Succubus Desire

2 Sucumbindo ao desejo


( Parte descrita por Anthonny )
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Puxei Scarllet pela porta à direita, sem deixar de sorrir para ela, por fora, pelo menos. Estava pensativo, normalmente essa seria apenas mais uma vítima, mas pelo oque vi na boate, ela tinha o espírito que nossa espécie precisava. Eu deveria transforma-la, iria ser bom ter uma discípula, não ficaria mais sozinho. Mas já tinha notado que não seria fácil.
Na cozinha, peguei um dos vinhos de safra 70 anos, que eu mesmo havia engarrafado à alguns anos, e me virei para ela. Scarllet parecia intimidada, mas estava determinada a parecer sensual para mim. Aproximei-me e me inclinei sobre ela, beijando-a enquanto pegava as taças no armário em que ela se encostava. Pude sentir a ansiedade dela, quando sua língua passou entre meus lábios e se contornou junto a minha. Eu a mordi e me afastei, mostrando as taças e sorrindo. Ela estava a vontade, mas eu precisava fazer uma coisa sem que ela visse. – Que tal ligar uma musica? – Disse apontando o Cd Player na bancada. Ela deu de ombros e se virou, e assim que o fez, passei a unha em meu pulso, e deixei cair algumas gotas do meu sangue no copo dela. A quantidade exata, que não à mataria, mas a transformaria. Uma pequena parte do processo de transformação estava completa. Enchi as taças com o vinho, e entreguei o batizado para ela. Sorri com satisfação quando a vi tomar.
Não reconheci a musica que tocava, mas isso pouco importava, agora eu deveria terminar a transformação. – Você gosta? – Eu a ouvi dizer. Estaria ela se referindo a musica? – Hmm?.. Não conheço essa. – Dei uma risada, eu não escutava musica, a maioria daquelas coisas era um disfarce. – Há sim, Enya é bom. – disse Ela, terminando o vinho. – Conheço outra coisa muito boa também! – Disse me virando para ela. Eu estava ficando impaciente, e pelo o que podia sentir dela, sentia o mesmo. Já havia terminado meu vinho, então me aproximei de Scarllet, que não tinha notado nenhum gosto estranho em seu vinho, e peguei sua mão, a levando até as escadas, para o andar de cima. – Está cansado de esperar? – Ela disse, e pude ouvir sua risada. Me virei e a prendi à parede, mordendo-a nos lábios, e descendo com beijos em seu pescoço. Senti suas mãos em minhas costas, e alguns sons de prazer que ela fazia. Passei a língua perto de sua orelha, e lhe sussurrei. – Você não faz ideia. – Minha voz saiu mais sombria que o normal, mas ela não devia ter notado. Continuei andando até a porta de meu quarto, aonde a comecei a beijar novamente.

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Eu não conseguia reparar em nenhum detalhe do quarto de Anthonny, suas mãos estavam ansiosas, delineando todo meu corpo, e sua boca, seu halito, estavam sempre em meu rosto. Eu só podia sentir ele. Passei as mãos em seu peito, com sua camisa recém-aberta, e pude senti-lo me empurrar. De alguma forma já estávamos perto da cama, onde me sentei e o observei chegar mais perto de mim. Sem dizer nada, ele puxou minha blusa, a jogando no chão, e me deitou por cima dos lençóis, totalmente pretos, a única coisa que vi antes dele voltar a me beijar.
E o beijo ia se tornando cada vez mais insistente, bruto e sensual. Quando ele não estava beijando minha boca, era o pescoço, o colo dos seios, me deixando cada vez mais ofegante. Ambos já estávamos só com as roupas de baixo, ele me beijava, mordia, apertava, e o máximo que eu conseguia fazer era gemer. Geralmente era eu que dominava os homens assim, mas como como já tinha notado, ele era diferente. Suas mãos subiram acariciando meu corpo, pegando meu sutiã e o puxando. Já sabia que estaria arruinado, mas não me importei, só queria senti-lo.
Mas logo o senti se afastar, não muito, apenas o suficiente para conseguir falar. – Eu tenho uma coisa para você.. – Eu sorri, ao perceber que assim, ele também estava ofegante. – Sempre tem presentes para as companheiras da noite? – Eu disse, rindo para ele, era bom fazer o papel da gatinha indefesa. – Só para as especiais. Fique deitada está bem? – Sua voz era profunda, e senti ele se sentar sobre meu quadril e se inclinar para o lado, uma mesa de cabeceira ao que parecia.
Procurei manter a respiração calma, e rapidamente o notei sobre mim novamente, mas com as mãos nas costas. — Preciso que você feche os olhos, Scar..– Ele falava, ao mesmo tempo que passava os dedos sobre meus olhos, os fechando. Eu não tinha opção, faria o jogo dele, mas algo dentro de mim, gritava que tinha alguma coisa errada.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.