Submisso

59 Capítulo 59 – Decisões


Notas iniciais
>Olá!!! >Submisso de volta, embora, como eu já disse em Subjugado, vai ser difícil atualizar por um tempo (algumas semanas). Contudo, como vcs são maravilhosos, eu prometo que, assim que der (minha vida é uma loucura), eu atualizo! >Amanhã responderei aos lindos e maravilhosos comentários de Subjugado! >Agradecendo aos leitores e leitoras que me lisonjeiam com a presença, as dicas, o carinho, os puxões de orelha! Vcs são 10! >Aos erros... Amanhã (ops, já é amanhã... Núbia Chaud, por que vc não dorme???) >Sem mais, DECISÕES!

Capítulo 59 – Decisões

Severus chegou a casa e encontrou Esther e Frederick na sala. Cumprimentou-os e, depois de ficar a par das peripécias do esposo, fez um breve lanche na cozinha.

Satisfeito e bastante cansado, rumou para o quarto. Já estava quase abrindo a porta quando viu uma luz tênue vinda da porta do seu escritório. Lucius e ele conversaram acerca da possibilidade de transformá-lo num escritório para gerir a Malfoy C.O., mas Lucius precisava entender que estava se recuperando e que não deveria abusar trabalhando até muito tarde.

Preocupado com o amigo, refez seu caminho e, sem sequer bater, abriu a porta do novo local de trabalho do patriarca Malfoy. E como se arrependeu então... Seus olhos viram o que não deveriam ver... Sobre a mesa do escritório, o loiro agarrava Remus, impedindo-o de descer (não que o lobinho realmente desejasse fugir). Os olhos dourados vibravam de excitação e incompreensão, além de refletirem o mesmo ímpeto e desejo que via nos olhos de Sirius, quando faziam amor.

Já Lucius, sabendo mais do que bem como induzir a excitação e dominar o parceiro, agigantava-se sobre Remus, apalpando-o, beijando e lambendo o outro, da boca aos ombros que, sem que o lobinho quisesse, já estavam à mostra. Por Merlin, todo um horror! Traumatizado, Severus voltou para o quarto, amaldiçoando a hora em que decidiu ser atencioso com Lucius Malfoy.

Certamente, o trauma de presenciar a ceninha erótica no seu antigo escritório demoraria a passar. Balançando a cabeça em negativa, entrou no quarto fazendo o mínimo de barulho possível, pois, segundo Esther, Sirius dormia tranquilamente.

_Finalmente!

_Sirius... – E a sua expressão se contraiu ao vê-lo ali, mais que desperto. – Por que ainda está acordado?

O animago apenas o mirou. Ah, havia um misto de fúria e decepção naquele olhar, sabia disso, assim como sabia o motivo. O que poderia fazer? Fora tomado pelos acontecimentos o dia inteiro e, infelizmente, mal o vira.

_Esther me disse que já tinha dormido.

_Estou sentindo um pouco de dor, por isso acordei. Onde você esteve até agora?

Snape correu até a cama.

_Dor?

_É, só um pouco... Nada que não seja esperado, certo? – Comentou por alto, mantendo o olhar fixo no marido. – E então? Onde você esteve o dia inteiro? Fiquei aqui sozinho, sem notícias suas...

_Preciso de um banho. Depois contarei tudo o que aconteceu no meu dia, certo?

Antes de se dirigir ao banheiro, lançou um accio e convocou uma poção.

_Beba... É para a dor.

_Achei que não pudesse beber poção alguma.

_Pode sim, com muita moderação. Mínima Influência mágica não significa nenhuma magia.

O doncel estava visivelmente entediado, mas não reclamou. Apenas acompanhou o marido com o olhar até que sumisse pela porta do banheiro. Sentia-se prisioneiro mais uma vez. É claro que, agora, sabia que a responsabilidade fora inteiramente sua. Odiava-se por estar naquela situação.

O dia passou lento e preguiçoso. Teve as idas e vindas de Esther, depois Remus... Queria ver o afilhado, contudo, sabia que o mesmo não poderia visitá-lo. Tédio... Tédio... Tédio... Não reparou que fazia “caretas” até ouvir o gargalhar de Snape.

_Preciso registrar esse “bico”. Assemelha-se muito ao de Harry Potter por não poder se entupir de chocolates.

_Muito engraçado...

Severus não se incomodou em só estar vestindo uma calça de tecido leve e, ainda sorrindo, desistiu de secar melhor o cabelo, indo de encontro ao esposo. Ah, como queria arrancar a roupa de Sirius e fodê-lo até que perdesse a consciência!

