Summer Love.
7 I love you, son.
Acordei com o sol invadindo meu quarto, eu estava deitado por cima da colcha e meu notebook de lado, passei a madrugada conversando com Jack. Contei pra ele sobre Summer, e ele me zoou por achar que eu estou afim dela, ok né. Catei meu celular pela cama e ainda eram oito da manhã, levantei e tomei meu banho. Minha avó ainda dormia então decidir fazer o café da manhã, minha tentativa frustrada de fritar um ovo me obrigou a ir na lanchonete. Peguei o carro de minha vó e fui ao Jenny’s, logo que entrei, aquele sinos insuportáveis gritaram em meus ouvidos e fiz careta, fora que todos ficaram olhando pra minha cara, ignorei e fui até o balcão pra minha surpresa, Summer veio me atender.
–WOW! Você não dorme não? Perguntei sorrindo e ela riu baixinho.
– Hey! Estou fazendo hora extra. E você caiu da cama? Sorriu rindo da minha cara, apenas revirei os olhos.
– Não sei o que houve, ok? Mas minha vó ainda estar dormindo e queria fazer um café da manhã, por isso vim aqui.
– Não sabe cozinhar? Que choque! Summer colocou a mão na boca fingindo surpresa.
– Engraçadinha! Dá pra me atender? Falei debochado e ela riu, que risada gostosa devo dizer.
– Ok, o que vai querer? Perguntou pegando seu bloquinho.
– Hm, do que ela gosta?
– Hmmm, ela adora uns pãezinhos de queijo. Falou anotando. – Com suco de morango.
– Ok, vou querer isso ai. Falei rindo.
– Que? Perguntou enquanto terminava de anotar o pedido o colocando nas mãos de um dos cozinheiros.
– Nada! Acho bonitinho você trabalhando. Sorri e ela ficou vermelha.
– HAHA Idiota! Bateu em meu braço. – Volto já.
Sorri enquanto via Summer atender outros clientes, sempre simpática e parecia conhecer a maioria, 10 minutos depois ela voltou com meu pedido.
– Mas já? Perguntei sorrindo.
– Ajuda quando a cliente é uma das donas do lugar. Deu de ombros. – Você devia trabalhar.
– HAHAHAHAHA Eu gargalhei e ela ficou séria. – Você tá falando sério?
– Claro idiota. Falou batendo em mim novamente, isso vai virar moda?
– Não preciso, e mesmo se precisasse ninguém ia me contratar. Peguei a sacola de sua mão e beijei sua bochecha, se eu não estivesse louco poderia jurar que ela tremeu.
Sai na lanchonete sem olha pra trás sorri lembrando de sua feição quando a beija na bochecha, estava andando até o carro quando alguém bateu em meu ombro.
– Hey! Jake olhava pra mim com cara de bunda.
– Hey?! Falei confuso.
– Vi você com a Summer. Falou e eu estava começando a perder a paciência.
– E? Sorri irônico e abri a porta do carro colocando a sacola no banco.
– Fica longe dela, britânico. Disse com raiva.
– Isso era pra me ofender? Eu ri. – Mate, vê se cresce.
Entrei no carro e dei partida, apenas sorri pro idiota. Cheguei em casa e minha avó ainda dormia, coloquei a mesa, coloquei tudo organizado e subi, acordei a fera e ela quase me mata, desci gargalhando e sentei a mesa. Ficou de boca aberta quando viu a mesa farta de coisas que ela gostava. Minha avó sorriu e sentou em seu lugar de sempre. Tomou um gole do suco de morango e riu baixinho.
– Que foi? Perguntei de boca cheia.
– Nada! Piscou. – Qual o motivo disso?
– E precisa de motivo, minha senhora? Falei colocando suco.
– Com você? Sempre! Abri a boca ofendido. – Deixa de drama.
– Eu só queria fazer algo legal, ok? Falei sincero e minha avó sorriu, de verdade. Fiquei feliz por isso. – Sei que não sou fácil de conviver.
– Que bom que sabe. Muito obrigada! Está tudo uma delícia. Falou colocando um pão de queijo na boca.
E aquela foi a primeira vez que conversamos de verdade, mesmo depois de terminamos de comer, ainda estávamos batendo um papo legal, minha avó me contou como virou uma das donas do Jenny’s, mas confesso que tudo ficou mais interessante quando ela contou sobre os cupcakes que ela e Summer faziam juntas, pelo que entendi quando a Summer perdeu a mãe, minha avó achou que seria bom ela ter uma coisa legal para fazer, então a ensinou a fazer cupcakes. Minha avó falou sobre John trabalhava em uma oficina de carros e que ele era a única família da Summer, bom que ela considerava.
– Não vai trabalhar hoje? Perguntei lavando os pratos.
– Sim, mas só depois do almoço. Falou guardando os pratos que já estavam no escorredor.
– Ok. Sorri.
– E você vai fazer o que hoje? Perguntou encostando seu queijo em meu ombro.
– Nada, vê TV. Ela riu e beijou minha bochecha.
– Eu te amo, filho. Falou subindo as escadas. – E OBRIGADA.
Sorri, na verdade gargalhei. Minha avó era diferente de todas as avós que eu conhecia, eu ri novamente.
Eu estava vendo algum filme aleatório em meu quarto, quando alguém decidiu derrubar a porta, ignorei. Minha avó tinha a chave, então estava de boa. Bateram novamente e olhei a hora, eram cinco da tarde, soltei um palavrão. Sai do quarto pisando forte.
– JÁ VAI! Revirei olhos e abri a porta puto da vida. – WHAT? Oh shit! Arregalhei os olhos e John riu.
– Alex!
– Senhor! Olhei para baixo e desejei que abrisse um buraco para eu entrar nele e ficar, tipo pra sempre.
– Summer comentou comigo que estava procurando um emprego. Falou sorrindo, eu tava?
– Senhor....
– Me chama de John! E estou precisando de um ajudante, então aparece lá amanhã, pode ser?
– Ok?! Respondi confuso e John riu.
– Até amanhã, mate!
Falou com um sotaque muito ridículo devo acrescentar. Então Summer anda falando de mim pro pai. Ok then.
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