Submissão

7 Capítulo 6


Notas iniciais
Oi, flores. Primeiro, adorei os comentários e estou respondendo cada um aos poucos. FELIZ ANIVERSÁRIO PARA MIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIM. E em comemoração, fiz a Morgan curtir um pouco a noite, aproveitem.

“Não se esqueçam do trabalho para semana que vem.”, o professor gritou assim que o sinal bateu e começamos a arrumar nossas coisas.

“Pela sua cara de avoada durante a aula inteira, aposto que seu fim de semana não foi a melhor coisa do mundo.”, Roxy, minha amiga da faculdade disse. Caminhamos pelo pátio em direção a saída. Eu bufei. Ela balançou a cabeça. “Não sei como você consegue ter um dia ruim morando com aquele pedaço de mau caminho.”

Revirei os olhos com o elogio á Dexter. Já tinha que aguentar Harper e sua devoção eterna ao meu colega de apartamento. Roxy e eu andávamos lentamente, sem pressa de ir embora. Mesmo que fizéssemos faculdade noturna e fosse um pouco perigoso àquela hora.

Roxy foi uma das primeiras amizades que eu fiz desde que entrei para a faculdade. Tinha um ótimo senso de humor e uma boa resposta sempre na ponta da língua, igual a mim.

Diferente de mim tinha uma pele achocolata e os cabelos escuros totalmente cacheados. Os olhos escuros e astutos á tudo o que acontecia ao seu redor. Alta, magra e esbelta. Sempre que a olhava, pensava que ela deveria estar cursando moda. Ela sabia da minha história com Dexter e sempre apoiou para que voltássemos.

“Alexander está de volta.”, eu disse em um suspiro. Ela quase tropeçou em seus pés e me encarou com os olhos castanhos arregalados. Assenti. “Eu também fiquei assim. Ah, ele está noivo.”

Levantou uma sobrancelha.

“E o que você vai fazer?”

Encolhi os meus ombros e continuamos andando.

“Dex armou um plano louco para separar Alex de sua noiva.”, eu confessei. Um pequeno sorriso apareceu em seu rosto. Não acreditava que ela estivesse concordando com aquilo. “Eu vou seduzir Alex...”

“E ele vai seduzir a noiva. Brilhante!”, ela bateu palmas. Então olhou envolta, preocupada que alguém tivesse escutado. “Quem não cairia na cama de Dexter Moore? Ah, sim. Eu. Mas a culpa é toda sua. Se tivesse esperado mais dois anos para ser minha amiga...”, ela suspirou. “Aqueles olhos dourados gatunos seriam totalmente meus.”

Algo dentro de mim se agitou e eu fiz uma careta. Olhei envolta também, procurando por um sinal de Dexter. Ele fazia jornalismo e quando saía mais cedo, me dava uma carona até em casa. Como se tivesse lido minha mente, senti meu celular vibrando. Roxy levantou uma sobrancelha, com um olhar divertido enquanto eu via uma mensagem de Dex.

Estou te esperando, Morg.

Estava tão distraída tentando digitar a resposta, que nem percebi que estava indo em direção á alguém. Quando dei por mim, o impacto já havia acontecido. E as minhas coisas e a da pessoa estavam no chão. Roxy, como era uma boa amiga, ficou de pé, apenas assistindo. Meu rosto todo se esquentou enquanto eu murmurava desculpas.

“Está tudo bem. Eu que sou distraído mesmo.”, ele levantou os olhos azuis e os arregalou em reconhecimento. Congelei. “Morgan?”

Cocei minha cabeça.

“Hey, Anthony.”

Não o culpava por não me reconhecer de imediato. Nos fins de semana, eu ousava em roupas curtas, apertadas e que destacavam bem as minhas curvas. Na faculdade, eu não via essa necessidade. Por exemplo, naquele dia estava de calça jeans, blusas cinza de mangas longas, óculos Ray-Ban branco e o cabelo preso em um rabo de cavalo.

Anthony, por outro lado, estava com o mesmo estilo de quando foi ao meu apartamento. Camisa polo azul, que destacava os seus olhos. Calças jeans escuras, – que eu daria um dedo para saber a marca – cabelos loiros perfeitamente penteados para trás e tênis Nike. Tive vontade de arrancar meus All Star surrados e jogá-los do outro lado do campus.

“Que surpresa.”, ele disse sorrindo. “Não sabia que fazia faculdade aqui.”

“Eu é que estou surpresa.”, terminei de catar minhas coisas e apontei para o lugar onde Roxy estava no instinto de apresenta-lo. Mas ela havia sumido. Balancei a cabeça. “Faz faculdade de que?”

Ele piscou algumas vezes, como se eu tivesse falado outra língua. Até que indicou o prédio de Biologia. Devo admitir que fiquei bastante surpreendida. Nunca iria dizer que ele fazia biologia. Se bem que com aquele corpo... Não acreditava que não lembrava a nossa transa.

