Super Hero
5 Fifth
Notas iniciais
Boa leitura! ♥
Chanyeol adoecera.
Estava tão doente que mal conseguia se levantar da cama. Seu corpo estava tão mole, tão fraco, que sua mãe achou melhor deixá-lo em casa para descansar, pedindo ao seu outro filho, Baekhyun, que pegasse matéria e ensinar ao mais novo quando chegasse. Baek concordou, e em sala de aula, se focava no que era dito em ensinado.
Claro que gostava de estudar, de aprender, mas aprender para ensinar a Chanyeol parecia um bom motivo, embora estivesse preocupado com a saúde de seu irmão.
Mesmo depois daquilo, do fato de seu primeiro beijo ser com ele.
Não tocaram no assunto depois. Chanyeol agia tão normalmente que, para Baekhyun, era como se aquilo não tivesse significado para ele. Tentou ignorar, mas era uma tarefa praticamente impossível, já que seu primeiro beijo significava muito para si.
E, consequentemente, não parava de pensar em Chanyeol e nos lábios tão macios do mesmo. Agora entendia o porquê de todas as meninas o desejarem.
Espera! Era errado. Eram homens e, acima de tudo, irmãos. Baekhyun não podia pensar naquele tipo de coisa, principalmente quando suspirou nos dedos tão firmes do maior em seu queixo, pronto para beijá-lo.
Estava nas nuvens.
– Senhor Byun. – a professora o chamava. – Poderia vir ao quadro resolver as equações?
– Claro, senhora Qing. – assentiu, se levantando e apanhando o giz branco, indo até o quadro negro.
Baekhyun estava em primeiro lugar daquela escola como o mais inteligente e dono das notas mais altas, das melhores médias. Todos o olhavam torto, e mesmo que não tivesse prestado atenção alguma naquela matéria, ele resolveu perfeitamente todas as equações, de várias formas possíveis. A professora ficou encantada, parabenizando seu aluno tão esforçado.
– Vocês deveriam ser como Baekhyun. – disse. – E, como recompensa, quem resolver as equações das três formas que ele colocou no quadro, eu darei meio ponto para ser somado com a média.
Os alunos, então, buscavam a Baekhyun para ajudá-los. Fora a única vez que se sentiu tão popular, e a primeira vez que sorriu dentro de sala de aula.
Mas o menor se virou, olhando a única pessoa que não havia pedido sua ajuda; tão quieto quanto Baekhyun.
...
O último sinal havia tocado, e os alunos se apressavam para chegarem a suas casas mais rapidamente. Baekhyun tinha um pouco de pressa, pois queria saber como Chanyeol estava e passar tudo o que aprendeu a ele, e contar também o quão popular ele se sentiu por sua turma precisar dele uma única vez. Precisava contar a novidade ao seu irmão!
No meio do caminho, Baekhyun e Chanyeol costumavam passar por uma rua deserta, mas como seu irmão mais novo sempre ficava ao seu lado, nada de ruim acontecia com ambos, dando a eles a maravilhosa sensação de segurança. Porém, Baek estava sozinho, e teve medo naquele dia. Alguns alunos estavam atrás de si, quietos e o seguindo, até mesmo quando o menor mudava a calçada que andava.
Respirou fundo. "É só impressão minha..." pensou conforme andava. Apertou a alça de sua mochila entre os dígitos, e ao virar discretamente o rosto para ver quem o seguia, notava que os meninos usavam o mesmo uniforme que ele, portanto, eram de seu colégio.
Mas isso não diminuía seu medo.
Parou de caminhar, se abaixando para fingir amarrar seu tênis, e os meninos continuavam andando. Todavia, ao se levantar, os garotos formavam um círculo, e Baekhyun estava dentro dele.
Mas que diabos aconteceriam ali?
– Byun Baekkyung? – um dos meninos cruzava os braços, encarando Baekhyun como se ele fosse algum lixo.
– Baekhyun, por favor. – corrigiu, já de pé, estranhando o que acontecia (ou pudesse acontecer) ao seu redor.
– Foda-se, eu te chamo do que eu quiser. – a roda se abriu, e o garoto empurrou Baek contra a parede com força, o puxando pela gola da camiseta em seguida. – Tô ligado que você adora um macho, não é?
