Studyng love
2 Party time
Notas iniciais
Nathaly
Levantei-me devagar por conta do sono que ainda se fazia presente em meu corpo. Fui para o banheiro que tinha em meu quarto e fiz minha higiene pessoal e abri meu closet para trocar de roupa.
Optei por uma camisa de manga longa branca e uma jaqueta preta por cima dela. Vesti um jeans apertado que mostrava a definição de minhas coxas, e um tênis branco comum.
—Bom dia mãe bom dia pai. –Falei chegando na cozinha, e pegando uma torrada da mesa. –Pai me leva pra escola hoje?
—Bem, eu estou meio ocupado, mas se quiser ir dirigindo tudo bem. – Falou me jogando as chaves.
—Certo então até mais tarde. –Falei indo para a garagem. Apertei o botão para desativar o alarme, e estranhei o barulho, o alarme parecia diferente. –Ai meu Deus! –Falei alto olhando para o carro que estava na garagem, um Malibu Chevrolet preto. –Pai desde quando comprou aquele carro?
—Digamos que foi um presente de aniversario atrasado. –Falou sorrindo.
—Valeu pai! –Falei abrindo o portão automático e saindo com meu carro.
Cheguei à escola e estacionei perto do prédio escolar não levou muito tempo até que eu estivesse dentro do colégio.
Fui para a minha sala esperei o professor chegar, não demorou muito tempo até uma garota chegar para conversar comigo.
—Você é a garota nova a Nathaly não é? –Acenei positivamente com a cabeça. –Muito prazer a Samanta, mas, por favor, me chame de Sam.
—Oi o prazer é meu Samanta. – Falei sorrindo de canto. –Então esse é aquele momento sem graça que você acaba de conhecer alguém e não sabe o que falar.
—Você tem razão, mas vamos nos conhecer. –Sentou-se na cadeira ao meu lado.
Ficamos conversando uns dez minutos até a professora de história entrar na sala e nos mandar ficar quietos, pois a aula iria começar.
A aula estava se passando com um tédio imenso e parece que muitas pessoas nem ligavam como o Barry que estava conversando descontraído.
—Senhor Hant já que a aula esta desinteressante me explique. Quem foi o primeiro imperador romano? –Olhei para ele como todos da sala.
—Augusto. –Falou tranqüilo.
—Muito bem, só queria saber se estava prestando atenção na minha aula. –Falou a professora arrogante e voltou a explicar no quadro.
O sinal tocou indicando a troca de aula. Desci as escadas até meu armário pegar meus livros de geografia e reparei no garoto Barry do outro lado do corredor.
—Hey Barry! –Chamei sua atenção. –Como foi hoje na aula de história? –Brinquei.
—Acho que foi Augusto. –Falou fechando seu armário. –Ei repete o que você disse ontem.
—Repetir o que? – Perguntei confusa.
—Que meus slides foram os responsáveis pela nota do trabalho. –Falou me acompanhando até a sala. –Que bom que você percebeu que sou melhor.
—Agora vai ficar se sentindo o bom? Eu não precisava ter admitido sabia? –Falei.
—Sim, mas mesmo assim admitiu. –Falou entrando na sala. –Mas chega disso, hora de estudar.
Entrei logo em seguida me sentando e rindo das palhaçadas que ele esta me falando da vez em que ele e Nathan jogaram um barril de refrigerante no professor de química, da vez em que ele ficou correndo de cueca pela escola no final de ano da oitava serie. A aula foi se passando tranquilamente sem empecilhos no decorrer.
Quebra tempo intervalo
Chegou o momento do intervalo e grudei em Samanta para podermos conversar e é claro para não ficar sozinha.
—Ei, o que o Barry conversa tanto com você? –Perguntou curiosa, mas eu nem sabia o que responder, só dei um sorriso de canto sem dizer nada.
—Bem nem eu sei o que a gente conversa eu só sou a dupla de química dele, só falamos de química. –Respondi normalmente.
—Entendi. Ei já esta sabendo do baile de boas vindas da semana que vem? –Perguntou-me levantando-se da cadeira.
