Notas iniciais
Awn, dois capítulos together, casadinhos *o* espero q gostem, tava até pensando em postar mais um, e acho q vou fzr isso, sem ctz :/ enfim, hope you like, kids *o*

I hear the birds on the summer breeze, I drive fast

I am alone at midnight

Been trying hard not to get into trouble, but I

I’ve got a war in my mind

Ride

[...]

Artemis ria.

Estavam em algum lugar perto dos Cânions, em um lugar no meio da longa rodovia que fora por onde eles encontraram aquilo, depois de terem somente entrado no carro, sem rumo, a procura de calma e o acharam ao parar no meio do nada, longe da estrada. O grande rio passava não muito longe deles. O sol ainda pino, o carro esportivo brilhando no meio do deserto.

Mas, naquele momento, a ruiva, com as mãos dadas com um sorridente loiro, tentava aprender os passos que Apolo ensinava de alguma estranha dança country.

- Isso... Gira... Gira... – e ele riu ao perderem o passo mais uma vez. – Sem pressa, Artie, temos que pegar direito antes de ir com rapidez.

Como sempre, a ruiva teve que zoar da fala dele.

- Seu safado... Pegar direito, rapidez...

- Artie...

- Ok, ok, foco... Pé para esquerda, gira. Pé para direita pra frente e volta.

- Isso, volta... Vem... Vamos girar....

Artemis sorria ao estar no meio dos braços de Apolo, antes de com um movimento ele girar seu corpo, com tranquilidade, com aquela tão natural liderança dele, que a fazia jamais perder o jeito que deviam dançar.

Haviam esquecido tudo, só haviam eles, rindo daquilo.

Para ele, então, ao pegar seus olhos verdes com aqueles azuis divertidos, jogar sua pessoa para o alto, do modo que ele havia dito e voltar a dançar.

Artemis ria, completamente encantada. Aquilo era mais divertido do que ela jamais havia imaginado, muito mais. Quem diria que aprender coisas do Texas poderiam ser divertidas? Apolo sorria assim que parou sua pessoa, ambos um pouco ofegantes da ideia louca que havia batido na cabeça deles, suas pequenas mãos nos ombros largos, as dele em suas costas...

Mas ela parou de rir no exato instante em que percebia o modo e a curta distancia que estavam um do outro. Trinta centímetro talvez, já que seu corpo menor descansava quase todo sobre o maior de Apolo.

Ou seria menos? Ela já não sabia, pois encarava um par de sérios olhos azuis. Olhos muito bonitos, um pouco de dourado as bordas, mas tão azuis... azuis como... O céu, aquele céu limpo acima deles.

E ela podia sentir aquela energia. Aquela energia que o fez aproveitar-se dela mesmo quando a mesma não queria, que a fazia esquecer tudo ao contato com aqueles lábios... Seu olhar desceu a boca de Apolo. Energia estalava, de repente, ela muito ciente daquele homem a sua frente.

Então, seus olhos voltavam-se aos dele, azuis fogo, mas quietos, calmos.

- Artie...?

Foi assim, acordando pra realidade da proximidade, que Artemis saiu dos braços de Apolo, meio perdida. Precisava de espaço, precisava respirar... Acima de tudo, precisava dar tempo para aquilo tudo... Estava tudo acontecendo tão rápido! Ainda devia odiá-lo, mas queria beijá-lo!

Que porra estava acontecendo?

E ele pareceu compreender seu olhar assustado, pois tudo o que ele fez foi começar a tirar a blusa, sorrindo e, daquela forma que só a aqueceu mais ao ver aquele corpo dourado beeeeem malhado, ele saiu correndo.

- SE LEMBRA, APOSTAMOS QUEM ATRAVESSA O RIO! VAI PERDER!

Então, ele caia na água, sumindo. E, mesmo com toda aquela confusão, sorriu.

- EU VOU GANHAR!

Foi atrás dele.

[...]

A realidade foi que nenhum dos dois atravessaram o rio, porque eles demoraram a perceber que era longe demais para se alcançar. Tiveram que ficar no meio mesmo, afogando uma ao outro, rindo e nadando.

- Isso daqui tá quase um comercial de Lagoa Azul – zoou Artemis que batia as pernas a fim de continuar com a cabeça para fora. Apolo riu enquanto assistia aqueles olhos verdes divertidos. – Não acha?

Apolo, do mesmo modo que ela, sorriu.

- Ou de protetor solar...

- Só faltou o cachorro.

- Voce que não quis trazer.

- Hey! Poseidon degolaria a gente.

- Exagerada.

Mas ele só podia sorrir daquela cena.

- Ok, cara, minhas pernas estão começando a doer, meu joelho fudido tá queimando... Vou nessa.

Dessa forma, ele assistiu-a dar braçadas na água, sem errar, com uma precisão que mostrava que ela havia aprendido a nadar em rios.

Talvez ela tivesse tido uma infância normal, não era porque ela havia sido um ladra e um monte de coisa a mais que tudo precisava ser ruim, certo?

