Stronger
37 Pesadelo
Notas iniciais
Bury it
I won't let you bury it
I won't let you smother it
I won't let you murder it
Muse
[...]
Depois que chegara com Apolo daquele passeio maravilhoso, do qual ela agradeceu dando um suave beijinho na bochecha de um loiro pasmo, Artemis passou o resto do tempo livre na frene do computador. Ela tinha quase certeza que havia encontrado um buraco, um grande buraco naquelas contas. Algo que não notaram por estarem prestando atenção em outras coisas. E que o sono foi a fazendo desistir de procurá-los naquele momento.
Deitou devagar. Sua respiração já estava acelerada. Seu pulso a mil. E seus olhos procuravam qualquer coisa que se movia nas cortinas ou mesmo algo desconhecido. Sabia que estava era ficando louca, mas medo não mede idade ou hora, simplesmente chega sem bater na maldita porta.
Exatamente isso que ela estava pensando. Na milhares coisas, em Hermes que entrara na casa. E se resolvessem atacar de novo¿ E se dessa vez o plano desse certo¿
Foi deste modo, mandando para puta que pariu seu orgulho e só pegando uma blusa de frio para vestir, que Artemis saiu do quarto, sem ligar para nada, e abriu a exata quarta porta a esquerda. Como ela havia pensado, era o certo.
Aquele quarto era mais masculino, mais madeira, moveis mais pesados, mais complexos e uma parede completa de livros, dos mais variados. Em outra hora, teria ficado pasma com aquilo tudo, mesmo perguntado se ele havia lido aquilo tudo. Mas agora, tudo o que queria era algo seguro. Assim pensando fechou a porta atrás de si e caminhou para a cama larga, de cobertores escuros, quase veludo, macio.
O dono daquilo tudo dormia, tranquilamente, um braço para fora da cama, o outro por baixo do travesseiro, as costas malhadas e douradas, além de largas de fora do cobertor, nuas. E ela sabia que era um crime acordar Apolo, ainda mais com tanta puta insônia. Só que ela queria estar ali, de alguma forma, mesmo que ele fosse cruel com ela naqueles últimos dias, Apolo era o lugar mais seguro do mundo e havia se acostumado com ele em suas costas ou a sua frente. Jogando no chão a blusa de frio, Artemis infiltrou-se no cobertor quente, seu corpo esquentando-se, e ia acomodar-se na curva das costas dele, quase abraçando-o, no momento em que com um só movimento rápido, Apolo segurava sua pessoa pelo pescoço com uma mão e Artemis sentia o cano da Colt contra sua tempora.
Isso foi questão de segundos, tão rápido que ela mesmo sabendo se defender, nada poderia ter feito. Segundos até ele notar quem era e os olhos azuis ficarem de perigosos a surpresos.
– Artie¿
Assentiu.
– Ah, desculpe... – e ele tirou os dedos de sua nuca. Ar. Voltando. Seus olhos verdes seguraram os azuis claramente confusos dele. – Artie, avise que é você, poderia ter feito a maior merda da minha vida agora, sorte sua que pensei antes de atirar.
– Mas... mas você tava dormindo!
– Prefere eu acordado ou você morta¿
E ela nada disse. Compreendia o porque dele ter feito aquilo, qualquer pessoa agiria a um estranho em sua cama. Massageou o pescoço de leve enquanto o via colocar no lugar a Colt, logo abaixo do travesseiro.
– Pensou que fosse quem¿ Jeff, The Killer¿
– Ele não tem um rosto bonito como o seu.
Corando, revirou os olhos. Ali, puro cheiro de Apolo, mais forte, livros, grama, verão... Paz.
– Bobo.
