Notas iniciais
"A fic é assim: Alguns caps vocês ficam sem entender, mas o próximo já explica. E o tempo em Hurry Up é um só (exceto pelo passado do Tao, que às vezes foi revelado), diferente de Super Hero (que vai explicando tudo sobre o couple, em vários tempos, até que as peças se juntem). Achei importante explicar isso, porque muita gente ficou em dúvida." - Achei importante copiar isso das notas de HU e passar pra cá. qq
Boa leitura! ♥

Após aquela noite, Baekhyun tomou para si que nunca mais, mas nunca mais mesmo, colocaria uma gota sequer de álcool em sua boca. O enjoo era maior, vomitava quase sem parar, além do que nem água entrava direito em seu corpo, lhe dando uma das piores sensações do mundo: a ressaca. Chanyeol estava ao seu lado, levando água para seu irmão e levando um balde para que o mesmo pudesse vomitar. Com certeza, o balde era bem usado por Baek.

Na cama, pediu a Chanyeol que não desgrudasse de si, que dormisse ao seu lado. O mais novo não recusou, abraçando seu hyung até que o mesmo pudesse adormecer, beijando-lhe o topo de sua cabeça. Perguntou a Baek se estava melhor, e riu baixo quando o mesmo balançou levemente a cabeça, negando aquilo. Quando o menor ergueu a cabeça, recebeu um beijo no canto dos lábios e um "boa noite" sussurrado de seu dongsaeng. Sentia-se bem melhor para dormir agora.

Ao amanhecer, Yeol leva café na cama para o menor. Dá comida em sua boca, um pouquinho de cada vez, só para Baekhyun não ficar com o estômago vazio. Eram nove horas da manhã, e o mais novo até se esforçou para acordar antes do outro. Mesmo assim, o garoto se sentia mal, completamente afetado pela ressaca, e parecia que um trator havia o esmagado.

Após duas horas, desceram para almoçar.

– Bom dia, meus bebês! – a mãe recepcionava com amor, recebendo um sorriso largo de Chanyeol e um resmungo de seu outro filho. – Byun Baekhyun, o que houve? Nunca resmungou assim pra mim. – o chamava pelo nome completo como provocação, mas ria ao dizer. Ela colocava os pratos fundos sobre a mesa de jantar, junto dos talheres próprios para aquilo.

– O que tem pra comer hoje, mãe? – perguntou Chanyeol enquanto se assentava numa das cadeiras, e Baekhyun se sentava ao seu lado, quieto.

– Fiz baozi, arroz, e umas coisas que aprendi com a senhora Fei. Deveriam experimentar! Está uma delícia.

A mãe dos meninos era ótima com a culinária, seja coreana ou chinesa, e voltou a cozinha para buscar mais comida. Porém, Baek fazia uma careta quando levou seu talher a um dos baozis, segurando o bolinho entre eles.

– Parece gostoso. – comentou o maior.

– Nada parece gostoso agora...

Chanyeol riu.

– Engraçado como uma família coreana pode se ajustar aos costumes chineses, mas eu sinto falta da Coréia.

– Eu também. Na Coréia ninguém fica te olhando e fofocando.

Chanyeol riu de novo.

– E cadê o pai de vocês? Ele deveria ter saído da loja para vir comer e nada! – reclamava enquanto colocava o prato sobre a mesa. – E Baekhyun, você está mesmo bem, filho? Tá com uma cara...

– Estou bem, mãe...

– Ele tá meio gripado, mas não se preocupe, mãe. Eu posso cuidar dele. – Baek não evitou sorrir com as palavras de seu dongsaeng, e o maior e sua mãe acabaram sorrindo depois.

O que poderia dar errado quando todos sorriam e havia baozi bem no centro da mesa?

– Chan, você é um anjo. E vocês são meus bebês.

Após isso, o pai dos meninos chegava, cumprimentando todo mundo e se assentando também, e logo puderam iniciar a refeição, mesmo que Baekhyun não conseguisse colocar nada em seu estômago.

• • •

A tão bela e popular Meili, estudante de um dos melhores colégios do Ensino Médio de toda a China, organizava toda semana uma "reunião" em sua casa, com aperitivos, bebidas sem álcool e jogos entre seus amigos. Sempre convidou os mais populares, já que, para ela, somente os populares estavam perto de sua grandeza.

