Notas iniciais
Oiee Sim, eu demorei :( Mas eu fiz umas mudancinhas e fiz uma capa nova, também mudei o cap anterior, deem uma olhadinha...

Bem, essa é a parte que eu fique chocada. Paralisada. Cai do cavalo. Chame como preferir.

–As buscas vão continuar obviamente – Chris se apressou em dizer. – Não tivemos notícias de nenhum parente até agora.

–Chris – falei baixinho como se alguém pudesse me escutar. – Você sabe que se a polícia vier até aqui eu estou completamente ferrada. Sou menor de idade. Eu causei o acidente querendo ou não e posso ser a principal suspeita do desaparecimento da Nessie. Vou ferrar todo mundo que participa dos nossos pegas... Você, Mason, Eddie e até o Drake.

Ele desviou o olhar e o fixou na janela do quarto.

– Mason e eu estamos trabalhando nisso.

Senti raiva.

–Tá vendo? Vocês tem que ficar limpando minha bagunça. A estúpida sou eu e vocês que se ferram.

Meu amigo revirou os olhos como se não se importasse.

–Sabemos que não foi intencional, não sabemos Aly? Vamos tentar por as coisas em ordem, apenas isso. – Sorriu.

Aquilo não colou comigo.

–Limpar a bagunça. Por as coisas em ordem. Mesma coisa. – Resmunguei.

Ele fez um som estranho.

–Mason me disse que não quer ver a sua irmã. – Mudou de assunto.

Assenti ansiosamente.

–É, não quero. – Fiquei brincando com as minhas mãos. – Talvez pudéssemos fazer algo para ela ir embora. Que tal piolhos? Perfeito, podemos infestar o cabelo dela de piolhos até ela ficar em coma de tanto se coçar.

– Por Deus, Aly, como você é má – Chris riu, mas depois sussurrou como se fosse meu cumplice. – Onde vamos arrumar piolhos, parceira?

–Isso é com você, gênio.

–É sério – disse. – Ela quer ver você, ter certeza de que está bem.

– Eu estou. – Prometi.

– Então... – Chris tentou me convencer a falar com minha irmã.

– Fale isso pra ela. Loren quer me levar embora para a França.

– Eu sei – suspirou derrotado diante de meu argumento. – Mason e eu estamos tentando resolver isso também.

Logo depois se deu conta do que disse.

–Quer dizer... Nós só estamos...

Mordi a língua para evitar o palavrão que ia falar.

–Chris – Usei todas as minhas forças para sorrir, tentando parecer grata. – Pode pegar mais café para mim, por favor?

Ele ergueu as sobrancelhas, desconfiado. Minhas mudanças falsas de humor não agradam ninguém. Fato.

–Você está começando a me assustar com esse sorriso aí – disse por fim, se levantando rumo à porta. Sorri mais ainda.

–Duplo tá? – Meu sorriso se derreteu assim que ele fechou a porta.

Sem pensar muito bem no que eu estava fazendo, tentei arrancar aquela agulha que transmitia soro para o meu corpo. Puxei devagar mais estava doendo muito para sair.

Reprimi um grito.

Eu precisava sair e resolver essa situação o mais rápido possível. Mas, bem... O que eu iria fazer? Um escândalo para Loren não me levar embora? Ficar me culpando pelo o que aconteceu com Nessie? Ela com certeza tinha uma família que a amava e está sentindo falta dela e esperando notícias que talvez, só talvez mesmo, nunca iriam receber. Por culpa minha!

Meus amigos se ferram, culpa minha também.

Só agora eu percebi como eu fui hipócrita com Mason. Ele se culpando e eu o achando idiota por se culpar por algo que não foi sua culpa. A diferença é que Mason realmente não teve culpa de nada, eu por outro lado... Também havia o fato de que não havia ninguém para me dizer que não sou culpada.

Estou agindo como uma vaca falsa hipócrita.

–Você consegue ser assustadora quando quer.

–É consciência e bem que você poderia calar a boca agora e me deixar pensar em um jeito de sair daqui sem ser vista, obrigada.

Mais um diálogo comum com a minha consciência problemática, certo? Errado.

–Você é hilária, Alysson.

–Eu se... – parei de falar, congelando.

Desde quando minha adorável consciência tem essa voz arrepiante?

–Cristian! – grito, colocando a mão no peito. – Quer me matar? Como entrou aqui, garoto?

–Pela porta...?

Okey, sem querer parecer uma adolescente apaixonada e suspirante, mas Cristian estava irrelevantemente... Gostoso.

– Mentira.

–O quê?

Segurei o riso. Acho que ele não gosta muito quando alguém o contraria.

–Eu teria ouvido você entrar.

Ele puxou os lábios em um sorriso arrogante. Resisti ao impulso de revirar os olhos.

– Não teria não. Estava perdida em pensamentos demais para isso.

–Talvez. Não importa – Balancei a cabeça. – O que veio fazer aqui?

–Vim aqui para te ajudar – respondeu Cristian com convicção.

–Ah, é? – duvidei. – Me ajudar a quê?

– Quer sair daqui ou não?

– Quero, mas como você sabe...

–Isso é realmente importante? – perguntou entediado.

–Mas é claro que sim! – Exclamei.

–Não é difícil supor o porquê de você estar tentando tirar o soro sem ajuda médica. – Suspirou.

Levantei os olhos para encará-lo, mortificada.

– Há quanto tempo você está aqui?

–Mais do que imagina – sua voz saia em um tom divertido.

É, é isso com certeza. Cristian estava se divertindo as minhas custas.

