suas dúvidas!!! Obrigada pelo carinho pela fic, é gratificante.