Submisso

48 Capítulo 48 – Hormônios


Notas iniciais
>Olá!!! >Demorei, mas voltei! >Agradecendo aos lindos comentários e ah, claro, aos mais lindos ainda comentários finais em Subtraído. >Temos hj um cap meio colcha de retalhos, espero que vcs gostem! E comentem! (Ainda estou na saga: respondendo os comentários de Subtraído... Uma saga que adoro, vcs sabem). >Anuncio que demorarei mais para postar nesse primeiro semestre (tenho uma monografia para fazer! KKKK), mas vou tentar não deixar passar um tempo muito grande entre uma postagem e outra. >Aos erros, ah... Vcs já sabem! >Sem mais, HORMÔNIOS!

Capítulo 48 — Hormônios

“Adam adentrou o simples cômodo. Teria se esmerado mais na análise da mobília, mas sua percepção foi dominada pela imagem magnética de Lucius Malfoy. Estava visivelmente bem mais magro e as olheiras lhe davam um aspecto doentio. Contudo, ainda havia muita vida naqueles olhos tempestuosos.

_Senhor Malfoy!

_Obrigado por ter vindo, Adam... Sente-se, temos muito que conversar...”

_Esse é o advogado? – Perguntou Esther, a mão bem firme no ombro do seu “filho”. A postura era, evidentemente, protetora.

_É sim... Pode ficar tranquila... O senhor Andreas se mostrou muito desenvolto por trazê-lo. Obrigado.

Aquele homem tão tranquilo e agradecido era mesmo Lucius Malfoy?, Perguntava-se Adam, enquanto caminhava até a cadeira disposta ao lado do patriarca.

_Andreas, Frederick e Esther – indicou Lucius, apresentado-os para o “convidado”. – Fui encontrado por Frederick. Não me recordo muito bem o que aconteceu comigo então... Minha mente está confusa. Talvez, quando minha magia se estabilizar, um bom leitor de mentes possa me ajudar.

_Lucius estava vagando sem rumo, desnutrido e muito machucado. As pessoas simplesmente fingiam não vê-lo... Eu não sou de fingir. Não foi assim que aprendi com minha avó. Então... Eu simplesmente o trouxe para casa.

_Cuidamos dele e logo o meu Fred percebeu que havia algo errado. Lucius foi...

_Eu fui mantido preso em algum lugar, Adam... – Revelou enfim o patriarca, já ignorando o afastamento do “senhor” e o chamando, enfim, de Adam, como costumava fazer antes, anos atrás, quando o jovem a sua frente, ainda um estagiário, trabalhava em uma de suas empresas. – Como disse, minhas lembranças desses momentos são caóticas... Talvez eu nunca seja capaz de me recordar de tudo. Entretanto, pedaços de informação estão bem vivos ainda. Preciso que entre em contato com Narcisa e Draco. Eles precisam ser protegidos.

Taylor ouviu aquelas palavras com pesar. Seria ele a ter que dar a triste notícia. Aquele homem a sua frente era Lucius, mas não o mesmo de antes. Algo terrível havia ocorrido. Certamente, tão ruim ou ainda pior que Azkaban. Oh, por Merlin! Precisava encontrar as palavras certas... Se é que existiam as palavras certas.

_Temo por eles... Por isso pedi que viesse... Não posso, simplesmente, aparecer em Malfoy Manor. Seria devolvido à Azkaban no mesmo maldito instante. E temo colocar Draco em risco...

_Senhor Malfoy... Lucius... Há algo delicado que devo lhe contar...

_Oh, por Merlin! Draco! Draco foi preso, certo? Tudo parecia rumar para isso... Eu não soube de mais nada depois que...

_Não, Draco Malfoy é considerado um pilar da atual sociedade bruxa... Ainda que... Bem, desculpe-me senhor, mas seu filho deve ter esquecido a cordialidade e gentileza tão marcantes num Malfoy. Senhor... A sua esposa, Narcisa Malfoy... Ela, infelizmente...

Lucius leu naqueles olhos, antes mesmo que as palavras definitivas de Adam fossem ditas... Encheu-se de Cissa... Lembrou-se dela, desde a primeira vez que a viu... Cissa e seus belos cabelos loiros, sua pele alva e delicada, tão macia que quase a sentia sob a ponta dos próprios dedos.

