Submissão

6 Capítulo 5


Notas iniciais
Oi, amores. Primeiro quero expressar o quanto amo vocês. Acabei de chegar da faculdade e estou mooooooooooooorta, louca para cair na cama, mas antes, eu quis postar esse capítulo para vocês. A todos que estão comentando, muito obrigado mesmo. E espero que os leitores fantasmas apareçam. Sei que estão gostando, não custa nada comentar. Sem falar muito, aqui está. Ah, e quinta é meu aniversário (FINALMENTE 18 ANOS) e talvez (SE MINHA MÃE NÃO SURTAR DE QUERER ME LEVAR PARA ALGUM LUGAR) eu poste um capítulo a mais. Depende da vontade de vocês também. Agora, aproveitem.

“Muito obrigado por me ajudar, Morgan.”, Alex disse fechando a porta do táxi. Assenti me virando para o taxista para passar o meu endereço. “Espero te encontrar mais vezes.”

Oh, nós vamos nos encontrar, Alex. Eu garanto.

Sorri educadamente.

“Eu também.”

Quando cheguei a casa, encontrei Dexter jogado no sofá assistindo ao futebol de domingo. Joguei minha bolsa em um canto qualquer e me sentei ao seu lado. Coloquei minhas pernas em cima das suas e ele tirou os meus saltos. Sempre com o maldito sorriso. Parece que ele tinha feito algum avanço.

“Então...”, ele instigou colocando a televisão no mudo.

Passei os dedos por meus cabelos, desfazendo tudo o que eu havia meticulosamente arrumado. Balancei a cabeça e vi Dex mordendo o lábio inferior. Algo dentro de mim se esquentou, mas eu ignorei. Olhei para os seus dedos acariciando minhas pernas e de volta para os seus olhos.

Limpei a garganta.

“Então que estou detonada, mas valeu a pena.”, dei um meio sorriso sacana. “Você não vai acreditar no que aconteceu, mas por uma hora eu fui a futura Senhora Phillips.”

Dex levantou uma sobrancelha e eu me pus a explicar tudo o que havia acontecido. Não deixei nada de fora, inclusive a discussão sobre a traição. Ficamos em um silêncio constrangedor por alguns segundos, lembrando de tudo o que rondava nosso passado. Se Alexander soubesse que eu estava morando com meu amante, surtaria.

Depois passei para a parte em que ele perguntou sobre o meu relacionamento com Dexter. Isso fez meu colega de apartamento voltar a sorrir e passar as mãos pelos cabelos claros. Parei um segundo, percebendo que ele tinha feito a barba, deixando o seu queixo quadrado mais másculo. Passei a língua pelos lábios.

Adoro te morder. Vou te deixar toda marcada para que os outros saibam que você é minha. Só minha, Morgan.

“E o seu encontro com a loira vadia?”, desconversei, tentando afastar as imagens de minha mente. Caramba, eu precisava transar.

Dex deu um sorriso sacana.

“A loira gostosa, você quer dizer.”, ele me corrigiu e riu da minha careta. “Morgan, eu estive assim...”, ele pôs o dedo indicador e dedão perto um do outro, quase se encostando. “de levar ela para a cama.”

Franzi o cenho.

“Como você conseguiu isso?”

Seu sorriso se ampliou enquanto ele estufava o peito.

“Alexander pode ser um romântico incurável, mas, ás vezes, as mulheres só querem um cafajeste em sua cama.”, pegou uma mecha de meu cabelo e começou a enrola-la por entre os seus dedos. “Foi assim com você e será assim com a Loira.”

“Nós namoramos, Dex.”, disse revirando os olhos. “Não conta.”

“Mas eu fui seu amante.”, ele deu de ombros e continuou brincando com meu cabelo. Seu olhar fixo no meu. “Adoro seu cabelo assim. Totalmente desalinhado.”, ele se aproximou, dando um meio sorriso. “Lembra-me de como você ficava depois que transávamos. É sexy.”, ele se afastou, me deixando estática e excitada. Então soltou meu cabelo e voltou á olhar para a televisão. “Mas devo admitir que se fazer por Senhora Phillips foi um truque de mestre.”, ele gargalhou. “Nem eu teria essa ideia.”

