Super Hero
3 Third
Notas iniciais
Boa leitura! ♥
Baekhyun era sempre o primeiro a acordar, e isso fazia parte de seu costume; simplesmente não conseguia acordar mais tarde que nove horas da manhã. Desceu as escadas, já pronto para começar o dia, cumprimentando sua mãe com um beijo no rosto e logo a ajudando na cozinha, limpando e cozinhando ao lado da mesma. A família Park-Byun era feliz, e mesmo que o senhor Park e a senhora Byun não fossem casados no papel ainda, eles moravam juntos, eram fiéis um ao outro e tudo corria bem.
Extremamente bem.
Demasiadamente bem.
– Filho, eu precisarei comprar alguns legumes e vegetais... Seu pai foi abrir a loja mais cedo, então...
– Quer que eu adiante o café do dorminhoco enquanto a senhora compra as coisas?
– Isso, filho. – beijou a testa do filho, subindo na pontinha dos pés. A senhora Byun tinha baixa estatura. – Obrigada, viu? Eu não demoro.
Baek sorriu, colocando o avental quando sua mãe se retirou da cozinha, e em seguida, da casa. Seu pai largou o emprego na Coréia e fora realizar o sonho de abrir uma loja naquele bairro chinês, onde vendia objetos clássicos e antigos para decoração. A situação financeira atualmente era boa, mas como os irmãos tiveram dois anos resolvendo problemas passados na família (como dinheiro), acabaram não tendo tempo para entrar em uma faculdade, mesmo com Baekhyun estudando em casa.
E lá estava o mais velho preparando o café. Ele sabia que sua mãe demoraria um pouco, já que ela adorava conversar com as vizinhas e as outras senhoras que caminhavam no meio daquela feira.
Baekhyun sorriu, mas sentiu seu corpo se arrepiar por inteiro ao sentir os lábios carnudos de alguém tocar seu ombro quase desnudo, só não desnudo pelo tecido da regata que vestia e pela fita do avental que usava.
Chanyeol.
– Bom dia. – disse o maior.
– Bom dia, Chanyeollie... – o hyung sorriu, mas não desviou sua atenção das panelas e da wok. – Dormiu bem?
– Eu dormi bem, mas não acordei muito bem. – Chanyeol se afastou um pouco e se encostou à mesinha daquela cozinha, fitando o rapaz mais baixo. – Não quis me acordar?
– Eu não. – sorriu outra vez. – Você dormindo é tão bonitinho, então não tive coragem de te acordar, mas também, geralmente você acorda bem tarde. O que aconteceu?
– Kris me ligou. Me esqueci de deixar o celular no silencioso, e levei um susto do caralho quando recebi a ligação.
Baekhyun se virou, segurando a colher de pau, batendo de leve sobre a cabeça de seu irmão mais novo. O maior gemeu baixo de dor, colocando as mãos sobre a área afetada, e o mais velho não parecia ter gostado nada daquilo.
– Não quero ouvir outro palavrão, Park Chanyeol!
O dongsaeng rodou os olhos. Baek brigando consigo era tão... Adorável.
– Tudo bem, hyung.
Baekhyun parecia ter ficado mais bravo ainda quando seu irmão mais novo começara a rir, mas o dongsaeng simplesmente não podia evitar: o hyung ficava lindo quando inflava as bochechas, fazendo bico e franzindo o cenho, parecendo mais uma criancinha mimada e com raiva. Era deleitoso demais, e só fazia Chanyeol querer provocá-lo sempre, pelas reações que o menor tinha.
Porém, o mais novo estava lá, revoltado sobre aquela panela.
Incrivelmente adorável.
• • •
– Olhe! Saiu a lista dos alunos mais bonitos do terceiro ano! – uma das alunas, empolgada, olhava para o mural escolar, com a lista diante de si. Ela apontava para os números, de baixo para cima, até chegar ao primeiro lugar. – Era de se esperar Park Chanyeol em primeiro lugar. Ele é lindo demais! Você irá ao baile com ele, não é mesmo, Meili?
– Claro! Eu fui votada como a garota mais bonita da classe, e devo dançar com o mais bonito. Eu já esperava pelo resultado. – a menina mexeu os cabelos, abrindo um largo sorriso.
De longe, Baekhyun e Chanyeol conversavam enquanto comiam algo. Baek era tímido, bastante tímido, e quando notou a aglomeração se formar diante do quadro de avisos, teve a curiosidade despertada. O mais novo segurou gentilmente o pulso de seu irmão, indo com ele até o mural, e então saberem o que se passava ali.
