Super Hero
6 Sixth
Notas iniciais
– Vou tomar um banho. – foi o que disse antes de se retirar, mesmo que Baekhyun tentasse ajudá-lo a se limpar com um pano de prato. – Daqui a pouco visitarei Yifan.
Formou um bico nos lábios, se encostando à bancada, fechando os olhos por um instante. Não queria ser pego por sua mãe, tampouco criar problemas com isso, mas Chanyeol era tão irresistível que uma hora não se controlaria mais. Era como se subisse pelas paredes e o maior ainda provocar, fazendo tudo da forma que o outro gostava e do jeitinho que queria.
Maldito Chanyeol.
Então cruzou os braços, esperando sua mãe com a outra massa para o bolo. Imaginar Chanyeol completamente desnudo debaixo d'água não era algo lá puro de se pensar. "Pense em outra coisa, Baekhyun!" sacudiu a cabeça, tentando retirar seus pensamentos impuros. Por culpa do dongsaeng, mais uma vez, era impossível.
À noite, um pouco após o jantar, sentaram-se para ver TV, e naquele jornal era exibido, naquele instante, a previsão do tempo.
Chanyeol já estava em casa, e ansioso para saber qual era a previsão para aquela madrugada e o resto da semana. Suas mãos socavam levemente as próprias coxas, e seu pai não entendia o porquê de tanta animação vinda de seu filho. Baekhyun não estava diferente, também sentado naquele sofá, com os dedos cruzados.
Ambos diziam "Chuva, chuva, chuva..." repetidamente.
– Chuva? – perguntou o senhor Park.
Os meninos viraram o rosto, fitando o pai, pensando numa desculpa convincente.
– Não precisarei ir ao colégio!
– Gosto do barulho que a chuva faz!
Os dois responderam ao mesmo tempo, e o homem se voltou à TV, achando aquilo estranho demais, mas acabou ignorando, por achar ser "mal de adolescente".
– E a previsão do tempo para esta madrugada é... Sem sinal de chuva!
Os meninos abaixavam a cabeça, e Baekhyun se levantava.
– Irei dormir.
– Mas filho, são nove horas da noite! Fique mais um pouco acordado. – respondeu seu pai.
– Tá tudo bem, pai. – sorriu. – Eu tenho estudado para o vestibular no fim do ano e quero fazer intercâmbio.
Chanyeol arregalou os olhos, virando-se no sofá para olhar seu irmão.
– Intercâmbio, filho? Qual país você quer ir?
– Coréia do Sul, porque eu estou com saudades de lá, ou Brasil, porque tenho vontade de visitar um país distante daqui.
Brasil? Os olhos de Chanyeol se arregalaram mais ainda. Brasil era longe demais!
Era como se... Não pudesse mais ver seu irmão.
Aquilo o deixou incomodado. O dongsaeng não parava para pensar no próprio futuro, e aquilo poderia ser prejudicial para ele mesmo; diferente de seu irmão, que corria atrás. Mas o Brasil era praticamente do outro lado do mapa.
Praticamente? Era do outro lado do mapa!
Baekhyun subiu as escadas, deixando o maior aflito. Como assim, ele estudaria para ir embora e nem ao menos conversou com o dongsaeng? Chanyeol tiraria satisfações com ele naquele instante!
Então, após seu irmão subir as escadas, esperou mais um pouco, e então o seguiu. Seu pai estava concentrado na TV e logo iria dormir, então não haveria problemas, caso rolasse uma leve discussão. Não queria preocupar seus pais com aquilo.
Bateu de leve na porta do quarto de seu hyung, porém incansavelmente. Até que o mesmo abriu, sorrindo completamente sarcástico.
– Diga, Chanyeollie. – encostava-se ao batente da porta.
– Me explique isso direitinho. – o maior empurrou o corpo menor, com as mãos sobre os ombros alheios, somente para que pudesse adentrar ao cômodo. – Que história é essa de você estudar para ir ao Brasil?
Com a pressão sobre si, Baekhyun se sentando sobre a cama, com o rosto erguido e fitando o dongsaeng.
– Gosto de lugares distantes.
– Sem rodeios. – respondia de imediato, e Baek logo bufava.
– Eu penso no meu futuro, Chanyeol. Se você não pensa, problema o seu.
Segunda vez que fora tão ríspido. Tentou se levantar, mas Chanyeol o empurrou mais uma vez, fazendo-o se sentar novamente.
– Eu não terminei. – falou sério. – Desde cedo você está assim comigo. O que eu fiz, Baekhyun?
Baekhyun rodou os olhos.
– Nada, e eu não estou a fim de me estressar. Eu adoraria que você me deixasse em paz agora, porque preciso estudar.
O maior riu soprado, se afastando de seu irmão, sem entender o motivo por ele agir tão estranhamente consigo.
Que bicho o mordeu?
– Você é quem sabe. – se retirou do quarto, batendo a porta com força.
...
Em sua cama, Chanyeol tentava dormir, e simplesmente não conseguia. Seu celular vibrava sobre seu travesseiro, e bocejou ao apanhá-lo. Quando olhou o visor do aparelho, sorriu, ajeitando-se sobre o colchão.
