Studyng love
3 Paties
Notas iniciais
Nathaly
Cheguei à casa do tal amigo da Samanta e fui recebida pela mesma com um sorriso e um copo de cerveja.
—Que bom que veio. –Deu-me um clássico bochecha com bochecha.
—Não eram só alguns amigos? –Perguntei rindo, pois ela já estava meio alterada.
—Isso são alguns amigos, e vamos parar de falar e curtir a festa. –Puxou-me para dentro da casa.
Não levou muito tempo até eu conseguir ver Barry e aquele amigo dele, fomos até eles conversar alguns assuntos banais, antes de Samanta sair com o Nathan para um canto qualquer da casa e me deixar ali plantada ao lado de Barry em uma situação desconfortável, acho que não tínhamos assunto.
—Então, o que esta achando da festa? –Perguntei na chance arrumar um assunto.
—Se o que estar achando significa vir com um amigo pra ele pegar uma garota e depois quando ele estiver bêbado eu levar ele embora, claro estou curtindo. –Olhei-o com sarcasmo e ele riu baixo. –Não estou curtindo nada.
—E por quê? –Ele se virou para mim com um olhar de indignação. –Que foi?
—Você acabou de ouvir tudo o que eu falei? –Continuou a fitar-me indignado. –Eu desisto de tentar falar com você. –Falou alto por conta da musica.
—Vamos beber alguma coisa? –Ele me olhou meio assustado tornei a perguntar. –Que foi dessa vez?
—Eu não bebo. –Falou com desdém e me fitando com certa repugnância.
—Você é um adolescente e não bebe? –Perguntei retoricamente, mas ele não perde a chance de me responder.
—Tenho meus motivos. –Falou, quando comecei a puxá-lo pelo braço até um barril de cerveja e um cooler grande.
Abri o cooler pegando duas Heineken e tornei a fechar o cooler. Abri as garrafas e entreguei uma para ele e fiquei com uma e o fiquei fitando esperando ele dar um gole.
—Ta esperando o que? –Perguntou-me
—Você dar um gole! –Respondi de supetão me aproximando dele. –Só um gole não vai te matar.
—Como você sabe posso contrair algo através da bebida que me mate. –Olhou atentamente para a garrafa.
—Vai só um golinho. –Insisti dando um gole na minha. –Saúde.
—Só um gole. –Respondeu dando um gole e tirando rapidamente da boca. –Feliz agora não enche mais o saco com bebida né. –Falou rápido deixando a bebida em uma mesinha de centro e me seguindo até onde todos estavam dançando.
—Toma só mais um gole! –Estendi minha garrafa para ele que me olhou meio bravo.
—Você vai pro inferno por ser tão convincente! –Falou alto por conta da musica, tomou a garrafa de minha mão direita e deu um gole soltando a garrafa no chão. –Sinceramente eu não sei como gostam disso.
—Disso o que? –Olhei-o confusa esperando uma resposta rápida.
—Beber, sabe ficar chapado e depois no outro dia não se lembrar de nada e ficar com uma puta dor de cabeça, realmente não entendo isso. –Só acenei positivamente com a cabeça e o puxei mais para o meio.
—Vamos dançar? –Perguntei.
—Contanto que eu não tenha que beber. –Respondeu grudando seu corpo ao meu.
Começamos a dançar de acordo com ritmo da musica eletrônica que estava tocando em um ritmo muito rápido. Dançávamos como se tivéssemos ensaiado com movimentos rápidos e “sensuais” por assim dizer. A musica foi diminuindo a velocidade, mas não tanto, me virei de costas para ele passando minhas mãos envolta do pescoço dele e começamos a rebolar ao mesmo tempo fazendo nossos corpos esquentarem e ficarem ainda mais juntos, logo a lei de que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar seria uma grande mentira. Virei-me para ele colocando minhas mãos em seu rosto que estava quente igualmente ao meu começamos a aproximar nossos rostos quando estávamos bem perto de eles se chocarem fomos interrompemos por um cara que esbarrou no Barry.
—E foi mal Barry. –O cara falou com um sorriso amarelo.
—Na boa Ryan, acidentes acontecem. –Ele cumprimentou o amigo como se nada tivesse acontecido.
Fomos andando para um canto da casa onde pudéssemos conversar tranquilamente pelo resto da festa porque sinceramente estou de saco cheio de ficar em pé. Fomos até a escadaria da casa e ficamos sentados lá bloqueando a passagem de algumas pessoas que com certeza estavam indo “brincar” um pouco particularmente.
—Sabe o que eu entendo, como você não gosta de festas e sabe dançar desse jeito? –Perguntei olhando para ele que sorriu olhando para baixo como se eu tivesse perguntado algo engraçado para ele poder rir.
