Stubborn Fools

10 Capítulo 10 - Luke Daggehorn é... UM RATO!


Notas iniciais
Então pessoalzinho lindo da minha vida, minhas aulas começaram e por isso (talvez) eu vou atrasar um pouco pra postar os caps! E além disso eu só tenho escrito até o capítulo 11, o que quer dizer que eu tenho que escrever o resto e eu não tenho ideia de quanto tempo eu vou demorar pra escrever os capítulos. Mas fiquem com esse por enquanto, aproveitem.

Sophie Buckhard.

Acordei assustada. Abri os olhos, ainda estava escuro. Tateei meu celular de baixo do travesseiro, local que eu o deixava quando vou dormir. O achei. Olhei as horas. Seis da manhã. Fiquei irritada por perder o sono naquele horário, porque na noite anterior eu havia ido dormir às três horas da madrugada. Tentei dormir outra vez. Em vão. Irritada e sem sono, resolvi levantar.

Caminhei até a sala. Vi pratos com restos de bolo e petiscos, copos, garrafas de cerveja e uma camisinha, espalhada por ela. Revirei os olhos enojada com o último item. Fiquei ainda mais irritada com toda aquela bagunça. Sentei no sofá, arredando alguns pratos para que sobrasse espaço no sofá e liguei a TV em um canal qualquer. Infelizmente, nesse canal qualquer, estava passando Tom e Jerry. Mesmo assim, não mudei o canal.

_____________________________

Acordei sobressaltada com um barulho vindo da cozinha. Percebi que estava no sofá da sala. A TV ligada passava pica-pau. Lembrei que havia perdido o sono e vindo para sala, provavelmente peguei no sono no sofá. Droga. Olhei para o relógio na parede, nove horas da manhã. Segui com os olhos o barulho infernal. Deparei-me com Luke lavando as louças. Voltei meu olhar para sala, estava impecavelmente limpa.

Levantei do sofá e fui para o quarto tirar o meu pijama. Coloquei uma camisa social branca, uma calça jeans e um salto médio preto. Peguei meu estojo de maquiagem e fui para o banheiro. O coloquei cuidadosamente na pia. Passei o lápis de olho preto, o rímel, a sombra branca, blush e um batom cor de boca. Perfeito para uma ida ao banco. Retornei ao meu quarto. Peguei minha bolsa e caminhei em direção a cozinha.

– Oi. – cumprimentei Luke, e automaticamente me lembrei da noite anterior. Meu rosto corou.

– Oi. – ele respondeu sorridente. – Não está de ressaca?

– Não, na verdade, estou animada. Vou sair para ir ao banco. – confessei, sem encará-lo e rezando para que ele não comentasse nada sobre a noite anterior. Eu estava tentando apagar aquele episódio da minha memória.

– Ah, isso é bom. –Luke falou. – Assim não vou ter que pagar as comprar de supermercado todo mês. — ele brincou.

Olhei para ele com desprezo. Ridículo. Não precisava me humilhar.

– Pois é. – falei sem interesse, mais por educação do que por vontade.

Abri o armário e peguei a caixinha de cereal, em seguida abri a geladeira e peguei o leite. Despejei o cereal em uma tigela e o leite por cima. Sentei-me em um dos banquinhos que ficavam em volta da bancada, já que o apartamento não tinha mesa, e comecei a comer.

Luke acabou de lavar as louças e puxou um banquinho, se sentando ao me lado. Olhei para ele de canto de olho, reparei que ele estava me observando de uma maneira... Estranha.

– Hm... Porque está me olhando?- perguntei assustada e... Assustada. Sim, eu estava muitas vezes assustada.

– Porque... Ontem à noite... — ele começou, meu rosto esquentou. Idiota, porque ele tinha que se lembrar de ontem à noite? Ontem já foi, droga. É passado...

– Não. – interrompi. – Ontem não aconteceu. – expliquei. – E você deveria estar trabalhando, hoje é terça. – disse apressada, mudando rapidamente de assunto.

– Eu transferi minha folga de quarta para terça. – ele explicou, e suspirei aliviada. O assunto “ontem” havia morrido... – E ontem... – ou não. – Bom, estávamos bêbados.

