Submisso

8 Capítulo 8 - Desmascarado


Notas iniciais
Olá!!!

Deixo hoje um capítulo que amei escrever. Já aviso também que a próxima atualização só vai acontecer depois do 24/01, pois viajo semana que vem e só volto no fim de janeiro (Faculdade em aula? Ah, mato as aulas!!! Eu quero férias KKKK)

A maioria já sabe quem é algoz de Sirius Black, mas aí vai a versão do próprio, outra vítima de Walburga e Orion Black(guilhotina neles!!!) AH, CURTAM MT!!!

COMENTÁRIOS = FELICIDADE COMPLETA DE NÚBIA CHAUD!!!

XD

Capítulo 8 – Desmascarado



Presenciou a cena grotesca mais vezes do que podia suportar. Sentia tanto ódio, tanta pena... Tudo ali, misturado e sem filtro algum. A realidade nua e crua, evidente até demais. Como os Black tiveram coragem?

Bem, não era o momento de ficar estupidificado com o maior horror que já vira pais cometerem contra um filho! Precisava ajudar. Precisava fazer com que Sirius restabelecesse o controle sobre si mesmo, ou então o veria enlouquecer lentamente, presa daquele bizarro pesadelo.

“Black, Black, Black, vamos… Acorde! Chega de chafurdar na própria desgraça!”

Ah, ele era um leitor de mentes excepcional, mas nada o havia preparado para tal verdade. Quando lia mentes alheias, sempre tinha em foco que, por mais perturbadas que fossem, as pessoas apresentavam um mínimo de moral, até na mais abissal imoralidade. Como assim? Bem, até um assassino como Voldemort tinha certos critérios que, no caso, beiravam o que os trouxas chamavam de eugenia.

Contudo, o que viu o deixou transtornado. Certo, alguém poderia dizer que os Black também seguiram seus próprios critérios, igualmente eugênicos, mas passar por cima do próprio filho? Nem a palavra “desumano” servia para classificar o que fizeram. E como ele, um leitor tão competente, nunca percebeu que a própria mente não era o local imaculado que imaginava?

Ver-se refletido nos olhos aquosos e sofridos de Sirius... Ver a si mesmo, com ou sem máscara, estuprando o filho mais velho dos Black enquanto o alvo daquele horror suplicava para que parasse, que doía... Ah, foi pavoroso. Odiou a si mesmo com tanta intensidade quanto odiava Voldemort.

Não podia conceber! Não podia aceitar! Ele não se lembrava de nada disso. A segurança que tinha no domínio das próprias lembranças, domínio tal que nunca vacilou – nem diante de Voldemort – caíra por terra, ao ouvir a voz fraca do garoto, implorando que parasse. E ele ali, sem conseguir, mesmo que tentasse ir contra a imperdoável lançada sobre si.

Um garoto violentando outro garoto... No que Orion e Walburga Black estavam pensando? Segundo eles, as assinaturas mágicas eram compatíveis. Como descobriram? Não fazia ideia, mas nem achava necessário se dar ao trabalho de comprovar. Só o que precisava fazer agora era ajudar Sirius. Deixaria de lado o sentimento de culpa e o arrancaria daquela queda rumo à insanidade.

Esforçou-se para ser ouvido, ainda que não pudesse ser visto, pois dentro daquela mente caótica, o seu eu era mais jovem e causador, ainda que contra a vontade, de uma dor profunda em Sirius. Contudo, se colocasse empenho seria ouvido e sairiam da triste cena que, para sempre, mancharia a vida do animago. Por que estava sendo inundado por tantos sentimentos com relação a Sirius? Ah, não importava... Precisava ajudar!

“Respire, recobre o controle, você é melhor do que isso. Perceba que o tempo passou, lembre-se que você é um homem adulto agora e que está seguro e protegido. É só uma lembrança, Sirius. Só uma lembrança antiga e que deve ser esquecida.”

O esforço foi imenso. Perdeu a conta da quantidade de magia empregada para se manter na lembrança... Novamente: isso importava? Não, não mesmo... Pouco ligava se a exaustão o levasse à morte. Sentia-se culpado? Talvez sim, ainda que não fosse.

Entretanto, havia mais que isso: sentia-se em dívida com aquele homem, com aquele tão jovem garoto de 17 anos incompletos que tanto fez sofrer. E tamanha era a verdade desse sentimento, que já não conseguia vê-lo como um rival. A sua concepção de Sirius Black mudou... Como? Nem ele sabia. Conhecer a verdade sobre ele, sobre ambos, inverteu seus padrões e fez seu coração estremecer.