—Meus primos um casal de gêmeos, tem uma escolinha de dança e me ensinaram a dançar, então esta respondida sua pergunta? –Falou.
—Agora entendo senhor certinho.
Ficamos conversando no meio daquela algazarra cheia de gente bêbada e drogada até quase duas horas da madrugada quando decidimos ir embora, porque já estava na hora se eu chegasse meia hora mais tarde meu pai já teria chamado a policia.
Despedi-me de Barry e de Nathan entrei no meu carro e fui para minha casa tranquilamente.
Barry
Dirigi até a casa de Nathan que estava bêbado no banco traseiro do meu carro dizendo que nem tinha bebido, mesmo dando para perceber de longe o odor de cerveja que saía de sua boca. Parei em frente a sua casa e destravei as portas do carro.
—Vai lá cara, e vê se não cai no caminho até a porta. –Brinquei.
—Valeu de novo cara. –Falou mole e cambaleando até a porta da casa. –Até amanha!
Dei uma risada fraca e liguei o carro segundo até minha casa que não era tão longe dali. Fui cantarolando uma musica que tocava no rádio, era Addicted de Morgan Page.
Chegando a frente de minha casa guardei o carro na garagem e entrei silenciosamente na casa que já se encontrava deserta. Todos já deviam ter ido dormir, comecei a andar na ponta dos pés para não fazer barulho.
—Barry? –Liam apareceu segurando o ursinho de pelúcia e coçando os olhos devagar. –O que faz acordado?
—Eu é que pergunto o que você esta fazendo acordado há essa hora? Vem vou te levar pra cama. –Peguei-o no colo e subi as escadas até seu quarto.
Coloquei-o na cama e o cobri saindo do quarto seguindo para o meu.
Adentrei meu quarto que estava do jeito que eu havia deixado, entrei no banheiro e tomei uma rápida ducha me deitando para esperar o sono chegar.
Levantei-me cedo tomando um banho rápido fiz minha higiene pessoal e me vesti com uma camisa inteiramente branca um moletom de zíper verde água bem claro um jeans e meu Nike preto de novo.
Desci as escadas fui até a cozinha pegando uma maçã e seguindo até a garagem buscar meu carro e ir para o inferno na terra chamado escola.
Chegando lá fui direto para meu armário buscar meu livro de Matemática quando Nathan apareceu do meu lado me assustando.
—Hey mano, valeu por ter ido à festa comigo ontem foi muito legal da sua parte. –Falou fechando meu armário.
—De nada, pra você deve ter sido bom ficou atracado aos beijos com a Samanta então não deve ter sido ruim. –Fui andando até a sala e me sentando na cadeira da frente.
—Você não pode reclamar tava agarradinho com a garota nova, ou acha que eu não vi vocês dançando agarradinhos. –Brincou sentando-se logo atrás de mim.
—Estávamos só dançando, nada de mais. –Puxei meu caderno da mochila colocando na cara para não olhar para ele.
—Quando uma gata daquela esta colada em você, e ainda por cima rebolando juntinho, acho que é incrível. –Fez a posição do ao infinito e além.
—Ta bem só deixa isso em off okay. –Tirei o caderno da cara. –Sem essa de dar uma de jornal da escola. –Olhei-o sério assustando-o.
—Okay, sem ser jornalista vou riscar da lista. Até rimou em. Só mais uma coisa. –Tocou meu ombro para que eu me virasse para ele.
—O que! – Falei alto atraindo a atenção de todos inclusive a do professor.
—Se minha aula o deixa irado pode sair senhor Hant, não me importo de termos um aluno a menos! –Falou jogando o livro na mesa.
—Não professor, desculpe não vai se repetir.
—Seria ótimo se fosse verdade. –Virou-se para o quadro continuando a passar a explicação.
Olhei sério para Nathan que estava rindo para dentro acho que é engraçado o professor de uma das matérias mais importantes, chamar minha atenção.
—Okay, o que? –Sussurrei.
—Tem os testes para líder de torcida que tal em? Gatas de top e saia dando saltos fazendo a calcinha aparecer. –Olhou-me sorrindo sarcástico.
—Estarei lá. –Sorri para ele.
Nathaly
Estava na aula de Matemática sem nada pra fazer eu já havia entregado os exercícios e fiquei conversando com Samanta e mais uma garota chamada Emily garota alta de cabelos longos e pretos, corpo bonito acho que ela é o tipo de garota que muitos rapazes lançam olhares.
—Então o que acharam da festa ontem? –Samanta estava animada nem parecia estar de ressaca.
