Submisso

32 Capítulo 32 - A Fuga


Notas iniciais
Olá!!!
Bem, atualização prontinha... Mas com um Lemon curtinho, queridos (perdoem aí!)
Núbia Chaud está em período de provas, portanto, a próxima atualização demorará um pouquinho, só depois do dia 18/06! Perdoem-me, mas será por uma boa causa! (a minha causa, ora!)
Espero que curtam.
Aos leitores que acompanham, obrigado pela leitura e pelos comentários, sempre respondidos com muito carinho e felicidade!
Aos leitores novos, que curtam tb!
ah, Subtraído tb foi atualizada hj...
Sem mais, A FUGA!

Capítulo 32 – A Fuga



Dor... Como doía... Mas tinha que ser manter a mente clara, o máximo possível! Não podia sucumbir a sua miséria pessoal, não agora... Era vital se afastar, ir para o mais longe que pudesse. Tinha que ir para algum lugar, longe... Longe dali. Como estava confuso... Sentia a cabeça pesada demais, carregada demais com pensamentos nebulosos e desconexos.

Em alguns momentos, nem sabia ao certo quem era... Quem era ele? Uma pessoa de que tipo? Boa... Má? Deveria ser muito má, tendo em vista o que passara. Nessas horas de profundos questionamentos, a confusão voltava, impedindo-o de prosseguir na corrida dolorida. E então, resquícios de sanidade apartavam as trevas, trazendo de volta a urgência em ir para bem longe, fazendo crescer dentro de si a vontade de fugir.

Onde estava? Não fazia ideia, mas estava no mundo deles, dos inferiores, como julgava antes... Antes do que mesmo? Ah, quem se importava? O tumulto era gigantesco, com centenas de pessoas falando ao mesmo tempo, aromas diversos se misturando e fazendo seu estômago se contorcer em protesto. Como conseguiam viver naquelas condições?

Ah, mais quem era ele para criticá-los? Ah, na sua atual condição... Ele... Ele não era nada... Nem sabia ao certo quem era... E então viu uma daquelas escadas que se moviam sozinhas e logo a alcançou, submergindo no subsolo. Aprendera um pouco sobre como usar os artefatos trouxas. Era o meio que usavam para percorrer longas distâncias. Precisava usar um deles. Não eram tão rápidos quanto aparatar, mas serviriam. Tinha algum dinheiro consigo. Os idiotas nunca foram muito criteriosos com o que ia guardado nas suas vestes imundas.

Empurrado pelo fluxo da multidão, entrou e se deixou conduzir, permanecendo sentado, apenas se entregando completamente ao balançar da estrada. Foi alvo de alguns olhares tortos, mas não se importou... Por que se importaria? Aturou os rostos de aversão contra si até a última estação chegar. Sabia que era o fim do trajeto porque o obrigaram a descer, mas seus ouvidos não pareciam ser capazes de guardar muitas informações geográficas naquele momento.

O tumulto de pessoas era bem menor agora... Bem mais tolerável, diria. Queria deitar num daqueles bancos e dormir... Mas sabia que não podia. Precisava continuar a fugir. Esforçando-se, voltou a caminhar, sentindo a dor retornar com violência, sua mente nebulosa, mergulhada em trevas.

A lucidez triunfava em outros momentos, aumentando ainda mais seu desejo de fugir, de ir para longe. Prosseguia lentamente, mas ainda assim prosseguia. Não podia desistir. Estava tão fraco, cansado... Ah, não... Não podia vacilar, não agora... Precisava se esconder... Teria que se esconder, ao menos por um tempo, para se fortalecer.

Sabia que o perseguiriam. Na verdade, sabia que agora mesmo já deveriam estar a sua procura. Por quê? Não sabia? Não se lembrava bem... O que os movia? Ah, confusão... Trevas... Sua mente estava muito carregada e fatigada. Um esconderijo... É, era o que precisava agora.

A única maneira era um local trouxa e bem povoado. Precisava se fortalecer... Precisava se reestabilizar, para assim compreender o que estava acontecendo. Precisava compreender o porquê de ter sido alvo de tantas torturas e manipulações. Esconder-se... Precisava de um esconderijo urgente.

Por que precisava mesmo fugir? Ah, sim... Era por ele... Por ele... Estava em perigo? Confusão... Estava tão confuso... Precisava protegê-lo. O que pretendiam? Não lembrava... Contudo, sabia que não era nada bom. Sabia que os planos que foi obrigado a compartilhar eram tenebrosos, terríveis e ignóbeis.

