Summer Nights
17 Paradise
Notas iniciais

When she was just a girl
She expected the world
But it flew away from her reach
So she ran away in her sleep
POV – Scorpius Malfoy
Voltamos para a lancha e eu peguei os sanduíches e garrafas de suco que havia trago para comermos e entreguei a Rosie.
– Você pensou em tudo – ela sorri e desembrulha um sanduíche.
– Eu tinha que pensar. James me alertou que você começava a ficar mal-humorada se não te alimentassem – brinco e ela me mostra a língua fazendo eu rir.
– Fez um feitiço de expansão nessa mochila? Como cabe tanta coisa?
– Feitiço de expansão mesmo – lhe passo uma toalha e ela se enrola e morde o sanduíche o comendo rapidamente.
– Seu celular não para de apitar – ela diz e aponta para o bolso lateral da mochila. Certo, talvez eu tivesse ficado olhando para ela tão embasbacado que não tivesse percebido meu celular.
– Deve ser a foto – dou de ombros e ela se estica sobre mim rapidamente e pega o celular, mas revira os olhos e me devolve quando percebe que tem senha – 76743 – respondo e imploro para ela não entender a referência, mas ela apenas digita a senha sem perceber nada.
Fica encarando sua expressão enquanto vasculha meu celular, tentando desesperadamente lembrar se não havia nada ali que pudesse fazê-la desistir de mim, mas não consigo me lembrar de nada. Quer dizer, tinha uma conversa com a Lysander de domingo, mas era mais eu dando um fora nela do que qualquer coisa, e eu até preferia se ela lesse.
Mas ela não lê.
Ela apenas vê os comentários das fotos e balança a cabeça sem saber se ria ou ficava com vergonha. Sorrio vendo a forma como ela ficava com as bochechas coradas, e ela estava especialmente linda hoje, a pele molhada brilhava sobre o Sol e o sorriso tímido que brincava em seus lábios me faziam querer beijá-la até o fim dos tempos.
Mas então ela para de sorrir e engole em seco.
– Deixa eu ver – peço e ela me entrega o celular.
Dou uma olhada rápida nos comentários.
James Potter: Lindos, lindos. Mas lembre-se loiro aguado, antes de ser a sua garota ela é a minha.
Roxy Weasley: Já estava na hora.
Greg Marin: “Baby” agora, espere até ser um corno igual a mim e me diga até onde vai a sua admiração pela vadia.
– Otário – resmungo e excluo seu comentário, que graças a Merlin tinha sido postado a três minutos, então poucas pessoas tinham visto.
– Ele fala desse jeito, sendo que quem estava me traindo o tempo todo era ele – ela revira os olhos e eu desligo o meu celular.
– Esquece ele e esqueça a todos, okay? Pelo menos por hoje, ou por essas férias – digo e ela assente – Ótimo, porque o próximo passeio é daqui a duas horas e meia.
– Ainda não acabou? – ela pergunta rindo – Merlin, você vai me matar Scorpius, acho que é a sua intenção.
– Claro, afinal, porque eu te traria para uma praia deserta se não fosse te matar?
– Consigo pensar em outras opiniões – ela pisca um dos olhos de forma marota e eu solto uma risada, surpreso pelo súbito atrevimento dela. Quer dizer, eu sabia o quão ela podia ser atrevida depois de beber um pouco, mas sóbria era novidade para mim.
– O que você quer fazer até as cinco?
– Podemos só ficar aqui? – pergunta e eu assinto.
– Como quiser – ela termina de comer e eu lhe entrego minha camisa para ela ficar mais a vontade e visto minha bermuda.
Ela fica de pé e veste a camisa de forma distraída e abotoa apenas dois botões do meio. Como diabos essa garota não se achava gostosa? O corpo dela era perfeito, não era exagerado como os de algumas garotas com que eu já havia transado, mas era simplesmente perfeito.
E pensar que eu havia perdido uns seis anos brigando com ela.
– Tudo bem? – pergunta e eu pisco algumas vezes e a encaro.
– Sim, por quê?
– Você está estranho.
– Só admirando a paisagem – digo e ela olha em volta, sem perceber do que eu estava falando.
– Como achou esse lugar?
– Uma vez eu vim aqui com a minha mãe, eu devia ter uns oito anos – dou de ombros e ela sorri e se escora na grade da lancha.
– Não vou ter nenhuma dica do próximo passeio?
– Não – nego com a cabeça e ela faz um biquinho fofo – Não vou cair mais nessa.
– Droga – resmunga e eu sorrio me aproximando dela – Também não quero papo.
