Stuck.
4 Life is unfair.
Notas iniciais
KEY POV
De alguma forma as coisas estavam correndo bem. Eu o via, todos os dias. Eu podia ver que ele estava até mais aliviado e menos tenso, quando estava perto de mim.
Jonghyun passava a sorrir várias vezes, comigo e pra mim.
Mas o seu namoro com Shin SeKyung não acabava, não tinha fim.
Eu chegava mesmo a dúvidar se ele estava sorrindo por mim, ou por ela.
Eu só precisava não pensar.
Já era noite e TaeMin estava sentado ao meu lado, no sofá da sala. Assistíamos um desenho animado qualquer, várias vezes TaeMin ria e eu só podia rir junto. A infantilidade em nós dois era grande e eu não tinha como não adorar aquilo. Afinal, ele era o único que dividia daqueles momentos comigo. Onew estava em seu quarto e MinHo estava na cozinha, aprontando alguma coisa.
Até que a porta se abriu. E a voz dele era presente.
Mas ele não estava sozinho.
A voz feminina que o acompanhava era familiar. Eu reconhecia aquela voz.
Shin SeKyung.
A explosão de emoções que correu dentro de mim, podia ser comparada a uma granada. Eu estava nervoso a principio. O nervosismo estava se cessando aos poucos e estava se transformando.. Em tristeza.
Tive que apertar a mão de TaeMin com muita força. Eu precisava me controlar.
Depois de chorar nos ombros dele. Ele teve a audácia de trazer ela para o nosso dormitório.
Para onde eu achei que jamais a veria.
Eu levantei numa velocidade tremenda que até eu cheguei a desconfiar.
Jonghyun me olhou assustado, mas depois eu vi. Seu olhar tinha culpa, e tristeza.
Ele sabia que estava me machucando de novo.
- Olá rapazes! — Ela sorria de uma forma absurda. Como ela podia se sentir bem ali?
Nós a comprimentamos com os nossos melhores sorrisos. E eu sabia que o meu estava forçado, sem humor algum. Afinal, o olhar de reeprendimento que eu ganhei de Jonghyun me atingiu de uma forma que me derrubaria, se a mão de TaeMin ainda não estivesse na minha.
Ela não podia simplesmente ir embora?
Era só abrir a porta e se retirar. Não era tão dificíl assim. Era? Mas não. Ela continou entrando no nosso dormitório e ela estava tão avontade. Estava tão simpática.
A mão de Jonghyun estava presa na dela. Por Deus, eles não poderiam se soltar?
Eu estava desabando em meu mundo, de novo.
- SeKyung queria vir dar oi para vocês. Então, eu a trouxe. — O rosto de Jonghyun se iluminou. Ele tinha aquele sorriso iluminado. Aquele sorriso que era meu, semanas atrás.
Era.
- Eu preciso me retirar, eu tenho um compromisso, agora. Perdão por não ficar, SeKyung. — Eu disse apressado nas palavras, tropeçando nas letras, engolindo as lágrimas e me mantendo firme por fora.
Deixei o dormitório na mesma velocidade que havia me levantado do sofá, minutos atrás. Era demais para mim. Eu podia lidar com seu relacionamento longe de onde eu podia ver e sentir. Eu podia fechar os olhos e admitir que não passava de um contrato.
Mas o sorriso dele o denunciava. O relacionamento deles era sério.
E eu, fui um passatempo. O tempo todo.
Eu era o seu melhor amigo, apenas.
- Key..
A sua voz estava rouca e receosa.
Eu me virei e encontrei aquele sorriso largo, de novo.
- Sim, hyung?
Ele se aproximou, e tentou diversas vezes pegar na minha mão. Mas eu fugi. Eu não queria me magoar e me machucar mais. Eu não aguentaria mais.
- As coisas com a SeKyung.. Elas são verdadeiras. Depois de refletir tanto. Eu descobri que a amo.
Ele não precisou dizer mais nada. Me senti um baralho de cartas desabando ao vento. Me senti pequeno. Todo o meu orgulho foi deixado de lado. Pois todas as lágrimas que eu havia segurado estavam umidecendo meu rosto, estavam avermelhando meus olhos. Me fazia soluçar.
E tudo o que ele fez foi me abraçar.
- Eu sinto muito.
E eu sabia, de novo.
Eu havia perdido algo que nunca foi meu.
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