_Meses depois de o senhor ter sido conduzido à Azkaban... A sua esposa... A senhora Narcisa adoeceu, senhor. Não houve tratamento que a curasse, ao menos essa foi a informação veiculada pelo Profeta Diário.

Esther abraçou Lucius com todo o carinho que pôde... Viu o homem se despedaçar, bem ali, na frente de todos eles. Um choro sentido inundou o ouvido de todos. Ah, parecia não haver consolo para Lucius Malfoy.

Andy estava atento às reações do loiro, assim como Fred. Aquele homem aguentara tanto, sofrera tanto... Não sabiam se suportaria mais uma carga tão pesada quanto esta. Estavam temerosos... A mente de Lucius podia se romper definitivamente.

_Lucius... Precisa tentar se manter o mais sereno possível. Haverá a hora de chorar como se deve pela sua esposa, mas não pode ser agora... Não se esqueça: o seu filho precisa de você. – Relembrou a senhora, no que pareceram ser horas depois.

Não foi sem empenho de sua parte que Lucius soltou-se dela, respirou fundo e procurou seguir, exatamente, as indicações da sua “mãe”. Ah, Esther... Esther era uma luz no fim do túnel, ela e sua família, Frederick... Até mesmo Andreas, aquele jovem de ascendência estrangeira que tanto bem lhe fez. Eles se transformaram na sua família, ou foi o contrário? Teria sido ele, o poderoso patriarca Lucius Malfoy o transformado em parte de uma família trouxa? Não importava... Não importava nem um pouco.

_A senhora está certa... – Concordou por fim, recobrando minimamente o seu autocontrole. – Cissa teria feito o mesmo. Na verdade, nós dois... Tudo o que nós dois fizemos, desde que nos juntamos à Ordem da Fênix... Tudo foi para proteger Draco das garras do Lorde.

Frederick e Andreas se entreolharam... Lorde... Novamente Lucius falava daquele tal Lorde. E mantinha o mesmo ar apavorado. Um dia, em breve, o interpelariam a respeito.

_Senhor Malfoy, o senhor pode aparatar em pleno beco diagonal se desejar... E não será preso – e ante a incredulidade do outro, riu malandramente e se pôs a explicar. – Juridicamente falando, o senhor está morto. Teremos que iniciar um processo para devolver-lhe o status de “vivo” para a lei.

_O que não me inocenta, Adam... Pensei que fosse melhor no seu métier... Fui condenado sem ter chance de... Ah, vamos esquecer isso! Fui enviado à Azkaban e de lá os condenados nunca saem, nem mesmo depois de mortos, essa é a lei bruxa, sabe disso, não?

_Oh, sim... Eu sei. Conheço bem o meu ofício, afinal, aprendi com os melhores. Contudo, graças a uma benesse jurídica recente, o senhor foi inocentado...

As palavras de Taylor eram acompanhadas com extremo interesse. E não só de Lucius... Era mais que evidente o quanto os trouxas se preocupavam com ele.

_O senhor foi o primeiro condenado que, após cumprir pena em Azkaban e ter sido dado oficialmente como morto, recebeu um indulto do Primeiro Ministro em pessoa. Portanto, mesmo ainda oficialmente morto, o senhor foi considerado inocente de todos os encargos que, antes, lhe enviaram diretamente à Azkaban.

Lucius estava tão estupefato... Parecia um milagre!

_Como? Como...

_Ora, senhor Malfoy... E o que o nosso herói, o poderoso – e gostoso, pensou – Harry Potter não consegue?

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_Precisa de mais alguma coisa, senhor?

_Não Dobby, obrigado. Deixamos o chalé das Conchas organizado e o senhor Weasley foi muito gentil em nos trazer aqui... – Disse o loiro, assim que acomodou o seu esposo na cama matrimonial. – Harry dormiu ainda no chalé. A gripe o deixou bastante cansado. Vou aproveitar e colocar alguns assuntos em dia...

Harry dormia tranquilamente, enquanto era observado pelo marido e pelo pequeno elfo, cujos olhinhos brilhantes expressavam pura admiração pelo seu “herói” e “amigo”.

_Dobby então vai preparar o jantar, senhor. O jantar de boas-vindas para Harry Potter!

