Submisso

58 Capítulo 58 – O Lobo Ômega e o Veela Alfa


Notas iniciais
>Olá!!! >GENTE: EU PASSEI!!! KKKK SOU MUITO AGRACIADA PELAS ENERGIAS POSITIVAS DE TODOS!!! VALEU O APOIO MENTAL E DIGITAL DA GALERA!!!! >Cap só com um certo casal... >Eu surtei nesse, gente, sério. A ideias foram surgindo e eu não pude me controlar. >Agradecendo aos comentários de vcs. Vou responder aos que ainda faltam! >Espero que o meu surto não os desagrade! >Aos erros, revisarei em breve. >Sem mais, O LOBO ÔMEGA E O VEELA ALFA!

Capítulo 58 – O Lobo Ômega e o Veela Alfa

“Não houve antes nenhum tipo de relação entre eles. Na verdade, no passado, nada além de ojeriza crescera entre ambos. E aí, como se por passe de mágica, a despeito da ironia, a vida mudava, solapando antigas certezas, invertendo as posições de tudo e de todos.

Lucius o mirava entre vidrado e dominador, as duas estrelas prateadas reluzindo. Já ele, o lupino amaldiçoado, não conseguia compreender bem o que acontecia consigo, tampouco julgava adequado sentir aquele calor inexplicável em seu peito, cada vez que percebia ser alvo da atenção do loiro.

Quando se deu conta, já havia contado ao esnobe muitas passagens da sua vida, das frustrações durante o casamento com Tonks, da sua separação traumática ao fato de estar vivenciando uma batalha pela guarda do filho do casal. Lucius estava bem perto dele agora, abraçando-o de leve pelos ombros.

_Não tema, Remus. Adam Taylor é um dos mais brilhantes advogados que conheço. Ele fará até o impossível para obter a guarda de Teddy...

_Não duvido... Contudo, ele foi bastante claro e me explicou que a tendência dos juízes não é a de entregar a guarda da criança ao pai. Muito menos "apenas" ao pai. E, sei que não devo ser tão negativo, mas sou um lobisomem, Lucius. Certamente minha maldição deporá contra mim em qualquer tribunal.

Lucius se aproximou mais ainda. Por Merlin, agora podia sentir até seu alento.

_Não se desmereça por algo que não é culpa sua. Faremos o impossível para que você não perca a guarda de Teddy.

_Faremos? Como assim... Faremos?

A pergunta de Remus foi acompanhada de uma expressão de genuína dúvida.

_Sim, faremos. Eu não vou abandonar você, Remus – e Lucius Malfoy agiu com presteza e habilidade ímpar. Segurou o rosto de Remus entre as mãos e o beijou.

O toque entre os lábios acendeu uma excitação sem igual no lupino. Remus gemeu só de sentir o leve roçar daquela carícia. Mais confuso ainda, foi devorado pela boca do patriarca Malfoy.

A língua entrou sem pedir licença, explorando-o sem medo algum. Novos gemidos saíam dele sem que pudesse controlar. Por Merlin, o que estava acontecendo? Acaso o seu cérebro havia retrocedido à infância?

_Oh, desculpem-me pela interrupção... Vim chamá-los para jantar.

Lucius se afastou minimamente de Remus que, àquela altura, sendo pego “no flagra”, estava corado.

_Imagine, mãe. A senhora nunca interromperia. Remus e eu acabamos de assumir um compromisso.

O lupino arregalou os olhos... Compromisso?

_Fico muito feliz por vocês, meu filho. Er, bem... Remus também pode ter bebês? – E se antes Remus estava corado, agora as suas bochechas ardiam em chamas.

_Claro que pode...

Tão logo Esther voltou para dentro da casa, Lucius o encarou com determinação, a mão acariciando os sedosos cabelos claros de Remus.

_Por que me beijou? E como assim... Compromisso?

_Beijei seus lábios deliciosos, Remus, porque essa era a minha vontade e a sua também. E estamos compromissados sim, desde que eu te vi aqui na casa de Severus. Amanhã mesmo conversarei com Adam Taylor. Desfaremos o seu vínculo com Tonks o mais rápido possível e assim poderemos nos vincular.

_Você está louco?

O loiro o agarrou de novo, beijando-o com mais entusiasmo. Ah, era até maldade, sabia disso. O lobo o desejava com intensidade e veneração. Lupin era um patinho inocente antes as suas artimanhas bem planejadas, quer dizer... Um lobinho inocente.

_Ah, sim... Completamente louco de tesão por você. Vou te engravidar bem rápido, Remus. Nem Severus conseguirá te proteger de mim – e sorriu de forma libidinosa, voltando a beijá-lo com furor.”

_Lucius... Espera, espera... Assim não...

Lucius ignorou o pedido e continuou a beijá-lo. Internamente, tinha desfeito todos os conflitos com relação aos próprios sentimentos. Compreendeu que, desde antes, quando era consciente de quem era e fora preso em Azkaban, já tinha aceitado a morte de todos a quem amava. Chorou em luto por Narcisa e por seu filho, pois, para ele, era como se estivessem mortos.

