Notas iniciais
Olá!! Estou com mais um capítulo novinho para vocês. Finalmente consegui escrever uma quantidade maior de palavras :D Gostaria de agradecer a Lara, Hard Feelings, Reader Secret, Mônica Sousa Menezes e Jade pelos comentários perfeitos no capítulo anterior. Mamãe, olha você aqui nas notas *-* Obrigada pelo apoio. Boa leitura.

A mala já estava pronta. Algumas peças de roupas de cores sombrias, uns utensílios de higiene pessoal e poucos equipamentos de missão. A verdade é que levar muitos não adiantaria em nada, ela não teria a menor estrutura, e a grande parte precisava estar conectado a uma tomada. Então, suas "armas" se resumiam a um binóculos, um celular, uma chave universal, a câmera que Christopher queria que fosse instalada entre outros.

A sorte de Mandy era que Derek não parecia ser muito perigoso. Era novo no ramo e não tivera a sorte de buscar uma boa aliança. Deveria ter 19 anos, se comete muitos erros na adolescência e no mundo criminoso eles são fatais. Todos sabiam que ao se buscar amizade com os mafiosos mexicanos se declarava guerra aos Sawyers. A rixa dos dois grupos era enorme. Poderosos, criminosos, impiedosos e donos de grandes territórios. Definitivamente não era uma boa ideia estar no meio da briga dos dois. A jovem pensava nisso, não chegava a sentir pena do rapaz que nem conhecia e que teria a privacidade violada por ela, apenas queria que não passasse de um engano e que a tal aliança nunca tivesse sido cogitada. Decidiu então que não valia a pena pensar nisso. Fechou a bolsa e jogou sua longa alça no ombro direito enquanto se dirigia a saída.

– Tenha cuidado para não perder o voo.

Parou subitamente ao escutar a voz grave e o tom provocador de Rayland. A moça não teria tempo para discutir. Mesmo assim resolveu chegar o relógio e soltou uma resposta rápida se dando ao trabalho de apenas o olhar por cima do ombro esquerdo da forma mais inabalável possível.

– Terei. E você tome cuidado para não assinar sua sentença de morte. — passou pela porta e debochou enquanto a fechava. — Não vai querer perder a cabeça, vai?

Sentiu-se insatisfeita com a reposta, mas não queria se desconcentrar, tinha que manter o foco. Eram 10: 27 e havia um longo caminho até o aeroporto. Chegaria lá em cima da hora.

O caminho foi silencioso, embora a mente de Mandy estivesse barulhenta. O que aconteceria? Será que conseguiria entrar? Aquilo definitivamente não a estava ajudando. Pegou os fones e os colocou com volume máximo em uma música aleatória. Tinha que fazer mais barulho que sua mente, tinha de silencia-la.

Quando entrou no aeroporto ouviu seu voo sendo chamando. Estava no modo automático, se dirigiu ao seu portão de embarques, sentou-se e se desesperou. Seriam 04h30min de voo, sem ter muito o que fazer. Por mais que se esforçasse para elaborar um bom plano sentia a aflição ficar ainda maior.

Quando eram finalmente 19h30min, Mandy estava chegando a cede de seu inimigo. Amarrando seus cabelos pretos e ondulados em um rabo de cavalo durante o percurso até o muro e se agachou atrás de uma moita. Aquilo era ridículo! Parecia a cena de um cartoon qualquer, mais um método clichê em um contexto desesperador.

Foi então que o viu, um rapaz de pele parda, com cabelos não muito longos castanhos escuros entrando em um carro totalmente preto e pelo que Mandy sabia totalmente blindado. Alguns seguranças o acompanhavam e se distribuíam em alguns carros menores que seguiriam o principal. Algo que Christopher jamais faria, não abria mão do luxo e do carro imponente, mas não usava carros inferiores para com os seus funcionários. Ele se camuflava. O chefe poderia estar em qualquer um, já Derek estava sem a menor dúvida no segundo carro da fila.

