Summer Love

4 Second Week, part 1.


Notas iniciais
OLÁ! Eu acho que eu demorei um pouquinho, masssss, eu posso explicar. Eu tive uma ideia nova para uma nova história e eu me empolguei e comecei a escrever como uma louca. Eu queria agradecer a stupidgirl (u/530602/) pelo favorito!!! Contemplem a desgraça da Emma, meu amores:

Eu deveria saber que estava muito bom para ser verdade. Tudo calmo, minha vida uma beleza, o Clark me dando um tempo – apesar de que eu não estava dando um tempo para ele.

Inspira. Expira. Repita o processo repetidamente. Não se esqueça de continuar fazendo a ação repetidamente. E não grite.

O manual de instruções de como viver que eu mesma havia inventado em situações como aquelas estava sendo repassado em minha cabeça repetidamente. Como se a qualquer momento eu fosse esquecer-me de respirar. E de como me manter viva. O que era tecnicamente plausível, dadas às circunstâncias.

As circunstâncias eram as seguintes: 1. Eu estava pronta – ou nem tanto – para receber a pior notícia da minha vida, e nem era a de que Papai Noel ou Fada do Dente não existe. 2. Eu não poderia abortar a missão – de ficar com eles as férias inteiras. 3. Eu iria passar o resto das minhas maravilhosas férias com cinco pessoas, cheias de testosterona.

Deixei-me explicar: Christian e Natalie estavam sentados de frente para Ethan, Zac e eu contando-nos que iriam precisar voltar para Seattle a trabalho. Christian precisava resolver problemas internos na empresa e Natalie iria acompanhá-lo. Acho que o pior de tudo não foi isso, foram as seguintes palavras de Natalie:

– Não podemos deixar Charlie com vocês, e para não ficar apenas os três aqui, chamamos seus outros três amigos, Ethan, e eles chegam amanhã às oito da noite. Teresa ficou desesperada e pediu desculpas, mas que não poderia cuidar de seis adolescentes. Já liguei para sua mãe, Emma, ela ficou preocupada, mas eu assegurei a ela que você não correria perigo e todos eram maiores de idade e iriam cuidar de você. Eu também pedi a ela que chamasse pelos menos alguns amigos seus, e elas disse que os dois estavam viajando. – ela me olhou com uma cara meio triste, do tipo “você só tem dois amigos?” – Ela me disse que “Isaac havia viajado para a Itália e Megan estava fazendo um tour na Europa inteira”, embora eu realmente não saiba quem são Isaac e Megan.

– São meus amigos, mas de qualquer forma obrigada por tentar trazê-los.

E assim, depois do almoço Charlie, Natalie e Christian estavam indo embora, levando com eles Teresa e minha esperança de ter – ao menos – umas férias descentes.

[...]

O voo de Seattle para Carolina do Sul previsto para chegar à quarta feira às 08h00 PM estava atrasado uma hora. Mas quando já estávamos quase voltando para casa e desistindo de esperar, pudemos ver: dois garotos enormes e cheios de músculos, um loiro e um ruivo, e um loiro magrinho.

Minha. Nossa. Senhora. Da. Bicicletinha.

De onde vieram esses garotos? Por acaso em Seattle tem alguma fábrica de garotos que mesmo sendo completamente diferentes – claro que os gêmeos loiros tinham o mesmo rosto, mas eram diferentes de corpo, de qualquer maneira – são completamente gatos? E como eu nunca descobri dessa fábrica?!

Os três garotos vieram em nossa direção e claro que eu não havia saído do carro e nem estava pensando em sair, mas então o deus grego ruivo gritou:

– QUE MERDA É ESSA, ETHAN? – o quê?

– É só a Emma. – OLHA AQUI SEU BAITOLA EU NÃO VOU DEIXAR VOCÊ DENEGRIR MINHA IMAGEM PARA ESSE GOSTOSO QUE APARENTEMENTE ESTÁ REVOLTADO ME OLHANDO E EU NÃO SEI POR QUÊ. Claro que eu não disse isso.

– Do que você tá falando, doente? – o ruivo, que se me lembro bem se chama Derek olhou para ele como se ele fosse o maior doente mental do mundo – Eu ‘tô’ perguntando que merda de carro é esse? Teu pai deixou um Caravan pra gente?– HÁ! Não era relacionada a mim a revolta dele, e sim a joça – de acordo com Ethan – de carro que Christian deixou para nós: “Vocês estão em seis, precisam de um carro grande” ao qual Ethan retrucou “ISSO NÃO É UM CARRO, É UMA VAN!”. Mas eu não entendi o problema deles com o carro, eu o adorei.

