Submissão

12 Capítulo 11


Notas iniciais
Hey, people. Sei que o dia de postar é amanhã, mas devido á alguns problemas, não pude ir para a faculdade. E que jeito melhor de passar o tempo do que escrever mais um capítulo. Espero que goste. E voltamos ao POV de Morgan, hem.

Eu sabia que estava à beira do precipício, mas estava sedenta para pular.

Nunca pensei que aquilo poderia voltar a acontecer comigo. Na verdade, já imaginava, mas tinha fé no meu autocontrole. Só que, como tinha dito antes, estava á beira do precipício. E, ao contrário do que eu esperava, não foi na cama de Alex que eu havia caído. Mesmo que tivesse chego bem perto disso.

Paguei o táxi e suspirei, parada em frente ao prédio de Alex. Passei a mão pelo vestido rosa que Dex tinha dito para eu usar. Qualquer mulher que recebesse tantos conselhos de moda quanto a mim, pensaria que ele era gay. Mas a masculinidade que exalava de Dexter – e as provocações do que ele faria se eu tivesse me vestido para ele – anulavam essa possibilidade.

Como na última vez em que estive ali, Alex me atendeu prontamente. Estava vestido casualmente, mas sua expressão estava tensa. Minha mente me alertou. Será que tinha a ver com a provocação que Dexter tinha me omitido? O que eu havia feito que o tinha me ligar para um almoço em pleno domingo? Era para ele estar com a noiva, certo?

Dei de ombros mentalmente.

“Vamos?”, ele perguntou, me tirando dos meus pensamentos. Ele forçou um sorriso, mas não chegou até os seus olhos azuis. “Tem um restaurante bem aconchegando aqui na esquina.”

Assenti, o seguindo. Andávamos perto, mas ainda havia tensão entre nós dois por conta da nossa última conversa. Me arrependia um pouco. Não por ter tido todas aquelas coisas. E sim por ter bebido e não lembrar do que tinha feito. Pelo menos Dexter havia me livrado de ir para cama com um idiota. Só que pensar que estava devendo algo para ele, já conseguia escutar sua voz em minha mente com conotações sexuais.

Me arrepiei.

“Está tudo bem?”, Alexander perguntou.

“Sim.”, passei a mão pelo rosto cuidadosamente para não borrar a maquiagem. “Estou com dor de cabeça.”, reclamei.

Se Dex estivesse ali, apenas sorriria e me daria um remédio. Alex fez uma careta e balançou a cabeça, mostrando sua desaprovação. Uma parte de mim queria xingá-lo e dizer que não se importar era uma péssima maneira de querer me levar para cama. Mas apelei para o restante da minha educação e apenas sorri.

Um garçom nos levou até uma mesa perto da janela, o que eu agradeci. Estava um belo dia para se esconder no fundo de um restaurante. Alex puxou a cadeira para mim e se sentou a minha frente. Sabia que ele não queria comer e eu tinha tomado café a pouco tempo, então dispensamos o garçom. Alex tinha os olhos presos no vidro ao seu lado, a testa franzida.

Eu também franzi a minha, mas querendo buscar alguma lembrança do que havia acontecido ontem. Nada plausível vinha a minha mente. Se eu tivesse beijado um cara desconhecido na sua frente, Dexter teria me dito que eu o tinha feito de corno. Se eu tivesse dançado do jeito que fazia quando queria levar alguém para cama, talvez acordasse com algum hematoma de briga. Mas meu rosto e meu corpo estavam em perfeitas condições.

Cedi a curiosidade.

“O que está acontecendo com você, Alex?”, peguei em sua mão.

Um leve choque de reconhecimento me atingiu com aquele contato.

Alex balançou a cabeça e tirou sua mão do meu alcance. Nossa, eu devia ter sido uma vaca com ele ontem e não me lembrava, só pode. Mas, quando seus olhos azuis se focaram nos meus, percebi uma coisa. Uma coisa que eu estava sedenta para ver depois de tanto tempo. Meu peito se agitou de satisfação.

Eram ciúmes.

“Eu...”, ele hesitou e suspirou, desviando o olhar do meu novamente. “Eu sei que não tenho o direito de te cobrar nada. Mas, Morgan.”, levantou os olhos novamente, determinado. “Não aguentei te ver beijando aquele cara na minha frente.”

Meus olhos se arregalaram.

“Que cara?”

Eu sabia, mas tinha que ter certeza.

Ele me olhou confuso.

“Dexter. Quem mais seria?”

Não, não, não.

“Morgan, onde você vai?”

Só percebi que estava parada no meio da rua fazendo sinal para o táxi quando senti sua mão em meu antebraço. Olhei para Alex, mas não o vi realmente. Lentamente, os flashes de ontem me tomaram. O jeito como Dexter me puxou de encontro ao seu corpo.

