Notas iniciais
Olá meus amores, eu queria ter postado esse capítulo ontem, mas como comecei a trabalhar em outro lugar isso acabou mudando todos os meus horários e agora tá tudo uma grande bagunça, mas fiz um esforcinho e cá estou com mais um capítulo. Obrigada a todas que estão comentando e que estão fazendo com que os números de Stronger feelings cresçam cada vez mais. A fanfic não seria nada sem vocês meus amores ♥ Boa Leitura!

Não há segredos que o tempo não revele.

— Jean Racine

A cena do crime agora era uma lanchonete pequena e dessa vez foram apenas quatro vítimas, o mesmo padrão; mulheres de idades distintas umas das outras. Apenas uma era uma menina, não parecia passar dos doze anos. O lugar estava organizado, porém as paredes estavam manchadas de sangue, havia frases como “não há como fugir” ou “pare de correr de mim” haviam sido escritas com o próprio sangue das vítimas.

Andava pela cena não sevando ao certo como pensar direito diante daquela cena tão horrenda, me senti encurralada ali dentro. Presa em um pesadelo antigo que havia retornado.

— Isso foi estranhamente muito bem planejado e bem executado — Reid comentou, puxando-me de meus pensamentos. — O lugar não iria abrir hoje e aparentemente ele sabia muito bem disso.

— E não vamos nos esquecer das vítimas também — Falei me aproximando. — É possível que ele as tenha trazido até aqui e conseguiu fazer isso sem que houvesse testemunhas.

O olhei. Aquele caso estava tomando um rumo estranho e eu não estava me sentindo cem por cento bem para continuar com ele, porém não iria deixá-lo de lado.

— Ele é ainda mais esperto e organizado do que imaginamos. — Reid disse observando o lugar sujo de sangue, ele continuou andando mais à frente enquanto eu seguia pelo balcão; o lugar onde havia mais sangue.

Vi um tipo de pote posicionado de maneira que ele ficasse levemente inclinado para frente, sua tampa estava pela metade e havia um tipo de seta desenhada nela de forma que qualquer um conseguiria vê-la ali desenhada. Aproximei-me um pouco mais, tomando cuidado por onde pisava e com cautela tirei o pote dali, deixando-o numa mesa mais baixa para que eu conseguisse ver melhor o que havia em seu interior.

Retirei o papel cuidadosamente dobrado que estava ali dentro e o coloquei sobre a mesa, comecei a desdobrá-lo com o máximo de cuidado possível, pois aquilo poderia ser uma evidência e eu não queria estragá-la. Quando consegui desdobrá-la por completo percebi que se tratava de uma foto, a resolução estava um pouco ruim e por ela estar toda manchada de sangue não pude direito sobre o que ela tratava.

— O que você encontrou? — Reid perguntou logo atrás de mim, me assustando por ter chegado sem que eu percebesse. Tentei retirar um pouco do sangue da fotografia, mas não adiantou, ainda estava difícil de se conseguir ver o que havia nela.

— É uma foto, mas está muito manchada, não tem como ver sobre o que ela se trata — Respondi o olhando brevemente e vendo-o se aproximar um pouco mais da mesa. — O que está fazendo?

Perguntei quando o vi passar os dedos pelo sangue, ele não respondeu à pergunta e apenas continuou a fazer aquilo, mostrando saber o que estava fazendo com ela. Spencer se inclinou um pouco mais, seus dedos — coberto pela luva para preservar a evidência — já se encontravam completamente cobertas com o sangue que ele parecia estar retirando da fotografia e depois de quase dois minutos fazendo aquilo ele finalmente parou e me chamou. Olhamos para a foto, o que ele havia feito de algum jeito mostrou resultado e agora tínhamos uma foto onde conseguíamos enxergar melhor o que havia nela.

Analisamos a fotografia em silêncio, ela não parecia fazer muito sentido, pois seu conteúdo não era claramente visível e parecia ser uma foto antiga. Daria no máximo dez anos desde que ela havia sido retirada.

— É uma menina, — Ele falou, parecia certo daquilo. — Ela está cortada e a resolução está numa qualidade péssima, mas eu tenho quase certeza de que a pessoa na foto é uma menina.