_Severus, o seu cabelo está pingando... – Reclamou o animago quando, ao ter o marido deitado do lado dele, gotas de água gelada lhe molharam o rosto.

_Eu sei – e com um feitiço, secou as melenas escuras.

_Faz para me provocar, não é? Eu nem tenho a minha varinha comigo!

_E não a terá por um bom tempo. Sente-se melhor?

Não querendo discutir, Sirius optou por apenas assentir. Severus se inclinou sobre ele, beijando-o com cuidado e zelo. O beijo foi calmo e cheio de entrega, mordendo os lábios de leve, acompanhados de um gemido por parte do doncel. Aproveitando o momento, as mãos grandes do pocionista o acariciaram na face e depois, desceram ao ventre já redondinho.

_Pensei que estivesse com raiva de mim...

_Ah, mas eu estou. Contudo, como o desejo e o amor que sinto por você superam qualquer outro sentimento, vou castigá-lo depois, quando estiver recuperado. Vá preparando bem esse traseiro, querido esposo.

_Você é um... Pervertido! – E corou furiosamente.

_Inocente grifinório... Não há sonserino que não tenha alguma perversão. Bem, talvez eu exclua Theodore Nott da minha colocação. Sempre acreditei que o chapéu seletor deveria tê-lo mandado para a Lufa-Lufa. Veja só, Theodore também costuma ficar corado, como você.

Severus sempre se admirava com a capacidade que ele e Harry tinham de corar. Talvez fosse algo ligado à doncelaria. bem, Theo não era um doncel... Contudo, com a gravidez, fatalmente não poderia mais considerá-lo um varão.

_A dor passou, de verdade?

_Sim, passou. Quando vou poder sair dessa cama, Sev? Estou enlouquecendo aqui!

_Sirius, você está em repouso absoluto. Sairá da cama quando for possível. Até lá, engula o tédio, amado esposo.

Dizer ao esposo grávido que deveria “engolir o tédio”, bem, digamos que não foi nada adequado. O “bico” de antes voltou com força total e, o pocionista sabia, Sirius estava se controlando só devido ao fato de que, por ter se ferido, mal podia se mexer sem sentir dor.

_O dia hoje foi bastante tumultuado, Sirius – e contou o que aconteceu, omitindo partes de informação que julgava serem necessárias.

O conteúdo da conversa que teve com Draco foi sutilmente ignorado, assim como maiores detalhes sobre o que havia ocorrido em St. Mungus. Não queria inteirar o esposo acerca das “novidades” para não deixá-lo mais inquieto.

Enquanto contava que avaliara Harry, manteve o contato com a barriga de Sirius. Era incrível a sensação de sentir o seu filho. Claro que ainda estava no início da gestação, mas a magia dos pais sempre se mesclava e podia sentir o núcleo mágico do pequeno ser em desenvolvimento.

_Sev... Promete que não vai sumir amanhã?

_Prometo que farei todo o possível para ficar com você o dia inteiro.

_Fará todo o possível? Por favor, promessas vazias não me interessam...

O pocionista sorriu de lado, cheio de maldade... Promessas vazias, é? O esposo compreenderia de uma vez por todas que o tinha aos seus pés. Com agilidade e muito cuidado, engatinhou na cama e abaixou com pressa a parte de baixo do pijama do doncel.

_O que está fazen... Oh! Severus!

Os lábios do professor, tão habituados a proferir palavras duras para alunos que, em seu julgamento, mereciam, agora eram utilizados com intenções nada didáticas. Sirius precisou se controlar. Não podia se mover de forma brusca, devido aos ferimentos. Entretanto, o que mais desejava era se contorcer com o prazer proporcionado pela mais que perfeita felação que recebia.

Os fios de cabelo longos e negros roçavam de leve em sua pele... O calor da boca o levava ao derretimento... As carícias bem treinadas da língua... Severus queria que morresse ali mesmo? A cada subida e descida, Sirius sentia o calor se expandir e dominá-lo. Não conseguiria aguentar por muito tempo.

Severus sugava, lambia, chupava e mordia. Manteve-se num sobe e desce ritmado e tortuoso. Começou lento, com carinho, mas depois o cadenciar foi acelerado, tudo com muito cuidado, pois não queria que Sirius sentisse dor alguma, ao contrário. Desejava que ele tivesse apenas o melhor de si, na cama e fora dela.

