Summer Love.

8 You kissed me back, love.


Estava em frente a oficina de John e não tinha a mínima coragem de entrar lá, na verdade nem sabia o que eu estava fazendo ali. Dei as costas e estava indo embora quando John gritou me nome. – Alex!

– Fuck! Falei baixinho e virei sorrindo, ou tentando. – Hi!

– Hi! John apertou minha mão. – Venha conhecer os caras.

– Ok?! Falei confuso, se Jack soubesse que eu iria trabalhar me internaria.

– Esses são: Kevin, Graig e minha secretaria Julie. Cumprimentei a todos com meu melhor sorriso forçado e todos pareciam ser da vibe do John.

– Guys, esse é Alex, neto da Grannys. Sorriu, pera minha avó era famosa? Ok.

– Opa, então deve ser gente boa. Kevin sorriu.

– Alex, Kevin é pai da Charlie.

– A melhor amiga da Summer?! Oh!

– Sim, desde sempre.

Conversamos por alguns minutos sobre, bem minha vida, o que me deixou desconfortável pra porra, mas os caras não paravam de perguntar.

– Bom filho, você vai vim segunda, terça e quarta, pode ser? Pode? Só balancei a cabeça.

– O pagamento é por hora, então chegue a hora que quiser e saia a hora que quiser. Entendidos?

– Yes!

Horas depois me arrependi de ter nascido, sério. Trabalhar não é coisa de Deus. Eu estava suado, fedendo e acredito que morrendo. Eu estava me arrastando até em casa, porque não quis esperar carona da Summer, que ia buscar o pai, imagina se ela me visse desse estado, então estava eu andando até em casa, entrei e juro que chorei por dentro, quis me jogar no sofá mais o nojo de mim mesmo não deixou, então subi e fui tomar um banho, juro que passei uma hora pra tirar todo aquele suor de mim. Me joguei na cama até escutar minha avó chegar. Desci e contei a ela sobre meu primeiro dia de trabalho, e de verdade nunca vi minha avó gargalhar tanto, revirei os olhos, mas logo estava rindo junto.

Acordei quebrado no outro dia, olhei meu celular e era quinta-feira, sorri por dentro ao lembrar que não era dia de morrer naquela oficina do John. Virei pro lado e dormir mais um pouco. Acordei duas horas depois e minha avó já tinha saído, confesso que queria ter tomado café com ela, estava acostumado a conversar com ela pela manhã. Tomei café com leite e comi um pão sofrível devo dizer, mas foi o suficiente. Tomei banho vesti uma das bermudas que Summer me obrigou comprar e uma camiseta regata que a mesma também me obrigou. Fui a praia, mas não fui. Fiquei dentro do carro da minha avó desenhando as pessoas, vi Charlie e tentei, sem sucesso, me esconder.

– Hi! Falou simpática arrumando sua mochila.

– E ai, mate? Falei e ela riu, ficamos em silencio por uns segundos e de supetão, perguntei. – Tem visto a Summer?

Ela riu e confesso que fiquei com vergonha. – Acredito que esteja trabalhando.

– Oh!

– Tenho que ir, mas Alex... Ela se aproximou do carro e gelei. – Ela sai as nove.

E foi embora, não entendi de primeira, mas depois me toquei que ela sairia do trabalho a essa hora voltei para casa correndo, ainda eram quatro horas da tarde, revirei os olhos, lavei os pratos do café e ri pensando na reação de minha mãe ao ver isso, o que me fez pensar que eu já estava aqui há um mês e algumas semanas e ainda não tinha falado direito com meus pais. Estava deitado na sala lendo meu livro preferido, The Hobbit, quando minha avó chegou cheia de sacolas.

– Querido, uma ajudinha! Levantei prontamente e peguei algumas sacolas.

– Pra que isso tudo, vó? Eu ri dela tentando andar. – Vai ter ataque zombie?

– Isso não é The Walking Dead! Ela me olhou rindo.

– Você... vê?

– Não sou tão velha, querido! Eu ri. – Agora me ajuda a guarda essas coisas.

– Nossa, quanta coisa.

– Coloca essas duas ali, são para os cupcakes. Coloquei e ri. – Você tá rindo demais.

– Mas vó, olha quanta coisa.

– Não posso querer alimentar meu neto? E John e Summer aparecem as vezes. E tenho amigas.

– Aquelas que sempre dão em cima de mim? To ligado!

Minha avó fez omelete e comemos conversando, ela me contou do festival de música que ia ter daqui a um mês, Summer iria se apresentar, fiquei curioso. Foi quando lembrei de olhar a hora, eram oito e vinte, tentei disfarçar enquanto comia o mais rápido possível, subi para o quarto e coloquei uma calça e uma camiseta dos Ramones. Ouvi minha avó falando que levasse um guarda-chuva pois iria chover, eu gargalhei, Califórnia no verão, chover? Apenas coloquei meu casaco. Beijei vovó na testa e sai de casa. Coloquei meu capuz e fui andando até a lanchonete. Estava encostado em um carro na rua e vi quando Summer pegar sua bicicleta me aproximei.

– Posso pegar uma carona? Summer riu baixinho ao ouvir minha voz, ela estava com os cabelos soltos de short e com uma camisa polo por de baixo do casaco.

– Claro, mas você conduz e eu vou atrás. Sorriu então subi na bike e ela ficou em pé nos ferros segurando em meus ombros, estávamos quase chegando quando começou a chover, minha avó é vidente?

– Oh no! Summer riu e eu parei a bicicleta. Ela desceu rindo. – Vamos andando?

– Na chuva?

– Já estamos molhados mesmo.

Ficamos conversando, na chuva, o caminho inteiro e a chuva engrossava, quando estávamos em frente à sua casa ela guardou a bicicleta no lugar de sempre e eu fiquei apenas observando, ela voltou correndo.

– Você é a única pessoa que fica rindo na chuva, Summer.

– Deixa de ser marrento, garoto. É só chuva.

– Pensei que não tinha muito isso aqui. Falei e ela revirou os olhos.

– You know nothing, Alexander Jones! — Eu gargalhei e ela me bateu, o que me fez ri mais ainda, então ela correu atrás de mim, sim, me senti uma criança, mas estava me sentindo feliz naquele momento, puxei ela pelo braço e a segurei pela cintura, ela estava perto demais pra me concentrar no mundo à minha volta, eu não pensei direito eu só encostei meus lábios levemente nos dela e a senti tremer um pouco, sorri de leve e senti suas mãos em meu rosto, a beijei com mais intensidade e pude sentir seu gosto, era morango ou alguma coisa de outro planeta, o beijo era lento, sutil e diferente, paramos por um instante e encostamos nossas testas abri os olhos e ela ainda estavam com os seus fechados.

– Sum... Sussurrei e ela mexeu a boca.

– Você não devia ter feito isso. Se soltou dos meus braços e fiquei sem entender.

– Você me beijou de volta, love! Falei e ela revirou os olhos.

Entrei em casa em casa, tomei uma banho rápido tentando não pensar no que tinha acontecido. Quando eu deitei e fechei os olhos pude viver aquele momento de novo.

– Oh shit, she kissed me back!