—Foi boa até, tirando o fato de que descobri que estava bêbada ontem. –Emily.
—Você ficar bêbada não é novidade alguma. –Ri do comentário de Samanta, mas ainda continuei calada. – Mas, e você Nati.
—O que tem eu? –Perguntei confusa.
—Você e o Barry dançando agarrados. –Olhei-a sem entender, eu e Barry só dançamos e nada demais.
—Nada demais só dançamos. -Voltei os olhos para a professora que acabava de se aproximar.
—Espero não estar atrapalhando a conversa de vocês. –Todas nos viramos para olhá-la. –Os exercícios aposto que estão em branco.
—Não estão não. –Falei entregando meu caderno, a mesma olhou os exercícios e sorriu amarelo.
—Todos estão corretos, agora, por favor, parem a conversa e estudem. –Deu-nos as costas e voltou ao seu acento.
Continuamos conversando alguns assuntos banais sobre a festa e sobre o baile que vai acontecer em uma semana, falando coisas sobre como iríamos e tais como outras coisas, não vou me preocupar agora ainda tenho muito tempo para isso.
Quebra tempo intervalo.
Estava no intervalo andando com a Sam como já virou de costume. Fomos até a fila pegar a merenda e nos sentamos em uma mesa onde estava a Emily e o irmão dela o Ryan, o moreno é lindo, os olhos bem castanhos quase pretos o corpo definido deve ser o sonho de qualquer garota, o único problema é que ele é Gay.
—Moças podemos nos sentar com vocês. –Nathan chegou e Sam não perdeu tempo e já o puxou para um beijo. Quanta indiscrição. –Então estamos aqui.
Barry e Nathan se sentaram a mesa e pude perceber Barry entediado e inquieto ficava de cinco em cinco minutos olhando o relógio.
—Você tem algum compromisso por acaso? –Ryan perguntou já se enchendo da impaciência de Barry.
—Temos treino hoje, ou será que esqueceu? –Perguntou retoricamente.
—Cara o jogo da semana que vem foi cancelado ninguém vai estar no treino. –Nathan deu um soco no ombro do amigo. –Você precisa parar de se preocupar um pouco, e lembra hoje temos que escolher as lideres de torcida. –Sam não esperou nem um momento e deu um tapa no braço do mesmo enquanto eu ria da situação. –É por causa do Barry, tenho que ensinar ele a olhar mais para as mulheres e não focar só a cabeça em estudo e basquete. –Tentou se consertar.
—Okay eu não vou ao treino hoje se isso te agrada. –Barry falou se levantando e indo para os corredores.
Não perdi tempo e o segui, Por quê? Nem eu sei só queria conversar com alguém.
—Ei Barry. –Chamei a atenção do mesmo que se virou para mim.
—Sim? E seja rápida. –Falou ríspido.
—Nada não, só queria conversar um pouco. –Nossa que especificação.
—Então, sobre o quer conversar? –Perguntou-me e começamos andar.
—Sobre a Lei da Inércia em física. Falei tentando puxar assunto.
—Okay eu não entendo quase nada de física podemos falar de outra coisa? Ótimo. Que tal falarmos de novo sobre as minhas seções de slides terem sido ótimas, e seu relatório ter sido, bom. –Brincou.
—Bem talvez as coisas tivessem sido melhores sem seus slides não é. –Provoquei um pouco, fazer o que sou humana. –Eu com certeza teria uma ótima nota sem sua ajuda.
Ele me olhou indignado como se eu estivesse me esquecido da aposta que fizemos. E sinceramente eu esqueci não vou admitir nada assim tão fácil. Continuamos discutindo até chegarmos a biblioteca onde continuamos discutindo e fomos interrompidos.
—Silencio, esse lugar é uma biblioteca não uma terapia de casais. –A moça da biblioteca sussurrou para nós.
—Eu e ela nunca vai rolar, sinceramente nunca vai rolar. –Falou apontando para mim.
—E ele não é meu tipo. –Respondi saindo da biblioteca e o deixando sozinho indo para a sala de aula.
Quebra tempo saída
Não demorou muito para eu conseguir sair da escola e ir para o estacionamento e ao mesmo tempo encontrar Barry mexendo no porta-malas de seu carro.
—Já vai embora? –Perguntei entrando em meu carro.
—Tenho um compromisso com lideres de torcida. –Falou colocando um óculos de sol e seguindo para o ginásio.