Forcei um pouco mais a vista para tentar ver melhor a foto, não via muito além de uma imagem de péssima qualidade. Antes que pudéssemos continuar com a análise da fotografia Hotchner e Morgan se aproximou de nós e pela expressão estampada em seus rostos a conversa com a polícia sobre o caso não havia sido muito boa.

— Então, o que descobriram? — O homem mais velho nos questionou, correndo os olhos por todo o ambiente. Mostramos a foto para eles e o mesmo aconteceu, nenhum dos dois conseguiu ver nada.

— Não tem como identificar quem é a garota na foto, mas pelo papel e como ela está com uma qualidade tão baixa está claro que foi tirada anos atrás — Reid continuou mostrando a foto sobre a mesa da lanchonete enquanto falava. — E também ela foi cortada recentemente, o unsub a trouxe junto com as vítimas e a deixou de propósito aqui. Queria que a víssemos.

— Ele é extremamente confiante, está certo de que não o vamos pegá-lo e está nos provocado — Comentei, apontei para a parede onde as ameaças haviam sido escritas. — Por isso matou novamente e deixou as ameaças. Ele quer que estejamos cientes disso, está chamando a nossa atenção.

Derek Morgan juntou as sobrancelhas, pareceu se incomodar quando olhou para a parede onde o elemento havia deixado as ameaças.

— Ele está sendo muito específico também, as três vítimas mais velhas tinham números aleatórios marcados no braço e somente a menina tinha o quinze — Morgan se pronunciou virando-se para voltar a nos olhar. — A garota tinha apenas onze anos, a pessoa que ele está procurando, essa décima quinta vítima, possui mesmo uma forte importância a ele.

— O que você quer dizer com isso? — Perguntei o fitando. Morgan girou pelos calcanhares, ficando de frente para a mesa onde as quatro mulheres foram encontradas e apontou para aquela mesma direção.

— A lanchonete está localizada numa rua movimentada, porém ele foi esperto o suficiente para escolher o dia em que ela não seria aberta e de acordo com a polícia, ele não invadiu o lugar. Ele teve um acesso fácil — O homem voltou a nos encarar. — Ele é meticuloso demais, não há erros aqui, ele foi paciente em planejar tudo isso para que essa pessoa que ele está caçando saiba que ele está atrás dela e está se esforçando muito para isso.

Ao meu lado Spencer concordou.

— As primeiras vinte e quatro vítimas, pelo menos a maioria delas eram meninas na faixa dos onze/doze anos de idade — Reid começou a completar a linha de pensamento de Derek. — As outras, porém estavam entre seus vinte e tantos anos…

— Ele está querendo nos dizer algo e está usando as vítimas como um meio para conseguir isso, a foto é uma pista também — Aaron assentiu, fitando o doutor por um tempo e depois me fitando. — O restante da mensagem dele se encontra nas vítimas.

Hotchner me olhou como se estivesse esperando que eu dissesse algo, porém não o fiz. Deixei que apenas eles falassem.

— Garcia ainda está puxando as informações sobre todas as vítimas, — Ele continuou a falar ao perceber que eu continuaria calada sobre aquele assunto. — Precisamos encontrar essa única vítima que ele não matou antes que ele a encontre.

— Se é que ele já não a encontrou. — Comentou Morgan olhando novamente para a cena do crime. — A foto que Reid e Julia encontraram, ela pode significar que ele sabe quem ela é e talvez esteja nos avisando que está indo atrás dela.

Torci os lábios respirando fundo, o cheiro forte de sangue impregnava em meu nariz me deixando incomodada.

— Precisamos correr para achá-la e logo — Finalmente me pronunciei também, porém não olhei para nenhum deles. — Ou ele continuará matando e nos mandando mensagens como essa.

•••

Ao voltarmos para a UAC o restante da equipe que havia ficado continuava a organizar tudo o que tinham sobre as vítimas. Foi preciso usar cinco painéis para que todas as fotos fossem expostas, a mesa que usávamos estava repleta de arquivos do mesmo caso que acontecera quinze anos atrás e havia uma pequena parte separada para a única vítima que não fazia parte daquele grupo. Amanda Moore.