Depois, durante o período incerto de tempo no qual permaneceu na névoa, sabia que precisava proteger seus entes queridos, mas sentia-se tão perto deles quanto o homem da lua. Lutou contra maldições das mais cruéis e, mesmo assim, não conseguiu impedir o fato de o utilizarem como se de um fantoche se tratasse. Lentamente, sua mente foi esmorecendo.

Felizmente, ou por algum tipo de mágica por ele desconhecida, foi capaz de fugir. E Frederick o salvara... O trauma foi bastante severo, bloqueando suas memórias, mas nunca o sentimento de perda. Então Andreas o trouxe de volta para a luz, assim como para a dor de confirmar que Narcisa, realmente, estava morta para ele, assim como ele estivera morto para ela. Chorou novamente, mas não sentiu um novo luto... Apenas reavivou o antigo.

Agora, sabia que nem tudo estava perdido. Precisava auxiliar Draco... Sua magia – e ele mesmo – estava cada vez mais forte e a magia veela que havia nele, nem de longe tão poderosa quanto à de Draco, o direcionou para um novo parceiro... Quem diria, não? Ele, um selvagem veela em sua essência, com um ômega? Realmente, a magia tinha desígnios que os bruxos mal podiam vislumbrar.

Anos atrás, quando Severus lhe contou sobre o casamento entre Lupin e Tonks, foi impossível não achar o enlace bastante... Estranho – para não dizer incompatível. Lembrou-se de ter perguntado ao amigo pocionista como aquilo seria viável, pois, ambos sabiam, Lupin não era um alfa, tampouco um beta. De fato, o Lorde das Trevas também sabia. E o motivo era ninguém mais, ninguém menos que Fenrir Greyback.

O lobisomem desejava Remus Lupin desesperadamente e o próprio Voldemort o prometeu como troféu de guerra. O motivo de tamanha obsessão era o fato de Remus ser um ômega, toda uma raridade entre os lobisomens. No entanto, Severus descobriu muito antes e, ainda em Hogwarts, o alertara sobre o mais bondoso dos marotos.

“_Lucius, acabo de descobrir algo surpreendente... O cretino do Black ficará furioso quando...

_Novamente querendo dar o troco em Sirius Black? Severus, por favor, ignore o primo da minha noiva. Ele é só um doidivanas, sei disso, mas essa perseguição entre vocês beira a psicopatia.

_Não é você o alvo das armações dele, Lucius... Ele quase me matou e o que o diretor Dumbledore fez? Nada, absolutamente nada de verdadeiramente eficaz... Você já está no último ano. Como eu ficarei aqui depois, sem ninguém para me ajudar a conter as loucuras daquele lunático?

O loiro se conteve e nada mais disse. Ainda se lembrava da fúria de Severus cada vez que era alvo das “armações” do Black.

_Eu estava entrando na enfermaria e ouvi parte de uma conversa bastante peculiar.

_Não sabia que gostava de fofocas, Severus...

_Eu não sou fofoqueiro. Foi uma feliz coincidência... Remus... Remus Lupin estava lá... E apenas confirmei algumas suspeitas que tinha...

_Fala sobre aquele novato de cabelos e olhos claros? O franzino que anda com Black e a patota de imbecis? Não vejo nada demais nele... Lê muito, é bondoso e justo com todos... Todo um leão.

Snape apenas assentiu, o rosto contraído numa expressão de êxtase.

_Oh, para você quase rir, deve ser algo realmente interessante...

_E é... Quando eu espalhar essa notícia, a moral dos imbecis será exterminada de uma vez. Dumbledore me impediu de revelar o que ele é, contudo... Não me impediu de revelar o que acabei de descobrir. Para muitos são como lendas, mas eu sei que você, todo um macho alfa veela de família ancestral, compreenderá muito bem... Ele é um ômega.

_Um ômega? Então ele é um... – E ao que o amigo apenas piscou, sabia que estava sob um juramento. Não poderia dizer muito mais do que aquilo. – Como soube disso? Como soube sobre os ômegas? Poucas famílias com sangue de criaturas mágicas sabem do que se trata esse termo!

_Os aterrorizantes homens lobo passaram a me fascinar, desde a minha experiência traumática... Eu me aprofundei e estudei tudo sobre eles, Lucius. Tenho agora os meios de levar a minha vingança a termo, de forma silenciosa e camuflada. E então, a sorte me agraciou e eu pude confirmar minhas suspeitas.

_Isso é muito sério. Caso espalhe essa novidade, sabe o que vai acontecer a ele, não sabe? E menciona ainda ‘vingança silenciosa e camuflada’? Ter o diretor Dumbledore como inimigo não é sinal de agudeza de raciocínio, meu caro.”

Lembrou-se então de como, por horas, Severus e ele conversaram e pôde, por fim, convencê-lo a não divulgar aquela informação. Não tinha na época sentimento algum com relação ao lupino, apenas sabia que se o canídeo estava sob a proteção de Dumbledore, ah, aquele era um alvo protegido demais para as garras de Snape alcançarem.