—Estou isso só esta espalhado por toda a escola, digamos que é fácil saber. –Falei a seguindo até o corredor.
—Alguém já te convidou? –Paramos em frente aos armários.
—Bem não, mas eu nem sei se vou mesmo então se alguém convidar talvez, mas se ninguém convidar talvez também. –Fiz pouco caso. –Mas talvez eu apareça.
Barry
Estava no ginásio treinando com o time e do nada o treinador parou todo mundo.
—Bem senhores têm uma noticia péssima e uma ruim. Qual querem primeiro? –Perguntou-nos.
—Fala as duas de uma vez! –Ryan gritou girando a bola nos dedos.
—Okay. A péssima é que o amistoso de sexta que vem já era.
—Mas por quê? –Perguntei.
—Marcaram o baile de boas vindas bem no dia do jogo e não podemos fazer nada. E a ruim é que talvez nenhuma das maricas tenha um par para o baile. –Riu alto.
—Mas não é justo tirarem nosso jogo por um baile idiota. –Nathan falou do fundo da quadra. –Faz alguma coisa treinador!
—Não posso fazer nada ordens da Diretora. –Falou jogando a bola e marcando a cesta.
—Não acredito que saco, desmarcaram um amistoso por um baile besta. –Falei jogando a bola com força ao chão.
—Barry respeita o equipamento cinqüenta abdominais. –Fiz um gesto de Ok com a mão para o treinador e comecei os abdominais.
O treino havia acabado e fui arrumar minhas coisas no vestiário para poder ir embora puto porque o jogo já era e agora, o que eu faço na noite de sexta que vem?
Peguei meu carro no estacionamento dei a partida e fui rumo a minha casa.
Subi para o meu quarto e nem troquei de roupa peguei meu notebook sentei na cama e comecei a zapear na internet.
Não deram nem vinte minutos e um homem entrou no meu quarto sorrindo que nem um babaca e com uma bola de basquete na mão.
—E aí filho. Animado pro jogo da semana que vem. –Por que as pessoas me lembram desse triste detalhe.
—Estava, mas não estou mais. –Falei sem tirar os olhos da tela.
—Mas, por quê? –Perguntou-me. –Agora que eu ia ir ao jogo.
—Pois é pai, cancelaram o jogo por causa de um baile besta de boas vindas. –Falei fechando o notebook.
—É bom também. Já convidou alguém?
—Não, eu não vou. –Dei de ombros me perguntando se ele ia dar uma de insistente pra eu chamar alguém para ir ao baile.
—Chame alguém filho, o baile da escola é divertido, é bom pra um garoto da sua idade. Foi num baile que conheci sua mãe. –Sentou-se ao pé da minha cama.
—Pai, por favor, sem histórias sobre você e minha mãe. –Falei me levantando da cama e indo para o banheiro do meu quarto.
—Tudo bem, mas filho tente ir pode ser bom.
—Vou tentar não prometo nada, mas vou tentar? –É ruim que eu vou.
Saí do banheiro e peguei meu celular, vi que havia algumas mensagens, não hesitei em ver.
Mensagens.
Nathan: Ei, basquete na quadra perto de casa hoje pra compensar a falta do jogo. E leva sua bola a minha já era.
Barry: Certo daqui a pouco estou aí.
Nathan: Esperando.
Mensagens off.
Vesti uma bermuda e uma camisa comum meu tênis e um tênis velho que eu tinha e desci as escadas.
—Mãe vou até a quadra jogar basquete volto daqui a pouco! –Falei abrindo a porta.
—Parado aí. Quem disse que vou deixar você ir. –Ai não. –Já esta quase escurecendo acha mesmo que vou deixar você sair? E ainda jogar basquete?
—Sim! –Falei dando um sorriso bobo.
—Não vai mesmo. Tira essa roupa e venha comer.
—Mas, mãe todo mundo vai. –Insisti.
—Você não é todo mundo. –Respondeu.
—Ta bem, eu subo. –Mandei uma mensagem ao Nathan que não aconteceria de eu ir.