Kevin também estava ajudando com o caso e ficou encarregado de cuidar da foto que havíamos encontrado na cena do crime. É por precaução mandamos uma amostra do sangue nela para ser análise, pois Spencer achava que aquele sangue poderia ser de outra pessoa.

— Conseguiu encontrar alguma pista sobre a vítima número quinze? — Morgan perguntou para Garcia que continuava vidrada com o rosto colado na tela de seu computador.

— Nada. — Ela respondeu num tom de decepção. — Nem mesmo há algum indício de que essa pessoa possa ter realmente estado com as outras vítimas, ela é praticamente um fantasma.

— O unsub ficou foragido durante todos esses anos, acho que qualquer um que estivesse na mesma situação que ela se tornaria um fantasma também — Fiz o comentando olhando para as fotos de todas as vítimas que foram encontradas mortas, principalmente para a foto da minha mãe.

Era estranho pensar que aquela era a última foto dela e, infelizmente não era uma da qual eu gostaria de guardar.

— Ela está fugindo ou fugiu dele enquanto ele está praticamente a caçando. — Aaron também fez um comentando, dessa vez me lançando um olhar estranho; como se ele quisesse dizer algo com ele. — Ele não possui um padrão fixo para suas vítimas, mas as mais recentes querem passar uma mensagem, mas qual?

Todos da equipe — menos Penélope — olhamos para os quadros onde as fotos das mulheres e meninas estavam a mostra. Meu olhar de fixava apenas nas vinte e quatro que foram encontradas mais cedo, Aaron estava certo, não havia um padrão ali.

Que ele queria passar uma mensagem já sabíamos disso, o número quinze e as iniciais já nos diziam isso. Mas ainda sim precisávamos de mais informações, quer dizer, eles precisavam de mais informações.

— Senhor eu encontrei mais algumas informações sobre Amanda Moore e ela não foi escolhida tão aleatoriamente como pensávamos — Garcia anunciou, teclou mais um pouco até que parou. — Apesar dela ter sido a única que não foi dada como desaparecida ela também tinha uma filha, Kate Moore de onze anos havia sido encontrada morta dias antes do corpo de Amanda ser encontrado.

— O elemento matou a filha dela também? — JJ perguntou um pouco espantada. A técnica em informática assentiu de forma bem lenta.

— Ao que tudo indica sim, ela tinha inúmeras marcas pelo corpo assim como as outras vítimas — Ela respondeu fazendo uma careta ao dizer aquilo. — Mas a causa da morte mesmo foi pela taxa altíssima de calmante e como se isso já não tivesse sido doloroso o bastante ele também quebrou seu pescoço antes de esfaqueá-la.

Senti um longo arrepio na minha espinha com aquilo.

— Houve uma mudança no MO dele, mas por quê? — Rossi olhou para todos nós. — E tem também o motivo dele ter matado a menina dias antes de fazer o mesmo com a mãe. Isso… Isso não faz muito sentindo.

Puxei uma cadeira qualquer e me sentei, sentia minhas pernas pesadas de tanto tempo que passei de pé. Na verdade estava mesmo me sentindo incomodada com aquele caso.

— Tem mais! — Penélope chamou a nossa atenção novamente. — Seis das vítimas eram mães, isso incluindo a mãe de Julia nessa lista — Garcia me olhou como se pedisse desculpas por ter dito aquilo para todos os outros, mas não me importei, acho que eles já sabiam sobre a minha mãe ser uma das vítimas daquele homem. — E tem mais, as filhas delas são todas da mesma faixa etária e hoje teriam praticamente a mesma idade que Julia.

Todos da equipe me olharam de imediato.

— Qual a sua idade Julia? — David perguntou diretamente a mim enquanto se levantada e se dirigia para os painéis com as fotos das vítimas onde seus nomes estavam escritos também.

— Vinte e seis anos. — Respondi o fitando de volta, não entendendo como que aquilo poderia ser relevante para aquele caso. Ele ficou de frente para o quadro pertencente às vítimas recentes, Rossi ficou calado por um tempo olhando para todas as fotos enquanto parecia pensar em alguma coisa, isso chamou a atenção dos outros também que, assim como eu, pareciam não estar entendendo muito bem aquilo.