E o jeito como eu correspondi. Balancei a cabeça.

“Eu tenho que resolver um assunto.”, me soltei ao mesmo tempo em que um táxi parou na minha frente. “Te ligo... Ah, não sei quando. Até mais, Alex.”

Deixei-o parado no meio na calçado, confuso e com raiva. Mas, sinceramente, não me importei. Porque eu havia passado dos limites daquela atuação. E Dexter não havia me contado. Naquele momento, tudo em mim queimava de raiva.

Agora, tudo queimava de prazer.

“Não pense que terminamos.”, Dexter sussurrou em meu ouvido enquanto seguíamos no corredor. Me pressionou na porta de seu quarto, colocando o seu rosto na altura do meu. “São dois anos de desejo reprimido que eu faço questão de cobrar, Morgan.”

Dei um sorriso.

“Estou te devendo por ter me salvado de um idiota, não é?”

Ele retribuiu o sorriso.

“Não. Está me devendo por ter não ter cedido para esse idiota a mais tempo.”

Senti seu corpo contra o meu, fez com que todo o desejo que eu segurava, viesse a tona. Não conseguia me conter. Aquele corpo nunca esteve tão perto do meu antes. Nem tão disposto. Puxei-o pela nuca e o beijei. Ele retribuiu prontamente. Tudo o que eu sentia era Dex. Sua pele parecia pegar fogo debaixo dos meus dedos enquanto eles traçavam os músculos de seu braço. Desci até sua barriga, continuando o percurso para alcançar sua toalha. Ele segurou meu pulso e me encarou, bem humorado.

“Está apressada, Senhorita Night.”, ele beijou meus lábios rapidamente. “Só que eu quero provar seu corpo lentamente. E te fazer gozar de todos os jeitos possíveis.”

Como ele não queria que eu fosse apressada depois de dizer aquelas palavras? Seus olhos dourados queimavam enquanto ele abria a porta e me dava espaço para passar. Sorri maliciosamente e o segurei pelo ombro, puxando-o contra mim. Ele veio sem hesitar, mas eu havia abaixado minha guarda. Esqueci-me que com Dexter, era um jogo de dominação. Afinal, nós dois gostávamos de estar no comando.

Ele segurou minha toalha e me empurrou delicadamente para a cama. Eu arfei surpresa. Mas ao ver o quanto Dexter me queria, toda aquela surpresa se tornou excitação. Me sentei, puxando-o pela toalha e ele veio, obediente. Minha boca começou a se mover por toda a sua barriga malhada. Ora mordia, ora lambia. Sentia o seu olhar em mim, ansiando por cada movimento. Suas mãos se prenderam em meu cabelo e eu tirei sua toalha.

“Ah, Morgan.”, ele gemeu quando segurei seu membro e logo substituí minha mão pela minha boca. “Não sabe o quanto eu senti saudades de sua boca.”

Tirei-o de minha boca por um segundo.

“Me diz o quanto você sentiu falta.”, passei a língua pela extensão e o escutei gemendo. “Você lembra o quanto me excitava quando você falava isso.”

Seus olhos pareciam pegar fogo quando me encararam.

“Eu lembro de tudo, Morgan.”, coloquei minha boca novamente em seu membro e o escutei suspirando. “Ah, eu senti muita falta disso. Toda vez que você fazia bico, só conseguia imaginá-la nua de joelhos na minha frente. Ainda não acredito que isso seja verdade.”

Eu não estava de joelhos, mas não queria interrompê-lo. Conforme suas palavras eram proferidas, o tesão dentro de mim só se ampliava. Saber que ele me desejava e me queria por todo esse tempo – mesmo tendo todos os tipos de mulheres possíveis em sua cama – era revigorante. Aumentei o ritmo e o escutei soltando um xingamento. Cacete, eu queria muito que ele gozasse. As lembranças dele fazendo isso na minha boca era como veneno deslizando por minha pele. Era tentador.

Mas parecia que eu não iria realizar esse desejo naquele momento. Dex me afastou, ofegando e voltou a me deixar na cama. Antes de voltar a deitar do meu lado, foi até a sua cômoda e pegou a camisinha, pondo em seu membro. Mesmo fazendo isso, seus olhos me diziam que as preliminares estavam longe de acabar.

Me sentei, puxando-o para mim e o beijando com força. Assim que nossas línguas se encontraram, meu corpo todo clamou por ele. As mãos se Dex largaram minha cintura e seguraram meus seios. Gemi e ele mordeu meu lábio inferior. Então beijou meu pescoço e mordeu o lóbulo de minha orelha. Aquela era a tortura mais deliciosa que eu já havia provado.

