Succubus Desire

1 Noite Monótona


Já não aguentava mais, os dias monótonos já não se passavam como um borrão, mas exatamente o contrário, eles se demoravam demais, os minutos pareciam horas. Aquilo estava me deixando louca já, eu precisava fazer algo, alguma coisa que daria adrenalina!

Sai de casa exatamente como estava top rosa claro e shorts jeans, nunca em minha vida eu fiquei desarrumada, nem mesmo dentro de casa, e agora na rua, as pessoas me olhavam, afinal, antigamente todos olhavam para mim.

Andei pelos centros da cidade por algumas horas, vendo olhares interessados, mas nada daquilo me atraia. Já tinha provado várias pessoas, e nunca nenhuma delas me fez sentir algo a mais, e acho que nunca ninguém o faria. Afinal, eu só estava a procura de diversão. Por anos eu fiquei com vários homens, e até mulheres, não por dinheiro apesar de algumas vezes eu o havia recebido abertamente; Mas fazia aquilo por diversão, gostava de sentir a pele quente de outra pessoa junto a minha, a sensação de prazer que eles me davam.

Por fim, acabei entrando em uma boate Pop Rock, claro, estava lotada, era melhor assim.

Já havia estado ali algumas vezes, um dos muitos lugares aonde já fui, algumas pessoas me reconheceriam, algumas por pura inveja.

Sentei-me em uma das mesas perto do palco, já avaliando o lugar, vendo alguns possíveis interesses. E foi quando eu o vi, esse homem era diferente de todos que eu já havia visto, ele tinha algo a mais, uma aura negra a sua volta. Eu o teria hoje a noite, tinha escolhido afinal.

Entrei em um dos camarins das dançarinas, algumas me conheciam, então peguei alguma roupa melhor com elas, e me troquei. O vestido era lindo, preto de lantejoulas e tafetá rosa, já o havia usado uma vez, quando dancei nesta boate, mas hoje eu não faria nada, a não ser tentar conquista-lo, e tê-lo para mim. Percebi que ele estava observando com atenção as garotas, quase igual à mim, escolhendo a presa.

Então me aprumei, e passei perto dele, indo em direção ao bar. Primeiro teria que ver se ainda conseguia atraí-los, se não, iria a Caça. Não olhei para trás, isso iria me expor, por isso cheguei ao balcão do bar com calma, pedi um Martini de maça. Podia notar com facilidade o garçom olhando o decote do vestido e a cauda justa, definitivamente, este vestido estava perfeito, talvez não o devolveria depois de hoje.

Eu não sabia se ele me olhava, podia sentir e ver vários olhares em mim, mas não sabia se o dele era um desses. Logo depois de alguns minutos, sentia uma mão em meu ombro, e uma voz baixa no ouvido. – É possível uma senhorita tão linda assim sozinha? – Era ele, eu ainda era boa no que fazia!

Me virei de frente à ele, e quando o fiz, a barra colada do vestido subiu um pouco mais, deixando minhas coxas bem a vista, aquilo era bom. – Como você sabe que eu estou sozinha? – Sorri sarcasticamente, que os jogos comecem!

– Não vejo ninguém com você, e você não parece estar esperando ninguém. Posso me sentar aqui? – Sem ao menos esperar uma resposta ele se sentou ao meu lado, já pedindo um whisky duplo.

– Boa observação.. – Digo, dando uma risada muito baixa. Logo ele se vira para mim, observando com atenção. Droga, eu o queria agora, mas teria de esperar mais algumas horas.

– O que veio fazer aqui hoje?! – A mão dele deslizou pelo meu braço, um simples toque, mas ao mesmo tempo intimo. Talvez afinal, eu não teria de esperar tanto. – Estava à procura de diversão. – Digo à ele, tocando meu tornozelo na sua perna, uma indireta clássica. E ele entendeu, é claro. Pude ver um sorriso secreto em seu rosto. – Então acabou de encontrar. A propósito, meu nome é Anthonny.

– Prazer, sou Scarllet. – Termino meu ultimo gole do Martini, e coloco a pequena cereja na boca, dando um sorriso sedutor à ele. O que me surpreendeu foi que ele se inclinou para mim, mordendo a cereja na minha boca, aproveitando para passar a língua entre meus lábios. Definitivamente, nem ele queria esperar tanto tempo assim.

Ele se afastou um pouco, sorrindo para mim. – Scarllet, isso não seria nome artístico? – O olhei enquanto tomava o whisky, ainda surpresa e satisfeita pelo feito.