E como Chanyeol, mesmo sem querer, era um deles... Fora o primeiro a ser convidado.

Porém, a menina sabia que Chanyeol não desgrudava de seu irmão, Baekhyun, o garoto mais "chato", tachado por eles mesmos. O fato de Baek ser o mais inteligente de toda a escola e entrar para o ranking do país (tanto da China quanto da Coréia, até seus oito anos), tendo os gostos completamente distintos dos outros meninos e meninas (fora que Baek nunca teve alguma atração muito forte por alguma menina), o tornava chato, careta, sem um pingo de interesse.

Mas Chanyeol via algo além daquilo. Adorava fazer seu irmão rir e sorrir, então tentava deixá-lo feliz a todo custo, mesmo que sacrificasse a própria "boa aparência" para isso. Ele não ligava, se importava bem mais com seu hyung a outra coisa, e mesmo agindo da forma como pensa, todos continuavam o amando.

E foram juntos à reunião dela. Baekhyun se encolheu num canto, tomando suco de morango enquanto seu irmão estava ao seu lado, o acompanhando. Quando começou a hora dos jogos, todos se sentaram no chão, formando um círculo, até que a menina e pronunciou:

– Verdade ou consequência. A boca da garrafa pergunta, a base responde. Alguma dúvida? Nenhuma? Ótimo.

Após dizer, as mãos de Baekhyun começavam a suar bastante. Nunca havia beijado alguém em toda a sua vida! Diferente do maior, que arranjava uma namorada nova toda semana, e perdido a virgindade aos quinze anos.

Baek nunca beijou alguém, quanto mais ter transado.

E a garrafa fora girada. Todos pareciam animados, e a primeira pessoa escolheu desafio. O desafio era beijar Chanyeol (o que não era nenhum desafio), deixando a menina completamente eufórica após ter dado um selo no garoto mais bonito de sua classe. E giraram a garrafa mais uma vez, tendo como desafio as mãos seguradas por Chanyeol durante um tempo. Então elas estavam usando o jogo para se aproximar do garoto e ter algo pra contar no dia seguinte?

Algumas vezes, escolhiam outros meninos, mas Baekhyun havia sido o único que ainda não brincou, apenas aguardando sua vez. Estava ansioso, com medo de algo der errado e ninguém nem ao menos olhar seu rosto no colégio.

Será que daria seu primeiro beijo naquela noite?

Então, quando giraram novamente a garrafa, Baekhyun cruzou os dedos. Não fora sua vez ainda.

Todavia, Meili perguntaria. A sua colega pediu desafio, e Meili olhava fixamente para Baek, que se sentia invadido com tanto olhar sobre si.

– Te desafio a beijar Baekhyun.

Todos arregalaram os olhos, e a menina olhava Meili como quem queria matar alguém. "Pediu desafio, agora aguenta" – era o que ela dizia, deixando a menina brava. Ela relutava e relutava, dizendo para mudar a pessoa e que queria Chanyeol no lugar de Baekhyun.

O menino abaixou a cabeça, péssimo.

Com a discussão idiota a sua frente, Chanyeol se virou, levando as mãos ao queixo de seu próprio irmão, aproximando os lábios e beijando Baekhyun de um jeito que ninguém nunca imaginou. Mas o que foi aquilo? Por que é que ele mesmo tomou a iniciativa de beijar seu próprio irmão? Aquilo era errado! Mesmo que não fossem irmãos de sangue. Os olhos de todos estavam bem mais arregalados que antes e o hyung nunca estivera tão surpreso. Os lábios foram afastados, e a menina que havia relutado tanto havia ficado quieta.

Foi então que o maior apontou o dedo indicador para ela.

– Eu te beijaria assim se você não fosse tão estúpida, mas como você não foi mulher o suficiente pra calar a boca e beijar, eu o faço por você.

Diferente do que imaginava acontecer, ao invés de todos se assustarem, todos voltaram ao normal e continuaram o jogo.

Menos Baekhyun, que tocou os próprios lábios.

Seu primeiro beijo havia sido com seu irmão mais novo.