Dei um tapinha no ombro dele.

“São muitos anos de experiência.”, tirei minhas pernas de cima das dele e me levantei. “Finalmente a aluna superou o professor.”, estalei as costas. “Tudo o que eu quero fazer agora é me deitar e acordar no dia seguinte.”

Fizemos caretas.

“Trabalho.”, ele reclamou. “E faculdade.”, pousou os olhos dourados em mim e balançou a cabeça. “Não sei o que eu estava pensando quando deixei você me convencer a fazer faculdade. Estava bem apenas trabalhando.”

Quando éramos namorados, Dex e eu sempre conversávamos sobre essas coisas do futuro. Faculdade, trabalho. Mas nunca sobre nós dois. Nosso futuro era quase um assunto proibido e isso sempre me frustrou. Só que entre essas conversas, acabei convencendo Dex á fazer faculdade. Claro que isso o atrasou bastante. Tanto que eu estava em meu último ano e ele ainda estava no terceiro.

Em compensação, ele me fez ver os benefícios de trabalhar. Ter seu próprio dinheiro e sua liberdade. E quando tive essa experiência, nunca mais quis ter outra coisa. A primeira coisa que eu fiz foi alugar esse apartamento. No começo foi difícil, mas quando finalmente tomei coragem para ligar para Dex e dizer tudo o que estava acontecendo...

Ele estava com as malas prontas no dia seguinte.

E estávamos morando juntos á dois anos. Claro que eu o fiz assinar um contrato. Não queria correr nenhum risco de voltar á ser idiota apaixonado que era antes. Nesse contrato deixar explícito que, se Dex me beijasse ou me tocasse sexualmente, teria que sair do apartamento. Isso servia para mim também.

Mas isso não incluía as indiretas – ou diretas – que ele me dizia diariamente. Ou os toques não-sexuais. Como em uma mecha do meu cabelo ou em minhas pernas. Mesmo que isso fosse uma coisa sexy vindo daquelas belas e grandes mãos.

Nosso contrato também tinha uma clausula de visitante. Apenas sexta e sábado. E eles tinham direito ao café da manhã que eu iria preparar. Era um bom contrato. As compras do mês revezavam, assim como as contas. Tirando tudo isso, era um convívio normal. Era fácil morar com Dex.

“Morgan.”, ele gritou enquanto eu caminhava pelo corredor em direção ao meu quarto. “Se arrume. Vamos sair para jantar.”

Parei. Dex nunca me levava para jantar. Apenas quando era alguma coisa de trabalho, ou quando não tínhamos feito as compras do mês e estávamos com preguiça. Mas eu tinha feito compras semana passada. E eu tinha certeza que Dex não tinha nenhuma reunião importante.

“Dexter Moore, o que você está aprontando?”, gritei de volta.

Ele soltou seu riso rouco.

“Apenas se arrume, Morgan.”, ele disse e pausou hesitante. “Coloque aquele vestido azul escuro. Aquele que me faz querer te levar para a cama e rasga-lo.”

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Horas depois descobri qual era o plano de Dexter.

Mas eu estava tão deslumbrada com a ideia dele me trazer em um restaurante que tinha me esquecido de desconfiar de suas intenções. De fato, eu estava usando o vestido azul. Ele tinha uma parte transparente acima do busto e nas mangas e depois ele descia colado ao meu corpo, moldando cada curva com um pano mais grosso.

Tinha feito um coque frouxo e tinha algumas mechas soltas. Uma maquiagem leve e uma scarpin azul escuro, e eu estava pronta. Dexter não estava atrás. Usava blusa social branca e blasé. Calças e sapatos sociais. Seus cabelos estavam presos em um rabo de cavalo, mas algumas mechas haviam escapados, deixando-o com um ar sério e sexy. Sorrimos um para o outro.

Éramos um casal que exalava sexualidade.

“Senhores?”, o garçom nos guiou até uma mesa vaga e puxou minha cadeira. Sorri, agradecida e o vi piscando com rapidez. “Aqui estão os cardápios. Se precisarem de algo, me chamem. Sou o Fernando.”