“Desculpe.”, ele passou os dedos pelos cabelos, despenteando-os um pouco. “É que você está tão diferente do fim de semana. Está mais...”

“Sociável?”, sorri.

Ele assentiu.

“Eu iria dizer acessível, mas essa palavra também serve.”, olhou em volta e franziu o cenho. “Dexter também faz faculdade aqui?”

Oh, merda. Dexter.

Peguei meu celular, apressada e digitei que iria demorar. Ele respondeu rapidamente que não se importava e que iria esperar. Dei de ombros. A responsabilidade era dele. Ah, como eu queria ter ido para a faculdade como aquelas patricinhas toda arrumadas. Mas, pelo olhar que Anthony estava me lançando, mesmo que eu estivesse de moletom, ele iria querer repetir a dose.

“Hum.”, limpei a garganta e ele sorriu. “Acho que te devo desculpas.”, suas sobrancelhas se juntaram, em confusão. Ri, sem graça. “Por não lembrar, sabe? De nós dois. É que aquele tinha sido um dia de cão.”

“Por causa do seu ex-namorado?”, ele perguntou.

Balancei a mão, como se não fosse importante.

“Dex e eu...”

“Não estou falando de Dex.”, Anthony me interrompeu. Levantei uma sobrancelha, esperando uma explicação. Ele pareceu desconfortável. Nos sentamos em um banco, vendo todos indo apressados para casa. Eu sabia que Anthony tinha carro, por isso estava inerte ao horário. “Depois que você saiu, Dexter me contou sobre Alexander. Não acho correto o que vocês estão fazendo, mas devo admitir que é uma mulher corajosa.”

“Corajosa?”

Ele assentiu, ainda olhando para frente.

“Mora com ex namorado que teve um relacionamento conturbado.”, levantou um dedo, como se estivesse enumerando. “Deixa-o levar mulheres ao monte até o apartamento que está em seu nome. Pelo que ele me contou vocês não caíram na tentação desde que começaram a dividir o mesmo espaço. Agora, está correndo atrás do tempo perdido com seu outro ex-namorado.”

Fiz uma careta.

“Falando desse jeito...”, passei a mão pelo meu jeans, desconfortável. “parece que sou uma pessoa que vive no passado.”

Ele deu de ombros.

“Talvez.”, Anthony deu um pequeno sorriso ao meu encarar. “Mas, fiquei impressionado com a coleção de camisinhas que tem em sua cômoda.”

Meu rosto ficou totalmente corado. E com a mente tão distraída e longínqua, demorei a perceber que ele estava flertando comigo. Por que não? Já havíamos transado mesmo? E na verdade, não seria uma repetição, já que eu não me lembrava de nada. Seria uma primeira vez para mim.

Dei meu melhor meio sorriso.

“Quer me mostrar a sua?”

O sorriso dele aumentou e ele pegou em minha mão.

“Só se você me prometer que vai se lembrar do meu nome.”

“Tem que me provar que é inesquecível, Anthony.”

Ele pegou minha mão, me levando em direção ao seu carro. Um Audi prata. Sorri. Se Dexter visse a loucura que eu estava fazendo em plena segunda feira. Balancei a cabeça, pegando o celular e mandando outra mensagem para ele.

Não Perturbe.

A resposta foi rápida, como a última.

Com quem?

Olhei para Anthony ao mesmo tempo em que ele sorriu.

Dois segundos depois, lembrei que, assim como eu, Dex nunca guardava o nome das minhas transas.

Quem?

Segurei um bufo.

Chris Evans.

Sabia que Anthony não gostava do apelido, mas era o único jeito.

Ah, aproveite. Você lava a louça.

Revirei os olhos.

Ok, faça o macarrão que me prometeu.

Podia imaginar o seu sorriso.

Eu sempre cumpro minhas promessas, Morg.

“Vamos?”, Anthony abriu a porta para mim. Sorri assentindo.

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Anthony morava do outro lado de Chicago e me contou que o pai lhe deu um apartamento de presente por ter passado na faculdade. Sorri. Tudo o que minha mãe havia me dado era um abraço e um sermão de que eu precisava de um emprego. Mas, sinceramente não estava prestando muito a atenção onde ele morava. Mesmo que fosse o tipo de apartamento que merecesse uma segunda olhada.

Assim que Anthony fechou a porta e jogou a bolsa no sofá, sorriu e me agarrou. Minha bolsa caiu no chão e eu não liguei. As mãos de Anthony correram por minhas costas até alcançar minha bunda e minha nuca. Seu beijo era bom, mesmo que ele não soubesse mexer a língua muito bem e tornava tudo uma confusa. Ficamos um tempo assim, até que ele me pegou no colo e eu perdi a noção do espaço ao meu redor.