– D-Do que v-você está falando? – sentia as costas se chocarem com força e aquilo o machucava. O medo era notável pelo seu tom de voz, principalmente pelo fato de ter gaguejado. Já anoitecia, a rua estava deserta, e Baekhyun começava a choramingar. – Por favor, não faça nada comigo... – suplicou.
– Tô ligado que você tá tirando o namorado da minha irmã, seu veadinho de merda!
Namorado?
– Que namorado...?
– Não se faça de idiota. Park Chanyeol é namorado de Meili. E sabe o que eu faço com pessoas que tiram o que é meu e dela?
O fato de Chanyeol sair com Meili se transformou num boato de que os dois estão namorando? Baekhyun sabia que era mentira, senão seu irmão teria contado. Ele sempre conta tudo ao mais velho.
Ele confiava em Chanyeol mais que em qualquer pessoa, não contando seus pais, claro.
Mas o fato de que estava com medo não era mudado, pois o garoto puxava a gola com mais força, e Baekhyun nem se atreveu a respondê-lo. Sendo ignorado, o suposto irmão de Meili desferiu um soco na face do mais baixo, e logo jogou seu corpo sobre o chão, tendo o resto do grupo chutando e socando com força Baekhyun.
A cena era tão horrível que nem merecia descrição. O garoto chorava, sangrava, e aos poucos tinha partes do corpo manchadas de tons roxos, mesclados ao vermelho de seu sangue. Aquilo parecia não ter fim; era como um pesadelo que nunca terminava, fora as lágrimas intermináveis umedecendo o rosto agora inchado de Baek.
Entretanto, ouvia-se um disparo de uma arma; um tiro dado ao alto. O grupo cessou o que fazia com Baekhyun, vendo que havia dado o tiro: O menino tão quieto da sala de Baek estava com um dos braços erguido, atirando ao alto, com um olhar tão firme e penetrante no qual todo mundo o fitava com medo.
Quem era ele?
– Acho melhor irem embora, ou atirarei em vocês. – apontou a arma para o "líder" do grupo, aquele que começou a espancar Baekhyun. – Legítima defesa. Não irei preso, por lei, e ainda receberei uma indenização de seus pais. Querem mesmo arriscar?
O sorriso do menino era irônico, e rapidamente o grupo se afastou, correndo. Baekhyun estava jogado no chão, e o garoto se aproximou dele, estendendo a mão para que Baek segurasse. Ao segurar, levantou-se, sorrindo para seu novo salvador, mesmo com o rosto sangrando e inchado.
– Aqui não tem isso... Ou tem? – perguntou o menor.
– Não, não tem. Mas eles são burros, então acreditaram. – sorriu. – Eu sou Kim Jongdae, e estou na sua sala. – estendeu a mão, desta vez, para cumprimentá-lo.
– Byun Baekhyun. Eu te vi na sala, você é bem quieto. – cumprimentou o maior, acompanhado de um sorriso tão delicado. – E obrigado por me salvar... Achei que eu fosse morrer...
– Eles são uns idiotas.
– E a arma? É sua?
– Meu pai é delegado, mas eu peguei a arma escondido, para casos extremos. Pessoas como nós não têm paz num colégio como aquele.
– Bom, é a primeira vez que isso acontece comigo...
– É porque você é irmão do garoto mais popular do colégio. Ninguém vai machucar você com Chanyeol por perto.
– É, pelo visto é isso o que acontece... – suspirou.
– Mas não fique assim! Você está a salvo, agora. – travou a arma, evitando que pudesse ser disparada sem querer, e a guardou em sua mochila. – Eu te acompanho até sua casa pra ter certeza de que não te farão mal.
– Obrigado! – o sorriso de Baekhyun fora largo, mas vermelho por sangrar tanto.
Então, Jongdae e Baekhyun seguiram destino até a casa do menino. Chanyeol estava dormindo, tentando se recuperar da gripe, e mal sabia o que havia acontecido com seu irmão; sequer imaginava aquilo. Jongdae conheceu os pais de Baekhyun e aproveitou para fazer um lanche, despedindo-se em seguida.
Baekhyun fizera um novo amigo, e Jongdae disse que ele poderia chamá-lo por "Chen". Ficou tão feliz em tê-lo conhecido que se esqueceu das marcas em seu corpo.