• • •

O corpo estava praticamente jogado sobre o sofá, e aos poucos a ressaca ia embora, conforme vomitava, bebia água e urinava. Já conseguia comer se o fizesse bem devagar, e aproveitou aquilo para fazer pipoca, colocando tudo dentro de uma tigela e indo para o sofá assistir TV. A tigela estava sobre seu colo e o corpo bem relaxado no estofado, e Baekhyun comia aos poucos, rindo do que era exibido ali.

Aquele filme era engraçado.

Mas sentiu dedos compridos tocarem sua cabeça, como se a estivesse segurando, e ouvindo uma voz forçadamente rouca dizer "Sua alma é minha, Byun Baekhyun", que fez o menino gelar de medo. Mas era somente seu irmão mais novo, e riu quando o viu. O maior, então, se sentou ao seu lado, roubando um pouco de pipoca dentro da tigela.

– Que filme é esse? – perguntou Yeol.

– Casa Amaldiçoada Parte Dois.

– Eu achei que fosse um filme de comédia. – riu.

– Pra mim, é. Deveria ver os efeitos especiais desse filme. São tão bons quanto cebolas.

– Mas você odeia cebolas.

– Eu sei. – riram. – Mas esse filme chega a ser engraçado.

– O próximo filme começa que horas? – com a pergunta, Baekhyun olhou seu celular, que estava no canto do estofado.

– Quinze minutos, mas nem ligo muito para o filme. A pipoca tá deliciosa.

Chanyeol roubou mais pipocas da tigela, levando-as à própria boca.

– Está mesmo.

Após um tempo assistindo o filme e rindo feito louco, Baekhyun encostava a cabeça sobre o tórax de Chanyeol, e ouvir seus batimentos cardíacos era como música aos seus ouvidos. O ritmo tão agradável de saber que seu irmão estava vivo (óbvio) e o fato do maior envolver seu corpo com os braços em seguida, o dando uma maravilhosa sensação de proteção.

Era incrível como se sentia bem com ele. Sempre sendo protegido e nunca reclamando, e raramente os dois brigavam. Em doze anos, aprenderam a conviver perfeitamente, mesmo com alguns deslizes e brigas bobas, porém, com um pedido de desculpas e um beijo na testa. Baekhyun adorava as surpresas, beijos repentinos e o modo que seu irmão o tratava.

Era tão... Diferente. Não era exatamente um tratamento fraterno.

A mão do maior acariciava o braço quase desnudo de seu hyung, só não desnudo pela manga da camiseta que o mesmo vestia. O carinho era gostoso demais, e uma das mãos do menor subiu ao peito alheio, próximo de seu próprio rosto, buscando tocar mais de seu dongsaeng.

E ouviu o coração de Chanyeol bater um pouco mais rápido com aquilo, mas não estava tão diferente do seu.

O que era aquilo? Para Baekhyun, tudo também poderia ser tão... Errado. Eram irmãos de consideração, e até o tipo sanguíneo era diferente, mas algo os ligava muito mais que uma simples coisa como "consideração". Seus pais se amavam, e poderia ser que Baek pudesse ter interpretado tudo de forma errada em todos aqueles anos.

Poderia estar apaixonado pelo seu próprio irmão? Aquilo era incestuoso, e sentia-se um nojo por dentro, por acabar gostando de alguém que dividia seu mesmo laço fraternal consigo. Mas Chanyeol sempre o tratou tão diferente...

Sacudiu de leve a cabeça, tentando se esquecer daquilo.

Baekhyun estava apenas confuso, era normal. Seu dongsaeng fora dono de seu primeiro beijo para defendê-lo, como fazia sempre.

– Você está bem? – a voz, agora, naturalmente rouca e grave indagava, enquanto a carícia era feita.

– Eu estou bem, só... Só com um pouco de dor de cabeça.

Chanyeol sorriu, beijando o topo da cabeça de seu irmão, sobre os fios castanhos do mesmo. Baekhyun não estava mentindo. Pensar tanto havia o deixado com dor de cabeça, e principalmente, dor na alma.

Dor na alma por saber que estava errando, e que poderia cometer um erro que nunca mais poderia ser consertado.

Não queria que o rapaz se afastasse de si. Não queria errar com ele, fazer alguma besteira que pudesse deixá-lo mal e fazê-lo se afastar de vez.