– Assim você me magoa – digo e ela sorri quando apoio os braços na grade atrás dela.
– Não caio mais nessa – ela repete minhas palavras e eu rio.
– Eu tinha que tentar.
– Scorp – ela sorri e me abraça pelo pescoço ficando na ponta dos pés – Me conta.
– Não – ela faz um biquinho novamente e eu jogo a cabeça para trás sabendo que iria acabar cedendo.
– Por favor, eu vou ser uma boa garota – ela promete – Juro que vou te recompensar.
– Ah é? Como? – pergunto e ela sorri mordendo os lábios e prendendo os dedos de leve no meu cabelo. Eu não sei o que diabos acontecia com o meu corpo quando ela fazia isso, mas ela certamente sabia – Isso não é jogar limpo, muito menos ser uma boa garota.
– Mas eu aprendi com você – ela diz de forma “inocente” enquanto piscava os olhos.
– Um passarinho loiro e metade veela me disse que você gostava de música eletrônica – digo e ela sorri.
– Eu amo música eletrônica, o que isso quer dizer?
– Não vou acabar com toda a surpresa – digo e ela revira os olhos.
– Ta bom, acho que não vou conseguir extrair mais nada de você mesmo – ela dá de ombros e sorri. Engano o dela, eu teria contado qualquer coisa que ela quisesse saber em cinco minutos. E novamente percebo, Rose não tinha ideia do efeito dela. Uma ideia de como mostrar isso passa pela minha cabeça, mas era muito ousada e eu não tinha certeza se era algo que estivéssemos prontos para fazer. E eu não estou falando de sexo, pelo menos não completamente – Você tem certeza absoluta de que está bem?
– Tenho.
– Você parece meio distante – ela diz e eu a encaro. Provavelmente deveria estar pensando que eu estava distante por não estar interessado, quando – na verdade -, eu estava distante por estar pensando nela. O que fazia de mim um idiota, porque ela estava bem a minha frente e eu não estava aproveitando nada.
– Eu estou aqui – sorrio e lhe dou um selinho.
Deito na proa e a puxo para se deitar comigo, ela passa me abraça e deita a cabeça no meu peito.
– Como vai ser quando voltarmos para Hogwarts? – ela pergunta depois de um tempo em silêncio total.
– Como assim?
– Todos lá devem estar me achando uma vadia, eu quis manter meu orgulho e fingir que não sabia sobre Greg me chifrando e agora sou considerada uma vadia – ela resmunga.
– Ninguém acha que você é uma vadia, e quem achar vai ter que se ver comigo, com James e com Alvo – digo e ela ri pelo nariz mais sem muito humor.
– Você ainda vai ser meu amigo ou sei lá em Hogwarts?
– O que? – pergunto surpreso e ela ergue a cabeça para me encarar – Rose, é claro que eu vou! Pensei que você soubesse disso.
– Você é Scorpius Malfoy, é difícil ter certeza de alguma coisa com você – ela dá de ombros.
– Como assim?
– Você já transou com um mar de meninas e mesmo que tenha me explicado o motivo e eu tenha entendido e tenha ficado satisfeita pela sua decisão, não transou comigo quando eu estava quase arrancando sua roupa. É difícil ter certeza das coisas quando se trata de você – ela explica e eu assinto. Era verdade, eu sabia disso, mas não sabia como explicar o motivo.
– Na maior parte do tempo, eu sou um cafajeste idiota, que só quer saber de transar sem compromisso, eu sei disso. Mas quando eu estou com você, é diferente, eu não sei porque, eu me sinto diferente, me faz querer tentar de alguma forma ser melhor – digo e ela contém um sorriso voltando a deitar no meu peito.
– Eu também não sei o que acontece comigo quando estou com você. Eu perco completamente o controle do meu corpo, é vergonhoso – ela diz quase num sussurro.
– Não acho que seja vergonhoso.
– Para mim é, eu nunca tinha passado de beijinhos inocentes com Greg, o máximo que ele conseguiu foi tocar no meu seio mais só porque forçou bastante a barra e ameaçou terminar comigo. E eu me solto completamente com você, eu sei lá, acho que de alguma forma estranha você faz com que eu me sinta segura.
– Olha para mim – peço e ela ergue novamente a cabeça para encontrar meus olhos – Eu nunca faria nada que você não quisesse, entendeu? Nunca. Eu não sou o Greg e nunca vou ver. Pode ter certeza de que está segura comigo.
– Eu sei.
– Greg é um babaca, nem mesmo em Hogwarts eu entendia como você namorava com ele.
– Nem eu, parando para pensar agora.
– James sabe que ele tentava forçar a barra?