Como é que é? Quer dizer que o que aconteceu não teve nenhum valor sentimental para você? Eu quis dizer, mas ficou entalado em minha garganta. Olhei para ele boquiaberta, ele me encarou, como sempre fazia quando estava me dizendo alguma coisa importante, ou quando estava bravo. Aqueles olhos verdes profundamente lindos.

– Exatamente, estávamos bêbados. – concordei, querendo espancá-lo.

Bom, naquele instante, percebi que eu era uma antítese. Sim, em uma hora eu queria esquecer o ontem, na outra, eu queria que o que havia sido vivido por nós, tivesse algum valor sentimental. Resolvi esquecer minhas contradições, eu estava confusa, era só isso, talvez o efeito do álcool de ontem estivesse me afetando hoje.

– Então, é isso. — ele disse, olhando para mesa e colocando os braços atrás da nuca, como sempre fazia quando estava nervoso. – Vamos esquecer. – Luke riu forçadamente.

– É, vamos esquecer. – concordei atônita.

– Hoje é seu encontro com o Daniel, não é?- ele perguntou.

– É, sim. – respondi, terminando de comer meu cereal.

– Já pensou em alguma roupa?- Luke perguntou, e eu olhei para ele com cara de “Você preocupado com roupas?”

– Hm... Não. – falei, ainda olhando estranho pra ele, foi então, que me veio uma ideia na cabeça, e eu senti a necessidade de perguntar. – Luke... Isso vai ser estranho, mas “Pensou em alguma roupa” é muito gay, sabia? Principalmente pra você... Bom, preciso perguntar. Você é bissexual?- falei na maior cara de pau. — Não era a primeira vez que seus atos me fazem pensar nisso.

Ele me encarou, piscou uma, duas, três vezes, provavelmente tentando entender o que foi dito.

– Sophie, eu não sou bi. – ele falou calmamente, encarando cabisbaixo a bancada.

– Ah meu Deus, você se ofendeu?- perguntei, toda via, já sabia a resposta.

– Muito. – Luke respondeu frustrado.

– Foi mal. – tentei me desculpar, não foi minha intenção ofendê-lo.

– Tudo bem, eu só preciso de uma prostituta para me sentir menos bi. – Luke disse se levando, percebi que ele havia realmente se ofendido.

– Poxa Luke, eu estava brincando. – falei segurando o braço dele foi quando tudo aconteceu.

Perto do fogão, o bicho mais gigante que eu já havia visto, horrendo, medonho e feioso. Ele vinha andando, com suas patas gigantes e seu rabo quilométrico em minha direção. Não tenha dúvidas, comecei a gritar igual a uma louca.

– O que foi?- ele perguntou assustado.

– Rato!- gritei, subindo em cima da bancada. – Mata!

– Sério? Sério mesmo, que você está fazendo este escândalo todo, por conta de um ratinho?- disse, enquanto observado o rato vir em minha direção. Oh não, ratos podiam ser malvados, o Jerry era tão malvado com o Tom.

– Mata ele. – gritei desesperada.

– Não. – Luke olhou pra mim sorrindo maliciosamente.

– Ah não. Mata ele seu... Seu... Seu Gay!- gritei na hora do desespero.

– Ontem você não me achou gay. – ele me recordou.

– Achei que tínhamos combinado de esquecer o “ontem”. – gritei, irritada com aquilo. – Mate logo esse rato.

Luke revirou os olhos, e saiu andando, me deixando em cima da bancada, desesperada, junto com um rato gigante.

– Se quer tanto ver o pobre ratinho morto, o mate você mesmo, ou, então, ligue para o Daniel. – ele falou enquanto se dirigia para sala, senti uma pontinha de ciúmes em sua voz. Ridículo, como sempre. Com toda certeza, estava se sentindo menos macho por ontem à noite.

Revirei os olhos, olhei para o rato que estava roendo uma migalha de bolo, que por sua vez, estava caída no chão. Aproveitei a distração do rato, peguei a chave do carro do Luke, que estava em cima do microondas, que ficava em cima da bancada, peguei as duas chaves da casa, a minha e a do Luke, que estavam no mesmo local e sai correndo em direção a porta. Abri-a rapidamente e a tranquei, assim que sai. Estava ofegante.