Draco sorriu condescendente e Dobby já havia saído quando se aproximou do esposo. Até dormindo ele era hipnotizante. Beijou a bochecha mais que convidativa do doncel, inebriando-se em seu doce aroma para, não sem muita força de vontade, se dirigir ao seu escritório.

Sabia que havia deixado seus afazeres de lado... Já era hora de retomar a sua rotina, por mais que desejasse continuar integralmente com o seu esposo. Pansy era excepcional nas suas funções, contudo, sabia que a loira já estava mais que sobrecarregada. Sem nem mencionar Hermione, que, pelo que podia imaginar, deveria estar tendo um trabalho gigantesco, ao fazer as vezes de Draco Malfoy na universidade...

O que seria dele sem as amigas? Bem, na verdade... O que seria dele sem todos os amigos? De Blaise e Theodore, chegando a Ronald e ao senhor Weasley, que tão gentilmente os trouxe de volta à Malfoy Manor e ainda prometeu ajudá-lo em tudo o necessário para que, em breve, ele mesmo pudesse estar conduzindo o automóvel...

_Ah, papai... Se o senhor soubesse o quanto estava equivocado com relação aos Weasley. embora, creio que... Deve ter descoberto a gentileza de Arthur, perto do fim...

Mal adentrou o escritório, foi logo utilizando a lareira. Conversou com Molly, agradecendo por tudo o que fez no casamento e marcando uma visita para os próximos dias. Queria ter conversado com Hermione, mas a castanha, segundo a matriarca Weasley, tinha tirado o dia de folga para passear com o Rony. “Nem Madeleine está aqui hoje, meu querido. Os gêmeos a levaram para um passeio pela loja. Ah, os aurores não devem estar muito felizes com isso, mas ela é uma criança, por Merlin. Precisa se distrair!”

Evidentemente, precisou afirmar e reafirmar para a ruiva que Harry estava melhor e que havia sido apenas uma gripe. Depois, Draco ainda encontrou tempo para entrar em contato com Fleur e agradecer novamente por ter “liberado” o chalé e por tê-lo auxiliado tanto no controle da magia veela. “Ah, Draco, nós veelas aprendemos conforme crescemos. Ensinamos apenas o básico a você. Dependerá apenas de seu empenho daqui em diante”.

Empenho... É, ele não havia feito nada além de se empenhar nos últimos meses. Cada vez mais, apesar de não de forma completa, sentia-se muito parecido com Lucius. Um pai e chefe de família, um empresário com muitas responsabilidades... O que teria acontecido com o pai, afinal?

Gostaria de ter conversado com Rony... O “sumiço de Lucius” era algo que o inquietava sobremaneira. Sua mente pensava com calma sobre as possibilidades que o “desaparecimento” do pai descortinava... Não queria ser pessimista, mas também não queria se encher de falsas esperanças e, no final, sentir a dor da perda de maneira ainda mais profunda e contundente.

Sentou-se na cadeira que fora de seu pai antes dele e viu o pacote sobre a mesa, na verdade, o grande envelope na cor roxo berrante era mais que evidente. A letra de Pansy estava nele... Abriu-o com habilidade e retirou de dentro vários pergaminhos com anotações diversas. O primeiro deles era da amiga em questão. “Hermione enviou as anotações da primeira semana de aulas. Eu as organizei por disciplina e ordem de prioridade. Há uma bibliografia de estudos e os livros já se encontram na sua estante, chefinho lindo, bem atrás do senhor, ao alcance das suas mãos que tanto mimam o meu fofo Harry” – e o loiro girou o corpo rapidamente, encontrando os livros novos. – “Hermione e eu estaremos atentas a tudo enquanto não retorna aos seus afazeres. Vá cuidar “bem” do seu esposo.”

_Parkinson... Sempre tão engraçadinha.

Por algumas horas, o loiro se dedicou a estudar as informações tão gentilmente enviadas por Hermione, assim como analisou alguns tópicos nos livros que Pansy havia deixado a sua disposição. Felizmente, não havia perdido muitas aulas e os assuntos ministrados naquela semana na qual esteve ausente eram de seu conhecimento... Contudo, ele não poderia faltar mais... E só de imaginar Harry grávido e sozinho a maior parte de dia lhe dava palpitação.

