Summer Love
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Chase
Depois do almoço, Lia e Colin tiram a mesa enquanto eu e Megan temos uma “folga”. Meg estava atirada no sofá e eu fui olhar pela janela. O clima está ótimo. Quase não há nuvens no céu, acho que não vai ter temporal ou uma ventania para estragar o piquenique.
Colin subiu para o meu quarto avisando que ia dormir e Lia disse que precisava ir para casa já que seus pais chegariam de viagem daqui a pouco. Assim que saíram, me virei para Megan e falei:
–Vamos arrumar as coisas?
–Tem cesta, né? – Ela pergunta se levantando do sofá. Assento e então vamos para a cozinha.
Pego os pães para fazer sanduíches e Megan pega o necessário para prepará-los. Depois pegamos duas maçãs e um pacote de cookies, colocamos as coisas na cesta e saímos de casa.
Durante todo o caminho, Megan parecia bem animada. Ela carrega a cesta como uma criança. Olho para ela e sorrio sozinho.
Chegando ao parque, ficamos praticamente meia hora procurando um lugar para estender a toalha. Fazer o que, o lugar tem que ser ótimo.
Achamos um espaço com bastante grama que dá vista para o lago do parque.
Há uma brisa que faz seus longos cabelos loiros esvoaçarem. Acho que eu estou com uma cara muito idiota, por que ela olhou para mim com a testa franzida:
–Tudo bem? – Meg pergunta rindo.
–Hã? Ah, sim, claro. Por quê? – Respondo rapidamente da maneira mais confusa possível. Ela dá de ombros. Continua a encará-la. Ela começa a ficar um pouco apreensiva, então mundo a direção do meu olhar e vejo Golden Retriever. O animal chega perto de Megan e salta, como se a abraçasse e lambia toda sua cara. No início Megan parece não entender a situação, mas assim que vê o dono do cachorro muda de expressão.
–Megan! – Ele exclama sorridente.
–Ah, oi Andy. – Ela força um sorriso. Me levanto e olho para o cara que tinha acabado de chegar.
–Então, aproveitando as férias? – Ele pergunta para ela, mas olhando para mim.
–Muito, e você? – Ela responde seca.
–É podia estar melhor, sabe... – Ele está insinuando que...
–Andy, vasa. – Meg fala revirando os olhos.
Quem é esse cara?!
–Desculpe, estou atrapalhando seu momento com seu novo namorado? – Ele pergunta de forma meio zoada.
–Ele não é meu namorado. Mas que qualquer forma, sim está atrapalhando, como sempre. – Megan diz.
–Não é assim que você pensava quatro meses atrás, não é mesmo? – Andy a provoca e depois sai rindo.
Meg revira os olhos de novo e suspira pesadamente.
–Posso saber quem é esse cara? – Pergunto me sentando ao seu lado e passando uma mecha de seu cabelo para trás da orelha. Ela ergue a cabeça para mim e sorri fraco.
–Meu ex... – Megan responde olhando para o chão. Como eu imaginava. – Mas, por favor, não vamos ligar para isso... Vai acabar estragando nosso dia. – Eu assento e então abro a cesta tirando o prato com os sanduíches de dentro, os cookies e as maçãs estendendo tudo sobre a toalha onde nós estávamos sentados.
Terminamos o lanche rindo e falando sobre assuntos aleatórios. Quando ouvimos uma trovoada. Meg se assusta e depois começa a rir.
Ela se levanta e olha para o céu.
–É... O clima mudou. – E então se vira para mim. – Acha que dá tempo de corrermos até a sua casa? – Terminando essa frase começa a chover.
Primeiro são apenas alguns pingos, mas depois a chuva começa a ficar pesada.
–Acho que não. – Respondo rindo. Primeiro Megan fica confusa, mas então ela estende os braços e ergue a cabeça para o céu e grita.
Rio e corro em sua direção. Ela abaixa os braços e faz uma cara assustada antes de começar a fugir de mim. Eu a persegui por um bom tempo até chegarmos à fonte do parque. Eu paro e digo que me rendia. Ela começa a rir e então se aproxima de mim.
–Cansou? – Ela pergunta me provocando.
–Você parece uma criança. – Digo olhando profundamente em seus olhos.
–E tu parece um idoso. – Ela fala sorrindo ironicamente.
–Idoso? – Pergunto indignado. Ela assente me desafiando mais ainda.
Eu me curvo para baixo e agarro as pernas dela, a colocando no meu ombro.
–SEU DOIDO, O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO? ME LARGA NO CHÃO! – Ela grita batendo em minhas costas. Ando em direção à fonte e a largo ali dentro. Começo a rir dela. – Eu vou te matar. – Megan diz me fazendo rir mais ainda.
–Você já estava ensopada, isso não fez diferença alguma. – Eu falo com razão.
–É verdade. – Ela diz. – Vem, me ajuda a sair daqui. – Megan estende a mão. Assim que seguro para puxá-la, ela faz uma força que eu nunca pensei que tivesse, e me coloca dentro daquela fonte.
Eu olho para ela fingindo estar extremamente irritado. Megan para de rir imediatamente. Jogo água na sua cara, e ela revida e então ficamos ali fazendo uma guerrinha ridícula, quando um homem todo de preto e segurando um guarda-chuva aparece.
Olho para a sua capa-de-chuva e tinha o símbolo dos guardas daquela região.
–Não pode entrar no chafariz... – Ele diz apontando para uma placa ao nosso lado. Eu olho para Megan e ela olha para mim. Nós rimos um pouco e pedimos desculpas para ele. O guarda parece impaciente e espera nós sairmos dali de dentro.
Voltamos ao lugar onde havíamos deixado a cesta, pegamos a mesma e voltamos para a minha casa.
No meio do caminho a chuva havia parado e um arco-íris estava traçando o céu agora. Nós entramos em casa e Megan espirra.
–Acho que você vai se resfriar... – Digo olhando-a preocupado. Ela assente. – Quer que eu pegue uma roupa seca para você? – Pergunto.
–Não se importa? – Ela pergunta já agradecendo por um simples olhar. Nego com a minha cabeça e então subo as escadas para pegar uma roupa.
Assim que desço Megan havia saído. Procuro ela por toda casa e não a encontro... O que será que aconteceu?
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