Toda a proteção era mais que necessária... Ômegas entre os lupinos eram como diamantes dentre o mais vil dos metais. Por isso, quando soube do “casamento” entre Remus e Tonks, imaginou que Greyback irromperia no local da cerimônia, furioso, querendo o que, segundo o próprio, era dele por direito. Algo que hoje, sinceramente, ele mesmo pensava acerca da relação que tinha com Remus.

Voltando-se para questões bastante elementares da natureza animalesca de alguns bruxos, os machos alpha[1], como Greyback, Draco e ele mesmo (ora, veelas eram seres selvagens) lideravam, tendo nos betas o apoio para tal liderança. Esse fato era bastante comum quando viviam em grupos maiores (o maior desejo de Greyback). Já nos ômegas, tanto alfas quanto betas encontravam os parceiros perfeitos, pois fêmeas alpha e ômegas eram procriadores por excelência.

Os ômegas eram adaptáveis, flexíveis e submissos, sem exceção o que, possibilitava uma completa dominação. Lobisomens ganham o respeito do grupo através de demonstrações de força, rosnados e ranger de dentes, algo que, convenhamos, os ômegas não podiam demonstrar. Ômegas apenas obedecem. Já o mesmo não ocorre com as fêmeas alfas...

Muitos alfas, apesar de terem fêmeas alfas capazes de gerar lupinos puros, preferem os ômegas. A razão é deveras simples: as fêmeas alfas não são, para nada, submissas, adaptáveis ou flexíveis. Elas eram tão naturalmente dotadas de instinto de liderança, quanto os machos alfa, o que gerava tensões e conflitos que, vez por outra, acabavam com a própria matilha. Daí a obsessão com os ômegas...

Entretanto, o fato de serem desejados não trouxe aos ômegas benefício algum. Lobisomens não eram veelas... Lobisomens não eram essencialmente sedutores, mais sim dominadores. No geral, agiam com agressividade com os seus ômegas. E justamente por ser alvo constante de violência de alfas e betas, a maioria dos ômegas tendia a viver de forma apartada dos demais lobisomens, sendo rotineiramente classificados como solitários. Lupin era o típico Lobo Solitário.

Nos mais antigos registros sobre os lobisomens no Mundo Mágico, os ômegas são retratados como elementos fundamentais na manutenção da paz e tranquilidade na matilha, assim como aos que com ele conviverem (quando, no caso, não participarem de um grupo de lobisomens). Portanto, se o beta auxiliava o macho alfa, o ômega o amansava quando preciso, de um jeito muito sensual e prazeroso. Depois de deflorados, se tornam mais e mais atraentes, belos e apaixonados, atendendo a todos os desejos de seus senhores. Ora, quem não queria um ômega para chamar de seu?

Infelizmente, encontrar ômegas era raro, pois a violência que sofriam os levara à destruição. Na atualidade, os poucos que se dedicavam a estudar os lobisomens puros e os transformados julgavam os ômegas extintos. Já a dádiva que possuem, a de gerar, foi ignorada pela sociedade bruxa ao longo dos séculos, nublada pelo extremo preconceito contra os lupinos. Ainda assim, em ocasiões únicas, um lobisomem transformava um bruxo que, incrivelmente, ao ser vertido num pária, adquiria a capacidade de reproduzir.

Quando então reencontrou Remus, bondoso, solícito e sozinho, ah, seu lado veela, como o bom macho alfa que sempre fora, ganhou força e se mostrou bastante dominador. Seu luto por Narcisa, iniciado muito antes, chegou ao fim quando se deu conta de que sempre a amaria, mas que não abriria mão de reconstruir sua vida. Para tanto, foi ágil, ardiloso e deu o bote, sem pestanejar.

_Ah... Lucius...

Remus não resistiria. Teria-o para si naquela mesma noite...

_Desculpe incomodar novamente... Vamos jantar? Sirius já fez uma refeição leve, bem mais cedo. Severus ainda não chegou, portanto, somos Fred, eu e vocês...

Remus estava mais vermelho que os cabelos de Ronald, pois a bondosa senhora o vira, dessa vez, afastando as mãos de Lucius que, incrivelmente, conseguiram se esgueirar para dentro de suas vestes.

Como se nada demais tivesse acontecido, o patriarca abusado o conduziu para a sala de jantar. Já Lupin, agradecendo mentalmente à Molly por ter ficado mais um dia com Teddy, deixou-se levar, a mente trabalhando em possíveis rotas de fuga. Não queria ignorar os avanços de Lucius, mas sabia bem o que o esperava se anuísse as intenções do patriarca.

Lucius havia esperado calmamente o jantar passar, entre piadinhas de Esther e Frederick acerca do mais que rápido compromisso... Depois, com sua lábia serpentina, queria conduzir Remus ao, agora, seu escritório particular, com a desculpa de que precisava da ajuda dele para rever as informações deixadas por Pansy.