– Não, óbvio que não, se não eu já estaria longe dele a muito tempo – ela ri e eu assinto – Você está tão sério.
– Eu não to nada feliz em saber que ele tentou forçar a barra com você, você não é para o bico dele e nem nunca vai ser – respondo e ela se inclina para cima para me fazer encará-la.
– Ele não conseguiu transar comigo, Scorp.
– Eu sei que não. Não é esse o problema, se você quisesse ter ido para cama com o babaca. Mas você não queria e ele tentou te obrigar.
– Hey, para com isso – ela pede e segura meu rosto – Greg se foi, não quero mais nem escutar o nome dele.
– Eu sei, desculpa – a puxo mais para perto de mim e a abraço.
******
Já eram quase cinco horas, então pilotamos de volta para o deck para deixarmos a lancha lá e ir para o último passeio.
– Eu vou morrer de tanta curiosidade – diz Rose quando reviro a bolsa procurando por nossas roupas – Música eletrônica? Você vai me levar a uma loja de CD’s?
– Não – respondo rindo e por fim achando a roupa que Alícia tinha colocado ali para Rose. Reviro os olhos e sinto vontade de matar minha prima ao ver a cropped preta de renda e o short jeans escuro e curto.
– Se fosse uma loja de CD você teria confirmado? – pergunta pegando a roupa e eu nego com a cabeça.
– Provavelmente não.
– Você é um pé no saco – ela passa por mim esbarrando em mim com o intuito de fazer eu me desequilibrar, mas ela mesma acaba se desequilibrando e eu seguro seu braço segurando o riso.
– Tudo bem?
– Para de rir, e deixa eu ir me trocar antes que a gente chegue e eu tenha que fazer isso na frente de todo mundo – ela dá um sorrisinho de lado e eu paro de rir.
– Okay, entendi – solto o braço dela e vou para ponta da proa, de costa para ela, para ela se vestir.
– Mas que merda – escuto ela resmungar uns dez minutos depois – Quem separou essa roupa?
– Alícia, eu acho. Ou a Dominique – dou de ombros.
– Vou matar as duas na dúvida.
– Posso me virar?
– Não.
– Essa roupa nem é minha, sabia? Isso é a cara da Dominique. Ou da Alícia.
– Posso me virar? – peço de novo, morto de curiosidade, e tendo plena noção de que já dera tempo suficiente dela se trocar, tirar a roupa e vestir de novo.
– Deve ser horrível querer saber de alguma coisa que não te contam não é? – ela pergunta e se aproxima de mim me abraçando por trás – Você não pode se virar.
– Qual é... – reclamo e ela ri colando os lábios na minha orelha e beijando o meu pescoço – Rose.
– Você não pode se virar – ela repete num sussurro e volta a trilha de beijos molhados pelo meu pescoço. Seguro suas mãos que estavam no meu peito e ela ri contra minha pele.
– Que se dane – resmungo e me viro agarrando sua nuca e colando nossos lábios.
– Você foi um garoto desobediente.
– Você também não está se saindo a boa garota que prometeu ser – digo dando de ombros e volto a beijá-la. Quando eu digo que nunca vou cansar se beijar essa garota, acreditem em mim, eu nunca vou cansar de beijar Rose Weasley — Estamos quase chegando.
– Ta legal – ela concorda e eu me afasto dela para ver sua roupa. Okay, vou ajudar ela a matar as meninas. A cropped ia até um pouquinho a cima da cintura, deixando aquela curva perfeita e completamente minha amostra, e o short mal chegava ao meio da coxa, sem contar que o bumbum dela estava a coisa mais maravilhosa do mundo naquele jeans – Como eu estou?
– Mais gostosa do que eu achava que era possível alguém no mundo ficar – respondo e ela ri e volta a me beijar. Agarro a pele nua de suas costas a puxando para mais perto e não consigo resistir à tentação de descer uma mão até sua coxa e apertá-la. Rose geme contra minha boca e eu subo a mãe para o seu bumbum apertando também – Acho que chegamos.
– É, chegamos – concordo e Rose calça o All-Star preto que tinha saído hoje mais cedo – Pronta?
– Acho que sim – ela ri e seguro sua mão para sairmos da lancha – É aqui perto?
– Vamos aparatar – digo e a puxo pela mão até um canto mais deserto da praia, mesmo que ela ainda estivesse praticamente vazia, era melhor não arriscar. Rose me abraça apoiando a testa no meu peito e eu sorrio.
Ela iria amar a última parte.
And dreamed of para-para-paradise
Para-para-paradise
Para-para-paradise
Every time she closed her eyes
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