Notas iniciais
ta,esse foi um tanto pequeno, mas depois vou postar todos os outros caps até acabar a história de uma vez. Vai ser melhor assim.

Ela repousava na cama instalada no centro do quarto iluminado. Pelo jeito estava inconsciente há muito tempo.

“O que você fez com ela?!”

“Ora, não está vendo? Essa é uma câmara de gás, eu apenas usei uma ou duas doses tranqüilizante e pronto. Ela dormiu. Acho que, como agora não tenho a Fórmula, terei que liberar o gás venenoso... não seria dramático? Mãe e filho morrerem por sua causa?”

Robin sentiu o mundo desabar sobre sua cabeça. Queria agir, atacar Penumbra. Mas não podia. Ele estava com a mão na alavanca do gás.

“Tecnicamente vocês tem quatro minutos e dezessete segundos pra me trazerem. Mas acho que mesmo num teleporte da azulzinha ali vocês não conseguiriam. É uma pena...”

“Chega!!” Robin atirou um boomerang na direção do rosto do rapaz. Mas ele simplesmente desviou.

“Lutar enquanto eu tenho a vida dela nas minhas mãos? Péssima escolha!”

Ele puxou a alavanca e uma contagem regressiva começou. Numa tela acima da porta da câmara de gás apareciam 2:59. Os segundos eram valiosos.

Nenhum dos titãs se conteve agora. Era hora de lutar. Robin começou a tacar Penumbra, que usava sua sombra para confundi-lo. Ciborgue correu para o painel de controle para tentar desvendar o código de acesso e interromper a contagem o quanto antes. Ravena se esforçava ao máximo jogando algumas peças no vilão e Mutano ainda planejava o que fazer.

Num movimento rápido, Penumbra entrou em sua sombra e apareceu do outro lado da sala. Ria como se estivesse se divertindo.

“Não adianta, não vão conseguir parar a tempo. Suas chances de sucesso são minúsculas!”

“Minúscula! Isso!” Ciborgue exclamou para si. “Verdinho, venha cá!!

Como Mutano ainda não tinha idéia do que fazer na batalha, ele correu até o amigo com esperanças de que seria útil para alguma coisa.

“Que foi, Ci?”

“Tá vendo esse cano? Ele leva aos circuitos dessa coisa. Temos que cortar o fio azul.”

“Já saquei tudo! Agora veja o herói em ação!”

Mutano se transformou num camundongo e subiu pelo cano. Não demorou para que encontrasse os circuitos.

Azul... azul... cadê o azul?

Ele continuava vasculhando o tubo. Mas parecia que o fio azul estava ainda mais fundo.

Robin lutava sem parar, mas Penumbra parecia desviar facilmente de cada ataque. Era ágil demais. Ravena também tentava de tudo com seus poderes. Mas ele usava a cegueira para atrasa-la.

“Isso tá fácil demais! Logo, sua amiguinha vai dessa pra melhor e eu vou estar aqui pra ver você sofrendo!”

Robin sentiu aquelas palavras cortaram sua alma em dois. Agora sim, estava nervoso. A velocidade dos socos que dava aumentou, juntamente com seus saltos. Tanto, que acabou acertando Penumbra no rosto e o derrubou.

“Você foi longe demais!” Ele disse, em alto e bom som. Queria intimidar Penumbra. Mas não teve muito sucesso.

“Não...” O garoto dizia ao limpar um filete de sangue que saía de sua boca. “Só o suficiente!...”

De repente, algo prendeu Robin no chão. Ele não podia se mover. Mas via uma sombra subir pelo seu corpo lentamente. Fazendo uma dor inimaginável surgir onde ela tocava.

“Eu sei, isso dói. Minha sombra pode tirar a dor mais intensa do fundo de sua alma para a parte externa. Posso até multiplica-la se quiser, mas no momento estou de muito bom humor...”

Robin gemia. A sombra já estava na cintura do rapaz, aumentando a dor violentamente.

“Não adianta tentar se libertar, bobão. Afinal, só faltam três segundos pra que o gás seja liberado. Olhe você mesmo.”

Era verdade. A tela mostrava que suas chances de sucesso com o salvamento eram praticamente nulas. Somente um milagre poderia mudar esse fato.

A única coisa que os titãs puderam fazer era observar os segundos serem contados. 0:03 – 0:02 – 0:01...

“O quê?!” Penumbra não acreditou. A contagem parou no 0:01.

“O que foi? Não gosta de ser superado?” Mutano apareceu por uma abertura de ventilação, segurando o fio azul. Penumbra ficou tão chocado que perdeu a concentração e acabou libertando Robin da tortura.

“Acabou.” Ravena disse, se levantando.

O vilão não sabia o que fazer. Agora, toda aquela segurança que tinha sobre si tinha simplesmente desaparecido. Estava encurralado. Fez a única coisa que pôde pensar no momento. Desaparecer em mais uma sombra.

Ele se libertou no fim da câmara. A mão direita permanecia em outra alavanca, desta vez era verde.

“Adeus, Titãs! Hahaha!” Ele a empurrou com força e desapareceu na sombra da cobra. De repente, todo o lugar começou a tremer. Era um sistema de autodestruição!

“Rápido! Peguem a Estelar e levem pra torre!”

“E você?” Ciborgue perguntava, enquanto destruía uma das vitrines que cercavam a câmara de gás.

“Eu vou atrás dele...”

Ravena carregou Estelar com sua telecinese enquanto Ciborgue montava no pterodáctilo verde. Robin usou seu gancho e subiu até a superfície. Foi atrás de Penumbra, que se distanciava do lugar guiando pássaro negro.

Quando os outros três titãs chegaram na superfície, foram envolvidos pela cúpula negra de Ravena. Desapareceram segundos antes de uma explosão ecoar pelo terreno abandonado e fazer com que todo o chão simplesmente desabasse.