O falo de Sirius palpitava em sua boca, quando notou os espasmos pré-orgásticos, anunciando que logo poderia desfrutar daquele néctar precioso. Donceles não faziam a menor ideia do quanto eram desejáveis e sensuais. Mesmo ali, machucado e se controlando com esforço sobre humano para não se mover, Sirius era todo um deus.

Encarou-o e recebeu um olhar perdido em prazer de volta. Concentrou-se mais ainda na felação e assim foi recompensado. O esposo se derramou em sua boca e ele não desperdiçou uma gota sequer. Espremeu-o até o limite. E então, satisfeito com o resultado, acomodou as vestes que havia desalinhado e se colocou novamente ao lado dele, recebendo-o nos braços.

_Sou um homem de palavra, Sirius. Amanhã cuidarei de você. Só sairei de casa se for uma verdadeira emergência. Compreenda: eu te amo.

Sirius o beijou e sorriu, deixando-se dominar pela morna sensação de afeto proporcionada pelas palavras do seu parceiro. Embriagado pelo orgasmo, o animago afundou a cabeça no peito largo de Severus.

_Eu sei... Sinto o seu amor, mas eu preciso ouvir de você. Sempre e sempre.

_Você ouvirá, Sirius. Sempre e sempre.

_Eu também te amo, Sev.

O pocionista sorriu e o envolveu ainda mais nos próprios braços, escurecendo o quarto e aproveitando para se inebriar no doce perfume advindo do doncel.

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_Não posso mais adiar, Gabrielle. Minha família precisa saber que vamos ter um bebezinho.

A ruiva falava num tom ameno, enquanto afundava os dedos da mão direita nas melenas macias do marido.

_Concordo. Teremos que voltar a Londres, então. Seria bom conversarmos com o professor antes. Não sei, talvez pedir que venha novamente e o avalie. Tenho medo de que Theo se sinta mal ao usar o flu...

_Acha mesmo necessário? Os níveis de magia estão estáveis...

_Ele se emocionou bastante ao reencontrar Sophie... E está bastante agitado desde então. Por duas vezes, acordou assustado dos cochilos.

_Oh, Gabi... É normal, não acha? Pelo que entendi, Sophie é como uma mãe para Theo.

A cama os acolhia de forma confortável. Os três estavam ali, apenas relaxando após o almoço. Na verdade, só quem precisava mesmo relaxar era o sonserino que, no momento, dormia com tranquilidade nos braços das esposas.

_Oui, Oui, ma rousse. Contudo, prefiro não arriscar.

_Certo. Enviarei uma carta hoje mesmo ao professor Snape. Creio que, quando voltarmos a Londres, Sophie irá mesmo conosco. Ela ficará com a gente por um tempo, a pedido de Theo, dá para acreditar? – E riu-se, pois o casamento dos três estava bastante tumultuado, desde que começou.

_Theo quer matar as saudades de Sophie, então que seja: ela irá conosco! Gina, Sophie é como uma sogra, percebeu? – E riu baixinho, as lembranças do grude entre ela e o marido ressurgindo com força em sua mente. – Uma sogra boa e amiga... Como a sua mãe, mon amour.

_A sua mãe também é incrível... Sabe, demos muita sorte, Gabi. Só estou um pouco preocupada.

_Com o que está preocupada?

_A nossa casa não tem toda essa pompa e luxo. Quer dizer, viveremos numa casa adequada às nossas necessidades, não numa mansão, não é? Será que Sophie vai se adaptar? E se Theo não gostar?

A veela sorriu e a beijou com demora, aproveitando para degustar dos lábios volumosos da esposa. Mordeu-os de forma sensual, demorando-se até ficar sem ar.

_Com você lá, minha bela Gina, não há como não se encantar pela casa.

Gina sorriu e a acariciou.

"Não..."

O murmúrio do marido causou estranheza. Logo perceberam que Theo ainda dormia, embora o sono antes tranquilo tivesse mudado completamente.

_Um pesadelo? Outra vez?

A pergunta da loira foi respondida da pior maneira possível. Theodore gritou o mesmo "não", seguido de um som agourento... Era como se ele estivesse sentindo muita dor.

_Gina, ele está se sentindo mal. Está sentindo dor.

Gina se projetou sobre ele, as longas melenas ruivas agitadas pelo movimento brusco.

_Theo... – E o tocou no rosto, tentando acordá-lo.

"Pai, por favor... Por favor."