– Hum... E a que devo essa sua visita as... Duas da manhã¿
– Retribuindo favores, você foi até a minha cama, vim até a sua dessa vez... – então o olhou sem saber se poderia ter feito aquilo, qual é¿ existem pessoas que odeiam quem entrem no quarto deles. – Posso ficar aqui¿
Mas ela devia saber que Apolo jamais era assim. Era um Principe, que tinha faces negras, mas um Principe. E tudo o que ele fez foi abrir aqueles fortes braços, convidando-a para acomodar-se naquele fabuloso peito. Ela mais que prontamente aceitou, a fechar os olhos ao encontrar-se neles, seu rosto a apoiar-se naquele ombro.
– Agora me diz a versão original do porque você estar aqui, Artie¿
E ela simplesmente falou, sem se prender, sem achar gay.
– Eu estava... com medo... acho que posso chamar assim. – suas mãos abertas naquelas costas. – Acho que de depois do Hermes aqui, eu... Eu não sei... Isso vai soar ridículo, muito ridículo, mas... Eu me sinto segura com você, isso faz lógica¿
A risada dele era divertida em seu ouvido.
– Faz e não é ridículo... Obrigada por confiar em mim, Artie.
– Ok, chega dessa baitolagem e vamos dormir, já to me sentindo uma pervertida de garotos sem blusas...
– Ok, ok, sem outros garotos na história.
E ergueu o olhar para sorrir para ele. Apolo já sorria, aqueles olhos azuis divertidos. Como também cansado, iguais aos seus. Então, sem ligar para o que daria, praticamente não pensando direito e ela botou a culpa disso no seu medo, a ruiva segurou de leve aquele rosto, seus olhos verdes sem jamais deixá-lo, e lentamente colou seus lábios juntos.
Que se fudesse o tempo. Apolo podia fazer mal a ela, as vezes meio louco, assim como ela mesma era, mas ali, segura nos braços dele, tudo o que queria era esquecer aqueles momentos loucos e foi isso que fez. Aquele calor de dentro para fora.
E, do mesmo jeito que começou, ela terminou, apenas escondendo sua cabeça embaixo do queixo dele e o escutou suspirar, o mesmo suspiro que soltara. Paz. Calma.
– Boa noite, Artie.
– Boa noite, Apolo.
Daquela forma, sem mover-se, quente e segura, Artemis dormiu.
[...]
Um grito, um grito alto, estridente, de dar medo, sofrido. Apolo abriu seus olhos na mesma hora, seu cérebro voltando-se a descobrir quem era a garota que fazia aquilo, seus dados acessando e então ele ligou a uma ruiva de olhos verdes. Artemis.
Artemis que dormia ao seu lado. Ou deveria dormir. Primeiro, pensou que alguém tivesse entrado na casa mais uma vez, suas mãos indo diretamente para a Colt. Mas o que viu foi algo completamente diferente. Tremendo, debatendo-se, Artemis com os olhos fechados com força gritava, como se fugisse de algo.
Lágrimas caiam dos olhos dela, o ar quase faltando. Foi sem pensar muito bem que Apolo a sacudiu, segurando os ombros que tremiam com força. Um soco, perfeito, fez-se cravar em seu estomago. Ela lutava.
– ARTEMIS! – gritou o nome dela, duas vezes.
Nada. Então, a porta abriu-se com tudo, um armado Poseidon, com os olhos verdes sérios atrás de perigo e uma Atena pasma com aquilo um Perseu que chorava, provavelmnte por ter acordado com aqueles gritos.
Gritos que estavam assustando até a ele mesmo.
Eram de dor, muita dor, desespero. E cada vez ficavam piores. Até que sem saber o que fazer, Apolo simplesmente perdido por ela não já ter acordado, bateu sua mão no rosto dela.
– Me desculpe por isso. – sussurrou, mas ela não voltava e ele teve que fazer mais uma vez.
O rosto dela estava vermelho de um lado, Atena gritava para ele parar com aquilo com Poseidon a segurando com força para não chegar até eles, quando um par de desfocados olhos verdes tocaram os seus azuis.
Olhos selvagens, confusos, assustados de um jeito que aquela ruiva jamais era.
– Artie... Artie...
