Sunset

8 7. Apenas um pouco de Alec.


Notas iniciais
Deus... há quanto tempo mesmo? Mais de um ano, né?
Bem, eu finalmente tomei vergonha na cara e escrevi mais um capítulo.
Não tenho desculpas plausíveis para ter parado, apenas saibam que minha vida anda uma bagunça (risos)
Acho que o capítulo ficou fofo... Reli a fic e quase não aguentei de tanto sofrimento. Quis dar um break no mesmo, por que afinal, ninguém merece, né?
Boa leitura.

07. Apenas um pouco de Alec.


Os dedos de Alec eram quentes em minha pele, e faziam movimentos circulares, tentando me acalmar. Acontece que eu não queria ser acalmada, e nem podia.

Por onde vasculhasse, só encontrava olhares temerosos e tristes. O de Jane em especial. Ela tentava fazer-se de forte, mas todos conseguiam ver que ela sofria mais do que qualquer outro, mais até do que minha mãe.

Com relutância, afastei os dedos de Alec do meu rosto, dando-lhe um sorrisinho triste. Não queria nenhum afago agora; isso só me deixava pior, pois ser confortada significa que algo ruim aconteceria, ou que aconteceu. No meu caso, eram as duas coisas.

Soltei um longo e profundo suspiro, tentando relaxar meus músculos tensionados.

— Sophie? – Alec chamou-me.

— Sim? – tentei manter a voz firme.

— Vai ficar tudo bem. – ele afirmou.

Novamente dei-lhe outro sorriso. Alec já devia saber que eu não era ingênua a ponto de acreditar em suas palavras.

— Não, não vai. – inclinei-me para seu rosto confuso e surpreso, beijando-o como se só houvesse nós dois naquela sala, e não mais um bando de vampiros e lobisomens curiosos, disfarçando – ou demonstrando – suas presenças.

Senti meu rosto corar, uma característica hereditária, ao que parecia, e me afastei dele. Suas mãos ainda se demoraram um pouco em minhas costas, alisando-as, tentando fazer com que eu relaxasse. E no momento, eu de fato estava.

Soltei um suspiro inaudível, e com um salto pus-me de pé, puxando-o comigo. Alec arqueou uma sobrancelha, mas notei que um sorriso brincava em seus lábios. Podia apostar que o mesmo também estava nos meus.

— Voltamos mais tarde. – anunciei para minha família.

— Aonde vão? – Jake franziu as sobrancelhas.

— Deixe-a, Jacob. – Nessie suspirou.

Não esperei para ouvir nenhuma outra palavra. Apertei a mão do meu namorado e corri, atravessando o rio, ficando distante da casa principal, assim como eu queria ficar longe dos problemas que martelavam nas cabeças de minha família. Um pouco de paz, um pouco de amor não faria mal a ninguém, ou faria?

Mordi meu lábio e meu estômago se apertou.

— Diga-me o que está pensando. – Alec parou subitamente e sentou-se, levando-me consigo. Cai encima dele com uma risadinha.

— Em você. – sussurrei e beijei seu pescoço gelado.

— Hm... – ele rio e virou-se, de modo que agora eu ficava embaixo dele. Passei minhas pernas em seu quadril, corando intensamente.

— Sophie? – sua testa franziu-se.

— Alec? – sorri e desabotoei um dos botões de sua camisa branca. Os olhos dele estavam ficando pretos. Confesso que nem essa e nem dourado eram suas cores. Os olhos de Alec deveriam ser vermelhos, como a própria paixão. Ora... Tomar sangue humano doado não era um pecado, certo?

— O que pensa que está fazendo?

— Tirando suas roupas. – ri, mas um riso afetado. Meu rosto queimava.

— E para quê?

Bufei e revirei meus olhos castanhos. Ele estava brincando comigo. Não estava?

— Para o que você pensa que é? – suspirei.

Beijei-o de prontidão, deixando com que seu cheiro delicioso gruda-se em mim, fundindo-se com o meu. Mesmo estando claramente confuso, ele correspondeu, apenas para logo depois parar.

Meu coração pulsou e meus olhos encheram-se de lágrimas. Ele estava mesmo me dispensando? Logo quando eu mais precisava dele?

— Ótimo... Vai dar uma de Edward, Alec? – bufei e segurei as lágrimas. Emmet contara a toda família sobre o porquê de meus avós terem se casado tão cedo. Sexo.

— Não seja besta. – Alec revirou os olhos. – Mas você tem certeza? Você quer mesmo...

— Preciso de você, ok? Não há nada mais que eu deseje tanto quanto você. – sussurrei.

Alec sorriu e qualquer palavra que pudesse ser dita perdeu-se quando seus lábios uniram-se com os meus. Nossos dedos ansiosos desataram qualquer obstáculo que nos impedia de ficarmos completamente unidos, de todos os modos.

Naquele momento doce, esqueci tudo que vinha me preocupando. Joguei para o alto todos os meus problemas. Nenhum deles era significante o suficiente, não enquanto Alec me beijava, me tomava para si. Pude sentir que estava protegida em seus braços gélidos e definidos. Ele me amava, daria sua vida pela minha, e eu faria o mesmo por ele.

Não pensei em mais nada. Tornamo-nos apenas um.

Alec.


Sophie dormia em meus braços, com um leve sorriso no rosto. Ah, sentia falta desses sorrisos.

Sabia que sorria mais abertamente ainda. Essa noite estava perfeita. Por um momento pensei que nada pudesse estragá-la, mas logo retirei esse pensamento da cabeça. Havia muitas coisas que poderiam cair sobre nós, e não queria agourar.

Passei meus dedos por seu pescoço, alisei seu corpo perfeito. Quando ela estava comigo, nada mais importava. Porém, quando minha mão chegou a sua barriga, um sentimento estranho tomou conta de mim, lembrando-me de uma conversa anterior. Sobre filhos.

Eu tinha pleno conhecimento que podia engravidá-la, que poderia ter filhos com ela, e que isso a deixaria feliz. Mas mal podia pensar no sofrimento que um filho meu causaria a ela. Um híbrido. Um vampiro que a rasgaria por dentro. Um pequeno monstro.

Nunca entendera como Jacob ou Edward puderam pensar isso de Renesmee. Só agora entendia.

Quando você ama demais, quando o sentimento é verdadeiro, você não machuca.

Mas era exatamente o que um filho meu faria a minha bela Sophie. E eu não permitiria isso.

Felizmente, por agora não tinha que me preocupar com isso. Ou tinha?


Notas finais
E então? Gostaram? Não? Falem-me suas opiniões, mesmo que sejam críticas, pois elas também ajudam a desenvolver a escrita.
Novamente, mil desculpas por ter parado. Vou ver se agora eu retomo a escrever, mas para isso preciso saber se tem alguém lendo... Então deixem-me seus reviews, ok? Nem que estes sejam apenas uma palavra... Só deem sinal de vida, afinal eu dei também, né? (risos)
Bom, amores... é isso. Senti falta de escrever e sinto falta de vocês. Perdoem-me.