Mas os pais de Baek se preocuparam quanto às marcas. "Jongdae me salvou. Se não fosse por ele, eu teria morrido, mas eu não quero falar sobre isso" respondeu quando seus pais perguntaram o que houve.
No banho, esfregava as marcas com força, usando uma esponja. Queria retirar aquilo de seu corpo, e tinha medo que seu irmão pudesse ver e se preocupar demais, o deixando mais doente. Esfregar com força nos locais onde havia apanhado doía demais, e seu olho estava bastante inchado.
O fato de ter ficado feliz em fazer amizade havia sido apagado da mente de Baek, por um instante, quando as imagens horríveis tomavam sua cabeça.
Era um pesadelo.
Todos não gostavam de si e agora o odiavam?
Baekhyun começara a chorar, e sem querer, chorava algo, chegando a soluçar. A água escorria por seu corpo, enquanto suas costas desnudas estavam contra o azulejo gélido.
Era... Horrível. Repugnante.
Ouviu, então, três leves toques contra a porta do banheiro.
– Baekhyunnie... – era Chanyeol. – Eu soube que você está machucado... Me diga o que aconteceu, por favor...
"Baekhyun, engula o choro", pensou.
– Ah! – cessou o choro, fechando o registro do chuveiro, tentando disfarçar mesmo que sua voz falhasse. – Não foi nada, Channie! Está tudo bem...
Ignorando a resposta de seu irmão, o mais novo abria a porta usando um simples clipe, e a encostou quando adentrou o banheiro. Afastou a cortina, vendo seu hyung acanhado no canto do box, tentando cobrir (sem sucesso algum) as marcas em seu corpo. Eram muitas, e seu rosto estava roxo e inchado por tanto apanhar.
Os olhos de Chanyeol se encheram d'água. Era a pior coisa vê-lo assim.
E nem se importou por estar doente e vestido. Adentrou o boxer, envolvendo a cintura do mais velho, o abraçando ali mesmo. Não cortou o abraço, e o menor envolveu o pescoço de seu dongsaeng, o retribuindo. Sem conseguir se segurar, logo ficava aos prantos, e ambos começavam a chorar sob a água fria daquele chuveiro.
Um beijo fora deixado sobre a bochecha do menor, que soluçava, assim como seu irmão.
Estavam juntos, apesar de tudo.
– Chanyeol-ah...
– Baekhyunnie... Nunca mais, mas nunca mais mesmo, saia de perto de mim...
O menor assentiu, afundando os dígitos aos fios castanhos alheios, agora tão molhados quanto os seus.
• • •
Droga.
Mil vezes droga.
Chanyeol agia como se nada tivesse acontecido, de novo. Sorria, fazia piada, brincava como se tudo fossem flores e corações num céu lindo e um arco-íris no meio. Os beijos surpresa, no pescoço de Baekhyun, eram mais intensos, e agora o mais novo segurava em sua cintura quando o hyung preparava algo na cozinha.
E não tocavam no assunto.
Quando Baekhyun tentava dizer algo, o maior o cortava, entrando num assunto completamente diferente, o que deixava o mais velho irritado. "Você fica lindo assim, sabia?" implicava seu irmão após presenciar o estresse de Baekhyun.
Mas por que ele insistia em agir daquela forma? Não poderiam conversar e colocar os devidos pingos nos is? Aquilo estava torturando Baek!
O pior de tudo era que Baekhyun havia gostado. Há dois dias pensava nos lábios de seu próprio irmão contra os seus, ignorando quaisquer laços fraternais que pudessem existir entre ambos.
Baek o queria, pois Baek o desejava. Simples assim.
Dormir e tomar banho pensando no quão gostoso seria Chanyeol passando a mão em seu corpo. Parecia errado, e era, mas era bom. E não choveu há dois dias, o que enlouqueceu o menor.
Bufou, rodou os olhos quando, mais uma vez, seu irmão abusava de si. Talvez Baekhyun só precisasse sair com alguém. Talvez precisasse de sexo. Por céus, ele também é homem! Chanyeol não é o único que pode fazer esse tipo de coisa, mesmo que o mais velho não fosse “desse tipo”.