Gabrielle sentiu em si tanta agonia e desespero que fez o mesmo que a esposa, ou seja, tentou acordar o marido.

_Theo! – E o tom de voz elevado fez a veela se lembrar de que Gina compartilhava das mesmas sensações.

Os três eram uma unidade. Logo, ambas sentiam o que Theodore sentia. O vínculo entre eles era muito mais forte do que o de um casal convencional.

"Pare, por favor... Pare."

O sonserino se contorcia na cama, preso no pesadelo cujas consequências físicas eram sentidas pelas duas. Nada do que faziam servia para acordá-lo e Gina já cogitava lançar no marido um enervate quando, apavorada, Gabrielle arfou.

_Corra, Gina. Traga Blaise. Vamos levá-lo ao hospital de Bristol.

A veela o tocou no ventre, fornecendo magia... Ela tinha motivos para se assustar. O colchão estava avermelhado. Sangue. Era sangue, por Merlin! Imediatamente o pedido dela foi atendido. A ruiva pulou da cama feito uma gata, com precisão e rapidez. Em seguida, correu pelos corredores, gritando o nome do hóspede em questão.

Já Sophie e o filho estavam no jardim, alheios aos acontecimentos que se desenvolviam no interior da nobre residência dos Nott. A recorrente viúva se divertia em observar as flores, enquanto Blaise lia um grosso volume sobre administração de negócios.

_Querido, algo grave aconteceu.

_Ora, mãe... Olhe para esse lugar – e o belo homem negro abarcou a propriedade com uma das mãos. – Estamos no meio do nada, completamente seguros e em paz.

_Filho, nunca me subestime. Disse a você que hoje fui tomada por um pressentimento ruim. E agora, a mesma sensação me dominou.

_Sei, sei... Pressentimento ruim...

_BLAISE!

O grito foi ouvido por ambos, alertando-os. Sophie se tencionou, voltando o seu olhar para a casa e Blaise largou o livro sobre a cadeira, ficando de pé.

_Acho que era a voz de Gina, filho.

Os fios vermelhos inconfundíveis despontaram na porta que dava acesso ao jardim e o olhar dela, ah, por Merlin, até Sophie enregelou.

_O que está acontecendo? – A voz grave de Blaise era urgente, assim como o ritmo do coração de ambos os Zabini.

_Theo está sangrando!

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Os olhos dourados de Remus se abriram com vagar e logo o rosto dele demonstrou confusão. Um homem loiro velava o seu sono. Podia sentir a aura mágica varonil, mesmo ele estando apenas sentado na confortável poltrona, colada à cama. Havia nele grande porte e nobreza, mesmo parecendo relaxado, a posição na qual estava sentado era bastante endurecida.

_Bom dia, Remus. A casa de Severus não é tão grande quanto a minha, portanto, não havia mais quartos disponíveis. Edward já não é um bebê e precisa de um quarto só para ele, portanto, tomei a liberdade de trazê-lo para o nosso quarto, afinal, estamos noivos. Não vejo problema algum.

A confusão aumentou... Noivos? Nosso quarto? O que aquele esnobe estava dizendo? A vontade de sufocá-lo com as próprias mãos crescia com força dentro de si.

_Aproveitei para acomodar os seus pertences no armário. Definitivamente precisamos rever todo o seu vestuário. Embora – e levantou o lençol que cobria o lobinho -, eu prefira você sem roupa alguma. É incrível o que perder a virgindade não causa, não é? Você inteiro está mais que desejoso...

Demorou alguns segundos até que o cérebro de Remus religasse! Morto de vergonha do olhar cobiçoso, puxou o tecido com ímpeto e o mirou com indignação. O que aquele loiro mandão estava pensando? Se estava diferente fisicamente, a culpa era inteiramente do veela! Por Merlin, o que diria a Teddy?

_Você ficou completamente louco. Severus tem que te examinar já! Meu filho nem completou cinco anos ainda... Você simplesmente usou da minha condição de ômega contra mim mesmo. Olhe como me deixou? Como eu vou explicar a Teddy o que aconteceu comigo?

_Não foi uma mudança brusca, ficou apenas mais sensual.

_Lucius, você não tinha esse direito...

_Ah, tinha sim. E tenho, Remus.

_E essa história de noivado? Eu mal me separei da mãe dele! Teddy nunca aceitará que eu esteja com outra pessoa, além do...

_Edward já aceitou.

_Teddy o quê?

_Teddy? Por Merlin, Remus. O seu filho tem um nome forte e digno. Não o chame de Teddy.