Fiquei com cara de merda pelo resto do jantar e por alguns minutos da conversa de família que sempre fazemos depois do jantar o que às vezes enche o saco.
—Querida, Barry te falou sobre o baile? –Por favor, não pai.
—Não me falou nada, por quê? –La vem o questionário.
—Porque não é importante eu nem vou. –Falei bebendo um gole de refrigerante.
—Por que não vai? –Perguntou.
—Não tenho par e não quero ir. –Respondi, parece que é difícil ela entender.
—Isso não é problema, por que não chama a Nathaly? –Como é? Pensei comigo mesmo quase cuspindo o refrigerante que estava em minha boca.
—Como é? Não mãe nem conheço ela direito. -Tentei me salvar da situação.
—Chama ela vai ser bom pra ajudá-la a se enturmar. –Falou indo até o telefone.
—Que se ta fazendo mãe? Você não ta fazendo o que eu penso que ta fazendo? –A vi discar um numero. –Você já fez. Pai me ajuda. –Ele acenou negativamente com a cabeça.
—Alo? Clary tudo bem? Que bom. Sua filha esta? –Falou me olhando com um olhar maligno. –É que o Barry quer falar com ela... Ótimo vou passar pra ele. É pra você.
Ligação on
Barry: Alo Nathaly?
Nathaly: Oi Barry.
Barry: Posso fazer uma pergunta?
Nathaly: Já esta perguntando então pergunte de novo.
Barry: Você... Vai com alguém ao baile?
Nathaly: Não, por quê?
Barry: Por acaso você gostaria de ir comigo?
Nathaly: Bem... Eu gostaria.
Barry: Então na sexta que vem te pego as dezenove?
Nathaly: Pode ser.
Barry: Ótimo.
Ligação off
—Feliz? –Olhei para minha mãe que ria da minha cara.
—Estou muito feliz. –Falou rindo.
—Ótimo vou pro meu quarto e se alguém entrar, que seja só o Liam. –Subi as escadas batendo os pés nos degraus, e batendo a porta. -Pensando bem nem o Liam entra.
Nathaly
—Então o que ele queria? –Meu pai perguntou com os olhos no jornal.
—Bem, me convidar pra ir ao baile. –Ele abaixou o jornal deixando só os olhos amostra, arqueando uma sobrancelha.
—E você aceitou?
—Claro pai, por que não aceitaria? –Falei sorrindo.
—Agora é ir comprar um vestido. –Minha mãe se pronunciou. –Amanha depois da escola por que não vai ao shopping e vê algum vestido que gosta?
—Tenho uma semana pra isso mãe então não se preocupe. –Falei.
—É melhor prevenir do que remediar filha.
—Sim, sim, mas ainda tenho tempo. – Dei de ombros não me importando.
Quebra tempo Escola.
Adentrei a escola e fui para aula de Filosofia, sentei-me no fundo da sala e fiquei esperando a aula se iniciar.
Não preciso nem explicar, que acho essa aula muito interessante, o questionamento, as respostas tudo é diferenciado e prefiro muito mais conversar a escrever no caderno.
A aula havia terminado, e eu fui procurar o Barry sabe conversar um pouco sobre o baile quem sabe seja divertido conhecer mais o meu par do baile.
O encontrei já na sala de matemática sentado a frente da sala. Quando me aproximei ele levantou a cabeça e deu um sorrisinho de canto.
—Fiquei impressionada com o seu convite ontem. –Falei sentando-me tranquilamente e colocando o livro e os cadernos sobre a mesa.
—Por quê? Acho que uma garota como você deve receber muitos convites. –Falou olhando para o quadro e anotando os exercícios.
—Como assim, como eu? –Perguntei confusa.
—Bem como assim? –Falou pausadamente. –Bem é que na maioria das vezes o homem toma iniciativa em um convite.
—E vai ser machista agora? Fique sabendo que esse argumento foi ridículo. –Olhei-o com desdém.
—Eu não sou machista só que é verdade na maioria das vezes o homem é o que toma iniciativa. –Falou se virando para mim.