E, sem querer, a mão do mais baixo escorregava pelo tronco de Chanyeol. Mas o fizera sem perceber, já que aos poucos fechava seus olhos, e nem estava mais prestando atenção no filme que era exibido na TV.

Todavia, Chanyeol reparou muito bem.

A mão de Baek parou sobre o baixo ventre alheio, fazendo o maior suspirar. Ele também pensava que poderia ser errado demais desejar o corpo de seu irmão, mesmo que ele fosse tão gostoso, aos olhos de Chanyeol, mas ele era homem e uma situação como aquela não poderia passar por despercebida. Engoliu saliva à seco, contando de um até dez quando a palma de seu irmão se encaixou perfeitamente em seu membro ainda adormecido, mas percebeu que precisaria de mais números para contar.

Baekhyun ouviu o coração de seu irmão acelerar mais ainda, então, quando percebeu onde sua mão estava, rapidamente a afastou, ouvindo um suspiro aliviado de Chanyeol. "Me desculpe..." pediu, acompanhado de um riso baixo, e o mais novo o beijou sobre a cabeça outra vez, apanhando a tigela de pipoca agora vazia sobre o estofado.

– Pegarei mais pipoca.

Assentiu, esperando seu dongsaeng. Voltava a rir e prestar atenção no filme, achando aquilo a coisa mais engraçada do mundo, e Yeol havia mudado de ideia quanto à pipoca, pois achou melhor levar chocolates. Lavou a tigela e despejou os elefantes de chocolate de seu irmão, voltando à sala e adorando ouvi-lo tão feliz com um filme tão bobo como "Casa Amaldiçoada". Parte dois, claro.

Se sentou ao lado do rapaz mais uma vez, oferecendo chocolates ao mesmo. Baekhyun brincava com os pequenos elefantes (inclusive, a cueca que ele usava naquele momento era de elefantes) e os comia, assim como o mais novo. Os dois se divertiam, e aos poucos o chocolate derretia na tigela, mas nada que não conseguissem pegar entre os dedos.

– Esses elefantes são bons mesmo. – comentou Chanyeol, com uns quatro elefantes na boca.

– Sim, eles são. Comecei a comprá-los assim que pisei na China. Eu não sabia que eram tão bons, então... Passei oito anos da minha vida sem provar isso. – riram.

– Mas passou doze anos comendo.

– Eu como até demais... Sinto que engordei por causa dos elefantes.

– Então foi tudo pra coxa.

Arregalou os olhos, olhando as próprias coxas. "Você fica me reparando!" exclamou ao bater sem força alguma no braço do maior, arrancando risadas do mesmo.

Na verdade, Chanyeol reparava bem mais que as coxas...

Mas com todo o riso e aquele momento descontraído, o mais novo começara a observar bem o rosto alheio, deixando Baek um pouco assustado. Aproximou o rosto ao semelhante, levando uma das mãos à nuca de eu hyung.

Deveria perguntar o que estava acontecendo.

– Channie, o que...

– Sua boca tá suja. – respondeu de imediato, cortando o mais baixo.

Então, Baekhyun deixou que o outro o limpasse, mas ficou surpreso quando presenciou a forma que Chanyeol o fez. Passou a língua no canto da boca do menor, e seu coração ficava tão acelerado, bem mais que antes, que o impulsionou a beijá-lo.

Estava assustado, mas não no sentido ruim.

Então Chanyeol também queria aquilo? Não que Baek ficasse pensando no quão bom seria beijar os lábios do maior, ou que as mãos do mesmo tocando seu corpo seriam... Não! Eram irmãos, e aquilo poderia afetar toda a família. Não queria ser responsável, culpado caso se separassem, e também não queria que aquilo acontecesse.

Mas foi só a língua de Chanyeol invadir que boca que o menor se desarmava completamente.

Baekhyun deveria reagir! Empurrar Chanyeol e dizer que aquilo não estava certo, e nunca mais olhá-lo diferente ou imaginá-lo o tocando com mais intensidade, como se realmente desejasse seu corpo. O hyung só se sentia amado e desejado pelo seu próprio irmão... Como isso poderia ser possível?

Estava completamente confuso agora. Mas ao invés de obedecer sua razão, o coração de Baekhyun implorava para corresponder àquele beijo, e o menor acabou obedecendo a sua emoção. Os braços envolveram o pescoço alheio assim que o beijo fora mais aprofundado, permitindo a passagem da língua alheia em sua cavidade oral.