Lutou tanto para reverter o que seus ideais gastos pretendiam sustentar... E, agora, isso! Tanta dor... Suas pernas doíam. Correu tanto... Já não havia mais energia alguma. Seus músculos estavam a ponto de paralisar pelo esforço. Oh, precisava se esconder... Era tanta dor... Um lugar trouxa... Precisava de um lugar trouxa... Seus passos pesavam cada vez mais. Não aguentaria muito tempo.

_Ei, o senhor está bem?

Não conseguiu responder... Apenas desfaleceu.



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_Sejam bem-vindos...

Snape revirou os olhos devido ao ar galanteador Adam Taylor. Ah, teria problemas se o ex-aluno inconsequente não se controlasse. O que ele estava pensado? Draco Malfoy era um veela – mesmo que ninguém soubesse desse pequeno fato – apaixonado, extremamente ciumento e muito, muito possessivo...

_Boa tarde, Adam.

_Boa tarde, senhor Taylor.

_Ora, por favor, apenas Adam, Harry. Vamos nos sentar? Temos alguns pontos a discutir antes de ir direto ao Ministro.

O escritório era muito bem decorado, num clima agradável e muito claro. Não havia excesso de objetos nem nada do tipo. Tudo era de muito bom gosto, o que apena refletia a personalidade do nobre advogado, ex-aluno da corvinal, que apontou para dois sofás, convidando-os de forma muito educada.

Harry e Severus seguiram a indicação do advogado e se sentaram. Numa mesinha de centro, café, chá e biscoitos amanteigados já os aguardavam. Harry se serviu de chá e se dispôs a comer os biscoitos. Ah, estavam deliciosos. Já ia em busca do décimo “pecadinho em forma de biscoito”, quando Snape o olhou de forma – quase – letal.

_Harry, não me recordo de ter autorizado esse tipo de alimento. Controle-se.

O moreno ficou vermelho de vergonha, além de ter precisado controlar a vontade de trucidar Snape. Adam sorriu conivente, tocando de leve a mão do moreno de olhos verdes. Não por acaso, sentou bem ao lado do “esposinho” de Draco.

_Professor, deixe Harry degustar esses biscoitos. Foram feitos pela minha mãe, Harry. São deliciosos, eu sei.

_E então, Adam, podemos começar? Temos um tempo muito limitado...

O advogado sorriu um sorriso bem provocador e, com um feitiço, convocou alguns papéis. Entregou cópias para os dois convidados e se dispôs a falar sobre o que os mesmos continham. Termos técnicos de lado, Harry entendeu que a documentação estava pronta e que agora, bastava apenas dar o próximo passo, ou seja, ir direto ao Ministério.

_Então, acredita ser adequado já irmos direto ao Ministro?

_Sim, professor. Na verdade, creio que deveríamos nos encontrar com o ministro o mais rápido possível, talvez hoje ainda. Não marcamos nenhuma audiência, sei disso, contudo, podemos tentar, não é? Afinal, estamos falando de um pedido do Eleito – e sorriu, além de tocar Harry no ombro.

Snape riu com gosto. Adoraria ver Harry Potter se dobrar ao uso do favoritismo, algo que sempre detestou e evitou. Para a sua surpresa, o Eleito nem pestanejou, concordando imediatamente com Adam... Sem esperar mais nada, Harry simplesmente balançou a cabeça, positivamente. Por Merlin, aquela sim era uma grande prova de que Draco tinha conseguido se imiscuir em cada partícula daquele jovem.

_Hoje ainda? Não sei... Já está um pouco tarde, não é? — Perguntou Harry, o pensamento em Draco Malfoy.

_Não, ainda nem são 17:00... O senhor ministro não concluiu seu turno laboral ainda. A não ser que prefira arcar uma audiência oficial, Harry.

_Não, não... Quero evitar tudo que venha a ser oficial por enquanto. Quanto menos oficial for, menos se falará a respeito, não é?

_Como desejar, Harry – e não conseguia mesmo disfarçar o fato de que desejava agarrar o jovenzinho, ex-jogador de quadribol, mas gostoso do que qualquer outro doncel ou mulher que havia conhecido na vida. – Preparei o pedido de revisão do caso de Lucius Malfoy, como solicitado, tendo o professor Snape como autor e, no caso de uma negativa do ministro, poderemos hoje ainda acionar a Corte Bruxa. Contudo, Harry, creio que Kingsley Shacklebolt analisará com bastante cuidado o pedido de perdão ministerial... Estudei a fundo as provas. São provas consistentes, verdadeiramente consistentes.

