Surpresas
2 Sete Meses depois
Era um dia comum na Torre Titã. Ciborgue cuidava do carro, Mutano se deliciava com uma de suas receitas de tofu, Ravena meditava em frente à janela e Robin... bom, ele estava trabalhando em um dos computadores da sala comum. Desde a partida de sua amada, ele vêem monitorando toda a cidade na tentativa de encontra-la. Infelizmente não teve sucesso algum nas buscas...
“Ei cara, não quer provar a minha fritada de tofu?” Perguntou Mutano, engolindo a última colherada.
“Não Mutano, estou tentando achar Estelar!”
“Não sabe o que tá perdendo! Além disso já faz sete meses, você devia desc--“ Uma mordaça de magia negra envolveu a boca do metamorfo antes mesmo de terminar a frase. Ravena andou na sua direção e lançou o olhar frio de sempre, mas não parou, continuou andando até a entrada da sala e arrastando Mutano consigo. Quando ficaram frente a frente, a empata o libertou e começou a sussurrar numa voz tenebrosa.
“Você não está ajudando, Mutano.”
“Mas eu só ia dizer pra ele descansar um pouco, deixar isso pra depois, sabe... se até hoje ele não encontrou Estelar então vai demorar muito pra isso acontecer.”
“Deixe-o procurar. Robin acha que a ida de Estelar foi culpa dele e encontra-la seria o único jeito de concertar o erro, ele tem uma dívida consigo mesmo. O que você deve fazer é apóia-lo e não piorar a situação dizendo uma coisa dessas!” A expressão de Ravena era séria ao falar aquilo e Mutano acabou entendendo o que ela queria dizer.
“Escuta Ravena, você pode sentir as pessoas né, será que não dava pra sentir a Star e dizer onde ela tá?”
“Eu nunca tentei algo assim, Mutano. Só detecto os sentimentos, eu poderia até sentir sua presença, mas acho que não conseguiria dizer sua localização...”
Nesse momento o alarme soou e toda a torre ganhou um tom avermelhado. Como três já estavam na sala só faltava Ciborgue, que não demorou a chegar da garagem. Logo foi possível ver o problema na tela grande. Era Plasmus novamente, estava aterrorizando o centro de Jump City.
“Cara, como ele consegue fugir tanto de uma penitenciária de segurança máxima?!!” Mutano questionou.
“Não sei, mas vamos manda-lo de volta!”
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13:15 da tarde, era para ser um dia calmo como os de qualquer outra cidade. Mas não podemos esquecer que essa é Jump City, dias normais ou calmos por aqui são muito raros de acontecer.
Um globo negro surgiu no meio de uma das avenidas do centro da cidade e se abriu revelando quatro heróis no seu interior. No início estranharam o silêncio e a ordem no lugar, normalmente teriam pessoas em pânico correndo por todos os lados em busca de um lugar seguro, carros revirados e uma rua repleta de rachaduras enormes. Mas o lugar estava praticamente deserto com uma ou duas rachaduras.
“Ravena, tem certeza que não errou o lugar?”
“Eu não erro, Ciborgue. Plasmus está aqui!”
De repente, o solo começou a tremer violentamente.
“Ahh! O que tá acontecendo??” Disse Mutano, antes de se transformar num falcão para escapar do tremor.
“Algo está se movendo sob nós!” Robin disse enquanto verificava o comunicador. Na tela havia quatro pontos verdes (eles) e uma mancha vermelha enorme passando por baixo. Ciborgue ativou dois ganchos nas solas de seus pés, prendendo-se ao chão. Ravena levitou e Robin fez o possível para manter seu equilíbrio. Mas foi uma questão de segundos para que o tremor cedesse.
“Então... acabou?” Mutano disse, voltando a forma humana. Mas sua pergunta foi respondida mais rapidamente do que ele esperava. O chão logo se abriu no meio dos quatro e revelou Plasmus, parecia que ele havia se “remodelado” na forma de uma cobra enorme e andou pelos esgotos do lugar. Agora, devido aos tóxicos que engolira, ele se tornou um monstro três vezes maior que antes.
“Titãs, atacar!!!”
Os então quatro começaram a agir. Mas seus esforços estavam sendo em vão, pois Plasmus se esquivava de cada ataque ou movimento. Robin conseguiu pular no monstro e solidificar uma parte sua usando os discos congeladores, atrasando-o e dando tempo para os outros atacaram com toda a força que possuíam.
Plasmus se viu sob pressão em meio a todos aqueles ataques. Se continuasse ali, ia acabar sendo derrotado. Num único movimento, deu um salto para frente sob a forma de cobra e perfurou a rua outra vez numa tentativa de fuga. O porém era que Robin havia ficado preso na gosma enquanto agia e acabou sendo arrastado pelo caminho.
Ravena tentou impedir que o monstro fugisse, mas quando deu por si, Plasmus já tinha desaparecido na grande tubulação...
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Pessoas e veículos movimentavam as ruas no lado leste da cidade. Tudo parecia comum por lá. Mas isso mudou devido a um estranho tremor de origem desconhecida. Logo, um estrondo ecoou pelos prédios e casas próximos e um buraco enorme se formou no meio da avenida, revelando uma grande criatura e um rapaz sendo lançado de seu interior. Robin caiu no chão e rolou até uma calçada próxima, parando em frente a inúmeras pessoas curiosas que assistiam a cena.
A dor era inimaginável. Seu tórax ralou no asfalto devido ao impulso causado pela queda e seu braço esquerdo tinha sido praticamente esmagado pelo resto do corpo. Sua cabeça pesava como uma pedra enquanto cada vez mais sangue manchava o chão. Com grande esforço, ele foi abrindo os olhos lentamente. No começo viu apenas borrões, que foram se aperfeiçoando até ser possível ver toda a multidão na sua frente, que parecia ter grudado os olhos no rapaz ferido. Mas algo chamou sua atenção, algo no meio de todos que olhavam, e antes que pudesse falar qualquer coisa, Robin desmaiou.
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