Perguntei-me se ele ouvira minha conversa com Mason, com Chris...

– Alyson – sua voz acariciou meu nome de um jeito diferente. – Temos que ir agora.

Pra onde iríamos? Como ele sabe meu nome? Loren? Mason? Tantas perguntas rondavam minha mente, mas eu tinha certeza que eu iria achar respostas para elas. Mas por agora, eu precisava ir. Precisava ganhar tempo para me afastar de Loren. Precisava saber o que aconteceu com Nessie. Realmente não me importava para onde ele iria me levar, o que importa é que eu só o estava o usando para sair do hospital ilesa. Na primeira oportunidade que tiver vou seguir o caminho que tiver que seguir para conseguir respostas. Claro que eu precisava saber mais de Cristian e descobrir como o mesmo sabia o meu nome, mas eu acho que no nosso curto tempo juntos, vou conseguir descobrir. É, eu vou. Sem dúvidas.

Por isso e apenas por isso, aceitei ir para onde fosse que Cristian estivesse me levando. Vamos à caça, Aly.

Sim, vamos à caça.

Sabe o que eu descobri? Que Cristian não era nenhum médico para me ajudar a retirar o soro. Ele não era nem um pouco delicado também. Não que eu esperasse outra coisa.

–Vai com calma! – Gemi, enquanto ele ia tirando a agulha em um puxão.

–Desgra... – Tentei xingar mas ele me interrompeu.

–Não se esqueça de que quem está te ajudando sou eu, Alyson – Ele sorriu sem nem um pouco de humor. – Nada de xingamentos. – Cristian balançou a cabeça, docemente.

–Nada de – Repeti o gesto de manear a cabeça, como se estivesse sendo hipnotizada. Não por algo sobrenatural, mas sim por causa dos efeitos que Cristian tinha em mim. – Mas que merda!

Em um gesto puramente reflexo coloquei os braços para cima com raiva.

Ele riu de lado, mas sua face logo retornou a ficar séria após seu olhar se focalizar em um ponto em particular.

–O que houve com seu braço? – Perguntou, apontando para o meu braço direito que até então que seu braço está assim estava em baixo das cobertas protegido de olhares atravessados ou curiosos.

–Um médico idiota – Levantei o braço para olhá-lo melhor. Envolta da picada estava um pouco roxo e inchado. – Que raiva!

O olhar de Christian era no mínimo perturbador.

–Temos de ir logo – disse. Sua voz não passava de um sussurro.

Resisti ao impulso de perguntar ao iriamos novamente. Depois, estranhei a rápida mudança de assunto. Por fim, formulei a resposta mas coerente possível.

– Eu sei.

–Ótimo – disse rude me estendendo a mão para me ajudar.

Levantei as sobrancelhas diante de seu gesto patético de cavalheirismo. Era assim então? Ele fala grosseiramente comigo e depois, sem mais nem menos, tenta me ajudar?

Ele abaixou a mão lentamente.

– Eu realmente não te entendo, Alyson.

–Ninguém me entende, já estou até acostumando – sorri sarcástica, enquanto me levantava sozinha.

Calcei as pantufas de zebra que Mason havia me trazido ainda hoje de manhã. Okey, talvez eu tenha ficado meio constrangida pelo fato de ter que usá-las na frente de Christian, mas me recuso a admitir.

Se ele notou, fingiu que não.

Olhei para minha camisola de hospital meio perdida.

–Bem, quando a isso... – Christian começou.

–Não – Balancei a cabeça negativamente. – Tá tudo bem.

Aquilo seria um motivo a mais para atrapalhar-nos. Espero que quando saíssemos, Christian consiga inventar alguma coisa útil para falar, caso contrário estaremos ferrados. Simplesmente ferrados.

Arrumei o meu cabelo para parecer ao menos apresentável. Passei os dedos pelos fios azuis desbotados e me surpreendi notando poucos fios louros entre eles. Fazia tanto tempo que eu não os via. Senti o olhar de Christian queimar em mim.

– Algum problema? – Perguntou como se soubesse a resposta.

–Sim – resmunguei. – Minhas roupas.

Ele revirou os olhos.

–Se troque, oras – disse, apontando para uma troca de roupas em cima da cômoda. Simples assim.

–Com você aqui? – Ergui as sobrancelhas e fiz o possível para não parecer tão desconfortável com o assunto.

Ele não disse nada, apenas virou-se de costas para mim.

Okey. Eu não sairia de camisola e precisava ser rápida. Se ele virasse... bem, eu acho que não seria tão ruim assim.

Peguei minha calça Jeans escura, minha camisa cinza com detalhes e um tênis. É, um tênis All Star, não um dos meus saltos preferidos. Graças a minha decisão de implorar aos médicos para me deixarem com minhas roupas íntimas por baixo daquela camisola, a minha mudança de roupa foi rápida e prática.

–Pode se virar – disse, terminando de abaixar minha blusa no corpo.

Christian se virou e ficou me encarando sem pudor algum.

–Hum, olha, eu não sei como vamos sair, já que metade do hospital me conhece. – Disse, me concentrando para não ficar vermelha.

–É, se dependêssemos do que você sabe, estaríamos completamente ferrados – disse sem piscar.

Controlei-me para continuar no foco do problema invés de xingá-lo por sua bipolaridade.

–Suponho que você tenha um plano então, uh? – disse.

Ele sorriu.

–É claro que eu tenho. — Seu tom era convencido e seu olhar não dizia o contrário.

Notas finais
Então?? Até mais! ;)