- Tá ficando louco. – talvez estivesse mesmo, por aquela mulher sem noção.

Foi logo atrás dela, sorrindo de sua própria bobice.

Toda bobice que se perdeu ao conseguir alcançar o pé no chão cheio de pedras e olhar para cima.

Artemis, só de calcinha e sutiã, saia da água, secando de leve os cabelos vermelhos. Gotas escorriam pelas tatuagens coloridas das costas dela, o quadril devagar requebrando a cada passo que as pernas firmes e torneadas davam.

E ele sempre se encantava com a forma que aquelas imagens eram belas naquela pele: uma gueixa sentada de lado em cima de um tigre calmo, as maoris tribais que subiam pelos ombros pequenos, quase uma roupa delicada em tom preto, e ele sabia que na frente haviam pequenos símbolos, exatamente sobre o quadril.

De repente, tudo o que ele queria fazer era ficar ali, admirando aquelas curvas.

Mas foi ao virar, para dizer algo a ele, que Apolo sentia que teria de esconder muito bem algo proeminente entre suas pernas. Artemis usava uma lingerie azul escuro, suave, só havia uma coisa: a parte da frente do sutiã era de renda. E talvez ele visse mais ali do que de fato deveria com o tecido molhado.

Engoliu a seco.

- Hey, Apolo... – chamava ela com a boca roxa pelo frio, olhos verdes preocupados e inocentes do que provocava. – Você parou todo estranho ai, tá tudo bem? Vai sair não?

Ele tentou sorrir.

- Vou... – voz rouca. – Quer dizer, vou... Só preciso de outro banho.

E ele voltou a pular na água fria do rio. Talvez era melhor ele ficar ali, congelando, por que ele duvidava que conseguisse ficar frio com Artemis ao lado dele.

[...]

- Desce o teto – pediu Artemis ao seu lado.

Estavam voltando para casa, na Mercedes de Poseidon, o carro a velocidade, mas de qualquer forma, ao ouvir aquela música, ele teve que fazer aquilo que Artemis pedia.

Sorrindo apertou o botão, a capota em questão começando a abrir na mesma hora.

E a cena era simplesmente de tirar o fôlego. O deserto, extenso, de ambos os lados, emoldurados pelos Canions e o rio que por ali passava. Então, ao meio daqueles dois, cortando toda aquela extensão, havia aquela fita preta de asfalto onde Apolo podia facilmente acelerar. Mas, o que de fato dava todo o brilho, era o por do sol a frente deles, aquelas cores, os tons no céu azul, rosado, vermelho. Era a mais bela de todas.

E Apolo sentiu-se bem ali.

A mulher ao seu lado em questão sentou-se sobre a tampa onde se guardava o teto compactado do conversível, com cuidado, e abriu os braços.

Apolo teve que sorri daquilo.

Paz. Calma. Diversão.

Três coisas que eles estavam precisando.

E que ele via naquele instante com Artemis, com seus óculos escuros, os cabelos ruivos movendo-se no ar, expressão de calma no sorriso que ela segurava naquele rosto bonito e erguido na direção do vento gelado do crepúsculo.

Liberdade. Tranquilidade. Respirou fundo.

Era aquilo. Aquilo que vinha procurando.

Sorria, seus cabelos loiros despenteados pela velocidade, seus ombros relaxados, seus óculos escuros o permitindo ver aquele fenômeno.

E eles não precisavam de mais nada.

[...]

Poseidon estava calado, quieto, só havia o som da mulher que dormia em seus braços e seu filho em seu berço. Ele queria tanto voltar a dormir, queria desligar, simplesmente para descansar, mas todas as vezes que o fazia, via o que havia feito naquele mesmo dia com Hermes. Jamais conseguiria dessa forma.

E havia tanto no que pensar.

Com ums suspiro, levantou-se, apenas certificando-se que a loira estivesse bem aquecida pelo cobertor. Precisava de um pouco de espaço. Precisava pensar naquilo.

Ele sabia, sabia que alguma hora aquilo aconteceria, ou algo meramente parecido. E podia ver, pelo modo um pouco agoniado que Atena dormia, que havia mesmo sem querer a enfiado em sua besteira, em toda essa sua merda.

Sentado como estava, na beirada da cama, Poseidon passou as mãos no rosto. O que faria? Não podia permitir que Atena fosse metida naquilo... Não mesmo. Podiam procurar por ele. Os demais coiotes poderiam ir atrás dele. Não que ele tivesse medo, podia lidar com aquilo muito bem, mas só tinha um grande problema.

Não era só mais ele, um xerife sozinho atrás de aventura. Agora havia mais em que se preocupar. Havia Atena e Perseu. Havia pessoas que ele amava no meio.

Enquanto pensava sobre isso, caminhou até o berço de seu filho e, muito delicadamente, para não acordá-lo, Poseidon ergueu seu garotão até a visão de seus olhos. Encarando-o.

Aquele era seu filho... Que tinha um pai com sangue nas mãos. Que merda estava pensando?