Snape ficou de pé, já antevendo que Harry Potter – e sua síndrome de herói – nunca deixaria escapar a oportunidade de “fazer o que era certo”, no caso, inocentar Lucius Malfoy, e se preparou mentalmente para adentrar o ministério e ter que lidar com os posteriores gritos de Draco Malfoy, porque, é claro, Draco tomaria conhecimento daquela “escapadinha”, disso não tinha a menor dúvida.

_Partimos agora, ou prefere se entupir de mais bicoitos?

_Ah, Harry pode se dar esse prazer, não é Harry? Vamos, a lareira então?

O Eleito revirou os olhos, procurando ignorar as provocações do pocionista e se concentrar no certeiro mal-estar que sofreria em breve. Esperou os demais sumirem nas chamas verdes para respirar fundo e tentar segurar o enjoo. Evidentemente, não deu muito certo. Mesmo seguindo as dicas de Fleur, parecia que seus filhos ou filhas realmente não gostavam dos meios de transporte mágicos.

Adam o segurou com força, evitando que caísse. Logo depois, sentiu as mãos de Severus substituírem as do advogado. Demorou um pouco para se recompor, mas conseguiu evitar que os biscoitinhos abandonassem seu estômago. E mal deu alguns passos sem se apoiar no professor, percebeu o “efeito bombástico” que a sua visita causava no átrio.

Muitos “senhor, Potter, como vai?” depois... No caminho, Taylor optou por instruir minimamente Harry sobre como deveria abordar o assunto com o ministro. Chegaram ao andar hierarquicamente superior, indo direto à mesa da secretária do ministro. Curiosamente, antes mesmo de falar com a referida funcionária, o ministro em pessoa abriu a porta do gabinete e o recebeu pessoalmente, entre muitos sorrisos e apertos de mão para ele e os seus acompanhantes.

_Harry, meu garoto! E Severus...

_Boa tarde – devolveu Snape.

_Oh, olá senhor ministro – brincou Harry.

Kingsley Shacklebolt apenas o abraçou e ralhou sobre o “formalismo”, além de dizer bem claramente: “sem o ‘senhor ministro’, Harry. Chame-me de Kings”. E indicou a mesma porta pela qual havia passado, fazendo-os entrar no gabinete. Dessa vez, Harry se controlou e conseguiu não se “entupir” de nada desastroso para a sua dieta, optando por um chá, o que foi bem visto pelo pocionista.

_Ministro, esse é o senhor Adam Taylor, mais um de meus ex-alunos.

_Oh, muito prazer. Conheço esse nome... Advogado, correto? – E estendeu a mão em direção a Adam que, rapidamente, devolveu o cumprimento.

_Sim, sim... Sou advogado, senhor ministro. É um prazer conhecê-lo.

_Conheço o seu trabalho, senhor Taylor.

Todos devidamente acomodados – e apresentados –, o único que parecia deslumbrado com o lugar era o advogado que, por sinal, era o único que nunca havia visitado aquele gabinete tão luxuoso. Depois de devidamente apresentado ao ministro, Taylor de desfez em mesuras. Harry sorria de lado já que sabia que “Kings”, assim como ele, não gostava nada mesmo do tratamento diferenciado que lhe direcionavam.

_O que o traz aqui, Harry? Pensei que estaria eternamente preso no quarto, com o seu marido.

_Kings! – E até Snape riu.

_Ora, Harry... Qualquer um que o tivesse como esposo, ah, não iria mesmo querer que colocasse um pé sequer fora de casa.

_Concordo senhor ministro – disse Adam, ao que Snape quase pulou da poltrona.

Harry corou violentamente. Tinha que encontrar uma maneira de controlar esse pequeno inconveniente: ficar vermelho grifinória quando se sentia envergonhado. Terrível, simplesmente terrível. Respirou fundo, encarou Shacklebolt e começou a falar. De forma bem direta, simplesmente despejou o assunto.

Começou contando do desejo do marido com relação ao corpo do pai, depois discorreu sobre o fim da guerra e a maneira como os pais de Draco foram tratados, reforçando seus argumentos com as provas colhidas por Snape que, pelo que ficaria demonstrado, eram sólidas para sustentar o pedido que, agora, faria. Nesse sentido, Adam entregou o pedido de revisão, assim como uma extensa documentação sobre a as recentes provas e demais informações pertinentes.

_Harry, o que você deseja, exatamente?