“Você me quer, Morgan? Me quer dentro de você?”, ele sussurrou. Antes que eu pudesse responder, senti dois dedos entrando em mim, vendo o quanto estava úmida. Gemi e Dexter rosnou, satisfeito. “Ah, você me quer.”

“Quero.”, murmurei.

Sua boca voltou a beijar o meu pescoço e foi descendo em direção aos meus seios. Assim que alcançou o primeiro, eu fiquei em êxtase. Seus dedos começaram a me penetrar lentamente e sua língua rodava entorno de meu mamilo, para logo ser mordido. Eu gemia tão alto que todos os vizinhos do prédio deveriam estar escutando.

Sinceramente? Eu não me importava.

“Geme, Morgan.”, Dexter disse me movendo para o próximo seio. Ele respirou em minha pele e eu senti um tipo de choque. Uma carga elétrica cem vezes mais forte do que a que senti com Alex. Ele mordeu o outro mamilo e eu arfei. Ele riu. “Sabe que estamos quebrando o contato, não é?”

“Foda-se o contrato.”

Ele riu novamente. Sua boca ficou mais um tempo em meus seios, até desceu pela minha barriga lentamente. Quando chegou perto do meu umbigo, ele mordeu – com força – e eu gritei. Isso deixaria uma bela marca. E conhecendo Dexter Moore, era exatamente o que ele queria. Seus dedos saíram de dentro de mim e o senti respirando no exato lugar onde eles estavam anteriormente.

“Não, Morgan. Eu não vou foder com o contrato.”, ele sussurrou. Arregalei os meus olhos, o encarando. Então depois disso, ele não me tocaria mais? Mas Dex tinha um meio sorriso sacana nos lábios. “Eu vou foder você.”

Gemi ao sentir sua língua tocando meu clitóris. Ele chupou-o e mordiscou. Minhas mãos agarraram seus cabelos loiros, sentindo sua língua indo cada vez mais fundo de mim. Tinha esquecido totalmente o quanto Dexter era bom com a boca. Logo ele se concentrou apenas no clitóris e seus dedos voltaram a me penetrar.

Senti o calor me tomando totalmente e tudo dentro de mim ficar rígido. Dexter também sentiu e aumentou o ritmo. Soltei o seu cabelo e agarrei os lençóis. Eu estava na beira do precipício. E iria pular de cabeça. Bastou ele chupar e mordiscar novamente para que o orgasmo tomasse conta de mim. Foi tão forte, que por um segundo fiquei inerte a tudo ao meu redor.

“Adoro te ver gozar.”, ele disse se movendo na minha direção. Me beijou, fazendo-me sentir meu próprio gosto. Ele sorriu e eu também. “Ainda mais quando eu sou o responsável.”, mordeu meu lábio inferior e, sem paciência, eu peguei em seu membro. Ele gemeu. “Sempre com pressa, Morgan.”, tirou alguns fios de cabelo do seu rosto. “Tudo bem, você venceu. Fique de quatro.”

Meus olhos se arregalaram novamente, mas eu não hesitei. Achava incrível o fato dele se lembrar que aquela sempre foi a minha posição favorita. Assim que pus meus joelhos e minhas mãos no colchão, Dexter bateu em minha bunda empinada. Eu gemi e ele fez isso novamente. Seu membro roçou em minha intimidade. Eu tive que pressionar os lábios juntos para não implorar.

“Dex...”

Ele bateu de novo e segurou meus cabelos.

“Eu sei, Morgan.”, ele rosnou e me penetrou. Eu quase desabei pelo movimento repentino, mas me mantive firme. “Você não tem paciência.”, ele começou a entrar e sair lentamente. Bateu novamente. “E quer saber de uma coisa? Eu também não.”

Ele intensificou seus movimentos. Uma hora batia em minha bunda, outra apenas puxava o meu cabelo. E sempre dizendo o quanto eu era gostosa e o quanto esperou para poder me foder. Queria retribuir suas palavras, mas parecia que a minha capacidade de falar tinha sido totalmente tirada de mim. Ele apertava minha cintura, mostrando sua possessividade. Ele diminuiu o ritmo por um segundo e se inclinou para beijar minhas costas. Então, mordeu.

“Porra, Dexter. Vai me deixar marcada.”

Ele riu e voltou a intensificar os movimentos. Eu gemi.

“Essa é a intenção. Para você se lembrar que me pertence.”, bateu em minha bunda. Sua voz ficando cada vez mais rouca. “Você é minha Morgan, entendeu isso?”

“Sua. Sua, Dexter.”

“Meu Deus”, ele rosnou e largou meu cabelo. Suas mãos seguraram minha cintura e a apertaram com força. A cama batia na parede e rangia, mas a gente não se importava. “Você é tão apertada.”