E ela focou-se em sua pessoa, só para com um movimento, incrível, diga-se de passagem, ela derrubá-lo contra a cama, uma sequencia digna de boxeadores. Um mata leão com o braço para fazê-lo perder a postura, um soco na lateral de sua costela para tirar seu ar, uma cotovela em seu estomago para perder noção de espaço e em seguida um soco em seu rosto, muito bem colocado apesar da pouca força.
Apolo estava simplesmente estava pasmo com aquelas demonstrações de agilidade dela como também com dor, muita dor, mas a dor teria que esperar. Artemis, daquele modo raposa, olhou para Poseidon que tampava a entrada, pareceu avaliar a arma na mão dele para trocar o rumo. Antes que ela pudesse fugir pela sacada, ativada naquele jeito 007, Apolo entrou na frente dela, impedindo-a de ir por ali.
Os olhos verdes procraraum outra saída. Apolo seguia os olhares dela, percebendo a forma rápida com que ela notava as coisas, o espaço, a ideia. Então, procurando arrumar um modo de voltar a ela, de trazê-la a si, o loiro só agiu, tendo de usar seus anos como fuzileiro ali. Parecia outra dimensão, a ruiva era muito boa com aquilo, muito mesmo. Nada seu entrava, só até ela errar um passo e Apolo levá-la ao chão, uma perna sobre as costas pequenas. E ele podia garantir, devia estar todo machucado ou ao menos um roxo detinha. Quem era aquela Artemis¿
– ME SOLTA! ME SOOOOOLTA!
Segurou o rosto dela, forçando-a a olhar em seus olhos azuis, os verdes perdidos, desesperados, como se ele a estivesse prendendo-a ou qualquer coisa assim. E ele gritou.
–ARTEMIS!
Por um segundo, ela parou, parou com tudo, mesmo os olhos dela ficaram arregalados. E no próximo, pequenas lágrimas escorriam pelos cantos do rosto em suas mãos, as gotas geladas a se acumular em seus dedos. Ele soube que ela estava de volta. Que a verdadeira Artemis estava ali.
– Hey... Artie...
Como que com demora em acessar os nomes, apesar dele ver o reconhecimento naquele tom verde enquanto ele sorria pra ela, a voz de Artemis gaguejava, tudo ainda reiniciando.
– A-Apolo¿
– Exato, eu, Artie...
– O que¿ — e ela voltou para o modo assustado. – Seu lábio está sangrando! Como...¿ Porque...¿
– Shh, não é nada, Artie, está tudo bem.
Mas ela pareceu perceber sozinha ao voltar os olhos para Atena parada na porta, chorando para chegar até ela; para Poseidon a prendia ali, sussurrando coisas para ela e Perseu que também chorava... E voltou os olhos para seu rosto, provavelmente, encontrando roxos, sangue como ela havia percebido e mais algumas coisas. Lógicamente, ela associou aquilo ao modo como ele a segurava no chão, como uma cativa, uma prisioneira que tentara fugir dele.
Compreensão, seguida de lágrimas. Ele pode ler que ela havia juntado os fatos, aquela mente rápido talvez recriando e permitindo-a ver o que havia feito.
– E-eu fiz isso... – sussurrou a ruiva, assustada, encarando as próprias mãos, mãos essas que estavam vermelhas pelos socos, e seu lábio cortado que trazia um gosto de ferro em sua língua. — ... Eu... Eu... Me desculpa, eu...
– Hey, hey, está tudo bem, você está de volta...
– Remédios.
– Aqui.
Mas foi o tempo dele afastar-se para apanhar o vidro no chão, já que ela havia derrubado da mesinha, para a ruiva sumir de seu aperto, ágil, rápida e quando ele menos percebia ela corria para o outro lado. Para perto de uma mesa onde ficava seu computador em que havia uma janela acima. Janela que ele não duvidava que ela pudesse passar, não depois daquilo.