– Ah, bom, essa merda aí foi o carro que meu pai deixou, dizendo que estamos em seis, então não poderia deixar o carro que ele estava usando, porque era de cinco lugares.

– Por isso que eu acho que o Ethan poderia ter ido embora junto com eles, assim seríamos cinco e não precisaríamos lidar com a estupidez de Ethan! – e agora sim fui eu.

E então eu quase me enfiei de novo na minivan, graças a Derek, que finalmente notou minha presença ali:

– Então além de linda, você tem senso de humor?

– NÃO SE ENGANE COM ELA! Ela é enviada pelo demônio. – acho que eu ainda não contei as pequenas peças que eu preguei no babaca do Ethan, não é? Vamos lá:

Na semana passada, quando eu percebi que ele era todo preocupado com o cabelo ao ponto de ficar meia hora entupindo aquela merda de gel, – isso quando ele não deixava todo bagunçado, lógico –, esperei que ele terminasse de passar o gel precioso dele e joguei um balde de água nele. Água gelada. Depois, na janta, coloquei muita pimenta na pizza dele, e no copo de refrigerante que ele bebia. Com a ajuda de Zac, achei pó-de-mico e coloquei nas meias dele. Acontece que ele sente cócegas, e foi hilário assistir ele coçando o pé enquanto ria feito um tapado. Enquanto ele estava tomando banho, deixei farelo de bolo de chocolate na cama dele, e quando ele foi dormir estava cheio de formiga.

E no domingo, quando os meninos estavam saindo para ir à praia, eu disse que iria junto. Zac estava comprando sucos para nós três e Ethan havia acabado de voltar do mar e estava sentando na minha linda e seca toalha, e acabou molhando tudo e me molhando, quando passou uma menina morena, que ficou dando trela para o Clark começando o papinho com um estúpido “Você pode me informar as horas?”. Claro que eu não iria perder a chance de estragar os planos de sedução de Ethan, então passei meus braços pelo corpo de Ethan o olhei para ela com o meu melhor sorriso:

– Por que você não vê no seu celular, que está no bolso do seu short? Aproveita para nos dizer, porque meu namorado esqueceu o dele no nosso quarto, lá no hotel, não é amor?

Isso me rendeu muitos risos com Zac depois, e muitos xingamentos vindo da parte de Ethan.

Claro que eu poderia ser como aquelas garotas que são normais e dão gritinhos e saem pulando quando um garoto lindo as elogia, mas como eu sou Emma Parker e não Megan Evans eu olhei para Zac, que estava rindo da situação junto os gêmeos e voltei meu olhar para Derek e dei-lhe um soco no peito.

– Você não vai começar com essas cantadas estupidas, porque vamos passar três meses juntos e se eu for presa por assassinato nunca vou ver uma carreira de sucesso. Já basta ter que me controlar para não socar o descerebrado do Clark. Então vamos embora e sem mais elogios fajutos, Derek.

E isso bastou para todos ali se retorcerem de rir.

– Do que diabos vocês estão rindo, seus estúpidos?

– Meu nome... não é Dere-k. – o suposto Não-Derek explicou, recuperando o fôlego.

– POR QUE VOCÊ ME DISSE QUE ERA DEREK? – apontei o dedo na cara de Zac, que riu mais ainda.

– Eu não d-disse Derek, eu disse Dexter.

Até que eu mesma comecei a rir da minha estupidez, e então perguntei o nome dos gêmeos, para não cometer o mesmo erro de novo.

– Eu sou o Oliver. – o magrinho.

– Eu sou o George. – o fortão.

Foi meio bizarro, sabe, eles falarem ao mesmo tempo.

– E eu sou a linda e maravilhosa Emma, e agora que estamos todos apresentados, vamos comer.

– Não, a gente vai sair. – Ethan Estúpido Clark.

– Pra onde, meu filho? É quarta-feira, são nove e meia da noite, quer ir pra onde?! – o magrinho. Acho que ele devia ser o mais ajuizado do grupo.

E depois de muita discussão, fomos à pizzaria.

Clark foi dirigindo, Dexter – eu achei que ele tinha mais cara de Derek – no carona, o gêmeo atrás e eu e Zac, por último.