_Kings, depois de tudo... Desejo o seu indulto para Lucius Malfoy. Sem a necessidade de acionar a Corte Bruxa. Kings – recomeçou Harry, os olhos verdes faiscando na direção do ministro. – Lucius Malfoy era um cretino, esnobe, purista, mas percebeu os erros gigantescos que cometeu e ajudou a ordem antes da guerra arrebentar conosco. As provas estão aí. Ele já está morto... Desejo apenas levá-lo para Malfoy Manor, para que descanse ao lado da mãe de Draco. E para sair de Azkaban...

_Ele precisa ser inocentado, mesmo estando morto – completou Snape.

Shacklebolt encarou o moreno, ponderando a respeito do que estava sendo solicitado. As provas eram contundentes. Sabia que o advogado tinha razão em solicitar o indulto e que, caso o indulto não fosse concedido, a Corte Bruxa seria acionada e – fatalmente – seria um escândalo daqueles, digno de Rita Skeeter.

_Harry, o que está pedindo é definitivo. O indulto ministerial não admite recurso. Caso eu conceda o perdão a Lucius, oh, por Merlin... Harry, tem alguma ideia do que está me pedindo?

_Kings, poderíamos ir direto à Corte, mas não quero os jornais nos meus calcanhares. Nem desejo que Draco saiba de nada, ao menos não por enquanto... Preciso de uma resposta primeiro.

_Pretende mesmo levar o processo adiante?

_Sim, senhor ministro, é o que o meu cliente, o senhor Snape, pretende.

_Sim, eu – confirmou o professor, ante do olhar confuso do ministro. – Eu serei o autor do pedido de revisão, caso o indulto ministerial não seja concedido.

Kingsley conhecia bem das suas prerrogativas enquanto Primeiro Ministro, dentre elas se encontrando o “poder de conceder prerrogativa de misericórdia e indulto”, que era comumente requerido quando alguém era condenado ao beijo do dementador, assim como quando para corrigir os erros nos cálculos das penas, dentre outras questões.

Harry Potter, o Eleito, o herói salvador do mundo bruxo desejava o perdão ministerial, para assim transladar o corpo de Lucius Malfoy para o mausoléu dos Malfoy. Por Merlin, por que nada em seu trabalho era fácil? Harry não poderia ter ido até ali para, sei lá, decidir qual seria o presente de dia dos namorados para Draco?



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_Nem sim, nem não... Já é um começo. Vamos aguardar até amanhã, afinal, o ministro foi até bastante educado conosco.

Snape apenas concordou mudamente com Taylor. Kingsley não negou nem aprovou de imediato o indulto, o que já era “extremamente favorável”, segundo o próprio advogado. Quando se despediram, Harry foi abraçado e teve a mão beijada de leve pelo corvinal, ficando mais vermelho que um tomate – novamente.

Ainda com o rosto corado, chegou à casa de Sirius, encontrando lá um Draco Malfoy bastante irritado. Como sabia? Ah, bastava encarar o loiro para saber. Já seus bebês demonstraram, mais uma vez, que se rebelariam sempre e sempre contra as idas e vindas da mamãe.

_Onde vocês dois estavam? – perguntou o loiro, agarrado o esposo pelo braço e levando-o para o sofá.

_Respire como fez antes, Harry.

_Estou tentando, professor – e se sentou no sofá com Draco bem a seu lado, a pergunta permanecendo sem resposta.

_Vou fazer um chá de gengibre para você. Está sozinho aqui casa, afilhado?

_Não, Sirius está na cozinha. Passou o tempo todo falando sobre como você o deixou com Lupin. Já Lupin nos deixou pouco depois que eu cheguei. Disse algo sobre levar Teddy para algum lugar... E então, Harry, onde vocês estavam?

Enquanto o moreno fingia estar enjoado demais para responder, Severus se dirigiu à cozinha, o foco no chá de gengibre. Ou, pelo menos, tentou se concentrar no chá. Sirius estava na cozinha, divertindo-se os restos de uma torta alemã. Contudo, lembrava-se vagamente de que havia uma torta, quase inteira, logo após o término do almoço.

_Olá, Sev... Draco está aqui.

_É, encontrei com ele na sala... Harry está com ele, Vim fazer um chá para o seu afilhado. Sabia que temos cadeiras? Não precisa sentar no balcão da cozinha, querido esposo?

_Harry ainda está enjoado por causa do flu? – E ao que o marido apenas balançou a cabeça, continuou. – Ah, eu espero não ter esses enjoos – e continuou a comer a torna suspirando de prazer a cada pedacinho doce que degustava.

Alguns floreios de varinha depois, o chá já havia sido enviado à sala.