“Vou te chamar com certeza, Fernando.”, dei um meio sorriso.

Ele saiu tonto e respirando com dificuldade. Eu e Dex gargalhamos. Fernando era bonito. Alto, forte com traços latinos. Podia imaginar que ele deveria ser um garanhão incansável na cama. Mordi os lábios, pensando naquele corpo sem aquelas roupas de garçom. Aqueles olhos escuros passando por meu corpo. Tomei um gole de vinho e respirei fundo.

“Você e suas fantasias sexuais, Morgan.”, Dex balançou a cabeça e bebeu um gole de vinho. “Estava quase tirando a roupa do rapaz com os olhos.”

“Queria tirar com a boca. Mas...”, dei de ombros. Então me inclinei levemente na sua direção. “O que estamos fazendo aqui, afinal de contas? Você vai gastar o seu salário do mês pagando apenas por esse vinho. Deve ter um motivo muito bom.”

Se minha mãe estivesse ali, diria para eu me sentar direito e me comportar. Mas era domingo. O restaurante estava praticamente vazio, tirando por poucos casais que queriam aproveitar juntos, o resto do final de semana.

Olhei para Dex e o vi sorrindo na minha direção. Por um segundo, queria que ele tivesse me trazido ali sem segundas intenções. Apenas por pensar que precisávamos de um momento sozinho para conversar e resolver o passado. Talvez depois, ele dissesse que não conseguia viver no mesmo teto que eu sem me tocar. Que sentia ciúmes dos outros homens. Mas, era pedir demais de Dexter Moore.

Seu olhar se desviou do meu rosto para a entrada do restaurante e seu sorriso se ampliou. Aquele deveria ser o motivo para aquele não encontro romântico que ele havia armado. Virei-me, esperando encontrar algum dos casos de Dex ou alguma paquera. Mas, quando meus olhos se fixaram em Alexander e Rachel, eu entrei em pânico.

“Não.”, Dex disse pegando em minha mão. Ele conseguiu ver o pavor em meu olhar. “Vamos seguir o plano. Você o quer você terá. Mas tem que fazer por onde.”

E antes que eu pudesse impedi-lo, ele levantou a mão e sorriu. Rezei para Alexander não visse. Ou que ignorasse. Mas esqueci-me que Dexter tinha lançado seu encanto para cima de Rachel. Ela segurou no braço de Alex e apontou para nossa mesa.

Alex pareceu hesitar, então seu olhar estudou todo o meu corpo com aquele vestido. Entrei no jogo de Dex e cruzei as pernas, sentindo o pano subindo alguns centímetros. Ele passou a língua pelos lábios e, deixando a guarda baixa, Rachel conseguiu puxá-lo até onde estávamos.

“Você está me devendo”, eu sussurrei sem mexer os lábios ou desfazer o sorriso. Olhei para o jeito que Rachel olhava para Dex e senti meu rosto ficando vermelho de raiva. “Está me devendo muito.”

Ele soltou um riso baixo.

“Estou salvando seu relacionamento, Morgan.”, ele murmurou. Rachel e Alex pararam á nossa frente e ele levantou, apertando a mão do moreno. “Que surpresa encontrar com vocês aqui.”, ele beijou a mão de Rachel. “Está encantadora, Senhorita Derulo.”

Rachel corou e riu um pouco. Alex nem percebeu que sua mulher estava sendo cantada descaradamente. Seu olhar estava fixo em mim. E o meu, nele. Levantei-me lentamente, sentindo o calor de seu olhar em cada pequeno movimento meu. Minha bochecha formigou no exato lugar em que ele beijou. Virei-me para Rachel e apenas sorri. Não era tão escrota assim.

“Sentem-se conosco.”, eu ofereci e ganhei um olhar irônico de Dex. “Estávamos tão entediados em casa, então Dex teve a ótima ideia de me trazer para jantar.”, parei ao lado dele e o senti pondo um braço ao redor de minha cintura. Dei um beijo em sua bochecha. “Parece que ele lê minha mente.”

Dex retribuiu o beijo.