– O que tá acontecendo aqui? – perguntou o maior.
– Yeollie, você foi o primeiro lugar de novo! – a tal Meili sorria, enquanto o rapaz se preocupava em checar toda a ficha.
– Quantos alunos homens nós temos em nossa sala?
– Dezessete. – respondeu a menina.
– E por que só há dezesseis na lista? Quem faz a lista?
– Eu faço a lista, mas os fatos são esses. Todos concordaram.
Enquanto isso, Baek checava a lista calado.
Ele não estava lá.
– Baekhyun não está na lista, Meili.
– Olha, Chanyeol... – a menina segurou o antebraço de Chanyeol, o afastando um pouco de Baekhyun para conversarem sem que o garoto ouvisse. – Você é lindo, esportivo, tem um corpo incrível... Baekhyun não chega aos seus pés.
Baekhyun estava arrasado, cabisbaixo.
Se achava a pessoa mais feia do mundo.
Pobre Baekhyun.
– Escuta aqui, Meili. Baekhyun não chega aos meus pés? Você não sabe disso, mas ele é bem mais que qualquer um dessa espelunca. – a ira era visível nos olhos do mais alto, e o mesmo afastou o antebraço dos dígitos da menina. – Acho que você não merece minha companhia no baile.
– Não, Chanyeol! Quer dizer... Eu posso refazer a lista, sabe? Baekhyun estava em décimo lugar e eu não me lembrava e... – mentia. Era óbvio.
– Não preciso disso. Se eu vou ao baile com você, é por pena. Parece que essa porcaria de baile pra você vale mais que seu próprio caráter. – afastou-se de vez da menina, e ao chegar próximo àquele mural, arrancou a lista de lá, amassando-a e jogando o papel dentro da cesta de lixo. Segurou Baekhyun pelo braço, se retirando dali junto dele. – Venha, hyung.
Mesmo que Baekhyun estivesse mal, seu irmão sempre aparecia para salvá-lo.
Era como se... Como se quisesse agradar somente a ele. Chanyeol o fazia bem.
• • •
Dez horas da noite. Os pais dos meninos se aprontavam para dormir, todos já haviam jantado e Kris ligava para Chanyeol naquela sexta à noite, o convidando para sair junto de alguns outros amigos a uma boate gay. Como Baekhyun sempre andava com Chanyeol, também foi convidado, e após se arrumarem, pegaram carona com Yifan até o local da boate, para se esquecerem dos problemas e beber algumas.
Chan estava bem arrumado, cheiroso, e deixava seu irmão mais arrepiado quando tentava cheirar seu pescoço, dando a desculpa de que seu hyung precisava ser o mais cheiroso de toda a festa. Baek não podia negar; seu corpo era sensível demais, principalmente quando era seu irmão o provocando.
Não que ele se importasse... Demais.
E já dentro da boate, Kris se afastou rapidamente, indo para um canto onde seu melhor amigo, com certeza, desconhecia. Baekhyun ficou num canto qualquer, bebendo sem fazer alarde algum, enquanto Chanyeol ficava ao seu lado, bebendo junto ao irmão.
– Não quer dançar? – perguntou o maior.
– Não... Eu não danço. – sorriu.
Yeol não insistiu. Achou melhor ficar naquele canto com o menor, já que o mesmo o "vigiava". Vai que alguém pudesse abusar de seu irmão? Ele não queria aquilo!
Mas alguém se aproximou dos dois, bebendo e dançando como louco. Era um pouco mais baixo que Baekhyun, e mais sorridente, também.
– Ele é seu namorado? – dirigiu-se a Baekhyun, mas apontou para Chanyeol.
– Não, ele é meu irmão...
– Então você não liga se eu roubá-lo um pouquinho de você, não é? – puxava Chanyeol, e Baek recebia um olhar de "por favor, me deixe ficar" de seu irmão mais novo. O hyung deu de ombros, e então o maior fora dançar com a tal pessoa, bem no meio da pista de dança.
E olhando aquilo, acabava se lembrando do quão azarado era com as pessoas.
Nunca conseguia um par pra dançar, pois era sempre o esquisito, o feio, o sem estilo... Enquanto Chanyeol, ah, Yeollie... Era lindo, sempre popular e amado pelas pessoas.
Tentou tirar aquilo da cabeça; estava lá para se divertir. Não queria ficar se lamentando, até porque havia mudado desde o ensino médio. Tomou mais alguns goles de sua bebida, e em seguida, mais alguns copos. Entretanto, não demorou meia hora até que os olhos de seu dongsaeng se arregalavam, fitando parte da pista de dança e cessando a dança com aquela pessoa na qual Chanyeol nem ao menos conhecia.