Remus poderia até ser ingênuo em algumas situações, mas não era imbecil. Por mais que o esnobe Malfoy mantivesse uma expressão neutra e cordial, teve uma boa amostra do quanto ele podia ser impetuoso e... Dominador.

Até agora tentava entender o que aconteceu na varanda. O sabor dos beijos de Lucius prosseguia bem marcado em seu paladar, tal como se o tivesse registrado com ferro em brasa. Sua pele ainda estava arrepiada dos toques dele... O que estava acontecendo, afinal? Seu lobo virou poodle amestrado nas garras do veela...

_Aguardo-o lá em cima, Remus.

_Ah, certo... Vou apenas explicar novamente a Frederick como funciona uma chave de portal...

_Isso é incrível, sabia? – A voz de Fred revelava estupefação desmedida. – Vovó, sem metrô lotado, sem engarrafamentos... Incrível mesmo.

Esther esperou Lucius deixar o ambiente para fazer o seu comentário acerca do quão incrível era o Mundo Mágico.

_Incrível mesmo, Fred, é a possibilidade de homens engravidarem... Isso sim é algo inesperado, assustador e fabuloso.

Remus sorriu, já imaginando a que a mãe de Lucius se referia. Precisava ter uma conversinha com o loiro acerca desse tema também. Passou mais algum tempo comentando sobre as maravilhas do transporte bruxo, com Frederick parecendo ser um Arthur Weasley às avessas, e decidiu ir ao encontro do loiro. No caminho, interrompeu o percurso ao entrar rapidamente no banheiro. Enquanto escovava os dentes, pensava no loiro e no que ele dissera sobre compromisso e... Filhos...

Por Merlin, Lucius só poderia estar ainda muito afetado pelas maldições das quais foi vítima. Ele não poderia estar falando sério, poderia? Não fazia sentido... Por mais que sentisse que seu lobo era mais que receptivo aos avanços – e tinha medo de não conseguir se controlar e ser muito mais que receptivo -, ele era um pária para a sociedade bruxa... Como um Malfoy poderia sequer imaginar algo parecido?

Resignado a esclarecer os fatos, chegou ao escritório. Bateu de leve na porta antes de entrar. Incrivelmente, Lucius estava mesmo trabalhando. Ah, ele ficava sexy atrás daquela mesa de escritório, sustentando aquela expressão de concentração... Ora, o que estava pensando? É, Remus sabia... Por Merlin, estava perdido. Dumbledore o havia alertado... “Um dia Remus, um dia será impossível fingir ser o que não é. Ninguém vive eternamente numa mentira, ainda que muito bem contada.”

O momento chegara, de verdade? Não, não... Não agora. Havia Teddy e toda a questão da guarda... Seu lobo cansou de ir contra a natureza e, literalmente, estava se colocando numa bandeja de prata para ser atacado pelo veela pai. Como Lucius sabia da sua condição?

_Obrigado por ter vindo, Remus. Venha, sente-se aqui ao meu lado, por favor... Tenho que organizar os últimos balancetes antes de retomar o controle da minha empresa.

_Não sei nada sobre balancetes, Lucius – revelou o lupino, já se sentando no local indicado. – Na verdade, ignoro a nobre arte da administração de negócios.

_Ora, não se preocupe. Se puder organizar esses documentos por data e assunto, acredite: já será uma ajuda valiosa!

Surpreso por Lucius realmente estar trabalhando, Remus voltou a sua atenção para a grande pilha de documentos que o loiro lhe indicara. Demorou um tempo para pegar o ritmo da tarefa, mas assim que se adaptou ao mecanismo do trabalho, avançou consideravelmente.

As horas passaram rapidamente, pois Lucius conversava com ele em alguns momentos, contando casos curiosos que vivenciou em sua vida profissional. Ah, ele era um homem arrogante sim, sabia disso só por ouvi-lo falar, mas, nossa... Era incrivelmente atraente.

_Bem, acho que já terminamos... Amanhã terei tempo de sobra para sugar de Pansy Parkinson toda a informação que desejo aprofundar.

_Eu ainda não organizei todos os... – E num floreio de varinha do esnobe loiro, os últimos documentos que Remus tinha em mão desapareceram.

_Agora quero falar sobre nós dois.

_Não há um “nós dois”, Lucius.

_Remus, será mais fácil se você apenas parar de atuar...

A mudança na conversa foi sucedida por mais uma lufada de magia e Remus foi parar no colo do veela. O corpo do lupino foi envolvido pelos braços do esnobe Malfoy, impedindo que tentasse se livrar do enlace.

_Ei! Solte-me!

_Não... – Começou Lucius, os olhos marcando território, dominando as íris douradas. – Sei que nem ao menos perguntei o que pensava sobre nós, mas não voltarei atrás em minha decisão. Você é meu... Total e completamente meu. sabe, creio que podemos tentar romper seu vínculo com Tonks... Pode dar certo, assim não teríamos que esperar até Adam fazer a sua mágica. O que acha, Remus? Posso usar bastante magia e, com a sua entrega, teremos grandes chances de romper o vínculo por nós mesmos.

