Summer Love
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Megan
Eu estava esperando Chase voltar quando meu telefone toca.
Ligação on
–Oi pai! – Digo naturalmente.
–Filha! Eu estava preocupado! Por que ainda não veio para casa?! – Ele pergunta estressado em um tom completamente diferente do meu. Acho que estou com problemas.
–Desculpa, é que eu... – Tento me explicar para aliviar a situação, mas o que eu poderia falar?
–Não quero saber. – Ele me interrompe. – Vem agora que daqui a uma hora vou ter uma reunião por Skype sobre o novo filme e não quero ficar sem falar com você! – E desliga o telefone sem mais nem menos.
Ligação off
Meu pai estava irritado, eu realmente o preocupei. Por um segundo fico parada no meio da sala esperando Chase, impaciente, mas então, não penso duas vezes e saio correndo da casa.
Umas duas quadras a frente, vejo um grupo de esqueitistas parados na calçada conversando. Aperto o passo e paro em frente de um deles.
–Posso pegar emprestado? – Falo me abaixando para pegar o skate que estava no chão. – Obrigada! – Agradeço sem esperar resposta.
Saio correndo e atiro o skate à minha frente, saltando em cima do mesmo para pegar impulso facilmente.
–Ei! – O garoto grita e começa a me perseguir, seus amigos vêm logo atrás. Olho para eles e continuo pegando impulso. Não demora muito e eu chego ao condomínio. Pulo do skate o deixando para trás, o garoto pega e bufa, se mostrando realmente irritado, todos estão ofegantes. Não posso negar que me diverti com a situação.
–Olá senhorita Louise. – O guardinha me cumprimenta abrindo o portão espantado com a minha pressa.
–E aí Will! – Respondo passando reto por ele, sem diminuir a velocidade.
Mais duas quadras de corrida e chego em casa. Abro a porta e continuo correndo enquanto atravesso a sala para abraçar meu pai que estava no quintal. Sem pensar duas vezes pulo no seu colo e quase o derrubo no chão.
–Bom dia. – Digo normalmente dando um beijo em sua bochecha enquanto ele me larga no chão.
–Oi filha! Como estava a festa? – Ele pergunta.
–Legal. – Respondo sorrindo.
Minha relação com meu pai é assim. Ele me dá sermão e cinco minutos depois já voltamos a brincar, como se nada tivesse acontecido. Talvez falando assim eu pareça mimada, mas eu não sou. Pelo menos acho que não...
–Filha! Por que você não ligou! Fiquei tão preocupada! – Minha mãe aparece tirando seu avental. Ela costuma pintar nas horas vagas, e as vezes gosto de pintar junto com ela. É terapêutico. Ela me abraça e beija minha testa, enquanto alisa meus cabelos.
O que nós vamos fazer hoje? – Os dois se entre olham.
Meu pai checa o relógio e fala:
–Quem sabe não vamos ao Starbucks? Dá tempo.
–Opa! Vamos sim! Roller? – Pergunto para minha mãe.
–Claro! E seu pai pega a bicicleta. – Ela diz com aquele sorriso maravilhoso de sempre.
Meus pais adotivos têm espírito de criança. Adoro isso! Talvez esse seja o motivo para eu ser tão infantil... Exatamente o oposto de Lia. Por causa da ausência constante dos seus pais, ela precisa ser mais madura.
Chegamos à frente do Starbucks, meu pai larga a bicicleta dele enquanto eu e minha mãe entramos de Roller mesmo. Os funcionários já estão acostumados com as nossas loucuras, mas dessa vez eu tropeço no pequeno degrau que tem na entrada e perco o equilíbrio. Sorte que alguém me segura.
–Cuidado princesa. – Uma voz conhecida me alerta.
De repente, preferia ter caído de cara no chão.
–Obrigada Andy. – Digo seca enquanto me recomponho e sigo em direção aos meus pais.
–Nem um beijo no seu herói? – Ele pergunta com um sorriso sacana no rosto. Apenas reviro os olhos e vou para a fila. Posso ouvi-lo rindo com seus amigos, enquanto saem da cafeteria.
–O que vai querer meu amor? – Meu pai pergunta me deixando apoiada nele.
–O de sempre. – Respondo sorrindo, tentando controlar meus pés para não escorregar e cair com tudo no chão.
Fico me lembrando do meu tempo com Andy. Não posso negar que ele me fez feliz, e nós nos divertíamos muito juntos. Eu realmente achei que ele pudesse me amar, mas um dia me falaram que ele estava comigo para fazer ciúmes para outra garota. E eu, a cega na história, não quis acreditar. Até que tive a prova. Em uma festa, eu o vi beijando a tal menina.
Mas agora ele me quer de volta, e é claro que eu não vou amolecer o coração. Eu nunca perdoaria uma traição, mesmo que tivesse se passado milênios.
Depois de pegarmos os cafés, saímos e vamos para casa. Percebo alguns paparazzi no caminho, como de costume, mas nem me importo, já comum quando saímos juntos, ter esses carrapatos acompanhando.
Mal entramos em casa e meu pai já vai correndo para o escritório para começar a reunião, minha mãe se dirige para seu atelier e eu como de costume, vou para o meu quarto. Assim que entro na minha “Batcaverna” meu celular toca.
Ligação on
–Megan! Eu estava preocupado! – Chase diz sem nem me deixar falar “alô?”. – Por que não atendeu ao telefone antes? – Ele pergunta parecendo meu pai.
–Desculpa, é que eu saí com meus pais e esqueci o celular em casa... – Falo quase sem voz olhando para o chão.
Ele fica em silêncio por um tempo, e então pergunta:
–Porque você não avisou? – Ele parece muito abalado.
–Meu pai me ligou preocupado e me pediu para ir pra casa. – Digo abraçando meu travesseiro. Ele continua em silêncio. Como se cada segundo sem ouvir sua voz fosse uma tortura, faço esforço para ouvi-la. – Eu realmente podia ter te avisado... – Suspiro me mostrando arrependida. – Desculpa. – Falo por fim.
–Tudo bem. – Ele diz com a voz rouca, mas de forma nem um pouco convincente. – Mas que bom que nada aconteceu contigo, apenas me preocupei, por isso liguei. – Ele fala sem mudar de tom.
–Ok... Beijos. – Me despeço desanimada.
–Beijos. – Ele diz seco.
Ligação off
Por que ele se preocupou tanto?
Sento na cama e olho no relógio. Já são sete horas da noite... Decido tomar um banho. Pego meu pijama e entro no banheiro.
Depois do meu show, opa, quero dizer... Banho, seco meu cabelo cantarolando minha música favorita e então olho a minha direita em direção à janela que dá no telhado. Subo na minha escrivaninha e passo para o outro lado da janela. Me sento nas telhas e olho para o céu. Coberto de estrelas.
Amo ficar no telhado, minha casa fica a três quadras do mar, etão aqui de cima posso ver e ouvir as ondas, além de sentir a brisa em meu rosto.
Sem perceber direciono meus pensamentos para Chase. Tem alguma coisa naquele menino que mexe com as minhas estruturas.
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