_Lucius Malfoy, não se desvie do assunto. Como assim “Edward já aceitou”?

_Ora, eu contei a ele que estamos noivos.

Lucius riu alto com a face de horror completo do saboroso ômega indefeso na cama.

_De fato, ocorreu faz umas duas horas, pouco depois de ele ter chegado da casa dos Weasley. Severus nos apresentou e explicou a ele que não poderia contar a ninguém sobre mim. É claro que Severus aproveitou o momento para lançar um feitiço de sigilo sobre Edward. Nada problemático, fique tranquilo. Já eu, também acreditando ser o momento mais que propício, contei a ele que nós dois estamos noivos e que, em breve, nos casaremos de forma oficial.

Remus emudeceu por alguns segundos, atônito. Sua pele empalideceu uns dez tons. Por que, por Merlin, caíra nas mãos de um varão feito o patriarca Malfoy?

_Edward ficou mais que feliz. O seu filho é bastante precoce para a idade, Remus. Curiosamente, entre os pulinhos e arroubos de alegria infantil, ele me perguntou: “o papai já está esperando um bebê?”... Enquanto Severus ria, limitei-me a responder que havia me esforçado ao máximo para que você já esteja esperando nosso herdeiro.

A mudez deu lugar à vergonha, que avermelhou e fez arder às bochechas de Remus, toda e qualquer palidez sendo transformada em rubor. Oh, aquilo só poderia ser o inferno! Em seguida, o lobinho ficou de pé e foi até o armário. Comprovou que, realmente, havia muita roupa ali, embora não tenha dado muita atenção a mesma. Passeando os olhos pelo quarto, verificou que seus demais pertences estavam também já, bem organizados, nos demais espaços do recinto. Lucius não perdeu tempo algum.

Somente quando tentou chegar ao banheiro, os olhos vibrando de fúria devido aos desmandos daquele loiro arrogante, sentiu uma dor terrível subindo-lhe pelo corpo. No exato instante no qual os seus pés vacilaram, o veela já o tinha nos braços.

_Remus, não finja que não sabe nada sobre o vínculo entre alfa e ômega. – E o carregou de volta para cama, acomodando-o. – Eu tive que ser um pouco mais dominante contigo ontem. Desculpe-me se fui um pouco rude, ainda mais por ser a sua primeira vez com um varão. Contudo, faz parte de quem nós dois somos – e não deu tempo para que ele se negasse, beijando-o com furor.

Lucius o beijou com todo o coração, acariciando-o e abraçando com necessidade. Quando cessou o ósculo, manteve o abraço, reconfortando-o com o seu calor.

_Não sou machista, tampouco preconceituoso, mas é instintivo em mim proteger e cuidar do que é meu. Sei que foi precipitado ter trazido seus pertences, contudo, o que mais precisamos esperar? Outra guerra? Não... Não, Remus... – E o afastou minimamente, para mirá-lo de forma clara e aberta. – Viveremos plenamente, aqui e agora. Não tema nossa relação, Remus. O que sentimos um pelo outro vai além de qualquer lógica, escapa da trivial normalidade. Eu agora sou o seu senhor... E você é o meu. Não nos negue essa chance.

Os olhos dourados o analisaram com profundidade. Entendia bem o que Lucius ressaltara de forma tão franca. É, ele sabia que o veela dizia a verdade. E por que sabia que não ouvira mentiras? Simples, seu coração sentia o mesmo. Seu corpo inteiro tremia de desejo por aquele pervertido, abusado e dominador veela.

_Teddy...

_Edward...

_Eu chamo o meu filho como eu quiser – ao que os olhos tempestuosos brilharam em desafio. – Teddy não ficou nem um pouquinho chocado?

_Como eu disse, não. Nada mesmo. Ah, precisa beber essa poção. É para aliviar os possíveis incômodos em decorrência da tórrida noite de ontem, lobinho.

_Não me chame de lobinho! É... vergonhoso. – E bebeu a poção, pois estava mesmo necessitado.

_Eu chamo o meu ômega como eu quiser – e sorriu, todo atrevido, fazendo Remus gemer de exasperação. – Já está quase na hora do almoço. Vou preparar um banho com sais especiais para você...

_Posso preparar meu próprio banho, Lucius. Não sou uma mulher, tampouco um doncel...

