Sunset

7 6. Cruel e frio.


Notas iniciais
Oie...
Povo, desculpa pela demora mesmo! Tive muitas provas e ainda terei!!! *gritando*
Então não pude postaar na semana passada, mas posto hoje!- Espero que gostem do cap. E please, deixem seus reviews.

6. Cruel e frio.


O meu sono não foi tranquilo.

Não, este fora cheio de pesadelos. Pesadelos com ele. Com Raphael, mas não o meu irmão, o bondoso e amigo, mas sim com um Raphael que agora matava, que era cruel e frio.

O pesadelo me dava medo até agora. Mesmo que eu estivesse desperta, ainda podia lembrá-lo.

Não era medo pela minha morte. Era medo de eu nunca mais fazer meu irmão cair em si e largar aquela vida que ele agora estava levando com os Volturi.

No pesadelo eu estava no castelo. Raphael estava sentado na, agora, única poltrona (acho que naquela que fora de Aro). Aos seus pés jaziam vários corpos e mais ao longe estavam mais dois guardas, com uma vítima nas mãos, esperando para que meu irmão a matasse.

Raphael sorriu e se levantou do seu trono, indo em direção à vítima que pedia misericórdia. Desesperada, tentei interceptá-lo, mas nada consegui com isso. Eu não estava de fato presente na cena, só podia ver, mas não podia fazer nada para impedir o assassinato em série que lá acontecia.

O vampiro condenado, um homem, que deveria ter uns quarenta anos quando fora transformado, continuou gritando palavras soltas ao vento, implorando perdão. Mas, Raphael não o ouvia. Nada podia detê-lo.

Ele continuou andando até o vampiro até que parou e o olhou com seus olhos negros, divertido.

— Pode continuar implorando, meu caro, mas não vai adiantar. — disse ele. — Seu erro foi grave... Nunca se deve manter relações com um humano, nunca se deve contar para ele de nossa existência. Eles só servem para uma coisa: nos abastecer e nos satisfazer com o seu sangue.

— Por favor... Eu... Não tive culpa... — continuou implorando o vampiro. — Eu gostava dela... Eu gostava dela...

— Outra coisa que nunca se deve fazer é se apaixonar. O vampiro apaixonado é a coisa mais boba e idiota. Se torna frágil. — a voz de meu irmão era cruel.

— Você nunca se apaixonou? — perguntou o vampiro de olhos vermelhos que já se aparentava cansado.

Raphael franziu a testa.

– Jane. — gritei. — JANE!

Não adiantava. Ele não me ouvia. Não conseguia e não queria ouvir a mais ninguém.

— Não. Nunca me apaixonei por ninguém. — falou isso e sem mais nenhum piscar de olhos arrancou a cabeça do vampiro.

Seu corpo tombou no chão e depois foi arrastado até a outra montanha de corpos que estava perto da poltrona majestosa.

— Queimem. — disse o mais novo rei sem misericórdia alguma.

Toda a compaixão que um dia sentira, havia se esvaído de seu ser. Tudo o que restava agora era a crueldade.

A última cena que vi, foi dos três anciãos: Aro, Marcus e Caius sorrindo e assentindo.


Acordei desesperada, ainda com braços de Alec em volta de meu corpo. Nós ainda estávamos na floresta em que adormeci noite passada.

— O que foi, Sophie? — perguntou ele com preocupação nos olhos vermelhos.

— Tive um pesadelo horrível com Raphael, Alec. — falei com a voz rouca. — Ele estava tão cruel, tão frio...

Alec me deu um sorriso de escárnio, mas seus olhos vermelhos estavam cerrados.

— Eu sei. Eu era assim.

Estremeci nos seus braços frios. Eu não queria nem imaginar aquele Alec de sete anos atrás, como mamãe havia me contado uma vez.

Embora eu ainda não fosse nascida, eu podia criar a cena com detalhes perfeitos: Alec usando seu dom, com a mão no ombro de uma Jane frustrada, mas sem obter nenhum dano por causa do escudo erguido por Bella.

— Não fique me lembrando disso. Não quero, não posso imaginar você assim...

Ele me apertou mais em seus braços e beijou o alto de minha cabeça.

Eu percebi que seu passado não me importava. O que importava agora era o futuro e o presente.

E nesses tempos, estávamos juntos.


Jane.


Quando Alice dissera aquelas palavras, senti meu mundo esmorecer.

Não queria acreditar que Raphael se tornou de fato o que se tornou.

Imagens de seu passado me voltaram à mente: o bebezinho que me havia cativado desde a primeira vez em que eu havia o segurado e prestado atenção, depois aquele mesmo bebezinho dando seus primeiros passinhos e correndo para meus braços abertos, o adolescente que havia me amado, que havia me beijado, que havia posto seus braços em torno de mim naquela nossa única vez na floresta...

E depois essas imagens foram substituídas com meu passado.

Meu rosto apareceu mordaz em minha mente. Os olhos vermelhos sádicos, os cabelos loiros amarrados em um coque no alto e o manto negro que me cobria.

E, por fim, foram substituídas com possibilidades de como ele agora estaria: os olhos negros frios e calculistas, o sorriso antes amoroso, agora cruel, suas vestes joviais sendo agora roupas mais coloquiais, negras e... E ele matando como matei.

Essa foi à imagem que mais me doeu.

Meu amor não podia estar matando ninguém, seu coração era puro e só sabia amar.

Mas, este Raphael não era mais o que havia tentado me aquecer com seus braços quentes. Esse era outro que havia mudado. Mudado porque quis.

E o que, eu tinha certeza, viria tentar me buscar. O que tentaria levar meu filho. Mas, isso eu não ia deixar. Mesmo que não me salvasse, salvaria o meu bebê.

Minhas mãos foram à barriga, sendo feita uma promessa silenciosa.

Lágrimas escorreram por minha face e senti um chute em minha mão.

O bebê era forte como pai, só que eu não queria que tivesse a mesma crueldade que eu tive e que agora Raphael tinha. Como antes de Rapha ser corrompido, meu filhinho seria puro e só saberia amar. E nunca, nunca, ia ver a face do pai.

Não deste que era cruel e sádico, não deste que matava.

Eu escolhera seguir em frente e era isso que iria fazer. Iria tentar colocar Raphael no fundo do meu coração e tentar não pensar mais nele. Ia somente pensar neste que ele agora ela.

Cruel e frio.

Notas finais
E ai? Gostaram?
Espero qe sim. Bem, não sei quando posto novamente, espero que logo, mas minhas provas bimestrais começarão semana que vem, então...
Vou fazer de tudo.
Deixem seus reviews e suas recomendações.
Beijinhos.