— O unsub não possuía um padrão na época, mas ele possui um agora — O homem se virou para poder nos encarar. — Todas elas possui uma diferença de idade igual a quinze.

— E não é só isso, ele ter matado Kate e Amada é bem significativo, primeiro a filha e depois de alguns dias a mãe. Talvez a menina que fugiu fosse filha de uma das vítimas — Reid se pronunciou. — A filha de Amanda tinha onze anos na época na qual foi morta, hoje ela teria exatamente vinte e seis anos e quinze anos depois ele volta a matar, Kate Moore substituiu a única menina que escapou e, se ela ainda estiver viva, terá seus vinte e seis anos.

— Mas não há nenhum registro disso, de acordo com os arquivos nenhuma das mães haviam sido sequestradas com suas filhas — Respondi entrando no pensamento.

Morgan cruzou os braços e sacudiu a cabeça de um lado para o outro.

— E saber a idade dessa garota também não nos ajuda muito — Reclamou num tom mais baixo. — Ele sequestra mulheres e meninas de lugares diferentes e estamos procurando uma moça de vinte e seis anos pelo país todo. Ainda não temos como saber exatamente quem ela possa ser.

— Será como procurar uma agulha no palheiro. — JJ concordou usando um tom pouco apreensivo.

Mais algumas horas se passaram e não tínhamos feito nenhum progresso com o caso ou quem poderia ser a vítima que o unsub estava procurando, ele também não voltou a atacar o que nos deixou um tanto aliviados, mas ainda sim precisávamos nos manter em alerta caso ele resolvesse aparecer outra vez.

Estava tomando o meu terceiro copo de café e já me sentia cansada, mesmo que não estivéssemos nem perto do fim da tarde meus olhos pareciam estar pesados, como se eu estivesse com sono.

Kevin entrou na sala com pressa, anunciando sua chegada e que ele havia conseguindo tirar algo da foto que eu e Spender encontramos na lanchonete. Ele plugou o pen drive no computador que Garcia usava. Nós voltamos para o telão e então a imagem apareceu, ainda não fazia muito sentindo o que havia na fotografia, mas Reid acertou quando disse que era uma menina.

A foto estava cortada, não era possível ver com clareza o rosto da menina ali, mas podíamos ver outros detalhe do lugar onde ela estava. Kevin havia feito um bom trabalho ao conseguir melhorar a qualidade daquela foto.

— Espera o que é isso no canto esquerdo? — Morgan se aproximou do telão e apontou com o indicador para a parte que ele mencionou. — Amor pode aproximar um pouco mais essa parte aqui, por favor?

Garcia deu um zoom na foto, deixando que o lado esquerdo ficasse em evidência para que Morgan pudesse ver melhor o que ele havia encontrado.

— É um endereço? — Ele nos olhou um pouco espantado, seu semblante já parecia diferente de horas atrás.

— Garcia — Hotchner olhou para a loira que já estava pesquisando pelo endereço deixado na fotografia.

Ao mesmo tempo o restante de nós levantamos da cadeira, esperando pela informação e se aquele endereço realmente existia, era possível perceber a ansiedade nos olhares de todos da equipe. Todos queriam pegar aquele desgraçado e logo.

— Encontrei! Estou mandando para vocês agora mesmo — Ela respondeu com um pouco de pressa. — Fica exatamente meia hora daqui.

— Vamos! — Hotchner nos chamou.

•••

Ao chegar no endereço encontrado deparamo-nos com uma casa que estava para alugar. A tintura amarela estava quase desbotando e pelo estado péssimo do lugar, era possível dizer que fazia muito tempo que alguém não aparecia naquele lugar. Hotchner nos dividiu em dois grupo, fiquei com Morgan e JJ e entraríamos pela frente enquanto o restante cobria os fundos.

Derek chutou a porta da entrada anunciando que éramos do FBI, JJ e eu entramos logo em seguida. Segui com ela até a sala, onde encontramos mais um corpo. Era uma moça, estava deitada sobre um tapete vermelho com detalhes amarelos e em seu braço havia o número quinze também, assim como as duas iniciais.