“Tudo para ver Morg feliz.”, ele indicou para os outros dois ligares colocados rapidamente pelos garçons. Pisquei para Fernando e o vi corando levemente. “Mesmo que eu quisesse ficar em casa e fazer alguma coisa mais interessante.”

Rachel corou com o tom rouco de Dex e eu segurei o riso. Alex apenas estreitou os olhos azuis e eu dei um meio sorriso. Está gostando do showzinho, baby? Porque nem começou. Sentamo-nos e eu tive que me segurar para não revirar os olhos com as reclamações da loira.

“Tive que quase implorar para Alexander me trazer aqui.”, ela disse tomando sua terceira taça de vinho. Sinalizei para que Fernando se aproximasse. “Ele só quer saber de ficar em casa. Ficou assistindo televisão o dia inteiro.”, ela revirou os olhos cor de mel.

Eu e Dex trocamos um olhar e um sorriso cumplice, mas mantive silêncio. Quando me virei para Alex, vi que seu rosto estava levemente avermelhado por ter sido pego mentindo. Dexter levantou uma sobrancelha e resolveu entrar no jogo. Pegou minha mão e correu o indicador pela palma. Aquilo fez minha pele se arrepiar, mas preferi manter o sorriso educado.

“Sei como é.”, ele disse se virando para Rachel, encarando-o com intensidade. “Morgan ficou o dia inteiro com Harper. E eu tive que ir ao cinema sozinho. Achei um bom programa de casal um jantar, apenas para matar a saudade.”

Aquilo sim era um truque de mestre. Vi Rachel estreitando os olhos levemente para Dex, como se estivessem guardando um segredo só deles. E Alex levantou uma sobrancelha na minha direção. Eu arregalei os meus olhos, como se estivesse pedindo para que ele guardasse segredo. Mas por dentro, estava gargalhando.

“O que desejam?”, Fernando perguntou.

Passei a língua pelos lábios e cruzei minhas pernas novamente. Ele acompanhou os movimentos e engoliu em seco. Minhas unhas se moveram lentamente por minha bochecha, como se eu estivesse pensando. Ele limpou a garganta algumas vezes e teve um pouco de dificuldade em anotar os pedidos. Eu o encarava com intensidade.

“Acho que é só, por enquanto, Fernando.”, eu disse dando um meio sorriso.

Senti Dex apertando minha mão e percebi que estava dando muita bandeira. Rachel também estava estudando Fernando com mais atenção do que o necessário. Só que ele não conseguia desviar o olhar das minhas pernas. Parecia que as horas incessantes na academia estavam valendo a pena.

Dex se inclinou na minha direção, como se fosse fazer um carinho. Senti seu nariz na curva do meu pescoço, aspirando meu cheiro. Ele soltou um pequeno rosnado. Eu sorri. Tinha passado o seu perfume preferido. Fechei os olhos, apreciando o carinho, mesmo que fosse apenas encenação. Ele parou no meu ouvido e mordeu meu lóbulo.

“Decida quem você quer levar para cama, amor.”, ele sussurrou com a voz rouca. Apertei sua mão, sendo tomada pela excitação. “Seu querido Alexander está reparando seu flerte. E eu realmente não quero me passar como chifrudo.”

Afastei-me segurando seu rosto e dando um beijo casto na ponta de seu nariz.

“Tudo o que você quiser, Dex querido.”, eu disse. Cruzei as pernas e pus sua mão em cima da minha coxa. Ele respirou fundo. Voltei minha atenção ao casal e sorri. “E como foi o seu dia, Rachel?”

Ela deu de ombros, ainda com os olhos em Fernando. Se eu que estava dando bandeira, ela estava quase secando o garçom com os olhos. Alex, percebendo isso, se levantou e foi ao banheiro. A loira deve ter se dado contra da burrada que tinha cometido e foi atrás de seu noivo.

De onde estávamos sentados conseguíamos ver a entrada do banheiro e a sombra dos dois discutindo. Eu e Dex nos olhamos e sorrimos. Pegamos nossas taças de vinho e batemos uma na outra levemente.

“Adeus casamento.”, brindamos.

“Olá, adultério.”, ele acrescentou, rindo.

Notas finais
Não esqueçam de comentar. E quem quiser recomendar também, eu iria amar. Beijos.