E maior deitou o corpo de Baek naquele sofá, e a tigela de chocolates já estava sobre o chão, jogada, com os chocolates derretidos sujando parte do tapete. As mãos compridas, os dígitos tão grandes que Baekhyun tanto sonhava em tocar seu corpo logo o fazia, segurando firmemente os seus quadris, subindo aos poucos e tocando seu tronco por dentro de sua camiseta.

O arrepio crescia em seu corpo, e nunca experimentou algo tão... Delicioso. Mesmo que após ficar mais bonito que em seus tempos do Ensino Médio, Baekhyun nunca se importou em ficar com alguém. Jongdae, por exemplo, era seu amigo, mas não passava disso e ele gostava de outra pessoa, assim como Baek.

Porém, tudo era diferente com Chanyeol. As respirações se mesclavam, as pernas de Baekhyun envolviam o tronco de seu irmão e tudo era tão... Quente.

O beijo fora interrompido e os olhos do menos haviam se fechado quando o mesmo fora iniciado, mas ao sentir os lábios são macios de seu irmão descerem até seu pescoço, um de seus pontos fracos, foi o momento exato que Baekhyun não conseguiria mais resistir a Yeol, e acabou suspirando quando uma mordida leve fora dada em sua pele, na região tão sensível de seu corpo.

Ele queria enlouquecer o hyung? Pois havia conseguido.

Entrelaçou os dedos aos fios de cabelo do maior, puxando-os sem força alguma. Chanyeol ouviu um "Chanyeol-ah..." baixinho de seu irmão, o que o fez continuar com aquilo.

O dongsaeng não estava diferente do outro. Mesmo que tivesse beijado metade de seu colégio (ou até mais), Baekhyun fora o único que o deixou com uma verdadeira vontade de tocá-lo. Às vezes se sentia mal por desejar o corpo de seu próprio irmão, mas era inevitável não desejar.

Baek o atraía, fazia seu tipo. E, acima de tudo, no fundo Chanyeol sabia que nutria algo pelo menor.

O que exatamente um sentia pelo outro?

Embora tudo estivesse tão gostoso, acabaram tendo de se afastar rapidamente, voltando aos seus lugares. O motivo foi ouvirem o barulho das chaves da porta principal, podendo ser a mãe dos dois ou até mesmo o pai.

Ninguém podia vê-los assim. Pelo menos, não seus pais.

Mas os dois tinha medo do que pudesse acontecer à partir daquele momento, porque temiam a separação de seus pais e, principalmente, dos irmãos (já nem tão irmãos assim).

Respiraram fundo, tentando normalizar a respiração, fingindo rir enquanto assistiam ao filme. Tiveram de colocar almofadas sobre as próprias pernas, pois algo bem rijo no meio delas não era algo bacana para mostrar aos pais.

O pai dos meninos adentrava a sala, olhando a sujeira feita sobre o tapete.

– Melhor limparem isso ou a mãe de vocês fará um escândalo!

Chanyeol sorriu pelo canto dos lábios, enquanto o rosto de Baekhyun parecia um tomate de tão vermelho que estava.

– Eu logo limparei, pai. Estou esperando o comercial. – respondeu o mais novo.

Quando o homem se retirou, Baek tentou tocar no assunto, só não sabia como fazê-lo.

– Chanyeollie, os chocolates e...

– Sua boca já tá limpa, Baekhyunnie. – virou o rosto, fitando seu irmão. – Se você sujar sua boca de novo, sem querer, não terei problema em limpar.

"Pervertido." pensou Baek.

Talvez fosse a forma de manter o tudo normal entre os dois.

Notas finais
Então, eu sei que tem erros, mas é porque não betei. ;; Mas, como sempre digo, serão corrigidos ao longo do tempo. qq
E o que acharam?
E ah! Prometo responder os reviews dos últimos caps das fics. Eu abri a página, toda empolgada pra responder, e o Nyah dá um puta erro. Daí, nem consegui. Quase agora, que voltou ao normal, decidi postar esse cap, porém, sem tempo.
Então, domingo prometo responder vocês. ;; E muito obrigada por terem paciência comigo. SDSLDKSDKLSKLÇ
O que acharam? ♥