Ora, desde quando ele tinha um coração? Durante longos anos não teve nada além de um grande vazio no peito, vazio este cujo nome era “Lílian”. Ah, sim... Ele a amou de verdade, mas sofreu ao vê-la se afastar até perdê-la definitivamente para James Potter. E como pagou caro por sua falta, não é? Pagou com a morte, mas não a própria morte, não mesmo... Não havia nenhuma piedade quando a pessoa era ele, Severus Snape... A morte levou Lílian.

Naquele tempo incontável no qual lutava contra o caos da mente do animago, lembrou-se dele mesmo e da constante rivalidade que nutriam. Como não percebeu isso antes? Como ele, um dos então melhores alunos, o mais aplicado da sonserina em seu ano, não percebeu que a rivalidade entre “Ranhoso” – e como detestava esse apodo – e “Almofadinhas” era mais profunda, literalmente mágica?

Por mais estranho que parecesse, foi tomado por um sentimento poderoso, um misto de compaixão, desejo, cuidado e bem-querer, tudo junto e complicado, indefinível, mas não completamente novo. Algo único, ao menos para ele que, com a vida que levou até os quase quarenta anos, havia se negado a sentir para não se machucar.

Com extrema paciência, ajudou o caos a se dissipar. Demorou para Sirius seguir os seus “conselhos” – pura persuasão mental -, mas ele o fez, enchendo-o de admiração. Poucos conseguiam reaver o controle sobre si depois de tamanha dor. O caminho mais fácil – e para as mentes fracas, o único – era deixar-se dominar pelo desespero, mergulhando para sempre na acolhedora insanidade.

Quem estava de fora, pouco podia fazer... O tempo passou e ele podia sentir os músculos retesarem, pois prosseguia na mesma posição. Seus sentidos aguçados lhe permitiam imaginar toda a cena externa ao tenso embate mental que travava contra as trevas de Sirius Black. Sabia que Sirius demonstrava uma perceptível mudança, ainda que pequena, pois o moreno se tranquilizava.

O descontrole mágico persistia, mas, pelo menos, a respiração estava ficando mais regular. Teve medo de que um ataque de pânico o acometesse, afinal, com o “choque” inicial já tiveram muito que remendar. “Vamos, Sirius, abra os olhos”, insistia com determinação, até que, repentinamente, foi ouvido.

Abriu os olhos ao mesmo tempo em que Sirius o fez. Foi duro compreender o que o rosto do nobre Black representava: medo.

_Você – e ouviu a voz de Sirius reverberar pelo quarto, trêmula e cheia de tensão.

Molly deu passos largos até eles, os braços já se esticando na direção de Sirius, mas ele foi mais rápido e a impediu. Ainda não era seguro aproximar-se demasiado dele. Estava instável. Era como uma bomba-relógio dos trouxas. Qualquer palavra ou toque equivocados, poderia fazê-lo colapsar, o que seria péssimo.

Ronald e Pomfrey foram mais comedidos nos arroubos de preocupação. Já Hermione, sábia como só ela, permaneceu imóvel, dedicando-se a acenar a cabeça para ele, a varinha em riste para qualquer eventualidade.

_Foi você! – E lá estava o medo novamente, inexplicável, para os demais integrantes do quarto, tão bem fundamentado para o acusado em questão.

O animago o mirou bem nos olhos, demonstrando toda a dor que sentia. Esse era o problema de relembrar: sentir a mesma dor de antes. Ah, a magia sempre cobrava o seu preço. E esse talvez fosse alto demais para Sirius Black que se afastou

__Aconteceu há quase 20 anos, Sirius.

Ah, como era fácil compreender a confusão naqueles olhos novamente brilhantes de lágrimas não derramadas. E por que vê-lo daquele jeito era tão desconfortável? Desde quando estava tão atento às pequenas nuances daquele expressivo olhar?

A mudança brutal na respiração o deixou em alerta. Sirius precisava respirar direito ou então seria pior. Sufocaria bem ali, na frente de dois profissionais gabaritados para atendê-lo? Não, não permitia mesmo.

_Sirius, não deixe isso acontecer. Tranquilize-se!

_Foi você... Era você!