Decidido a conversar sobre o assunto, só percebeu a presença do moreno quando sentiu seu toque delicado, aquela mão divida, nos cabelos... Ah, os carinhos de Harry deveriam ser catalogados e estudados com afinco... Como é que um simples roçar de dedos podia gerar tamanho sentimento de devoção?

_Oi, amor... Acordou faz muito tempo? Sente-se melhor?

_Estou bem, Draco – e já estava sentado no colo do marido quando continuou a falar. – Só fico um pouco perdido... Uma hora estou no Chalé das Conchas e, na outra, já estou aqui...

Harry fez um beicinho tão lindo, que Draco não resistiu, beijando-o em seguida.

_Quero você, Draco... Acordei com desejo de Draco Malfoy... — E foi beijado novamente.

Harry degustou o beijo com calma, apreciando todas as sensações que a língua de Draco lhe causava. As mãos de dedos longos iniciaram um processo de carícias... Ah, logo estava sem a parte superior das vestes.

_Ai, Draco, calma... – Pediu Harry, quando os dentes de Draco rodeavam um de seus mamilos. – Estão... Sensíveis...

Com um floreio de varinha, os pergaminhos e livros sumiram de cima da mesa. Na verdade, a mesa ficou nua, tal qual Harry ficou em instantes, para logo ser depositado sobre a nobre mesa de madeira, tão antiga e tradicional quanto à própria família Malfoy.

_Quero possuir você, Harry. Inteiro... Cada pedaço... Tudo.

Como negar aquele pedido quando, sem nem perceber, já estava ali, desnudo sobre a mesa do escritório do marido, nublado pelo prazer que o mesmo se empenhava em fazê-lo sentir?

_Então venha possuir o que já é seu, meu marido.

O loiro afastou um pouco a cadeira e se posicionou entre as pernas do esposo. Ah, aquele espetáculo era só dele e de mais ninguém. Nunca permitiria que um qualquer, como aquele miserável do Taylor, sequer imaginasse Harry naquela pose que, agora, servia para deixá-lo a mil. Quem não ficaria? Quem conseguiria se manter impassível com um mais que belo doncel, nu em pelo, abrindo as pernas o máximo que podia, se insinuando de forma erótica?

Draco lhe beijou os pés, subindo pela panturrilha e perdendo-se em muitos beijos e lambidas na parte interna das coxas. Depois o beijou nos lábios, atacando também a nuca, quando uma nova leva de gemidos excitados saíram da boca vermelha e volumosa.

_Draco... Aí... Aí não... Eu...

Ele sabia que a nuca era um ponto supersensível do esposo, por isso deixou muitas marcas ali, aliando aquele “árduo trabalho”, a tarefa de masturbá-lo com uma das mãos, apertando o falo já endurecido e iniciando o sobe e desce que logo completaria com os próprios lábios.

_Eu... Não vou aguentar... – E num impulso, jogou os óculos longe, esfregando o rosto com desesperação.

Sorrindo maldosamente, Draco voltou a descer, salivando em antecipação. E então, engoliu o esposo com voracidade. Sugou com ímpeto, aproveitando para, com os dedos, explorar a entrada apertada e que tanto prazer lhe dava ao apertá-lo tão forte.

_Ah... Oh... – E Harry prosseguia perdido em meio às incoerências...

Da língua e dos lábios do marido que o chupavam com empenho, aos dedos do mesmo que entravam e saíam de dentro dele... Eram tantas as sensações que, de fato, não havia muito critério no que pensava ou dizia.

A magia veela o acariciava e estimulava mais ainda. Como é que Draco conseguia ficar cada vez melhor nessa arte? Cada poro de seu corpo gritava pelo loiro... Era como se o seu corpo inteiro o reconhecesse e clamasse por seus toques... Draco era incomparável.

_Ah, Draco... Eu não... Não...

O jato quente inundou a boca do loiro que, sem vergonha alguma, engoliu e sugou mais ainda, espremendo cada gota daquele néctar. Sentia os espasmos do corpo do menor... Ser um veela tinha sim as suas vantagens. Com as dicas de Fleur e Gabriele, estava mais seguro do que poderia ou não fazer. E um novo mundo parecia ter se revelado para ele.