O que Baekhyun estava fazendo, afinal? Ele estava bêbado? Chanyeol nunca tinha visto aquilo em toda a sua vida.
Seu irmão dançava como louco na pista, atraindo olhares curiosos para si e ficando ao redor de homens querendo seu corpo dando a desculpa de que queriam apenas uma dança inocente, sem maldade alguma.
Chanyeol estava com ciúmes?
– Byun Baekhyun! – exclamou, indo em direção ao menor, puxando-o pelo antebraço e o arrastando até um canto.
– Ah, Chanyeol-ah... Acabando com a minha graça.
– Você está bêbado? – o maior aproximou seu rosto do alheio, e o cheiro do álcool era sentido de longe.
– E você se importa? – ele ria, batia de leve sobre o peito do irmão e puxava o tecido de sua camisa entre seus dígitos, fazendo o maior rodar os olhos.
– Vou te levar pra casa. Você não está bem.
– Ué... Não quer mais dançar com aquele menino lá?
Chanyeol ignorava Baekhyun. Era a primeira vez que o via bêbado, já que o mesmo nunca colocou álcool em sua boca.
Era óbvio que ele não sabia beber.
O mais novo pegou o celular de seu bolso, e discou o número de Kris, logo enviando uma mensagem de voz para o mesmo.
– Man, levarei Baek pra casa. Ele bebeu demais e agora quer fazer besteira. Nos vemos outro dia, cara, se cuide e não faça nada do que eu faria. – enviou a mensagem e guardou o celular.
Pegaram um táxi e chegaram em casa, tentando fazer silêncio para não acordarem. Baekhyun não facilitava, e na hora de subir as escadas, Yeollie sentiu o maior sacrifício e responsabilidade por deixar que seu irmão vacilasse tanto.
E, pensando melhor, o garoto era mais velho que Chanyeol! Por céus.
Baek ria, fazia graça e batia em seu irmão, mas sem força. O maior simplesmente empurrou o corpo alheio para o chuveiro, ignorando todas as piadinhas que seu irmão fazia.
Mas ignorar parecia praticamente impossível.
Os dedos de Chanyeol tocaram os primeiros botões da camisa do menor, desabotoando a peça de roupa enquanto o mesmo, finalmente, se aquietava. Sentiu seu corpo inteiro se arrepiar com aquilo, mesmo bêbado, podendo sentir perfeitamente os dígitos tão compridos tocando sua pele aos poucos.
Então... O que era aquilo?
O menor ofegou levemente, fechando os olhos enquanto as costas estavam contra o azulejo do chuveiro, e a água gélida caindo logo pelos corpos de ambos após. Por um momento, o dongsaeng pôde sentir a mesma coisa; o fato de tocar Baekhyun e senti-lo tão... Vulnerável contra si.
Não poderiam evitar, aquilo era mais forte que eles mesmos. Repentinamente, sentiram seus corações baterem depressa, e a vontade de tocar o outro era ainda maior.
Aquilo era errado. Cresceram como irmãos, protegeram e foram protegidos como família, e... Olhar Baekhyun daquela forma parecia tão errado para o maior... Assim como parecia errado o menor olhar ao outro da mesma forma, mesmo com o interior cheio de álcool e a mente em outro lugar.
Respiraram fundo, e o mais novo tomou a iniciativa de aproximar os rostos. Já nem ligavam tanto assim para o que era errado ou não, e talvez parte da culpa seja do álcool. Os lábios estavam bem próximos, quase se roçando, e o coração parecia sair pela boca dos dois naquela hora.
Céus, a expectativa era tamanha.
Porém, Baekhyun abaixou o rosto, empurrando um pouco Chanyeol ao tocar o tórax do mesmo.
Chanyeol ficou confuso.
– B-Baekhyunnie...?
Nesse exato momento, Baek vomitava sobre o chão do box em que os dois estavam.
Maldito álcool.
Notas finais
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Mas Super Hero está aí. ♥ E como eu sei que a maioria dos leitores de SH leem Hurry Up, só deixar claro que vou atualizar a fic na quinta-feira. Tenho a surpresa pronta, mas falta terminar o fim do cap, então... Relaxem que não me esqueci da fic. ♥
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Espero, de coração, não ter desapontado vocês.
E quero agradecer por me acompanharem até aqui. Por acompanharem, pelos reviews e etc. Eu leio como boba, de verdade! ♥
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Até o próximo cap! ♥
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