—Então você acha que uma mulher não pode tomar uma iniciativa? –Perguntei mesmo já sabendo a resposta.
—Depende. Só me deixa fazer os exercícios agora pode ser? – Arqueou um a sobrancelha.
—Ta bem senhor machista, mas antes vou te fazer uma pergunta. –Ele me olhou sorrindo amarelo.
—Pergunte.
—O que te fez me chamar pra ir ao baile? –Ele recuou quando terminei a pergunta.
—Bem foi, foi minha mãe. Ela queria que eu fosse ao baile. –Respondeu cabisbaixo para esconder o rosto corado.
—Viu como as mulheres podem tomar iniciativa pelos homens. –Sorri vitoriosa, e ele se virou na cadeira
A aula se passou e fomos para o ginásio.
Estávamos todos na quadra já com a roupa ideal, quando o professor começou a falar.
—Senhoritas e cavalheiros, como é a minha quarta aula do ano quero desejar a todos bom dia, e quero dizer a todos. –Falou levando o apito até a boca e apitando logo em seguida. –Quero todos os homens em uma fila na parede de escalada de um lado e as meninas do outro e façam isso rápido! –Gritou e todos foram para as filas. –Agora os primeiros subam e o resto faça o mesmo rápido não quero moleza! –Apitou novamente.
A fila andou até chegar minha vez de subir ao lado de um garoto de olhos verdes e cabelos loiros escuros.
—Vou pegar leve com você. –Piscou para mim, só levantei o dedo do meio e comecei a subir.
Fui extremamente fácil eu escalo com meu pai quando viajamos juntos então não é muito difícil.
—Caramba você é biônica? –Barry perguntou me olhando com cara de que viu um fantasma. -Se ferrou Nathan.
—Calado Barry! -Nathan gritou tentando recuperar o folego.
—Não só sou boa no que faço, e sou competitiva. – Falei sorrindo de canto.
—Mandou ver. –Falou acenando com a cabeça.
Quando a aula terminou fomos aos vestiários e começamos a seguir rumo ao prédio escolar.
Estava na aula de Física quando Samanta Chamou minha atenção
—Ei Nathaly. –Sussurrou me chamando.
—Fala! –Fui seca, pois a professora estava explicando o exercício.
—Hoje a noite alguns amigos e amigas vão dar uma festa se quiser ir.
—Mas, eu nem conheço a pessoa. –Falei.
—Você aparece comigo e pronto já te conhecem.
—Vou pensar não prometo nada. –Voltei meus olhos ao quadro.
Barry
—Não!
—Qual é cara, por favor, é minha chance de pegar a Samanta de novo, e é só uma festinha. –Nathan falava indo atrás de mim.
—Cara em quantas festas você já me viu?
—Essa é fácil, nenhuma. –Riu.
—Então não é porque você quer ficar com uma garota que vou mudar de idéia. –Falei fazendo a combinação do meu armário.
—Pensei que a gente era parceiro.
—E somos só que em festas não conte comigo, okay? –Bati o armário.
—Só dessa vez e prometo nunca mais te convidar a uma festa. –Implorou fazendo cara de cãozinho que caiu da mudança.
—Só essa festa, nenhuma mais. –Falei sorrindo amarelo.
—Valeu cara não sei o que eu faria sem você.
—Viveria! Agora vamos pra sala.
Quebra tempo Festa
Eu e Nathan chegamos ao local da festa e já percebi que ele me meteu em um buraco cheio de adolescente chapado e fedendo a birita, muitos já estavam caindo de bêbados achei que fosse só uma festinha, mas agora vamos ver para o buraco que ele me arrastou.
Nathaly
Estava me arrumando para festa e optei por vestir uma blusinha sem mangas com alças bem finas, coloquei um shortinho branco e uma sandália bege que admito não foi a melhor escolha, voltei ao closet e vesti uma calça jeans bem agarrada a minha perna, uma bota de cano baixo com salto mais ou menos de dez centímetros, a mesma blusinha azul e uma jaqueta de couro, me olhei no espelho e me senti bem.
Hora da festa...
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