Claro que eu não poderia negar que todos ali eram lindos e tal, e que se Megan estivesse aqui estaria babando, principalmente pelo Dexter. Mas nunca que eu diria isso em voz alta, muito menos sobre o Clark.

Enquanto comíamos a pizza, eles me falaram sobre eles – esses meninos têm que aprender a parar de abrir sua vida a qualquer um. Eu poderia ser uma sequestradora. Mas pelo menos não fora um relato completo, como o de Zac.

Dexter era o mais mulherengo e isso estava na cara. Tinha cabelos ruivos como Charlie – eu já estava sentindo falta dele, meu Deus, esses garotos eram muito idiotas –, e olhos quase negros, e havia feito dezoito anos há dois meses. Suas notas nunca passaram de sete, mas ele conseguiu passar de ano! Só teve uma namorada a vida inteira; e ela dormiu com a escola inteira – mas em compensação, ele dormiu com a escola inteira, inclusive as melhores amigas da garota.

Os gêmeos também tinham dezoito, então imaginei que o único a não ter dezoito anos era o Zac, mas não adiantava de muita coisa, já que o aniversário dele era no mês seguinte. Oliver era magrinho e o mais novo, nascendo dois minutos depois de George; enquanto este era o mais forte e velho. Oliver era muito quieto e tímido, mas Zac me disse que era porque ele ainda não me conhecia direito. George nunca namorou, mas sempre estava com uma garota – às vezes duas – nas festas ou em qualquer outro lugar.

Eles haviam criado o próprio grupo de populares longe do time de futebol. E por incrível que pareça, as garotas preferiam eles ao time.

Quando voltamos a casa, Oliver ficou revoltado por não ter um videogame – ele era viciado em videogames –, reclamando que iria ter que ficar sobrevivendo com o mini game de mão dele, mas Dexter disse que trouxe o dele, e logo já estava instalado na TV da sala, e os garotos estavam jogando corrida. Oliver ganhou, e isso já era de se esperar. O que eles não esperavam era que eu ficaria em segundo.

– Como você conseguiu vencer de mim?! – George.

– Isso porque você é muito ruim.

E então todos já estavam discutindo, até que Oliver fez a pergunta do ano:

– Onde vamos dormir?

Olhei instantaneamente para o Clark.

– Merda! – berrou ele.

– O que foi? – Dexter perguntou de olhos arregalados.

– Meu pai trancou o quarto dele, a Emma está com o quarto de casal e no quarto de solteiro só tem quatro camas, e somos cinco.

Todos correram para o quarto, e Ethan – a de cima – e Zac – a de baixo – já tinham as camas deles, e Dexter rapidamente gritou que a outra cama de cima era dele. Depois, George sentou na de baixo, e, bem, sobrou Oliver.

– Eu vou dormir onde? Não tem nenhum colchão pela casa?

– Você vai ter que ficar lá em baixo, Oli. – George disse, embora não estivesse com uma cara de desculpas para o irmão.

Oliver pegou as malas dele, e começou a sair do quarto com a cara mais triste possível. Claro que eu estava odiando toda essa merda, e que eu iria zoar muito todos eles, mas, se fosse comigo, eu não iria querer dormir na sala.

– Oliver, espera.

– Sim? – virou-se.

– Você pode dormir comigo, lá no quarto. Mas uma gracinha, e eu levo você para castrar. – não que eu achasse que ele fosse fazer alguma coisa, ele era bem infantil e ingênuo, apesar de tudo. Mas nunca se sabe, não é?

– Jura?! – todos eles disseram ao mesmo tempo, uma coisa bem estranha e assustadora.

– Claro. Vamos. – e ele me seguiu até o quarto.

– Ela ainda vai acabar com todos nós, estou avisando, é só uma pegadinha essa história de se fazer de santinha. Ela é a secretária do diabo.

– Clark, querido, eu só vou acabar com você, meu amor, o próprio diabo em pessoa.

– A maioria das secretárias acaba liberando para o patrão...

– Vai à merda, Zachary.

Meu Deus, eu teria muitas histórias para contar ao zelador Fitch.

Notas finais
Minha. Nossa. Senhora. Da. Bicicletinha. Permita que eles tenham lido esse capítulo inteiro sem cair no sono. Eu sei que foi entediante, mas era só para apresentar os meninos e vocês verem como a Emma está divertindo muito nessa viajem, até agora. Se alguém não entendeu o negócio do zelador Fitch, leia o prólogo, por que eu fiz umas adaptações nele. Até mais. Postado em 22/07/15