_Está louco de verdade – e se esforçou para sair, mas havia uma força estranha que o mantinha colado ao veela.

_Chega de bancar o lobo dominante, meu caro. Eu sei o seu segredo... Há anos sei dele, mas nunca imaginei que chegaríamos a essa situação tão peculiar. Talvez nunca, se Narcisa ainda fosse viva. Entretanto, estamos aqui, você e eu, Alfa e... Ômega.

Remus arregalou os olhos, preocupado. Então ele sabia... Ele sabia... Por Merlin, escondeu tão bem... Usava roupas largas e gastas, deixava sempre a barba e o bigode bem masculinos... Não, ele só poderia estar blefando. Raros bruxos conheciam daquela ancestral possibilidade.

_Não sei do que está falando, Lucius. Agora, se puder fazer a gentileza de me soltar, eu gostaria de ir me deitar e...

_Ainda não entendeu? A sua vontade não é relevante agora, Remus... É o seu lobo interior, ele despertou meu lado mais instintivo veela. Curioso que não tenha sido com Draco, mas assumo que o amor que meu filho professa por Harry Potter o tenha impedido de identificar seu lado mais submisso, meu caro.

A cada palavra do esnobe, Remus se apavorava mais e mais. Os toques em seu corpo, a força da voz dele que, em ondas de domínio, o faziam desejar obedecer plenamente a qualquer comando... Não podia acreditar nisso!

_Eu não sou um veela tão poderoso quanto o meu filho. Contudo, tenho magia veela suficiente para não ser indiferente ao seu chamado, caro lobo... Você me deseja, você me quer desesperadamente... Você precisa ser dominado por mim, tanto quanto precisa de oxigênio.

_Devem ter batido muito forte na sua cabeça – e num movimento brusco conseguiu ficar de pé.

A sensação de liberdade durou pouco, pois o veela estava mais que empenhado em ter o que julgava ser seu por direito. Num ágil movimento, ficou de pé, virou Remus para si e o projetou sobre a mesa do escritório. A força que utilizou foi suficiente para a mesa estremecer. De onde Lucius tirava toda aquela energia, afinal? Ele... Ele ainda estava se recuperando!

_Se não me soltar agora, vou azarar você.

_Gostaria de vê-lo tentar, lobinho...

Furioso com aquela provocação, o “lobinho” sacou a própria varinha. Já Lucius aproveitou para mordê-lo no pescoço, dando sequência a uma sucessão de lambidas quentes, que começavam próximas a orelha e desciam ombro abaixo...

_Solte a varinha agora mesmo, Remus.

Enquanto sentia a parte superior das vestes sendo abertas com violência, Remus amolecia os dedos, perdendo a varinha no processo. Não podia... Não conseguia desobedecer... Ah, aquela maldita coisa de lobos! Por isso fugiu... Por isso esforçou-se para ter uma relação conjugal com Tonks... Ele era sim um ômega, um maldito submisso ômega que estava mais que desejoso de ter um líder a quem seguir.

Com lágrimas nos olhos, e ele ainda tentava decidir se eram de excitação ou de desesperação, foi tomado pela sensação dos beijos de Lucius que, incrivelmente, parecia crescer diante dele, todo um predador. Estava tão estupefato com as próprias reações, que nem se deu conta do abrir da porta, tampouco do sorrisinho safado no rosto do Malfoy.

Parte dele queria descer daquela mesa e fugir para bem longe, mas o loiro o agarrava com força, impedindo-o de descer... O pior de tudo é que ele mesmo não era capaz de definir se desejava, verdadeiramente, fugir ou ficar ali mesmo, sendo alvo das atenções e carinhos que há anos ansiava. Aquela hesitação encantava o veela, dava-lhe ímpeto para prosseguir em seus intentos. Sabia que seus olhos dourados refletiam excitação e incompreensão. Por Merlin, ele já não era um adolescente...

_Remus... Acho que Severus não dormirá bem essa noite... – Revelou num sussurro, embora ele mesmo não fosse capaz de entender o porquê de Severus não conseguir dormir bem.

O veela agora o apalpava descaradamente, beijando-o e lambendo-o sem pudor algum. Tomado pelo prazer, Lucius rasgou as vestes do lupino de uma só vez, revelando aquele corpo nunca antes explorado por um verdadeiro alfa dominador, lobisomem ou não. Pegou a varinha e transfigurou a mesa numa cama. Não chegariam ao quarto... Não mesmo. Tomaria-o para si naquele instante. Lacrou a porta e insonorizou o escritório afinal, traumatizar Severus era divertido, mas não gostaria de fazer o mesmo com a sua doce mãezinha.

_Não... Não... Lucius... – E tentava se esconder, sem sucesso algum.