Quando dei por mim, estava sendo jogada na cama. Dei um meio sorriso e soltei os cabelos, balançando a cabeça. Anthony mordeu o lábio e estreitou os olhos, mostrando que estava gostando. Eu sempre fui uma pessoa dominadora, o que tornou algumas situações.... intrigantes.

Tirei minha blusa e minha calça, ficando apenas de lingerie na frente de Anthony. Ele ainda observando cada movimento meu. E no fundo aquilo estava me excitando. Engatinhei até onde ele estava e o beijei lentamente, mostrando como eu gostava. Nos afastamos apenas para que ele tirasse a sua camisa. E eu fiquei encarando aquele tanquinho maravilhoso.

“Você malha?”, perguntei passando as unhas por seu abdômen.

Ele assentiu, pegando meu pulso e me puxando para mais perto. Sua boca desceu por meu pescoço até o colo do meu peito. Seus olhos azuis se focaram nos meus enquanto ele abria meu sutiã com habilidade. Sorri com o pensamento que ele deveria fazer bastante isso.

Sua boca se moveu para o meu seio direito enquanto massageava o outro. Arqueei o corpo de prazer e soltei um gemido enquanto arranhava lentamente suas costas. Ele mordeu o bico levemente e eu soltei um grito baixo. Ele olhou para mim e riu, se movendo para o outro seio. Deus, eu estava precisando disso.

Ele largou o meu seio e traçou um caminho de beijos por minha barriga. Quando ele chegou a minha intimidade, eu estava pegando fogo. Tirou minha calcinha, sempre mantendo seus olhos azuis em mim. Minhas mãos agarraram seus cabelos loiros com força enquanto sua língua vagava por toda a minha intimidade. Eu gemia alto sem medo do que os vizinhos achariam, e isso parecia instiga-lo ainda mais.

Sua língua se concentrou em meu clitóris e ele colocou um dedo em mim. Ele gemeu ao perceber o quão molhada eu estava. Comecei a me contorcer, sentindo as sensações me tomando totalmente. Anthony começou a mover o seu dedo devagar dentro de mim enquanto sua língua continuava apenas em meu clitóris. O orgasmo não tardou á me alcançar e eu tentei acalmar minha respiração.

“Sabe o quanto é gostosa?”, ele disse com a cabeça ainda no meio de minhas pernas. Passou a língua pelos lábios. “E o quanto é saborosa?”

Anthony sorriu novamente e se levantou tirando a calça. O impedi de tirar a cueca, dando um meio sorriso. Puxei lentamente, liberando o seu membro e o vi envolvi, iniciando uma masturbação lenta. Anthony suspirou e jogou a cabeça para trás, fechando os olhos. Logo substituí minha mão por minha boca e o escutei gemendo.

“Oh, isso. Adoro a sua boca, Morgan”, ele me segurou pelo cabelo e mostrou o ritmo que mais gostava. Quando estava perto de gozar, ele me afastou. “Nada disso, mocinha.”, ele balançou o dedo, como se eu fosse uma criança teimosa. “Mesmo que seja uma tentação gozar em sua boca, tem outras coisas que eu quero fazer.”

Um gemido escapou de meus lábios e eu voltei a deitar. Assisti Anthony colocando a camisinha e vindo em minha direção. Antes que ele pudesse me impedir, nos virei e posicionei minha intimidade em seu membro, sentando lentamente e me sentindo preenchida. Era como se um choque de 220 volts estivesse por meu corpo.

Joguei a cabeça para trás e mordi o lábio. Minhas mãos estavam em seu peito, me dando suporte para que eu pudesse me mover. Ele segurou minha cintura e eu acelerei o ritmo. Meus membros pareciam estar pegando fogo e eu gemia. Ele gemia baixo e mantinha os olhos em mim, observando cada movimento meu e ansiando pelo próximo.

“Meu Deus, como você é gostosa.”, ele disse fechando os olhos. “Não sei como você conseguiu esquecer tudo isso.”

Me inclinei na direção dele e ele me segurou pela nuca, me beijando. Aproveitou essa minha distração e nos virou. Antes que eu tivesse a chance de retribuir o elogio – porque ele tinha um corpo que merecia elogios – Anthony voltou a me penetrar. E com força. Comecei a arranhar suas costas e ele sorriu, mordendo os lábios.

O orgasmo me atingiu como um tiro inesperado, e o de Anthony veio logo em seguida. Ele se levantou, amarrando a camisinha e a jogando no lixo. Vesti minhas roupas intimas e prendi o cabelo novamente. Anthony vestiu a cueca box e se jogou na cama ao meu lado. Deitei em seu peito e ele acariciou minhas costas.

“Aposto que agora você vai se lembrar.”, ele gracejou.

Oh, podia apostar que eu iria.

Notas finais
Comentem. E até sábado ou domingo.