Dei a partida em meu carro e fui para minha casa com o rádio ligado bem alto curtindo o som para me distrair um pouco. Cheguei a minha casa e fui recebida por minha mãe que estava toda arrumada, com uma blusa branca de magas cavadas que ia até suas coxas, com um cinto dourado na cintura, um jeans bem agarrado e um salto agulha dourado, seu cabelo estava em um coque frouxo e usava um par de brincos de perola que havia ganhado de meu pai.
—Aonde vai assim? –Perguntei curiosa.
—Não é aonde eu vou, é aonde nós vamos. –Fiquei meio confusa e fiz um gesto para que ela continuasse. –Vamos à casa da Barbara, ela nos convidou para o aniversario do filho dela.
—O Barry. –Perguntei, podia ser uma festa surpresa.
—O Liam o mais novo. Então suba e vá se arrumar. –Sorriu e foi para o banheiro fazer a maquiagem.
Subi para meu quarto tomar um banho e fazer minha higiene pessoal e me trocar. Optei por vestir Uma blusa de manga longa roxa, um short curto que parece com a bandeira dos estados unidos e uma bota de cano baixo, deixei meus cabelos soltos e desci as escadas esperar minha mãe terminar a maquiagem. Ela saiu do banheiro já pronta estava linda como sempre, sim eu bajulo muito minha mãe.
—Então vamos. –Falou pegando as chaves do carro.
Mudança de local, casa dos Hant
Chegamos à casa dos Hant e estava cheio de crianças correndo de um lado para o outro no quintal. Minha mãe e eu entramos na casa sem demora e logo paramos para conversar com a Barbara.
Barbara
Estava já começando a festa do meu pequeno Liam e eu notava muitas pessoas lá, muitas menos o meu outro filho. Aonde ele se meteu.
Foi quando vi Nathaly e Clary entrarem pela porta, fui recebê-las.
—Ola senhoritas. Como estão hoje? –Cumprimentei as duas com um beijo na bochecha cada.
—Estamos bem. E o aniversariante onde esta? –Clary me perguntou olhando de um lado para o outro.
—Deve estar lá fora correndo ou procurando o irmão.
—O Barry? –Nathaly me perguntou, acenei positivamente com a cabeça. –Ele disse que tinha um compromisso com as lideres de torcida da escola.
—Bom saber. Muito obrigado, agora se me dão licença tenho que ligar para o meu filho. –Pedi licenças e fui ligar para o meu filho desnaturado.
Ligação on
Barry: Seja quem for não é uma boa hora.
Barbara: Não é boa hora nada, posso saber por que não esta no aniversario do seu irmão?
Barry: Era hoje? Não sei como esqueci. Já chego aí sério.
Barbara: É bom mesmo.
Ligação off
Barry
Ela desligou na minha cara e me joguei no banco suspirando alto.
—Qual é cara o que foi? –Nathan me olhou sem entender absolutamente nada.
—Tenho que ir embora eu me esqueci do aniversário do meu irmão caçula. –Falei me levantando e pegando minhas coisas.
—Cara você é um péssimo irmão e um péssimo filho.
—Obrigado pela parte que me toca, agora até amanha se eu estiver vivo.
Fui correndo para o estacionamento liguei meu carro e fui buscar um presente que eu tenho certeza de que ele iria gostar.
Comecei a acelerar e embrulhei o presente em uma caixa enquanto dirigia. Chegando em casa corri para dentro e subi para meu quarto tomar um banho rápido fazer minha higiene pessoal me vestir, com um jeans cinza, uma camiseta preta lisa e um all star preto também. Desci as escadas procurando pelo Liam para entregar o presente.
O encontrei lá fora brincando com os amigos dele e decidi chamar sua atenção.
—Ei Liam! –Ele veio correndo até mim e escondi o presente nas costas.
—É pra mim? –Perguntou apontando para a caixa.
—É sim e olha você vai gostar. –Entreguei-lhe a caixa e ele abriu rápido revelando um filhote de São Bernardo. –Ele ainda não tem nome.
—Ele é meu?
—Agora é, espero que tenha gostado. –Ele me abraçou e sorriu. –De nada agora vai brincar com ele e com seus amiguinhos.
Vi ele correr de volta para seus amigos levando o cachorrinho novo.
—Que bom te ver aqui. –Minha mãe. –Ele gostou do presente?
—Acho que ele vai querer dormir junto com o cachorro. –Respondi sorrindo e indo beber alguma coisa na cozinha.
Abri a geladeira e peguei uma garrafa de água, coloquei o liquido em um copo e fui dando pequenos goles.
—Ei Barry. –Levei um susto e me afoguei com a água começando a tossir.
—De onde você surgiu? –Tossi um pouco.
—Sua mãe me convidou. –Nathaly falou sorrindo que nem uma otária.
—Você que me entregou né? –Perguntei.