_Quero você, meu delicioso esposo – e a voz arrastada e sensual, foi acompanhada de um showzinho particular para Harry.

Enquanto o moreno arfava sobre a mesa, os olhos verdes se esforçaram para captar um sonserino muito sinuoso, retirando as próprias vestes com lentidão e se acariciando, servindo apenas para aumentar o desejo de ser consumido por ele.

_Oh, por Circe! Como? Como está fazendo... Isso? Hum...

Harry podia sentir sobre si mesmo os toques que Draco empreendia na própria pele. Era a magia veela? Ah, só poda ser... Era maravilhoso... E também inquietante.

_Melhorei minhas... Habilidades...

Dedicou-se então a fazer Harry sentir o que ele também sentia. Beijou-o e apalpou-o demoradamente... A ereção do moreno voltou com força e Draco já estava dolorido, tão desejoso de entrar em seu esposo e ser envolvido por aquele canal estrito que o levava ao deleite completo.

Sem esperar mais, Draco de posicionou entre as pernas mais que torneadas e definidas, abrindo-as para recebê-lo. Penetrou-o com cuidado e carinho, lento e profundo, fazendo o moreno gemer em resposta, quando preencheu todo o seu canal.

Harry se tensionou... Sempre se sentia assim, em profunda expectativa quando o seu marido veela entrava em si... Era uma mescla perfeita entre dor e prazer. Na verdade, a dor era mínima. Aprendeu que o seu corpo, o de um doncel, nunca, nunca mesmo perderia a capacidade de dar prazer ao parceiro. “Tão apertado, tão sufocante”, era o que o loiro murmurava em seus ouvidos a cada vez que seus “encontros” íntimos sacudiam até as paredes de tão intensos.

Evidentemente, os donceles eram disputadíssimos. Muitos pervertidos os queriam, mas poucos afortunados os tinham. E ele, Harry Potter, era total e inteiramente de Draco Malfoy. Já havia aceitado isso, pois o sentimento que nutria por Draco era algo que nunca imaginou sentir por alguém na vida.

_Harry... – E o loiro repetia o nome do seu amado enquanto se afundava dentro dele.

_Mais Draco... Mais... Oh, Merlin!

_É Draco, amor... – E riu-se, cheio de si.

Harry se agarrou ao pescoço do loiro, erguendo-se e descolando-se da mesa. Draco o sustentou sem esforço algum. Estava extasiado... O escritório inteiro foi tomado pela magia veela e pelos gemidos de ambos. Com Harry nos braços – e ainda penetrando-o com força -, foi até a parede, apoiando o esposo nela, beijando-o e apertando-o com necessidade que beirava a desesperação.

Enquanto se enfiava em Harry, questionava-se sobre seu comportamento possessivo e dominador com relação a ele. Ah, mentira... Questionava-se coisa alguma! Sinceramente, não se recriminava em querer cuidá-lo, mimá-lo... Em querer isolá-lo do resto do mundo inteiro e não dividi-lo com mais ninguém.

Não sabia quando aquele desejo iria serenar... Se é que isso iria acontecer algum dia. Estavam juntos e teriam dois lindos bebês em breve e... Incrivelmente, em momento algum seu desejo pelo grifinório diminuía, ao contrário... Apenas aumentava com mais intensidade. Harry gritava de prazer em seus braços, enquanto ele se derramava dentro daquela bundinha dura, empinada e mais que sufocante.

_Draco... Isso foi... – Os olhos verdes o encaravam contentos e satisfeitos. – Maravilhoso...

_Você é maravilhoso... Vamos tomar um banho?

_Banho? Juntos? – E começou a rir, imaginando que tomar banho seria a última coisa que fariam.

Sem esperar a resposta, o loiro o carregou de volta para o quarto, indo direto ao banheiro, no qual, como previsto por certo moreno de olhos verdes, perderam-se entre mais carícias.

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Sirius sustentava o “maior bico” da Londres bruxa, segundo Remus. Passou o dia assim... Segundo o animago, o marido o abandonara o dia inteiro. O motivo? Bem, Snape passara boa parte do dia no laboratório, saindo apenas, exausto, na hora do jantar.