Remus estava nervoso, confuso e louco de desejo, tudo ao mesmo tempo. Já Lucius era o oposto. Com convicção acomodou o ômega na cama e aproveitou para degustar cada pedacinho daquela pele quente e convidativa.

_Você se esforçou muito para ser o que não é – e num floreio de varinha, deixou a face de Remus lisa, sem pelos... – Ah, bem melhor... Bem mais ômega, não?

_Você é um idiota! – Reclamou o ômega, enquanto se dava conta de que agora seu disfarce estava sendo destruído pelo loiro.

Seminu, excitado e sendo feito de capacho por Lucius... Ah, se esse era o destino de um ômega, preferia a morte lenta. Empurrou-o e se virou, engatinhando sobre a cama – uma cama! O maldito transfigurara a mesa numa cama!

_Não vai a lugar algum – e Lucius o puxou pelo pé.

_Solta a minha perna!

Pôde sentir as garras do veela arrastando cama adentro, depois puxando os seus braços para trás e, na sequência, mais uma lufada de magia sobre si... Mentalmente, amaldiçoou a hora na qual o presenteou com uma nova varinha!

_Incarcerous.

Cordas se colaram às mãos de Remus, prendendo-as com força nas.

_Idiota! Libere as minhas mãos, Lucius!

_Não – e o “não” foi dito bem ao pé do seu ouvido, fazendo-o a sua pele estremecer. – Você vai ficar aí, quietinho, apenas me aguardando, Remus. Você é meu.

Lucius o manteve deitado de costas, aproveitando para livrá-lo do resto das roupas. A visão do lobinho amarrado, dominado e a sua disposição o fez endurecer. Livrou-se das próprias vestes com vagar, rindo das tentativas frustradas do ômega em ficar de pé e correr bem depressinha para longe dali.

Lupin virou o rosto para ele, encarando-o com fúria. Era uma posição dolorida, mas os olhos dourados encontraram os cinzas. Ah, se ele soubesse que mirá-lo daquela forma excitava ainda mais o veela...

_Você viveu sem um macho alfa a sua vida inteira, Remus. Eu posso sentir claramente o pedido desesperado do seu lobo... Atenderei ao chamado, mesmo que tenha que quebrar a sua teimosa resistência...

Remus sentiu um arrepio lhe percorrer... Ver Lucius sem roupa alguma, projetando-se sobre ele... Nossa, era como ser tomado por um sentimento antigo e visceral. Ele queria ser dominado, mas ao mesmo tempo desejava fugir. Contraditório, não? Entretanto, era assim que sentia... Teve os cabelos acomodados atrás da orelha, sentindo o delicado toque dos dedos do seu dominante.

Ah, a excitação o convulsionou. Gemeu alto e seus olhos se verteram em ouro líquido só com um mínimo gesto de carinho. Seu alto intelecto teimava em não aceitar o que seu coração lhe afirmava com força: queria ser dele... Pouco importava se apanhasse, se o amarrasse inteiro, se o esfolasse vivo... Queria sentir o vela dentro de si e queria já!

Os beijos recomeçaram na sua nuca e as sensações se irradiaram até a ponta dos dedos dos pés. Por Merlin, gozaria só com os beijos de Lucius... Antes tinha conseguido se controlar mais, contudo, agora era diferente. Estava exposto, preso, domado pelo poder do veela... E vergonhosamente não repudiava a sensação.

Ele nunca fora tomado por homem algum. Nunca permitiu que ninguém o domesticasse, tal qual fosse um cachorrinho amestrado. Na verdade, sempre fugiu dos alfas e betas. Todos os bruxos com sangue mesclado aos das criaturas mágicas, fossem das trevas ou não, podiam reconhecer os mais poderosos e dominadores. E não havia incompatibilidade entre eles.

Sempre fugiu do convívio com outros lobisomens, pois conhecia o seu futuro caso com eles compartilhasse uma vida. Dentre os varões comuns, sem sangue misturado, podia figurar como “mais um” e até ter uma vida tranquila com uma mulher. Foi o que fez, ou melhor, tentou fazer... Nymphadora exigiu dele mais do que ele podia fornecer e o casamento acabou. Mas ele tinha Teddy e pensou que poderia prosseguir feliz, com sua cria, sem ter que se preocupar com continuar a fugir.

Desde o fim da guerra, o número de lobisomens havia decaído sensivelmente. Raros eram os casos de ataques de lupinos depois que Greyback havia sido preso e, com a ignorância acerca das capacidades dos ômegas se mantendo, imaginou que poderia sim viver com seu filho, sem se preocupar em ser alvo do interesse de nenhum alfa. Ledo engano. Não percebeu seus próprios instintos animalescos clamarem por Lucius, um veela alfa que, vejam só, não só reconheceu seu chamado como também correu desesperadamente para atendê-lo.

As mãos de Lucius o apertavam com vontade desmedida, marcando-o tomando-o com ímpeto e necessidade. Quando o toque em sua entrada veio, percebeu que nunca na vida tinha se sentido tão vulnerável... Mordidas nas suas nádegas, beijos e carícias molhadas da língua do veela naquela parte tão sensível de sua anatomia... Ah, gozou com vontade, ao mesmo tempo em que o primeiro dedo do veela resvalava dentro dele.