– ARTEMIS! – a voz desesperada de Atena. – ME SOLTA, POSEIDON. ART! AAAART!
– Atena, loira, acalme-se... Deixe Apolo lidar com isso... Ele é médico...
E, para a surpresa deles, principalmente para o loiro, ao invés de pisar na cadeira para dar impulso para subir na mesa, Artemis empurrou o assento com rodas, o som delas girando, e enfiou-se debaixo, suas mãos tremendo ao se empurrarem para dentro dali.
Apolo foi atrás, em sua palma os remédios que ela precisaria, assim que a adrenalina abaixasse. Aquela merda de lugar era pequeno para ele, seu corpo tendo que se encolher muito para entrar ali, mas ele estava decidido de ir. E, viu, ao canto, como uma pequena raposa assustada, de olhos verdes arregalados e encolhida, abraçando as pernas, Artemis tremia, tremia muito. Muito assustada. Ela havia diminuito o tamanho dela até virar uma bolinha. Empurrou-se até onde dava e estava ao lado dela, quase fechando a entrada e a luz que ali poderia entrar.
E ele teve certeza de que nunca esteve tão preocupado com alguém do modo que estava com ela naquele exato minuto, assistindo-a fitar as mãos, mesmo uma das faixas havia saído de seu pulso.
– Artie...¿
– Tanto barulho... barulhos, Apolo... Avisa pra Atena que estou bem... Avisa... Silencio, preciso de silencio... Som demais.
Ele fez o que ela pediu. Ao que Apolo pode compreender aquela não era a primeira vez que ocorria, nem mesmo que Atena relaxava ao escutar aquelas palavras de que ela precisava de silencio. Só ali, com Poseidon a abraçando que os dois foram embora, deixando-os.
– Seus remédios.
As mãos dela tremiam ao aceitar o que ele oferecia e chegou a ouvi-la engolir. Aquele foi o máximo de conversa. Os dois ficaram ali embaixo, Apolo com ela, suas costas chegando a doer por estar todo encurvado, escutando-a fungar, claramente chorando, sem mover um músculo. Ele achava ser impossível dormir daquele jeito. Mas manteve-se, quieto, a encarar a madeira da mesa a sua frente, seus olhos azuis perdidos, pensando como aquilo era possível.
Ele conhecia aquelas doenças. De fato, era uma das primeiras que o interessara no campo pscicológico, mas aquilo... Aquilo era irreal. Pelos sintomas, Artemis devia ter Disturbio do Pesadelo, pois ela acordava suando frio, como ela estava naquele minuto, a blusa inclusive colocada aquele encolhido corpo, e também sempre parecia fugir de lembranças, os sonhos vividos, reais demais. Assim como Apolo, depois de agora, dela o atacar, sabia que aquela ruiva tinha Terror Noturno, pois gritava e se mexia... Mas ao mesmo tempo não poderia, porque ela não voltava a dormir, ela acordava... E isso tambem não batia com Paralisia do Sono, apesar dela acordar sem ar e ter que tomar remédios.
Que porra ela tinha¿
Sua mente cientifica batia com todos os disturbios, medos, tudo que encontrava. De tão concetrando que estava, só percebeu depois de algum tempo que Artemis estava mais próximo dele, na verdade, só porque dedos delicados e macios tocaram de leve em seu maxilar que queimou.
Seus olhos azuis viraram-se, surpresos, para ver uma Artemis ainda encolhida, mas o espaço era tão pequeno que era possível tocá-lo. Os olhos verdes estavam cheios de lágrimas, culpados, torturados enquanto fitava sua pele.
– Eu fiz isso com voce... – sussurrou ela em uma voz baixa, rouca. – Eu não queria, Apolo... Se eu soubesse... Eu te machuquei muito¿
Sorriu suavemente para ela, permitindo-a pousar a mão em sua bochecha. Artemis preocupada.
– Apesar de lutar como atriz do Kill Bill, não, só esses golpes aqui...