– Na verdade meus pais eram ricos e excêntricos, queriam um nome diferente. Eu gosto. – Sorrio de volta, irônica. Sempre pensavam que eu dizia um nome falso.

– Eu também gosto, é sexy.. – Sentia seus dedos em volta de meus lábios, talvez limpando algo que não estava ali. Eu entendia o jogo, e gostava.

– Fico feliz que goste.. – Falo em tom baixo, deixando à mostra meu desejo. E ele se aproximou mas ainda. Agora estávamos a centímetros um do outro e o local estava cheio, teríamos que ir à outro lugar logo logo.

– Acho que é mais do que gostar... – Nisso, ele pegou minha mão, me puxando. – Quer ir à outro lugar comigo Scarllet? – Ah, finalmente o que eu queria. O olhar que ele havia dado foi ao mesmo tempo erótico e assustador. Esse homem era diferente dos outros, ele realmente me atraia, coisa que não era nada normal, não para mim. – E aonde gostaria de ir? – Me levantei, sem largar a mão dele, fomos andando até a porta, em um silencio que ambos entendíamos. Ou pelo menos eu achava que entendia, ele era misterioso demais, sedutor demais, só me respondeu quando me ajudava a colocar meu casaco. – Um lugar mais privado, não me sinto muito bem perto de muitas pessoas. Pode entrar. – Anthonny apontou uma Mercedes preta, fabulosa! – Belo carro. – Falo sorrindo para ele.

Passamos algum tempo dentro do carro em silencio, eu não sabia para onde ele estava me levando, as ruas já estavam escuras àquela hora, eu não fazia a mínima ideia de onde poderia estar.

Ficamos alguns minutos em silencio, e enquanto ele dirigia o carro, colocou uma das mãos em minha perna, na parte aonde o vestido não cobria, e a sensação foi ótima. As mãos dele não eram ásperas, mas frias e macias, eu podia sentir os dedos deles acariciando levemente a parte interna de minha coxa. Eu deixei ele me tocar, enquanto o olhava dirigir. Não sabia se deveria dizer algo, porque estava um pouco intimidada. Ele não era como os outros homens com quem eu já tinha ficado. Após algum tempo, fiquei inquieta. Anthonny estava entrando em um dos bairros quietos e afastados da cidade. – Aonde vamos? – Eu perguntei, em voz baixa.

– Minha casa. Não se incomoda não é? Ela é mais afastada da cidade. – Ele me olhou e deu um sorriso que tiraria o fôlego de qualquer garota. Eu sorri, não pude deixar de sorrir. Mas logo parei. Eu não faria isso novamente, isso iria durar somente uma noite. – Não me importo. – eu disse simplesmente, e coloquei a mão sobre a dele, dando um sinal para continuar a caricia. Ele simplesmente sorriu, e voltou a acariciar minha coxa.

Em rápidos minutos estávamos fora da cidade, e eu estava ofegante, as leves caricias na coxa se tornaram mais fortes, e subiram. Ele parecia muito calmo, enquanto acariciava minha genitária por cima da calcinha e dirigia ao mesmo tempo. Quando ouvia meus gemidos baixos, ele sorria, mas não me olhava. Logo chegávamos perto de um condomínio, ao que parecia. Ele tirou a mão de mim e apertou o botão no painel do carro, abrindo o enorme portão. Não era com condomínio, era uma casa, uma mansão enorme. Ele manobrou o carro em volta da enorme fonte que havia no meio do pátio, e parou em frente a porta. – Venha, gostaria de lhe apresentar a casa. – Eu o vi sair do carro, e no breve segundo que fiquei sozinha ali, tive medo. – Já estou impressionada só com o lado de fora. – Disse à ele quando saia do carro. Anthonny pegou minha mão e me conduziu para dentro. Escutei o carro sendo ligado e imaginei que ele teria empregados. Já tinha ficado com caras ricos, mas não no estilo de Anthonny, os outros gostavam de se mostrar, mas não Anthonny. – O que acha? – Ele disse gesticulando quando paramos no hall de entrada. – É.. impressionante! – Disse para ele. E era mesmo, o hall era redondo, com uma decoração dourada e vermelha. Tinha escadas para o andar de cima, e duas portas ao lado das escadas.

Ele passou o braço em minha cintura, e disse sussurrando em meu ouvido. – Você gostaria de beber alguma coisa? – Para mim, isso era enrolação, mas apreciava um pouco de cavalheirismo. – Isso seria bom. – Respondi, sorrindo.