_Vou desflorá-lo, Remus... E vai ser muito bom... – E sorriu, arrogante, inserindo um segundo dedo, alargando o canal com cuidado.

O lobinho sentia o entra e sai dentro de si, mas já não tinha ânimo para resistir. Estava extasiado... Nunca pôde supor que seria daquela forma. Cada partícula de seu corpo uivava ansiosa por Lucius. Ele não reclamaria mais, não tentaria escapar... Faria só o que ele dissesse, o respeitaria, se jogaria no chão se ele acenasse... Por Merlin, alguém deveria bater nele, para que esses pensamentos não mais se formassem em sua mente!

_Ah, você é perfeito para mim... – E Lucius o virou de frente, abrindo as suas pernas e se encaixando entre elas. – Meu ômega... Só meu... Vamos tentar desfazer o seu vínculo com a metamorfa, por nossa própria conta.

O cinza tempestuoso se expandiu e atingiu o dourado vibrante, envolvendo-o num beijo profundo e esfomeado. Remus sentiu as suas pernas sendo afastadas ao limite. O contato da sua pele com a do veela o acendia, excitava... Era enlouquecedor.

_Lucius... Não... Mais...

Era difícil até falar. Já estava duro novamente. Sentia sua entrada pulsar em exigência de mais, quando os dedos o abandonaram... Vergonhoso...

_Você me quer, eu sei... Ah, eu também quero fazê-lo meu...

O veela o penetrou de uma só vez, bem forte e fundo, abrindo-o com vigor. O grito de Remus foi sufocado por outro ósculo igualmente necessitado. Não houve espera, não houve pausa alguma para que seu corpo se adaptasse... As penetrações já se iniciaram num ritmo agitado, circulares e o tomavam com vontade.

As mãos não foram desamarradas em momento algum, impedindo que Remus tocasse o corpo oposto ao seu. Sufocante... Era sufocante a sensação de ser devorado vivo... O entra e sai dentro de si aumentava em velocidade, queimando sua entrada com a intensidade da fricção dos corpos. Ele se contorcia de desejo de se tocar, mas Lucius apenas sorria malicioso com um ar bem sacana. Era como se lhe dissesse: “você só faz o que eu permito”.

O veela então o apertou contra si, erguendo-o e sentando-o sobre seu membro grosso e longo. A profundidade que atingiu foi tamanha que fez o lobinho uivar alto, perdido em prazer. As garras de Lucius o envolveram pela cintura, elevando-o e empurrando-o, para cima e para baixo, com força e precisão.

_Ah, deveria ver a si mesmo agora, Remus – e mordeu seu pescoço a ponto de sangrar. – Tão sexy...

As estocadas continuaram num ritmo alucinado, com o veela obrigando-o a cavalgá-lo sem parar. Não que desgostasse, que fique claro. Lucius o acertava reiteradamente em certo ponto que, por Merlin... Só rogava para que não parasse nunca. Agora entendia o porquê de ter fugido por anos dos alfas... Eles tinham um extremo poder sobre os ômegas... Quem o faria se mexer mais e mais, gemendo sem pudor?

_Desamarre as minhas mãos...

_Não – e Lucius o moveu novamente, colocando-o de quatro na cama.

O rosto de Remus estava meio afundado no colchão, abafando os sons da sua respiração descompassada. Lucius voltou a penetrá-lo, colando o tórax nas suas costas... Sentiu-se desfalecer quando as mãos do esnobe envolveram o seu membro, acariciando-o lascivamente, incentivando-o a se derreter inteiro.

Intencionalmente, a serpente tornou o ritmo das penetrações mais lento, quase saía por inteiro do canal apertado de Remus para então voltar a entrar, com sofreguidão, sentindo-o se contorcer de prazer, se abrir mais, levantar os quadris e se esfregar nele, como se implorasse para que o submetesse com força e sem piedade.

_Ah, Lucius...

_Meu... Para sempre...

Afogado em desejo e transbordando de prazer, assim estava o lobinho. Agora compreendia o que levava alguns ômegas a permanecerem junto de seus alfas, mesmo com todas as agressões que sofriam. Estava tão confuso, tão sufocado pelos estímulos...

_Lucius... Não... Não aguento mais...

_Só mais um pouco, Remus.

Remus se perguntava como o loiro conseguia se manter tão controlado. Era perceptível que estava envolvido e sentindo tanto prazer quanto ele, contudo, ainda assim, a astuta serpente mantinha parte de sua mente sagaz longe dali, controlada e pensando sabe-se lá o que... Ele soltou seu membro e pegou a varinha, lançando um feitiço... O que ele estava fazendo dessa vez?

_Oh, por Merlin! O que... O que é isso?

Lucius apenas riu, enquanto permitia que a magia veela que também fazia parte de sua essência se revelasse por inteiro.