Yifan, ou Kris, como costumava chamá-lo. Aproveitando o fato de que só Chanyeol o chamava de Kris, seu amigo usou tal alcunha para ingressar num chat de sado masoquismo, e Yeol sentiu-se feliz pelo apelido dado ao seu melhor amigo ser de grande valia. Pelo menos o loiro havia gostado.
"Amanhã você vai ao aniversário da minha mãe? Seus pais e seu irmão estão convidados. ^^" Enviou Kris.
Chanyeol riu pelo emoticon usado.
"Não use esse emoticon. Parece que você quer me matar, rs. Mas irei sim, e falarei com meus pais. Briguei com Baekhyun."
"Eu acho esse emoticon legal, e sua risada é mais irônica que o meu emoticon. Por que brigaram?"
"Eu não sei. Desde cedo ele vem me tratando mal e agora inventou de ir para o Brasil.”
"Minha nossa. O_O Mas é muito longe! Ele tem noção disso?"
"Tem, mas é isso mesmo o que ele quer, então não vou me meter. Mas e o cara do chat? Como vocês estão?"
"Vamos nos encontrar amanhã de novo. Ele me deixa louco..."
"E sabe alguma coisa sobre ele?"
"Combinamos de não nos conhecermos tanto. Só o sexo está bom."
Chanyeol riu, conhecendo o outro lado de seu melhor amigo.
"Boa sorte." E, digitando a mensagem de texto, a luz repentinamente caiu. Notou isso pela luz do corredor apagada, já que ela costumava ficar acesa, para que Baekhyun não pudesse ter medo. Levantou-se, olhando pela janela, e até as luzes das calçadas haviam se apagado. Continuou a mensagem e a enviou em seguida. "A luz caiu."
"Aqui também caiu. Acho que foi geral."
Colocou o celular sobre o criado mudo, voltando a olhar a janela. Repentinamente começara a chover, e fora tão forte, tão intenso, que Chanyeol teve de fechar as janelas, para que não entrasse água dentro de seu quarto e molhasse tudo. Era possível ouvir perfeitamente os sons do trovão, assustando até mesmo o próprio Yeol. Deitou-se em sua cama, e mesmo que a chuva estivesse tão forte, vestia somente uma das várias calças de moletom que possuía em seu armário.
Achou que Baekhyun já estivesse dormindo, o que o fez suspirar aliviado, pois sabia dos medos de seu irmão.
Até ouvi-lo bater à porta.
– Pode entrar. – ao dizer, alguém entra naquele quarto e fecha a porta rapidamente, enquanto segurava um elefante de pelúcia. Deitou-se junto à Chanyeol, largando a pelúcia e, sem querer, deixando-a cair sobre o chão.
O maior respirou fundo. Baekhyun não estava chateado com ele? Mesmo confuso, o abraçou, aninhando-o e beijando o topo de sua cabeça, sobre os fios do mesmo enquanto ouvia o hyung choramingar.
– Chuva, chuva, chuva, chuva! – exclamou, escondendo o rosto no peito desnudo de seu irmão.
– Achei que você estivesse torcendo para que chovesse.
– E eu estava. Só que... Isso me dá medo...
– Eu estou aqui, Baekhyun-ah. – o beijou mais uma vez.
Ouviram mais barulhos de trovões, e Chanyeol se levantou, tendo de se desfazer do abraço do mais velho. Fora até a janela, fechando as cortinas e deixando todo o dormitório escuro, voltando-se ao colchão novamente. Como Baekhyun havia ocupado a cama inteira quando o dono dela se levantou, ao voltar, o mais alto ficou sobre o irmão, separando os pequenos fios de sua franja da testa do mesmo.
– Chanyeol-ah...
– Não fique com medo. Eu estou aqui, não estou?
– Mas eu tenho muito medo...
– Tente se esquecer do medo.
– Eu não consigo...
– Então eu farei você se esquecer dele.
Mais uma vez, as mãos que Baek tanto pensava tocavam as laterais de seu corpo, erguendo o tecido da veste superior do pijama que vestia. Os lábios carnudos tocavam a pele de seu pescoço, fazendo o pequeno (em comparação ao seu irmão mais novo) arfar com aquilo. Aos poucos, a chuva e os trovões eram esquecidos, tão afoitos no lado de fora. A forma que a ponta da língua do dongsaeng tocava o pescoço alheio, mesmo que rapidamente, o deixava à mercê de todos os toques e provocações, e isso fazia com que Baekhyun separasse as pernas, deixando o outro entre elas, tão acomodado.
Pareciam se encaixar com perfeição, que um fosse feito para o outro.
Deveria reagir e se esquecer do que ocorria ali, tendo em mente que era errado; embora também achasse que não seria tão errado se render a algo tão bom. Chanyeol o desejava, o provocava, buscava reações de seu hyung justamente para deixá-lo tão sensível, sabendo que o menor era tão vulnerável às coisas que seu dongsaeng fazia em si.
Aquela sensação gostosa no peito que, conforme os toques se intensificavam, desciam aos quadris e impulsionava um a buscar mais contato ao corpo do outro.