Num movimento rápido, o puxou para si e o abraçou, ao que Sirius se debateu com violência. Os gritos voltaram a encher o quarto e ninguém parecia saber como ajudar, ou se era possível ajudar. Tão triste... Era essa a melhor definição para o que passavam.

_Sirius, pare! Tente se lembrar de todas as informações! Foi uma imperius! Eu só pude verificar isso porque está na sua lembrança!

Seguiu-se então um choro desesperado, cheio de compreensão. Ah, sabia que Black sofria, mas se pudesse evitar, teria feito. Apenas o abraçou com mais carinho, embora soubesse já ser tarde demais para controlá-lo. Mesmo que continuasse a murmurar palavras doces, o que tentaram evitar... Ocorreu.

A magia de Hermione não o atingiu, mas ele conhecia a bruxa bem demais para sequer duvidar de sua sagacidade. Um protego evitou maiores danos nos demais ocupantes do quarto, mas nele não: o excepcional leitor de mentes sentiu a eclosão de magia arder na própria carne, sofrendo calado, sem soltar Sirius um instante sequer, amparando-o quando, enfim, colapsou.

_Severus – e foi a voz de Pomfrey que o tirou de seus pensamentos. – Severus, você está bem? Não se feriu?

_Não, eu estou bem – e manteve os braços ao redor de um desacordado Sirius. Tentou levantar, carregando-o sem ajuda, mas estava debilitado. – Ele desmaiou... – Disse pra si mesmo, um certo pânico se instalando bem dentro de si.

Quanto tempo passou dentro daquela mente caótica, dominada pelo desespero? Quanto tempo aguentaria permanecer com as suas próprias conjecturas acerca da vilania dos atos dos Black, utilizando a ele também para cumprir seus propósitos preconceituosos?

Perceber que Ronald os erguia foi estranho, mas não constrangedor. Aprendera há algum tempo que os Weasley eram, de fato, boa gente. Gente de propósitos nobres, o que, no final das contas, era o que mais importava.

_Duas horas, professor. Vocês passaram duas horas sem nem se mexer – e a voz do ruivo lhe encheu os ouvidos, o foco ainda em Sirius que já tinha sido depositado na cama e era agilmente examinado pela enfermeira. – Sente-se um pouco, sim? – E alguém — Hermione? – colocou um copo nas mãos, que nem se deu ao trabalho de verificar qual conteúdo tinha. Tamanha era a sede, que derramou todo o líquido na própria boca em segundos.

A mente ficou clara de forma rápida, o que só podia significar uma coisa: bebera uma poção revigorante. Ah, mais um viva à sabe-tudo! Quando Pomfrey pediu que os demais saíssem, ficou apreensivo. Ergueu-se da poltrona e admirou-se com a sincronia entre ele e a enfermeira que usava um feitiço de levitação em Sirius. A cama foi reduzida e a mesma maca de antes voltava ao centro do quarto.

Ele sabia que Sirius teria detestado ser mudado de um lado para o outro como se fosse um pedaço da mobília. Mas desde quando ele sabia o que Sirius gostava ou não gostava? Oh, por Merlin!

_Severus, você está mesmo bem? Eu posso fazer o exame sozinha se...

_Estou bem, Pomfrey. Vamos, o que constatou? Se pediu que os outros saíssem...

_É melhor assim. Acabei de verificar... Sirius está em coma mágico.

Tão rápido! Suspeitava que podia ser assim, mas foi tão rápido.

_Tudo bem... Vamos ter calma! Foi só o descontrole, certo? É precipitado para falarmos em menstruação e – mas Pomfrey decidiu apenas verificar e não conjecturar.

_Bem, Severus... Temos mais um doncel menstruando e em coma mágico em nossas mãos.

Estava cansado e irremediavelmente preocupado. As forças foram drenadas dele, indo para algum lugar misterioso. Só o que pôde fazer foi prosseguir, ainda que lutasse contra o forte desejo de apenas sair por aí e beber todas as garrafas de firewhyski que pudesse.

_Bem, vamos estabilizá-lo, Papoula. É só o que podemos fazer agora. E, bem, depois disso conversaremos sobre o que descobri. Draco e Harry já chegaram?

_Não sei Severus, mas ouvi a voz de Remus Lupin. Ele estava agitado. Falou alguma coisa sobre o Profeta Diário, mas não entendi bem.