O pocionista sabia que Sirius ficaria irritado, mas precisava deixar todas as poções preparada. Adiantou o serviço para quase um mês, ou seja, Theodore e Harry teriam as melhores poções, sem precisar adquiri-las dos ineficientes pocionistas de St. Mungus.

O jantar, por sinal, transcorreu no mais inquietante silêncio. Ah, os donceles grávidos... Snape e Remus conseguiram manter a vontade de rir dos resmungos de Sirius, até que o grávido em questão parou de resmungar e fechou a cara. Até Teddy estranhou o comportamento. “O padrinho da dinda está com pulgas, papai?” – Perguntou o garotinho pouco depois do jantar ter acabado, sentadinho na sala, bem junto de Remus.

O lupino abraçou o filho, cochichando algo em seu ouvido, enquanto Sirius fingia não ter ouvido a inocente pergunta do garoto. Parte dele sabia que o marido foi até bastante atencioso com Harry e Theodore, pois, sabendo que as aulas voltariam logo, Severus tinha se adiantado e preparado litros de poções para ambos. Contudo, a parte ciumenta em si... Essa se sentia revoltada com a falta de tempo do marido para consigo.

O retorno iminente à Hogwarts então, ah... Já estava lhe tirando o sono. Em breve, muito breve, não teria Severus ali todo o dia. O professor já tinha lhe explicado que não viveria em Hogwarts como antes, que voltaria para casa todos os dias e que, inclusive, almoçaria em casa pelo menos uma vez na semana... Contudo, nada disso o tranquilizava.

Sirius se odiava por se sentir assim. Desde quando ele, o pomposo almofadinhas, agia como uma debutante abandonada pelo namorado? Ah, como se odiava... Odiava-se mais ainda por ter vontade de chorar por qualquer coisa. Pelo menos já tinha de novo sua varinha.

Snape mal trocou duas palavras com ele de manhã? Chorou escondido no banheiro... Remus e Teddy saíram pela manhã, deixando-o sozinho? Chorou no jardim. Almoçou com Remus e Teddy e nem uma palavrinha do marido? Chorou debaixo dos lençóis... O chocolate acabou? Chorou descaradamente na cozinha... Não aguentava mais... E ainda faltavam muitos meses para ter seu bebê entre os braços.

_Então, Teddy irá mesmo para a escola primária indicada por McGonagall?

_Sim, Severus. Fleur também matriculou Victoire, pois decidiu retornar ao trabalho no Gringotes. Ponderei bastante e acredito ser o melhor. Ajustei os horários e não teremos problemas. E Teddy está muito interessado em conhecer os novos amiguinhos, não é Teddy?

_Sim!

_A lareira será conectada amanhã mesmo. Ah, e quanto à Hogwarts, conversei com a diretora hoje mais cedo. Minhas aulas serão ministradas em duas manhãs, portanto, primeiro deixarei Teddy na escola e depois irei ao trabalho. Estivemos na futura escola de Teddy hoje para conhecer... Foi o “fim de semana aberto aos pais”. E Teddy ficou encantado. Sirius não quis ir conosco... Teria gostado, cachorro. Foi uma manhã divertida...

Nem ser provocado diretamente alterava aquele “bico” e Remus apenas encarou Severus com o olhar: “boa sorte”.

_Sirius, como foi o seu dia?

A pergunta de Snape ficou no ar... Sirius apenas o encarou, avaliando se ia ou não se dar ao trabalho de responder. Estava mesmo irritado. “Malditos hormônios”, pensou. Respirou fundo, os olhos fixos no marido que sustentava um olhar de pura expectativa. E então, seu lado racional decidiu que deveria tentar controlar a ação dos malditos hormônios e, simplesmente, responder a pergunta.

_Professor!

O rosto de Adam Taylor flutuava na lareira.

_Adam... Aconteceu algo?

_É urgente, professor!

Ah, maldita lareira! Maldito Taylor!

_Poderia vir até o meu escritório, por favor?

No mesmo instante, Snape sentiu as proteções da casa estremecerem. Instantes depois, a porta revelava o casal de amigos de Harry, os outros membros do “trio de ouro”. E pela expressão que ambos sustentavam, percebeu logo que não era apenas Taylor que trazia uma “urgência” nas mãos.

_Professor é...

_Urgente? – Completou Sirius, indignado, para em seguida deixar a sala.