Então, ignorava o beijo dado em seu pescoço, mesmo que aquilo tivesse arrepiado até sua alma, e continuava mexendo a colher de pau naquela tigela, preparando a massa do bolo. Mas naquele dia, foi a vez de Chanyeol insistir e Baekhyun ignorar.
– Não vai falar comigo? – perguntou Chanyeol.
Baekhyun ignorou.
– Baekhyunnie...
Chanyeol aproximou a boca da orelha do menor, deixando-o mais arrepiado ainda, mas o menor continuava o ignorando.
– Baekhyun-ah, por que me ignora tanto?
Maldito Chanyeol, descendo aqueles lábios tão perfeitos até o pescoço de seu irmão.
Aquilo estava tão bom...
– Chanyeol, fique quieto. – por fim, o respondeu, recebendo um sorriso largo alheio.
– Eba! Você falou comigo! – o donsaeng parecia uma criança hiperativa, mordendo o pescoço de Baekhyun e se afastando um pouco, em seguida, para bater palmas.
– Estou tentando fazer a massa, não está vendo? – primeira vez que Baek havia sido tão ríspido com o dongsaeng.
Mas, para o maior, era apenas mau humor.
– Tá fazendo o bolo que nossa mãe pediu? – aproximou-se de novo. Estava por trás de Baekhyun, e suas mãos foram levadas aos quadris do mesmo, com os corpos praticamente colados.
Por que ele torturava tanto o menor?
– Sim. – fora monossilábico, tentando ignorar o fato de que Yeol quase o encoxava.
– Eu te fiz alguma coisa? – claro que fez, pois os lábios de Chanyeol estavam bem próximos à orelha de Baek, e a pergunta fora feita no tom tão... Rouco do mais novo. – Me diga o que eu fiz e eu me desculpo...
O menor poderia derreter-se ali mesmo. Chanyeol não falaria nada sobre o amasso dado há dois dias? Sequer poderia tocar no assunto?
Contar de um até mil resolveria ou seria pouco para o que o hyung sentia ali?
As mãos de Chanyeol subiam pelas laterais do corpo de seu irmão, fazendo-o suspirar com aquilo. Os dígitos tão atrevidos adentraram o tecido de sua camiseta, tocando a pele de Baekhyun diretamente, enquanto depositava mais beijos sobre a pele de seu pescoço.
Céus, ele provocava. Parecia querer aquilo tanto quanto seu irmão.
– Não vai me dizer, Baekhyun-ah? – pronto, Baek derreteu e estava ficando excitado com aquilo. E se alguém entrasse ali e os vissem?
– Chanyeol-ah... – era a única coisa que conseguiria dizer.
Mas os dois ouviram passos, o que fez ambos se afastarem rapidamente. Com medo do que pudesse acontecer, e num ato de nervosismo, Baekhyun jogou a tigela com a massa longe, jogando todo o conteúdo sobre Chanyeol.
A cena tão sensual, tão provocativa se transformava em algo cômico, fazendo os dois rirem. O menor cobriu a boca com as mãos, mas logo apanhou um pano de prato, se aproximando de seu dongsaeng para limpar seu rosto com ele.
E a mãe dos meninos adentrou a cozinha, arregalando os olhos com o que via.
– Byun Baekhyun e Park Chanyeol! O que estão fazendo?
Será que ela viu os dois tão íntimos?
O rosto de ambos enrubescia, deixando-os envergonhados diante da situação, até que a mesma completou:
– Minha massa pra bolo, oh não! – alívio. Então, riram. – Já sei. Comprarei mais e vocês dois prepararão de novo. Chanyeol, tome um banho. – se retirou da cozinha, e os dois riram como loucos quando ela saiu.
Alívio ou a situação era engraçada demais?
Com certeza, alívio.
Notas finais
O que acharam? ;;
Nossa, eu fiquei tão feliz com as pessoas comentando sobre a fic e surtando... Os reviews me deixaram tão feliz. De verdade!
Estou sem internet agora, e sobrevivendo do 3G.
E Hurry Up atualizado sem falta na sexta, pois eu tenho de ajeitar algumas coisas no cap final. >: Qualquer coisa, podem me perguntar no Twitter: @ryeomato_. Eu não mordo (mentira, mordo sim, tá?).
Estou nervosa, ansiosa e etc. ;A; O que acharam?
Obrigada por lerem! ♥
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