_É ótimo que Lupin esteja aqui! Preciso da ajuda dele – e fingiu não ver a expressão de profunda curiosidade da enfermeira, afinal ouvi-lo expressar necessitar de ajuda era raríssimo.

Sirius deu trabalho. Quantas horas mais foram gastas? Novamente, não importava. Muitas poções depois, puderam respirar, embora não houvesse alívio algum. A situação de Sirius se mostrava ainda mais complexa, certamente devido ao Selo do qual foi vítima. Harry demorou muito tempo para menstruar e Sirius o fizera ainda nos seus braços. O organismo parecia extremamente debilitado e uma febre sem motivo fazia a testa dele queimar. Por mais que tentassem extingui-la, o máximo que conseguiram foi diminuir-lhe a intensidade.

Oh, Merlin! Estava preocupado... Deveras preocupado.

_Vamos deixá-lo descansar, Severus. Aliás – e lhe lançou um olhar professoral. – Você também precisa descansar. Sua magia precisa se restabelecer.

_Como posso fazer isso, Papoula? – E sentiu os próprios olhos arderem em protesto. – Como posso parar e descansar, se Sirius está desse jeito, definhando tão rapidamente?

A porta do quarto se abriu (notou que esse pequeno fato ocorrera algumas vezes já), um Remus visivelmente preocupado encarando-o. Respirou fundo e se preparou para a segunda parte daquela jornada: contar o que Signaveris escondeu por quase 20 anos.

_Lupin, tranquilize-se. Vai gastar a porta com tanto abre e fecha!

_Estou preocupado. Preciso saber como ele está.

_ Bem, nós conseguimos estabilizá-lo.

_Foi difícil, mas controlamos o sangramento, embora a febre permaneça – continuou a enfermeira.

_Sangramento?! Febre?! – E Remus parecia desolado. O lupino sabia que febre em bruxos não era mesmo um bom sinal. – Severus, o que aconteceu? O que você viu?

Perguntou-se quando todos ali ficaram tão íntimos de si, para chamá-lo de forma tão natural pelo primeiro nome. Bem, talvez essa fosse mais uma das indagações cuja resposta não importava. Podia compreender a verdadeira preocupação daquele homem e sentia algo estranho. Algo ruim, é, era isso... Definitivamente, não gostava da proximidade entre Lupin e Sirius. O que estava acontecendo?

_Estão todos lá embaixo? – E procurou afastar da própria voz a raiva inexplicável contra o lupino.

_Molly, Gina, Hermione, Rony, Arthur, Draco e Harry. Temos mais um problema em mãos, mas... Agora temos que pensar em Sirius.

_Ótimo, é o que eu penso também. Antes de descermos, preciso que entre na minha mente e desfaça um obliviate, um muito antigo e poderoso, feito há mais ou menos 20 anos.

A mulher o encarou com surpresa. Snape vítima de um obliviate? Ao que parece, Remus demonstrava a mesma surpresa. É, não tinha outra forma... Teria que explicar aos dois primeiro o que vira na mente de Sirius.

_Para trazer Black de volta à realidade, precisei me valer do Legilimens. Não foi agradável compreender a atrocidade da qual ele foi vítima. Não há dúvidas: Orion e Walburga Black foram extremamente cruéis com o filho e fizeram o Signaveris.

_Foi... Foi o próprio Orion... – e ele não parecia ter ânimo para concluir a sentença.

_Não – e dessa vez, era ele quem não tinha coragem de prosseguir.

Aproximou-se da maca e afagou os cabelos de Sirius, algo inusitado mais irrefreável. Depois virou-se para Lupin – o ar de espanto dele era impagável – e continuou a falar, preparando-se para o pior.

_Os pais de Black se utilizaram de uma terceira pessoa, mas, curiosamente, usaram uma imperius nesse homem, que nada mais era que outro garoto, cuja assinatura mágica era compatível com a de Sirius. Como descobriram?! Não havia essa informação na mente dele. Mas Sirius, ainda durante o estupro, percebeu a imperdoável. Era palpável o sofrimento dele... Enfim, não é agradável lembrar. Se desejar ver a lembrança, traga uma penseira.

_E precisa que eu desfaça um antigo obliviate do qual você foi vítima? – E Lupin entendeu, por Merlin! – Não pode ser!