– Desculpe, Apolo... Eu não consigo controlar... Não tem como, eu acordo, mas parecia que eu dormia e... E eu pensei que voce era outra coisa... E te ataquei... – Artemis olhou-o com culpa. — ... E... Eu sou perigosa.
– Hey, hey... – suavemente, segurou a pequena mão com uma sua, acariciando os nódulos vermelhos. – Está tudo bem, Artie, não é culpa sua, voce não podia controlar...
Então, ela ficou encarando seu rosto, os olhos verdes mais e mais tristes, houve uma primeira lágrima, silenciosa, mais uma... E, de repente, ela chorava incotrolavelmente, um choro que ele só escutava dela ao ser levada ao extremo. Mesmo aquele espaço sendo minusculo para ele, Apolo empurrou-se para mais perto de Artemis, aqueles soluços, aquele prender da respiração enquanto chorava, o fazia louco. E, foi assim, que encolheu-se a volta daquele corpo que tremia, abraçando-a com força.
As mãos dels prendiam-se com força em suas costas.
– Desculpa, Apolo... – soluçava. – Desculpa... Eu sou louca, eu sei que sou, sou perigosa... – soluço forte. Mais lágrimas. – Eu te machuquei... Desculpa.
E tantas desculpas daquela garota que teria que fazer algo muito ruim para pedir desculpa, o fizeram ver o quanto ela se depriciava-se naquele momento, a raiva que havia dela mesma.
Acarinhou os cabelos vermelhos, seu rosto afundando-se neles.
– Está tudo bem, Artie... Shhh, não tem porque se preocupar, está tudo bem, voce está bem, eu estou bem, não tem porque disso... Tudo bem, Artie.
Ele não soube quanto tempo ficou ali, acalmando-a, cantando baixinho músicas que ele conhecia.
– Voce tem uma voz bonita. – sussurrou ela, sonolenta, mas ele nada disse, a continuar a fazer aquilo, sua dor ficando em segundo lugar ao ter aquela mulher que o fazia sentir coisas estranhas contra seu peito. Até que mais sentiu do que viu o exato instante em que ela caiu no sono. As costas dela relaxando sob seus dedos, a cabeça mole contra seu ombro, a respiração fixa e regular...
Artemis durmira.
Com um suspiro de alivio por ela ter conseguido voltar a dormir, Apolo vagarosamente empurrou-se para fora daquele pequeno quadrado, suas vertebras se estalando ao serem esticadas, dor em sua costela e a ruiva adormecida em seus braços. Mesmo em sonho, as mãos dela estava fortemente presas em suas costas, como se ele fosse fugir a qualquer instante, mas aquela seria a ultima coisa que faria.
Apolo deitou-se, colocando-a com carinho ao seu lado, cobrindo-os. Seus olhos azuis encararam o rosto sereno a sua frente. Um machucado no canto da sobrancelha, um roxo perto do olho esquerdo, rosto vermelho de chorar... Tão delicada. Artemis. Sua Artemis. Devagar, deslizava um dedo pela bochecha gelada da mulher. Tão boa em guardar segredos, onde todos pensavam que ela era uma garota futil e boba. Mas era profunda, complexa, digna de dar nós em mentes academicas. Ele sorriu. Quem era de verdade Artemis¿
E foi daquele modo, com ela encolhida como uma bolinha contra seu corpo, um braço ao redor daquela cintura, a pensar no que ela pesadelava, que Apolo dormiu. O que havia acontecido com ela¿
[...]
Atena escutou Poseidon suspirar ao seu lado.
– Loira, tente dormir... Apolo esta cuidando bem dela...
Mas ela não conseguia, via Artemis, daquele modo, desligado, ligado de outro jeito, e tudo o que pensava se elas haviam voltado ao começo, se ela havia sido resetada. Olhos verdes escuros encaravam seu rosto. Carinho.
– Durma, querida.
E foi isso o que Atena fez, implorando para tudo estar bem.
Fale com o autor