Ao colocar um boné, rezou para passar despercebida. Não tinha um bom treinamento de defesa pessoal, com certeza não teria a menor chance em uma luta corpo a corpo. Sorrateiramente deu o primeiro passo. Na hora certa, sobravam apenas alguns poucos centímetros para o portão eletrônico se fechar. Olhou a sua volta e viu um sistema ineficiente de câmera. A sua vítima não possuía um bom orçamento, essa era a verdade. Mesmo assim usou o truque que tinha na manga, se aproximou da câmera pelo ponto morto da mesma e usou um de seus fios para se infiltrar e mandar informações falsas para todas as outras que passariam a reproduzir a imagem tranquila de antes.

Chegou à entrada da casa amarela. Era de dois andares e relativamente imponente. Decidiu que não usaria a entrada de convidados, rodeou a mesma e dirigiu seu olhar a janela principal. Um segurança a viu. A mesma fez um sinal na cabeça de que ficasse atento. O rapaz a encarou, parecia desconfiado, mas seguiu em frente na sua ronda. Tinha sido por pouco, mas como estava totalmente de preta realmente pareceria uma funcionária.
Escalou usando a janela do térreo como base. Não era muito alto, mas não era nem um pouco fácil. Mandy já estava suando, não sabia se era o nervosismo ou a escalada, só sabia que seus braços já tremiam e que o suor escorria pelo seu rosto. Empurrou parte da janela e se jogou no cômodo.

Era um quarto totalmente bagunçado, os lençóis brancos da cama estavam sujos e ao chão. Copos se espalhavam pelo quarto e havia um cheiro enorme de cigarro. Embora, não fosse um ambiente organizado, era de certo modo bem decorado. As partes brancas faziam contraste com a cortina bege em que Mandy tinha caído. A moça levantou- se e se dirigiu ao corredor, abrindo a menor brecha possível. Estava dentro da casa. Tinha de chegar ao escritório. Procurou ouvir algum barulho, tudo estava incrivelmente quieto. Parecia que Derek tinha mais medo de se encontrar com a máfia mexicana do que de alguma invasão. Desceu as escadas na ponta dos pés. Averiguou novamente se tinha alguém por perto e se dirigiu ao uma porta que estava entreaberta e que mostrava um pedaço do que parecia ser uma mesa de escritório.

Rapidamente fechou a porta. Tirou o celular do bolso e mandou uma mensagem para Victor, o motorista que a havia deixado, fosse buscá-la dentro de 10 minutos. Olhou ao redor. O escritório era muito escuro, com todos os móveis feitos de madeira. Havia uma estante cheia de livros e um armário menor repleto de bebidas. A mesa ficava ao centro, na frente de uma janela coberta por uma cortina do mesmo material da que fora encontrada no quarto. Mandy deu um jeito de colocar a câmera entre os livros, de modo que não fosse visível e tivesse um bom ângulo. Após ter completado sua missão, se dirigiu a mesa. Colocou um pen-drive que lhe deu acesso ao computador simulando uma senha e copiou tudo que pode. Ouviu um barulho. Se agachou embaixo da mesa, viu um funcionário abrir o menor armário e pegar uma bebida.

– Essa é muito boa.- Disse um homem moreno a um mais baixo.

– Ele nunca notará. É um criança!

E rindo os dois saíram deixando a porta somente encostada. Mandy saiu pela janela localizada atrás da mesa, fingiu estar fazendo um ronda e rapidamente entrou no carro preto que a esperava. Chegou ao hotel em que esperaria até a manhã seguinte. Deitou na cama sentido seu corpo relaxar depois do perigo que passou. Quando de repente foi incomodada por um toque indesejável no seu celular.

– Bom trabalho. Recebi o sinal da câmera.- O número era restrito, mas aquela voz rústica era de Christopher.

Notas finais
Algum erro no texto, crítica ou sugestão? Por favor, comentem e sejam honestos. Gostaria muito de saber a opinião de vocês. Não tenham medo de criticar! Beijos e até a próxima.