_Minha magia veela vai destruir o vínculo com a metamorfa. Será intenso.

Remus a sentiu como uma carícia sensual e quente, que penetrou por seus poros, levando-o ao limite da sanidade. Não conseguia explicar o que sentia. Estava desesperado... Afundou o rosto no colchão para abafar o irreprimível grito de prazer. Já Lucius o abraçou com força, colocando-o sentado sobre si.

Dessa vez, o loiro tinha acesso irrestrito a sua nuca e pescoço. Remus já nem sabia o que estava fazendo... Sentia apenas o suor de ambos se mesclando, juntamente com a magia do veela. Colou suas costas ao tórax do alfa quando as mãos dele o seguraram por trás dos joelhos, puxando-os para cima e abrindo-o de forma quase obscena para as incessantes penetrações.

Então mais sentiu que o ouviu rir, cheio de malícia. O choque dos corpos era incessante... Ele não queria parar, tampouco Lucius. Jogou a cabeça pra trás, dando livre acesso ao seu pescoço para o loiro que, guloso, o marcou ali outra vez, sugando com força.

_Abra os olhos, Remus... Olhe... Olhe para como você é, de verdade.

Não conseguindo desobedecer, Remus abriu os olhos e arfou com a visão do reflexo de ambos num grande espelho. Era uma cena deveras pornográfica, cena esta muito bem dirigida por Lucius. E aquele ser cheio de curvas e que rebolava no mesmo ritmo cadenciado das penetrações, não era outro senão ele mesmo... Sua pele estava diferente, seu olhar estava diferente... Seu lobo ômega tão bem camuflado fora trazido à superfície pelo veela alfa.

O riso safado de Lucius só confirmava as suas suspeitas: caíras nas garras de um dominante bastante pervertido. A cena era... Um atentado aos bons costumes! O veela estava sentado na beira da cama, com ele no colo e de pernas abertas ao limite máximo, completamente exposto para o espelho. Uma coisa era sentir o membro intumescido do loiro entrando em si, outra bem diferente era ver a sua entrada se abrir e se moldar ao pênis do veela, uma, duas, três... Infinitas vezes...

_Ah, por favor... Por favor...

Lucius entendeu e atendeu ao pedido, fez desaparecer o espelho e voltou com ele para o cento da cama. A magia veela se expandiu e Remus foi mudado de posição mais uma vez. Novamente de quatro, como o seu lobo desejava... As mãos de Lucius voltaram a estimulá-lo, acariciando seu falo já gotejante. E então, as penetrações voltaram ao ritmo inicial, cheias de vigor e fúria.

A magia envolveu a ambos, mesclando-se às penetrações e Lucius sussurrou, exausto: “nosso vínculo foi formado. Você é meu... Para sempre”. Para sempre... Dominado para sempre... Ah, derreteu-se inteiro gritando o nome do alfa, do seu dominante, sentindo o líquido em brasa preenchendo-o por dentro.

[1] Também existem as fêmeas alfa. Alguém aí pode dar o exemplo de uma? rsrs

Notas finais
_Vamos Teddy, você precisa dormir... _Mas estou sem sono, papai... Conta mais uma história, por favor... Resignado, Remus se sentou na cama do filho. Não pôde conter a expressão de desconforto que fez. Maldito Lucius... _O que foi, papai? Tá machucado? _Oh, não... _Ah, tá sim... Olha aqui! – E o dedinho de Teddy apontou para o pescoço do pai, exatamente para o local onde havia uma marca arroxeada. Remus ficou vermelho, mas foi salvo pela entrada de Severus. _Remus, Sirius está incontrolável. Preciso que converse com ele, ou eu vou... Ainda acordado, Teddy? _Teddy quer ouvir mais uma história... _Tio Sev, o meu papai tá machucado. Teddy já havia se sentado na cama e mostrou ao “tio Sev” o “grave” machucado do papai. _Machucado, é? – E sorriu maldoso ao compreender o que aquela marca significava. – Não se preocupe, Teddy. Sirius vai curar o seu papai. Vá Remus, eu o coloco para dormir... Envergonhado pelo sorrisinho do amigo, Remus ficou de pé com cuidado. _Tio Sev, acho que o papai também machucou o bumbum. Você caiu da vassoura, papai? Severus gargalhou alto e com gosto, já Remus ficou com o rosto queimando de vergonha. _Não, seu pai não caiu da vassoura, pode ficar tranquilo. Ele só precisa ter mais atenção ao lidar com as criaturas mágicas. Vá, Remus... Eu ficarei aqui com Teddy. Acabei de me lembrar de uma ótima história. _É mesmo, tio? _Severus... _Ora, não confia em mim, Remus? O lupino se afastou e já do lado de fora do quarto ouviu: _A história se chama ‘quem tem medo do veela mau’. Era uma vez uma vez, um lobinho muito inocente... Ele tinha olhos dourados... _Oh, como o meu papai! _Exatamente, Teddy. Você é muito observador...