Stuck.

3 I'll not regret my feelings.


Notas iniciais
Desculpa a demora, gente.
Eu espero que gostem. ♥

JongHyun POV

Seu corpo estava tão frágil. Ele em si era frágil. Key aparentava ter um coração frio, quando queria, mas eu o conhecia, e ele era tão sensível quanto qualquer pessoa que eu já havia conhecido. E ver ele chorando, nos meus braços, só comprovavam que toda aquela máscara gélida que ele andava carregando era tão falsa quantos os seus sorrisos forçados.

Mas comigo, ele não precisava fingir. Não precisava mais.

Ele chegava a soluçar, eu sabia que ele não podia controlar o choro. Eu não queria que ele controlasse. Ele precisava esvaziar seu peito de toda a dor que eu estava lhe causando. E de alguma forma, eu estava gostando de ser o seu apoio.

Eu estava gostando de ter seu corpo tão próximo do meu, de novo. Mesmo sabendo que minha camisa estava molhada pelas suas lágrimas, eu não me importava de te abraçar forte e levar sua dor embora.

― Jjongyah.. ― E lá estava o meu nome saindo dos seus lábios, daquela forma carinhosa e única que somente ele sabia como fazer.

Sua voz era tão manhosa. Ele era uma criança maravilhosa, quando podia, ao menos comigo.

Era assim que deveria ser. Você deveria voltar a ser aquela criança manhosa e mimada ao meu lado.

― Sim, Kibumsshi? ― Minhas mãos se deslizavam por todas as costas dele, eu queria confortá-lo. Eu queria nunca mais soltá-lo.

Mas até que ele se afastou, me deixando um tanto confuso.

Seu rosto estava tão avermelhado, a pontinha do seu nariz estava mais vermelha que numa manhã de frio, e seu rosto estava tão úmido quanto uma manhã chuvosa. Me fazendo lembrar todas essas mudanças de tempo que eu acompanhei com você. Somente com você.

― Me desculpa pela sua camisa. Me desculpa por bancar o chorão na sua frente. ― Suas mãos vieram até a gola da minha camisa, e elas se deslizaram ali, como se aquele pequeno gesto fizesse todo o molhado dali desaparecer.

Era engraçado como seus pequenos gestos eram capazes de resolver os maiores problemas do mundo. Você acreditava nisso. Eu acreditava nisso.

Eu ainda acredito nisso.

Meus gestos já não eram mais calculados e controlados. Eu só precisava de você de volta.

Eu segurei suas mãos e eu o puxei para perto de novo. Estava cansado da nossa distância. Cansado dessa barreira que nunca deveria haver entre nós. Eu senti o seu corpo se chocar com o meu, eu precisava ser esperto se não quisesse que você fugisse. E eu não queria. Minhas mãos voltaram a sua cintura tão fina e tão delicada.

Eu precisava ser cuidadoso. Você não podia quebrar, mais do que já estava quebrado por dentro. Era impossível.

Seus lábios vieram ao encontro dos meus de uma forma tão urgente. Como se fosse preciso tocá-lo, e eu só pude corresponder. Eu o queria tanto. Eu sempre o quis.

Seus lábios eram macios, tão aveludados. A sensação de tocá-los era surreal.

Suspirei baixo, encantando com a doçura deles. Eu precisava de mais. Eu queria mais.

Mas nossos lábios permaneceram imóveis durante algum tempo. Fazendo proveito daquele silêncio que somente nós entendíamos. Fazendo proveito daquele pedido mútuo de desculpas, que somente nós precisávamos saber.

Eu costumava ficar em silêncio por horas na presença dele, ele costumava falar muito. Mas quando estávamos sozinhos, não precisávamos de palavras. O seu olhar costumava dizer tudo, os nossos abraços no meio da madrugada diziam tudo.

Aos poucos ele se afastava, e eu só pude resmungar, eu ainda queria mais.

― Eu.. Eu sinto a sua falta, Jjongyah. ― Aos poucos eu abri meus olhos, e eu vi nos olhos dele aquele brilho de antes. O brilho, mesmo que pequeno, era de felicidade. Aquele brilho que costumava aparecer quando estávamos somente nós dois.

Eu era apaixonado por aquele brilho.

Eu era e ainda sou apaixonado por você.

Eu só precisava te recuperar, e eu iria lutar por isso. Só para ver esse brilho nos seus olhos, de novo.

― Eu sinto a sua falta. Mais do que você imagina. ― Ele voltou a me abraçar, da mesma forma apertada de antes. Mas desta vez ele não chorava, mas também não sorria. Eu sabia que ele estava confortável ali, afinal, seu lugar era nos meus braços.


Era onde eu o manteria. É onde ele ficaria.

Aos poucos eu sentei no sofá, e o trouxe comigo. Ele poderia ter sentado ao meu lado, ou até ter fugido.

Mas ele se sentou no meu colo e ali ficou. Como uma criança que procurasse seguro em colo de estranhos.

Mas eu não era o seu estranho.

Eu lhe traria seguro novamente, Kibum.

"If you ever had to leave I would follow you, I would never let you go. "

─ Jonghyun to Key.