Sorri vitoriosa para a chave do Luke em minhas mãos. Lembra aquele meu pensamento maduro? Pois é, que se dane. O maldito Luke, se mostrou um covarde, traidor e maldoso amigo, quando decidiu não matar aquele rato para me salvar. Agora, se dependesse de mim, ele iria mofar o dia todo dentro do apartamento com aquele rato, ou então, arrombar a porta. Não importa. Essa era minha vingança por ele ter sido tão cruel comigo.

Chamei o elevador, e fiquei esperando pacientemente. Quando ele finalmente chegou, uma velha de cabelos grisalhos, olhos verdes e aparência rabugenta, portadora de uma bunda gigantesca, saiu.

– Bom dia, Senhora Black. – cumprimentei a velha irritante da minha vizinha, da maneira mais sarcástica que consegui.

– Não sei o que tem de bom. – ela respondeu com aquela voz estridente. – Já vai assaltar meu lixo, Sophie? – a velha perguntou, só para me irritar. Lógico que a senhora Black sabia que eu roubava o jornal dela há meses (aquela velha sabia de tudo), mesmo assim, a muquirana preferia jogar no lixo, a me dar o jornal do dia anterior.

– Como sempre. – concordei sorrindo forçadamente, entrei no elevador e apertei o botão de fechar a porta, o mais rápido possível.

– Repugnante. – a senhora Black disse, antes que a porta se fechasse.

Luke Daggehorn__________

Sabe aquelas cenas impagáveis? Pois é, acabei de presenciar uma. Resolvi de ímpeto, assim que escutei a porta do apartamento se fechando, e constatei que Sophie havia fugido covardemente do rato. Enfim, estava eu lá, na lavanderia, separando as roupas, quando notei que nunca, se quer havia tido a curiosidade de ver para onde a vista dela dava. Cheguei à espécie de “sacada”, pois não poderia ser considerada uma sacada de verdade, era minúscula.

Olhei para baixo, sinceramente, não fiquei surpreso ao constatar que a vista era o lugar onde se jogava todo lixo do prédio. Mas algo me surpreendeu. Sophie estava abrindo uma sacola plástica branca, e retirando um jornal de dentro dela. Comecei a rir. Não era possível, ela não tinha dois dólares para comprar um jornal limpo? Foi inevitável zoar ela.

– Hey, Sophie. – gritei. – Sophie. – gritei mais alto ainda, fazendo com que ela começasse a olhar para cima, procurando o som da minha voz, assim que encontrou, percebi que ela fez uma careta. – É crime roubar jornal! – forcei minha voz para gritar o mais alto possível, para que todo prédio ouvisse.

Ela me mostrou o dedo do meio. Mas depois, pude notar que ela sorriu. Enfiou as mãos no bolso e retirou de lá duas chaves. Uma com o chaveiro do Mickey, ou melhor, meu chaveiro do Mickey, e a outra com o chaveiro do Snoop, o chaveiro dela.

– Otário!- ela gritou, automaticamente meus olhos se voltaram para cima do microondas, nenhuma das chaves estavam lá, nem mesmo a do carro.

– SOPHIE!- gritei. – MEU CARRO NÃO!

Dessa vez ela me mostrou os dois dedos do meio, em seguida se dirigiu para o portão enorme, o estacionamento do prédio. Ah não, ah não, meu carro não. Sophie Buckhard dirigia como... Uma mulher. Ok, ela é uma mulher. Mas sério, ela sai cortando carros, quase atropelando motoqueiros, matando pedestres de susto, passando correndo em pardais. NÃO! MEU CARRO, NÃO. Só quando eu realmente estivesse impossibilitado de dirigir, como aquele dia da loja.

Caminhei até a porta e tentei abri-la. Estava trancada.

– SOPHIE, SUA IDIOTA. – comecei a falar todos os nomes feios que vinha a mente. Peguei meu celular e liguei para o dela, por alguma razão, ela atendeu. – Sophie, venha AGORA abrir essa droga de porta.

– Hm... Não. – ela respondeu divertida. – Você não matou o rato quando eu pedi. Porque eu deveria abrir a porta? – dito isso ela desligou. Agora ela havia me deixado com raiva.

Notas finais
Juro que vou tentar escrever os caps para continuar postando em dia, mas com a escola pode ficar bem complicado :/ Qualquer erro me avisem!