O que mais ele pretendia dizer foi interrompido pelo olhar dominador que lhe foi destinado. Então, como todo ômega assenhorado por um alfa, apenas engoliu em seco, o corpo estremecendo ao imaginar que seria duramente repreendido. Como fugiu daquela condição... E agora, lá estava ele, comportando-se mais fiel que um bichinho de estimação acuado.

_Lobinho, eu sei bem o quão capaz você é. Contudo, por favor – e as íris douradas vibraram de surpresa. O veela alfa estava mesmo pedindo por favor? – Não interprete meu ato como o de um varão autoritário. Desejo apenas que o banho seja relaxante e prazeroso. Ontem eu não fui delicado, pois essa era a maneira mais eficiente de romper o seu vínculo com Tonks. Segundo os mais antigos, o ômega deve ser dominado violentamente.

A voz do veela ficou estranhamente mais grave, pesada e repleta de emoção. Ele estava quase rosnando, de verdade. E por puro ciúme! Bastava imaginar o que Greyback teria feito com Remus, por Merlin!

_Felizmente para você, eu não admito nenhum tipo de agressão não consentida entre parceiros, Remus. Mesmo ontem, quando fiz o que fiz, eu sei que você não se opôs de verdade. Sou um alfa veela, afinal de contas. Fui um pouco rude, sei disso, mas não tive muitas opções. Agora que você é só meu, desejo apenas te fazer gritar de prazer. Imagino-te atado a nossa... Grossas tiras de couro pressionando a sua pele, abrindo-o para me receber. Como me excita imaginar o meu ômega de quatro, sendo alvo das minhas carícias... Tem uma divina retaguarda, lobinho. Vou te morder tanto... – E o virou, descobrindo a “divina retaguarda”.

_Lucius... Solte-me! – Pediu o bondoso lupino, já sentindo as bochechas queimarem mais uma vez.

Lucius apenas sorriu, prendendo-o naquela posição e apreciando as nádegas redondinhas.

_Você está ruborizado de novo? Oh, tão encantador.

O patriarca estava se divertindo em torturar o “noivo”, como ele mesmo havia anunciado mais cedo e naquele mesmo dia, ao futuro enteado. Com um accio alcançou um unguento preparado por Snape. Precisou ser rápido, pois Remus era sim encantador, mas também era forte e buscava se soltar dele. Nossa, realmente estava divertindo.

_O que... O que está fazendo?

A pergunta de Remus não foi respondida imediatamente. Durante alguns segundos, apenas foi tomado pela reação de entrega, com a qual o seu próprio corpo o brindava. Estava sendo tocado, bem na sua entrada, pelos dedos de Lucius. Era um toque delicado, frio e anestesiante.

_O que é isso?

_É um unguento cicatrizante mágico. É bastante potente, devo ressaltar. Pedi a Severus que o preparasse, pois não vou conseguir esperar você se recuperar de forma natural.

A consistência viscosa e geladinha, combinada com a habilidade dos dedos de Lucius o fizeram relaxar. Ele já não queria sair daquela cama. A única vontade que tinha era a de se abrir por inteiro e rogar para que o alfa o empalasse até a medula, caso assim desejasse.

_Está gostando, lobinho? Ah, eu sei que está...

O veela então se sentou na cama e puxou o seu ômega, acomodando-o de bruços, sobre ele. Com lentidão, dedicou-se a lambuzar o noivo com o unguento, entranhando os dedos com ímpeto naquele canal mais que apertado e extasiante.

_Ah... Lucius, por favor, chega. Está bom...

_Não. É preciso que haja absorção máxima – e já estava afundando tanto os dedos, que passou a massagear certo ponto enlouquecedor para o ômega.

Os gemidos de Remus encheram o quarto. Gozaria logo. Estava perto de explodir. Internamente, queria se conter, mas não conseguia. Nenhum ômega conseguia dizer não ao próprio alfa. Estava numa posição indecorosa, em plena luz do dia, sendo invadido pelos dedos de Lucius, na casa de Severus e com o seu filho perambulando sabe-se lá por onde... Por Merlin, era demais... A adrenalina, o prazer, a vergonha, a luxúria... Tudo estava se misturando dentro dele.

Quando finalmente se derramou, Lucius retirou os dedos com delicadeza.

_Ah, essa expressão – o veela sorria satisfeito pela “bagunça” que provocara. – Você está com as bochechas coradas... Está arfando... É deveras satisfatório.

_Deveras satisfatório? – A força do orgasmo fora tamanha que o lupino mal conseguia se mexer.

O corpo de um ômega não era tão andrógeno quanto o de um doncel, mas tinha seus encantos e curvas, além da “divina retaguarda”.