Não quis nem ouvir outras explicações. Apenas rumou para o quarto, decidido. Não queria ver o marido, mais uma vez, sumindo nas chamas verdes em plena lua de mel. Não tinha jeito... Snape sempre seria Snape, um homem genial e que não era só dele... Quanta ingenuidade de sua parte chegar a imaginar que seria assim...

Por que todo o maldito mundo bruxo mundo precisava de Severus?... E foi pensando assim que o animago, mais irritado que nunca, lançou alguns feitiços, reunindo alguns pertences. Lançou olhares para o quarto, demorando-se alguns segundos na cama e depois, simplesmente... Aparatou.

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_Vai ficar com esse livro todo o tempo, Mione?

Ronald e Hermione tinham passado o dia juntos. Sem livros de medimagia, sem aurores... Estavam largados numa bela manta, apreciando o fim do dia. Um final perfeito para um dia perfeito, só dos dois. Mais sempre se podia contar com Hermione para sacar um livro da bolsa...

_E por que logo esse livro? – Perguntou o ruivo, identificando a capa.

A castanha apenas o beijou. Ronald deitou e apoiou a cabeça em suas pernas, tendo o cabelo acariciado suavemente. O ruivo perdeu-se em comentários sobre o caso de Lucius e sobre as infrutíferas investigações no mundo trouxa. Mas ele não havia desistido...

_Ontem, Francis, David, Cassandra e eu reanalisamos tudo sobre o caso... Mas não conseguimos avançar. E Cassandra foi clara: não há nenhum trabalho de relevância do professor Voronin.

_Creio que a auror Baden deve então ter esquecido o significado da palavra “relevância”. Rony, o pai de Madeleine é um ícone na área de criação de feitiços. E pelo que você me contou...

_A doninha identificou os livros dele... Há algo aí, Hermione. Eu posso sentir.

_Eu estou analisando as obras do professor Voronin... Mas... Admito, esse livro aqui voltou a me intrigar...

Ignorando Hermione, as conjecturas de Ronald prosseguiram. A castanha apenas sorriu diante de tamanha empolgação e voltou-se para o livro, aquele mesmo livro purista de onde tinham enfim retirado às informações acerca da monstruosidade feita com Sirius.

_Sabe, creio que seguirei as indicações...

As palavras de Rony não cessavam.

_Tinha que ter visto a resistência de Nulan a entrar no metrô...

Por que Madeleine fizera tanta questão que aquele livro estivera consigo? Segundo Molly, a garotinha era tudo, menos uma “bruxa comum”. E se era dessa forma, havia algo naquele livro que deveria saber. Mas o quê?

_Estou com fome, Mione...

A noite chegou e a lua começava a se revelar para decorar a noite que se avizinhava. E Então, avançou para algo que, realmente, a deixou estarrecida. Havia entendido... Finalmente, havia entendido.

_Rony... Precisamos ir agora mesmo atrás do professor Snape.

Notas finais
_Papi, o padrinho da dinda não tá lá em cima... Remus já havia procurado na parte de baixo da casa. Após a saída de Severus, a quietude soou como um alerta. _Procurei até dentro do armário! _Ah, Sirius Black... O que você fez? A preocupação do pai deixou o garotinho preocupado também. O que teria acontecido com o tio Sirius? _O padrinho da dinda... Fugiu? _Acho que sim, filho... E Severus não vai gostar nada disso. _Já sei, papai! Já sei! - Disse o garotinho, correndo até o quarto dos donos da casa. _O que você já sabe... Teddy! Não corra! Teddy correu tão rápido que Remus teve medo de que ele despencasse escada abaixo. Assim que alcançou o filho, o menininho estava no quarto de Severus e Sirius e pulava feliz, com algo entre as mãozinhas. Remus se abaixou, ficando da altura do pequeno, mas ainda sem conseguir identificar o que o havia deixado tão eufórico. _Já sei o que aconteceu com o tio... Ele fugiu de casa, papi, mas estava sem isso aqui - e entregou o que trazia nas mãos ao pai. Remus ruborizou ao perceber que segurava uma coleira de couro preto, com o nome "Sirius" gravado nela... _Vamos, papi. Temos que parar a carrocinha dos trouxas! - E correu porta afora, com o pai bendizendo tamanha inocência.