— Parece que ela já estava morta bem antes de chegarmos aqui — Comentou JJ se aproximando do corpo. — As marcas são as mesmas, é o mesmo método.

Olhei ao redor.

— E a mesma mensagem — Assenti, olhando para uma parede onde o mesmo recado que ele havia deixado na lanchonete se fazia presente ali também.

“Pare de fugir de mim!” Aquilo estava sendo bem mais especifico.

Li mentalmente enquanto me aproximava dela, a frase fora escrita com sangue também, assim como as deixadas na lanchonete.

— Hey, encontramos algo! — Morgan nos chamou. JJ e eu seguíamos até a sala de estar onde a decoração era mínima, apenas uma mesa de jantar e alguns quadros que não faziam sentindo algum.

Todos pareciam ter sido pintados por crianças. No centro da mesa havia um tipo de gravador, Reid e Hotchner estavam do outro lado enquanto Rossi se encontrava ao lado de Morgan. Todos olhavam para ele.

— O que encontraram? — JJ perguntou olhando-os.

— Aperte o play e verá. — Derek lhe respondeu gesticulando para o gravador sobre a mesa.

A loira se inclinou sobre a mesa e então apertou o botão que indicava o play, um ruído baixo começou na gravação e logo em seguida veio uma voz.

Nenhum deles pareciam compreender o que o homem estava dizendo porque a língua usada ali era o português, a língua da qual apenas eu entre eles conseguia compreender muito bem.

Pois ela estava sendo direcionada unicamente e exclusivamente para mim.

Pude notar que ele falava com um sotaque carregado, não era fluente na língua, mas ficou evidente o quanto ele se esforçou para aprender a língua.

— E não foi só isso que encontramos — Hotchner pegou uma foto e a mostrou para todos nós e, ao olhá-la melhor senti como se tudo ao meu redor despencasse de uma só vez sobre mim.

Na foto estava uma montagem feita, havia diversas fotos minhas desde os meus doze anos até os tempos atuais, como uma linha temporal. Nenhuma delas eram fotos pessoais, foram tiradas como se alguém estivesse me observando, ele me perseguiu por todo esse tempo.

— As mesmas iniciais nos braços das vítimas também estão aqui nessas fotos, porque é você aqui — Ele continuou, os olhares agora direcionados apenas na minha direção. — JB ou mais especificamente Julia Barbosa.

Pisquei respirando fundo de uma só vez, estava cercada ali.

— O que você omitiu sobre o caso, Julia? — Ele perguntou num tom quase bravo, severo demais.

Os outros agentes me encarando ainda em silêncio, deixando que apenas ele falasse ali. Senti minha garganta secar, eu não podia dizer nada, não queria falar sobre aquilo e muito menos dizer a verdade para todos eles. Havia tentando enterrar aquela parte da minha vida o mais fundo possível, mas isso não foi o bastante.

Lá estava meu passado voltando à tona e de uma forma quase tão perturbadora quanto antes.

— É bem provável que ele esteja me procurando, senhor. — Falei não consigo encontrar coragem para encará-lo naquele momento e nem mesmo aos outros também presentes.

— Provável? — Ele questionou num tom pouco irônico. — Acho que você deveria ser mais especifica com isso, não acha?

Ergui meu rosto o encarando por pouco tempo, Hotchner estava... Bravo? Os outros membros da equipe agora também o fitavam, pareciam estranhar o tom que ele estava usando ali.

— Quer que eu seja mais especifica? Então tudo bem. — Me aproximei da mesa ficando exatamente na mesma linha que seu olhar estava, fitando diretamente nos olhos. — Eu sou a décima quinta pessoa que ele está procurando. — Confessei de uma vez, sentindo meu coração quase saiu pela boca ao ouvir aquelas palavras saírem da minha boca.

Notas finais
Pois é, Julia é uma das vitimas desse louco assassino! E agora, o que será vai acontecer com esse caso hein? Espero vocês nos comentário, beijão a todas e até mais breve meus anjos ♥