—Fui eu sim, e não me arrependo. –Deu as costas e eu a segui.
—Qual é o que te fiz para me entregar? Eu só estava vendo lideres de torcida, valeu a pena, valeu é claro, mas não é motivo pra me entregar pra minha mãe. –Falei segurando seu pulso.
—Eu não te entreguei ela me perguntou e eu respondi, e sinceramente acho que não gostaria de perder o aniversario do seu irmão mais novo. –Falou soltando o pulso e acariciando o mesmo.
—Golpe sujo. –Falei voltando para a sala de estar e me sentando no sofá e pegando o controle da TV e ligando a mesma começando a zapear nos canais.
—Coloca em algo que preste. –Nathaly.
—A casa é minha e você quer exigir? –Falei deixando em um canal que passava um filme dos melhores Star Wars.
—Achei que seu gosto por filmes seria que nem o gosto por mulher. –Olhei-a confuso.
—Como assim meu gosto por mulher? –Perguntei esperando uma resposta rápida.
—Você foi ver um treino de lideres de torcida sinceramente aquelas garotas são as que não ligam pra com quem estão ficando, ou seja, vadias e acho que você não gosta de pegar restos. –Bem digamos que ela esta certa.
—Você tem razão. Mas o que meu gosto para mulher tem haver com você? –Quero ver ela responder agora.
—Nada se você quiser você fica com quem você quiser a vida é sua então o problema é seu. –Esse momento fez meu cérebro encolher.
—Okay então vamos ver o filme antes que alguém se exalte. –Falei voltando meus olhos para a TV e ela fez o mesmo.
Praticamente o resto da festa eu fiquei assistindo e conversando, mas fiquei mais assistindo do que conversando. Fiquei esperando alguns convidados irem embora para me levantar do sofá e ir para fora jogar um pouco de basquete.
—Pelo visto você não gosta nem das festas familiares. –Olhei para ela que estava sentada no chão recostada na parede.
—Não para de me seguir agora? –Brinquei e ela revirou os olhos.
—Viu ela hoje? –Perguntou apontando para o céu.
—É a lua não te como ver. E também não te importância se eu a ver ou não. –Falei marcando uma cesta. –É só a lua.
—Depende do seu ponto de vista. –Fiquei confuso, acho que um ponto de vista não muda o que a lua é.
—Então me ensine a ver do seu ponto de vista. –Fiquei de pé recostado na parede ao lado dela.
—Bem, vejamos você pode enxergá-la não só como um astro do sistema solar, e sim como algo mais. –Ainda não conseguia entender.
—Como algo mais o que? –Perguntei.
—Muitas pessoas vêem a lua como um ápice para os amantes, ou algo mais espiritual. –Deslizei as costas até me sentar no chão.
—Ainda não entendi. Vamos mudar de assunto esse papo de lua é um saco. –Ela deu de ombros enquanto eu falava. –Por que não falamos de algo normal?
—Como a festa de ontem que você odiou. –Abaixei a cabeça e ri um pouco.
—Eu não odiei, eu só não sou muito de festa só isso. –Ela acenou positivamente com a cabeça com um olhar desacreditado. –Alguém te perguntou algo sobre eu estar dançando com você?
—Perguntaram, mas eu falei que só estávamos dançando nada de mais. –Fez pouco caso e voltou os olhos para o céu. –Posso fazer uma pergunta?
—Já fez uma né. –Brinquei. –Pode sim dependendo da pergunta.
—Vou perguntar mesmo assim. –Fez pouco caso de minha resposta pelo visto. –Chegou a se sentir alterado com os dois goles que deu ontem?
—Não, foram só dois goles nada demais. –Falei. -Não dá pra ficar alterado com dois goles sinceramente.
—Mais uma pergunta. De alguma coisa você gostou? –Perguntou um pouco esperançosa.
—Sinceramente dançar foi à melhor parte de uma festa que eu nem queria ir. –Levantei-me do chão. –Você vem?
—Pra onde?
—Pra dentro, moramos em Compton lembra? Esta quase quinze graus aqui fora. –Respondi ajudando-a a levantar.
Entramos dentro de casa e sentamos no sofá para conversar um pouco alguns assuntos banais até a mãe dela a chamar para ir embora. Quando ela foi embora haviam alguns convidados lá ainda, o jeito é esperar todos irem embora.
Nathaly
Chegamos a casa e meu pai estava no sofá assistindo TV, não liguei muito e subi para meu quarto me deitar afinal eu tenho aula amanha. Estava quase pegando num sono quando minha mãe entrou no quarto.
—Filha podemos conversar rapidinho?
—E porque não.
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