- Vamos ali, filho.

Assim encaixando-o em seu ombro, daquela forma que o fazia se sentir todo orgulhoso, contra seu peito, Poseidon começou a caminhar silenciosamente pela casa. A casa que ele havia crescido, que os pais deles haviam crescido e desse jeito a diante.

Caminhou até chegar ao escritório.

Estava daquela forma bagunçada, bagunças de coisas de Perseu, brinquedos, uma mamadeira que haviam deixado antes de irem dormir, muitas pastas, dois computadores e papeis para todo lado. Poseidon atravessou tudo, sabendo bem o que ele queria.

E o encontrou lá, fechado, em uma pasta de couro azul, na única gaveta com chave da mesa. Puxou-o para fora e o abriu ao mesmo tempo em que pegava uma caneta, com cuidado com Perseu.

Aquela era a saída mais clássica, o que mais ele poderia fazer? Ele jamais poderia obrigar Atena aquilo. Aquele lugar não estava mais seguro para eles. Poseidon não poderia proteger a eles.

A ponta da sua caneta parou na linha pontilhada. Seus olhos verdes lendo: “Pedido de Divórcio” em letras grandes e comuns. Tudo voltaria ao normal assim que ele assinasse aquilo.

Depois que tivessem de volta o que era deles, Atena ficaria com o que já era dela, as empresas e Perseu, ele jamais poderia tirar o filho deles dela. E Poseidon continuaria com seu rancho e sua petroleira... Como se nada houvesse ocorrido.

Você é um covarde, Poseidon Ewings” a voz sussurrou em sua cabeça.

E pela primeira vez ele não ligou em ser um covarde, Atena e Perseu valiam mais para ele do que qualquer outra coisa. Foi assim pensando que o homem de olhos verdes assinou, ao seu lado, havia a assinatura de Atena. Era só mandar para um juiz.

Estava ali, fitando aquela pasta, sentindo Perseu começar a acordar, quando uma voz o fez olhar para cima.

Atena somente em uma de suas blusas sociais estava parada na porta, sorrindo:

- Encontrei vocês... Atrapalhando?

- Não.. – dizia ao guardar a pasta em seu devido lugar e fechá-la. – Eu precisava vir ver alguns arquivos. Algumas coisas que havíamos encontrado, não deveria estar dormindo, loira?

Mas viu que ela não caiu naquilo, os olhos cinza de leoa o encarando por um pouco ao mesmo tempo em que se aproximava. Devagar, ela colocou-se na ponta dos pés e Poseidon mais que prontamente aceitou os lábios dela contra os seus.

Aquilo era Atena: Forte. Carinhosa. Dificil. Meiga. Complicada. Inteligente.

- Pare de pensar nisso, cowboy... Voce precisa dormir, fez o que era certo, chega disso...

E ele queria que tudo fosse tão fácil. Delicadamente, ela puxou Perseu de seus braços. Poseidon assistia fascinado o modo como ela o erguia um pouco para conversar com ele.

- Seu pai é um bobo, Perseu, que vai brigar comigo porque chamei ele de bobo, mas eu estava querendo uma briga mesmo...Chama ele para dormir com a gente, chama, meu amor. Fala com ele. – e ela virou o bebe dormindo em sua direção, engrossando um pouco a voz enquanto fitava seus olhos verdes. – Vamos, pai, deixa de moleza, vamos dormir. Mamãe é mulherzinha, ela não consegue dormir sem a gente. Vamos.

Poseidon sorriu daquilo.

- Voce vai ter que falar mais grosso que isso para lidar com sua mãe, Perseu.

- Vou não, porque eu jamais vou bater boca com minha mãe, ela é sempre a certa e a mais inteligente, sempre vousaber disso.

Dessa vez, rindo baixinho, Poseidon puxou de leve Atena para os seus braços, aqueles olhos cinza divertidos, alegres como os seus deveriam estar, totalmente esquecidos das mortes, e pousou com carinho a mão naquele rosto, seus dedos de leve a afagar aquela pele macia.

Havia tanto que ele queria dizer a ela. Que ela merecia uma vida segura. Que aquele divorcio era para o bem dela e de Perseu. Tantas coisas, mas a segurando, o filho deles entre eles, tudo o que ele conseguiu fazer foi aproximar seus lábios, seu nariz tocando o dela.

- Eu não sei se já te disse Atena, e a ultima vez que eu fiz, eu era um estúpido... – e fitou sério aqueles olhos cinza serenos tão próximos e tão lindos. – Eu te amo, Atena Danniels.

Um sorriso, o sorriso mais lindo apareceu naquele rosto.

- Eu também te amo, cowboy.

Aquelas palavras, tão simples, pularam em todo seu coração e a próxima coisa que fazia era beijá-la, calma, ternamente. Daquele modo só dela. Que só ela merecia. E ele sabia que fazia o certo ao afastá-la do perigo.

Jamais poderia perder Atena Danniels.

Notas finais
Tsc, tsc, Poseidon >