A previsão do tempo estava completamente incorreta, mas ambos sabiam muito bem o que aconteceria naquele quarto. A boca do mais novo deslizava sobre a pele alheia, buscando pela semelhante e colando os carnudos ao tocá-los. O breve selar dava lugar a um ósculo cheio de calor, enquanto os dedos de Chanyeol desabotoavam, com certa pressa, os botões da camisa de seu irmão.
Era errado querer amar alguém ao menos uma vez? O que há de tão incorreto nisso?
Qual a consequência por se renderem a algo tão prazeroso?
Aos poucos, Chanyeol cortava o beijo, se livrando de cada peça de roupa do irmão, fazendo o mesmo consigo, mas sempre se voltando ao corpo alheio. Baekhyun envolvia seu pescoço, suspirava, mantendo os olhos fechados e tendo a respiração quente, cada vez mais descompassada, assim como a do maior. Ambos estavam bastante excitados, e o tesão crescia no corpo de Chanyeol quando Baekhyun prendeu seus dígitos aos fios do mais novo, puxando-o entre eles.
Tinham medo de que mais alguém, além deles, pudesse ouvir. Seria algo secreto, um segredo somente dos dois e de mais ninguém.
O peito de Chanyeol se movia pela respiração tão forte, e os dois já estavam nus. O quarto do dongsaeng era cenário para algo que crescia desde a adolescência de ambos, ou até mesmo a infância. Mas era ali, no quarto de Yeol, que talvez selassem e provassem ao outro o quanto aquilo era real.
Seja tesão, respeito, ou até mesmo paixão, mas era real.
Baekhyun gemeu um pouco alto quando os lábios do outro desceram até seu tórax, mordiscando um de seus mamilos e o deixando mais vulnerável do que já estava. Yeol calou sua boca com um beijo, antes a subindo até os lábios do menor.
Ninguém poderia ouvi-los.
O mais velho ergueu um pouco mais as pernas, e estavam tão bem encaixados que parecia mentira. A glande de Chanyeol roçava-se à entrada alheia, o deixando ainda mais excitado (se isso fosse possível) em expectativa. Então, Baekhyun segurou o rosto do maior, levando uma das mãos à nuca do mesmo.
O dongsaeng abriu os olhos, com a boca agora entreaberta.
– Chanyeol-ah... – o tom de voz era bastante arrastado. – Eu quero você dentro de mim agora...
O pedido poderia ser interpretado de várias formas. Não era vulgar, mas extremamente sensual, tornando aquele momento único, até mesmo para Chanyeol, que era tão "acostumado" a isso.
Mesmo acostumado, aquela noite era única para ele.
Era Baekhyun ali, e não qualquer pessoa.
E sem respondê-lo com palavras, penetrou seu membro devagar pela entrada do corpo menor, ouvindo-o choramingar durante a penetração. Chanyeol era o primeiro e único homem que tocava Baekhyun sem pudor algum, e que teve a permissão de senti-lo tão a fundo.
Entretanto, aquilo era doloroso. Nunca havia experimentado com ninguém, e o maior fazia tudo devagar, não querendo machucar seu irmão. Uma das mãos buscou por uma de Baek, e entrelaçou os dedos enquanto invadia seu interior tão quente, apertado e demasiadamente delicioso.
Com o ato, Baekhyun respirou fundo, e o outro já estava dentro dele. Evitou se mover no início, a fim de que seu hyung pudesse se acostumar com o volume dentro de si, mas teve a certeza de que podia continuar quando este, então, movia os quadris; um pedido mudo para que Chanyeol o fizesse.
E a dor se convertia em prazer. Um prazer tão grande no qual Baekhyun sentia que poderia se desmanchar ali mesmo, com seu irmão o estocando cada vez mais forte, atingindo seu ponto sensível à medida que o explorava. Céus, Baek queria gritar... O tesão era enorme, e conforme os corpos se moviam, tão juntos, era como se o outro o estimulasse, mesmo indiretamente. Voltou a envolver o pescoço do maior, tentando aproveitar aquilo ao máximo.
Chanyeol sabia como o enlouquecer.
Buscava os pontos cruciais no corpo de Baek, e o estocava tanto e tão fundo que, após um instante, sabia que não poderia segurar mais. Yeol sentia a mesma coisa, e então retomou o beijo, alcançando o ápice junto de seu irmão, desmanchando-se dentro do interior alheio. Baekhyun também se desmanchou com aquilo, sujando o abdômen de Chanyeol e o próprio.
Cortaram o beijo, e o maior escondeu o rosto na curva do pescoço de seu hyung, mas em momento algum, afastaram as mãos. Permaneceram com os dedos entrelaçados e os corpos exaustos, jogados no colchão da cama do dongsaeng.
E, naquele momento, não queriam pensar mais em nada, principalmente no que iria acontecer dali para frente.
Só queriam descansar.
Notas finais
Gostaram? Curtiram? O que acharam? ;;
E nossa, 47 leitores! Estou realmente feliz, de verdade... ♥
E a fic continua por vocês. Tanto essa quanto a TaoRis. ♥
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