_É. Deveras satisfatório – reafirmou o veela, acariciando as nádegas volumosas e arrebitadas.

_Além de louco – e Remus quis afundar o rosto no travesseiro, tamanha era a vergonha que sentia. – Você é completamente pervertido!

_Pervertido? – E lhe deu uma nalgada. – Um ômega não deve ser desrespeitoso com o alfa que o domina. Você descobrirá o quanto eu sou pervertido.

Remus sentiu a ardência e a dor de cada palmada que recebia. Lucius o acertava com precisão e ele mesmo, estranhamente, não queria correr. Ao contrário. Sentiu-se endurecer novamente. Por Merlin, havia se transformado num masoquista!

_Agora está ruborizado por completo. Nas bochechas de cima e nas de baixo também.

O bondoso Lupin apenas ouviu, sem questionar. Estava começando a entender que nunca mais teria a palavra final. O veela dominador o virou e ergueu, levando-o para banheiro. Remus deixou-se conduzir, imaginando como seria o banho com o seu alfa.

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“Não, Hermione. Não quero desestabilizar a saúde dele. Foi todo um desafio controlar a pressão arterial. O meu padrinho concorda comigo e fará o mesmo que eu.”

“Draco... Vocês dois estão brincando com fogo. Será pior depois, sabe disso. Foi uma sorte o Profeta não noticiar nada. Rony disse algo sobre o Departamento de Aurores ter obrigado a imprensa a manter sigilo, mas até quando conseguirão, eu me pergunto? Até quando vão conseguir impedir o vazamento dessas informações?”

As vozes de Hermione e Draco vinham do jardim, disso Harry sabia. Deu mais alguns passos em direção ao espaço externo da casa, já convencido de que não ouviria outras palavras. Dito e feito: a conversa cessou. Draco percebeu que havia acordado. Decidiu então que fingiria não ter ouvido parte do que diziam... Fingiria que era apenas um tolo. Um tolo desconectado da realidade.

_Harry, que bom que acordou!

Apesar de saber que a amiga e o marido lhe estavam ocultando informações, não pôde deixar de sorrir ao vê-la abrindo os braços e correndo até ele. O abraço de Hermione era cheio de carinho. Ah, estava com tanta saudade dela.

_Oh, Harry! – E se afastou um pouco para admirar o amigo. – A sua barriga está enorme! E você está lindo, reluzente... Ah! Que lindo!

Era raro ver a amiga ter um ataque daqueles, mas sim, Hermione Granger estava mesmo apertando as bochechas de Harry Potter.

_Se eu fosse você, teria cuidado ao falar “barriga” e “enorme” numa mesma sentença – recomendou Draco.

Harry conseguiu sentar numa das cadeiras, depois de mais alguns gritinhos afetados da amiga. O seu desjejum saudável logo apareceu a sua frente. Era um bolo feito com uma massa escura que, sinceramente, não parecia muito suculenta. entre uma garfada e outra, notou então os muitos pergaminhos que Hermione copiava com um feitiço.

_Perdi algumas aulas – disse a castanha, já respondendo ao olhar curioso do moreno. – E antes que pergunte, eu estou bem, completamente recuperada. Estudei esses assuntos nas férias, então, não posso dizer que esteja defasada com relação aos demais alunos.

_Uma vez sabe-tudo, sempre sabe-tudo – brincou Draco, enquanto degustava uma atrativa pilha de panquecas.

_Harry, Rony avisou que virá cedo no sábado.

_Ótimo. Não aguento mais o meu cárcere privado – e a alfinetada fez o loiro revirar os olhos.

_Terei com a minha licença para conduzir em breve, caro esposo.

_Não esperava mais de você, caro marido.

Hermione ergueu uma sobrancelha, admirada pela mudança súbita de humor do gestante. Pobre Draco.

_Quando Draco estiver autorizado a dirigir, poderemos ir comprar roupinhas para os bebês, Harry.

_Hermione, olhe para lá – e apontou para um ponto na propriedade, que fez a castanha murchar feito um balão de gás furado.

Harry apontara os aurores. Por alguns momentos, até ela esquecia que o casal de amigos estava sob extrema vigilância. Sorriu, apesar de tudo, tentando ser positiva.

_Então conversarei com Gina e Fleur. Pedirei que nos mandem alguns catálogos, assim poderemos escolher, o que acha?