Mordi os lábios, sentindo o atrito de nossos corpo. O orgasmo me tomou de súbito e eu só não caí, por causa das mãos de Dexter. Ele veio logo em seguida e foi diminuindo o ritmo de suas estocadas, até que saiu totalmente de dentro de mim. Eu desabei, fechando os olhos por um segundo e sentindo o cansaço me tomando.

“São três da tarde.”, ele disse se ajeitando ao meu lado. Eu abri os olhos. “Eu planejo fazer amor com você até a hora do café da manhã.”

Por um segundo, eu paralisei. Não por conta do tempo que ele planejava que ficássemos na cama e nus. Foi devido ao fazer amor. Fechei os olhos por um segundo, impedindo que o sentimento entrasse naquele momento. Eu e Dexter estávamos cedendo ao instintos e ao desejo. Simples assim. Abri os olhos e toquei seu rosto, sorrindo.

“Quero que você me foda a noite inteira.”

Ele sorriu.

“Seu pedido é uma ordem.”, me segurou e me puxou para o círculo de seus braços. “Mas, agora precisamos descansar. Talvez conversar sobre alguns assuntos.”

Fiquei tensa. Sabia muito bem que assuntos ele queria conversar.

“Dex, se você está falando sobre Alex...”, hesitei. Ele me olhou, esperando que eu terminasse. Esse era um dos momentos em que eu rezava para ser interrompida. “Eu não quero mais ficar com ele. Quero dizer, eu acho que não. Mas, mesmo assim...”

“Você quer continuar com o plano.”

Não consegui interpretar a expressão de Dexter. Ele parecia apenas me estudar, igualmente como eu fazia com ele. Eu assenti, sentindo meu rosto corar um pouco. A menção de Alex depois daquele momento parecia tão similar há seis anos. Expulsei esse pensamento imediatamente. Não sei o porquê, mas senti como se tivesse que explicar a Dex, coisas que nem eu mesma tinha entendido.

“Não quero mais ficar com ele. Eu acho que não. Mas, Rachel? Ela merece isso, Dexter.”, passei a mão por meus rosto, exasperada. “Sei que pareço uma criança dizendo isso, mas eu quero vingança.”

Dexter me beijou com o intuito que eu me calasse. Funcionou.

“Eu disse que iria te ajudar e irei.”, ele acariciou os meus cabelos, afastando alguns fios do meu rosto. “E você não parece uma criança.”, levantei uma sobrancelha. Ele deu um pequeno sorriso. “Parece uma vilã de novela mexicana.”

“Vai se foder, Moore.”

Seu olhar se esquentou e ele se moveu para ficar em cima de mim.

“Eu prefiro te foder.”

Antes que eu pudesse dar uma resposta inteligente – ou tentar, já que minha mente ficou totalmente em branco – escutei o celular de Dexter tocando. Franzi o cenho. Quase ninguém ligava para o celular dele. Ele nunca dava o número á alguma mulher desconhecida. Mas, a julgar pela sua cara quando ele viu o identificador de chamada, não era nenhuma desconhecida.

“O que foi?”, perguntei, me preocupando.

Ele me encarou, confuso.

“É a sua mãe.”

Saltei da cama.

“Puta merda. Nós estamos atrasados para o almoço com ela.”

Dex sorriu e atendeu o telefone.

“Olá, Madeleine.”, ele cumprimentou minha mãe, bem humorado. Assentiu consigo mesmo escutando-a. Sempre sorrindo. “Tivemos um pequeno imprevisto. O táxi atrasou, mas em poucos minutos estaremos aí. Sim, Morgan não está atrasada.”, ele riu. “Não, Maddy. Não estávamos nos agarrando com desconhecidos.”, ele balançou a cabeça e gargalhou. “Até mais tarde.”

Esperei ele finalizar a ligação e me enrolei na toalha.

“Não estamos nos agarrando?”, perguntei retoricamente levantando uma sobrancelha. “Então o que era isso que estávamos fazendo?”

Ele pegou uma cueca box e a vestiu. Nossa, ele ficava muito sexy com aquilo.

“Eu não disse que nós dois não estávamos nos agarrando.”, ele me corrigiu. “Eu disse que não estávamos nos agarrando com desconhecidos.”, me levantei, beijando sua bochecha e ele pressionou os lábios levemente nos meus. “Agora vá se vestir, antes que eu arranque essa toalha e percamos o restante do almoço.”

Eu fui.

Contrariada, mas eu fui.

Notas finais
Vocês acham que a mãe de Morgan vai desconfiar? E o que eles vão fazer com Alex e Rachel? Afinal, vingança é um prato que se come frio.