_Sev, me deu uma vontade louca de comer algo doce. Sei que você vai reclamar, mas não consegui evitar – e estendeu a mão em direção ao marido que, entre sorrisos devido à carinha de pidão que Sirius estava fazendo. – Vem aqui, vem. Eu estou sentindo fome de novo e minha torta acabou. Eu quero mais, Sev... – E lambei os próprios lábios, deixando o rosto cair para trás, o pescoço se projetando minimamente para frente.

_Sirius, nossos afilhados estão na sala.

_Sev, me beija... Bem aqui... – E se tocou, bem lá embaixo, abrindo as pernas. Ver Serverus desencadeou uma sensação estranha, uma extrema necessidade...

_Sirius, não faça isso comigo... – Pediu o pocionista, a seriedade indo para o diabo. Quem conseguia resistir a um doncel, quando este usava, intencionalmente, seu poder de atração?

Severus se aproximou do esposo, já com os olhos famintos e a boca salivando de desejo. Sirius o agarrou, puxando-o para si, enroscando a pernas ao redor dele e beijando-o, como se a boca do marido fosse o melhor doce já fabricado no muito inteiro.

Ouviu a porta da cozinha ser trancada e pouco se importava se era devido a um feitiço, ou à ação de um dos dois afilhados na sala. A língua de Snape passeou pelo seu pescoço, fazendo-o se mexer no balcão, derrubando alguns objetos. Logo depois, sentiu a magia sendo usada. Dessa vez, não teve dúvidas de que o seu marido silenciara o ambiente, ou então teriam Harry e Draco bem ali, dentro da cozinha.

_Sev, eu quero você... Eu quero você agora. Rápido, rápido!

A roupa de Sirius foi retirada com rapidez. Severus não resistiu ao esposo. Foi impossível. Estavam na cozinha, com os afilhados na sala... Ah, mas tinha seu doncel ali, abrindo as pernas para ele, chamando-o... Sua própria ereção já estava dura feito rocha, só de ouvir os gemidos do doncel. Como resistir?

_Sev... Mete em mim... Sev...

O professor se dispôs a preparar o esposo e a sugá-lo com vigor. Estava com pressa, queria senti-lo por dentro com urgência, a mesma urgência de Sirius, cujo corpo já se contorcia de prazer em líquido pré-seminal. Teve os cabelos puxados com força por mãos delicadas e quentes, que passaram a conduzir o ritmo do vai e vem.

_Sev... Sev... Aaaah!

_Hum... Delicioso... Você é delicioso – e já tinha retirado as próprias vestes, sua ereção palpitando de desejo pelo esposo. – Quero você Sirius, quero você – e se enterrou nele – agora.

As estocadas foram violentas, em algum lugar da cabeça de Severus a lembrança de que teriam um filho o freava minimamente. Gotas de suor perolavam a pele de ambos, mas ninguém jamais seria como Sirius. Ah, ele era uma visão. O corpo do doncel cadenciava pecaminosamente sentado no balcão, enquanto se enfiava nele uma e outra vez.

Severus o ergueu, sentido como todo o seu membro entrava no esposo, até a base, alcançando lugares antes inexplorados e preenchendo-o inteiramente. Os gemidos intensos o estimulavam a prosseguir. Beijou, lambeu, chupou. Mordeu... Ah, Sirius era uma refeição completa... Como não aproveitar? Como não se fartar? Foi o que fez... Devorou Sirius... E o prazer foi tamanho que o grifinório, muito antes do que esperava, se esvaiu forte, derramando-se entre os corpos de ambos.

_Sirius... Sirius...

Jogou-o sobre a mesa da cozinha e continuou a estocar bem fundo, massageando o pênis de Sirius, fazendo-o endurecer novamente. Aumentou o ritmo, movendo-se com rapidez e, talvez, até um pouco de desespero. As contrações no interior do esposo o sufocavam, apertando-o até a atingir a loucura. Era sufocante, deliciosamente sufocando.

_Mais Sev, mais... Eu quero mais de você... Aaaah, eu quero tudo!



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_Onde ele está?

_Como assim, onde ele está? Está no quarto...

_Não... Ele não está no quarto!

O homem correu, atrapalhado, na direção do quarto em questão. A porta foi praticamente colocada abaixo, sem o uso da magia. Quando entrou, percebeu que a velha cama estava vazia e que a janela estava aberta e as cortinas velhas e rasgadas esvoaçavam com a leve brisa.

_Como isso foi possível? Ele mal conseguia ficar de pé!

_Eu disse a você que precisamos ficar de olho nele... Temos que comunicar ao mestre. Rápido!

Notas finais
"Harry, eu quero ser seu biscoitinho..." Desejos impuros de Adam Taylor...