A centelha de compreensão ficou clara naquele rosto bondoso. O que esperar agora? Uma surra ao estilo trouxa? Uma cruciatus, bem de acordo com o estilo comensal da morte? Ah, ele poderia ter esperado tudo, menos ser abraçado com vigor por Remus e ouvir: “Ah, eu sinto tanto”.

Ele se deixou consolar. Precisava disso. Estava desesperado por isso. Por um ombro no qual pudesse se apoiar e pudesse colocar para fora sua própria dor. Lupin não fez mais perguntas por um tempo. Longos minutos depois, soltou-se e tentou normalizar sua respiração.

_Por favor, Lupin. Tente me livrar desse obliviate.

_Tem certeza, Severus? Ter visto a si mesmo cometer tal violência e contra o parceiro magicamente compatível... Como você está se sentindo?

_Culpado.

_Mas não foi culpa sua. Eu conheci os pais de Sirius. Eles eram pavorosos. E afundar-se mais nessa podridão não ajudará em nada.

_Vou aguardar lá embaixo. Vou esperá-los para que possamos informá-los dos últimos acontecimentos, sim? — E antes mesmo de ouvir a resposta, Pomfrey deixou o quarto, evidentemente numa tentativa de não parecer invasiva.

O pocionista encarou Lupin com verdadeiro pesar. Estava tão triste...

_Eu preciso saber exatamente o que aconteceu. Por favor, Lupin. Apenas tente. Depois nos reuniremos com os outros e juntos chegaremos a uma solução.

Sabia que Remus não estava nada feliz, mas ainda assim teve seu desejo atendido. Desfez suas proteções mentais e teve a mente invadida pelo homem. O deixou revirá-la até encontrar o que queria. Foi difícil, mas o homem não fora professor de Hogwarts por nada.

Viu a si mesmo deixando Hogwarts e encontrando com o pai em Hogsmead, um trouxa de nome Tobias Snape, um homem alto e magro, com o qual era fisicamente parecido. O levou para casa em março, por alguns dias. A mãe estava adoentada e precisa dele. Mas antes mesmo de chegar em casa, ainda na estação de Hogsmead, Walburga Black os encontrou – e pareceu bem a vontade com Tobias. Ela foi rápida e eficiente, lançando a imperdoável de forma precisa. Depois, foi conduzido para longe do pai, com a promessa de depois enviá-lo a salvo a casa dos Prince.

Aparataram em Grimmauld Place, nº 12, e foi deixado sozinho num quarto. Tentava se livrar da maldição, mas não conseguia. Pouco tempo depois, Orion Black entrou, depositou Sirius na cama e reforçou o imperius com o qual o tinham dominado. Daí em diante, não havia muita diferença entre as suas e as lembranças de Sirius, a não ser pelas sensações que experimentou, em especial a de se compadecer de Sirius, a de sentir a si mesmo violando aquela carne – e de forma vergonhosa, sentindo prazer ao fazê-lo. – O que ele era? Um monstro?

O contato entre ele e Lupin foi rompido. Não aguentava mais aquilo, não aguentava mais compreender o nível do sofrimento pelo qual Sirius passou.

_Severus, não vou permitir que se culpe por isso. Você não teve escolha. Os Black precisavam de alguém que ultrajasse o filho deles, faz parte do selo. Descobriram a sua compatibilidade e o usaram!

_Está tudo bem... Er... Obrigado, Lupin. Eu precisava saber o que aconteceu, mas... Continuo na escuridão. Como descobriram nossa compatibilidade? O que meu pai fazia com os Black? Será que...

_Chega! Pare agora mesmo com isso. Já se passaram quase 20 anos! Os Black estão mortos, os seus pais também... Só temos o agora, Severus. E no “agora” Sirius está mal e nós temos que encontrar uma maneira de ajudar. Portanto, vamos descer. Não podemos postergar isso. Ah, e tem mais...

_Mais? O que mais pode ter acontecido?

_Rita Skeeter descobriu sobre a doncelaria de Harry – e o espanto de Snape foi ainda maior com a conclusão de Lupin. – “O CASAMENTO DO ANO”, foi como chamou. Está no Profeta de hoje. Consegue imaginar um veela furioso? Basta ir até a sala.

Notas finais
OBS: Precisei fazer uma pequena alteração na idade do Sirius. Tinha colado antes 35, mas ele é mais velho! Essa alteração já foi feita, acredito que no capítulo no qual detalho o feitiço.

DIVIRTAM-SE!!! E BOAS FÉRIAS PARA TODOS!!!