Harry assentiu, enquanto a brisa morna da manhã movimentava o cabelo de todos, intensificando o doce aroma das flores. Os elfos tinham um cuidado especial pelo jardim, principalmente porque o doncel gostava de fazer a refeição matinal admirando o colorido da paisagem.

O aroma prazeroso, entretanto, não manteve essa condição por muito tempo, ao menos não para o moreno. Harry foi tomado subitamente por um calafrio. Estava começando a sentir enjoo por conta do que acabara de ingerir. Tivera uma folga das ânsias de vômito, contudo, ao que parecia, as mesmas não pretendiam abandoná-lo tão rapidamente.

_Harry, o que foi? O que está sentindo?

Hermione se surpreendeu com a agilidade de Draco. Ele praticamente se materializou ao lado de Harry.

_Nada demais. Vamos para a sala? O cheio das flores está em enjoando...

_Vamos entrar então – disse o veela em tom urgente, já ajudando o esposo a se levantar.

_Hermione, traga o meu bolo, por favor. Eu ainda estou com fome.

_Claro, Harry – concordou a castanha, ainda rindo da fofura que era Harry Potter.

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Stansted, uma pequena cidade da Grande Londres, foi o local escolhido. Não era não longe demais, nem perto demais. Nela ficava o Aeroporto Stansted. Detestava circular em demasia pelo Mundo trouxa, mas era conveniente.

O aeroporto estava situado a 64 km do centro de Londres, sendo o terceiro maior da categoria da cidade. O Stansted era ponto de partida e chegada de diversos voos de companhias aéreas de baixo custo, outro ponto bastante favorável, pois não queriam chamar a atenção.

Havia ainda a Stansted Express que, segundo a mídia trouxa, era a maneira mais rápida para realizar o trajeto entre o aeroporto e a área central de Londres, ou seja, a Liverspool Street Station. Com trens de baixo custo partindo do Stansted a partir das 6 horas da manhã, ficaria fácil confundir possíveis investigações bastando, para tanto, replicar os bilhetes e demais informações. Claro, apenas para dificultar qualquer (improvável) investigação.

_Mestre, finalmente está de volta.

A fala de recepção saiu ansiosa e cheia de significado. Havia muito mais do que uma simples boas-vindas ao homem trajado feito um espião antiquado dos anos da Guerra Fria. Sobretudo, chapéu, botas... Era mesmo a personificação do estereótipo.

_Espero que tudo tenha saído conforme o planejado.

O homem soturno levantou os olhos em direção a mulher, detendo-se nos fartos seios. Sorriu numa careta, demonstrando o quão desejoso estava das atenções dela.

_Tudo transcorreu de forma adequada. A Rússia não é mais frutífera. Recebi informações sobre o nosso engodo durante o trajeto... Ele ainda está vivo?

_Sim, ainda... Em St. Mungus, sob extrema vigilância. Não posso demorar. Os aurores estão bastante ativos. Há uma listagem e...

_Aqui não. Falaremos mais tarde – os cabelos longos pareciam um farol em meio à luminosidade solar. O mestre foi rude e os puxou com violência. – Depois que eu me enterrar em você.

_Eu faço apenas o que o senhor deseja, mestre.

Notas finais
"_Fico feliz que tenha aceitado meu convite, Andreas. Andreas o encarou indignado. Não chamaria ter sido, praticamente, raptado de “aceitar um convite”. _Gostaria de saber quando eu aceitei... O moreno estava furioso. Uma carta aparecera em seu bolso. Estava no meio de uma aula complexa sobre doenças emocionais. Curioso, ele não resistiu e leu o conteúdo da carta. E eis o seu grande erro. _Você aceitou sim, afinal, não o obriguei a me encontrar. Veio até mim por livre e espontânea vontade. _Aham... Sei... Adam sorriu um sorriso cheio de dentes. _E por que estamos aqui, no seu escritório? Pensei ter ouvido que iríamos visitar uma sorveteria. _Por que a sobremesa vem depois da refeição, Andreas. Andreas foi puxado e abraçado pelo dono do recinto. _O que está fazendo? _O que deveria ter feito há tempos – e devorou os lábios de um jovem grego que, atônito, fora transformado no prato principal do esfomeado advogado." ******* Precisei fazer uma pequena alteração no cap 58, nada demais. Greyback está preso em Azkaban, segundo a lista dos aurores. Essa fic já rola faz tempo (quase dois anos!!!), precisei alterar para me dar maiores possibilidades dramáticas! (uau, Núbia, agora sim... falou bonito! rsrs)