Stronger
11 Pôr do Sol
Notas iniciais
Love is a burning thing
and it makes a firery ring
bound by wild desire
I fell in to a ring of fire...
- Ring Of Fire
- Ô FILHO DA PUTA, SOLTA A PORRA DA BOLA... PASSA... PASSA... ARGH, TA PIOR QUE ARES JOGANDO! – Artemis xingava, junto com os outros cinco caras, que depois dessa ultima frase, caíram na gargalhada, até mesmo Ares que sabia que a ruiva fazia aquilo só para atormentá-lo por perder um grande passe em um dos jogos.
Estavam todos na grande sala de estar de Poseidon, era o jogo dos para competirem o terceiro e quarto lugar do campeonato que o Dallas era vencedor.
Artemis encontrava-se sentada entre Hemes e Ares no sofá, uma garrafa de cerja em mãos e ainda te roupa de banho, pois ela havia deixado as garotas na piscina pra curtir o jogo com os caras. Apolo escorava-se em suas pernas, Poseidon estava parado perto da parede e Hades gritava junto com Artemis na frente da TV.
- FILHO DA PUTA, PRO ROB, PRO ROB! – gritou Hades, com raiva. – Maldito fominha esse Dicker!
- Fominha mesmo, vive comendo bem. – disse Artemis.
- Só porque ele transou com você? – cutucou Ares.
- Hey, eu sou parte do grupo de líder de torcida mais gata do mundo, cara! Ele comeu bem pra caralho!
Ares riu com os outros do bico que Artemis fez, mas logo ela esqueceu, pois havia voltado a prestar atenção no jogo e já tava puta com aquilo tudo.
- DESGRAÇADO DO DICKERS, POR SUA CAUSA PERDERAM! NUNCA MAIS TE DOU!
E deste modo, terminou a civilizada partida de futebol americano, com Artemis ligando diretamente para o número pessoal do tal do Dickers e gritando pra ele para de ser fominha, na mais comum das ações.
Depois de alguns minutos ao telefone, Artemis saiu para área da piscina onde todos já se encontravam, conversando, bebendo e tomando sol. Até mesmo Poseidon se encontrava ali, somente Atena que não, pois estava na casa do pai, e...
Alguém que Artemis percebeu prontamente após sair da piscina secando os cabelos.
- Hey, cowboy, viu Apolo? – perguntou assim que chegou perto do moreno de olhos verdes.
- Moça, não sei, às vezes ele some desse jeito mesmo... Logo, logo tá no rancho de volta.
- Hum... Ok.
Mas aquela resposta jamais seria satisfatória para Artemis.
Não ali, não agora.
Sua curiosidade, se ela poderia brincar, estava em par com a de Apolo durante a madrugada.
Por isso, do modo que estava mesmo, só de biquíni e galochas, caminhou em direção ao pasto central, algo que desconhecia a levando ali.
Mal havia dado alguns passos para perto da cerca quando avistou um cavalo negro trotando com maestria, seu caveleiro dando as mais certeiras cordenações para ele fazer e ao que parecia estava saindo do jeito correto que ele gostava e queria. Apolo soltava sons diferentes, sons que geravam ações diferentes.
E ela não soube quanto tempo ficou simplesmente ali, olhando o modo como ele lidava com o animal e sentada na cerca, com muito medo de farpas machucarem sua bunda, mas quem disse que ela ligava?
Foi quando ele notou sua presença, algo que fez Artemis querer morrer de vergonha por ter sido pega admirando alguém, e encaminhou-se com destreza até onde se encontrava, um sorriso no rosto, os olhos azuis felizes e o clássico chapéu preto na cabeça.
- Muito tempo ai? — perguntou ele, assim que pode chegar perto.
- Não, cheguei agorinha.
- Isso tá virando rotina.
- Se acostuma não, muleque. Vim aqui te chamar para se juntar a gente, apesar de você ser chato pra cacete, algumas outras pessoas até te curtem. – e Artemis sorriu de lado para ele. Perto como se encontrava, a ruiva começou a acarinhar o longo focinho do belo cavalo negro. – Hey, garotão, manda esse folgado ir montar outra coisa, você é tão lindo pra ser feito de escravo por esse malvado, não é?
Apolo revirou os olhos para sua brincadeira com o cavalo.
- Ele acabou de chegar de California, faz uma semana só... Tava treinando-o, é um ótimo cavalo, segue bem aos comandos, vai ser ótimo para tocar o rebanho ao lado oeste dessas terras.
- Esse lugar é enorme pra caralho, né?
Sorrindo, provavelmente por causa de seus xingamentos, Apolo retirou o chápeu da cabeça e suavemente encaixou-o em sua cabeça.
- Voce vai ficar manchada.
- É, essa pele branca maldita... Já tentei ficar bronzeada, foi um caos... Mas você não me respondeu.
- É sim, a maior fazenda de gado do Texas. Somos fornecedores dos maiores compradores de carne. Tem tanto lugar aqui, que dividimos como fazer pro gado não se perder.
O cavalo resfolegou.
- Acho que ele tá cansado, garoto. Voce tá pesado demais.
- Por favor, né? Hey, tá a fim de uma volta? Estava querendo testar se ele consegue carregar peso bruto, quem melhor pra testar do que com você?
- Háhá, engraçadinho, só não mando você se fuder porque esse cavalinho não merece ouvir isso.
Apolo riu.
- Vai querer um passeio?
Artemis encarou os belos olhois azuis de Apolo, meio em dúvida, até que suspirou, sabendo que escolhera rápido demais.
Que mal poderia fazer dar uma volta de cavalo? Além de ficar assada por que estava só de biquina, mas ainda assim, quem liga?
Aceitando a mão de Apolo, Artemis acomodou-se na parte de trás e sabia que ele ria dela por ter que abraçá-lo por trás.
- Segura bem, garota!
Antes que pudesse reclamar ou soltar uma piadinha espertinha, Apolo bateu na barriga do formoso animal e com aqueles comandos e sons, o cavalo começou a correr, suas passadas lagras, mas ritmadas. Um tipo de música cantada pelos músculos que se mexiam abaixo de Artemis, que sorria, sentindo seu cabelo flutuar e o modo como Apolo fazia aquilo parecer o truque mais mágico do melhor mágico.
Talvez fosse pelos movimentos que ele desenvolvia, parando, trocando a direção com rapidez, trotando, seguindo o trajeto em S, ou simplesmente por ela conseguir compreender a felicidade só de olhar para o rosto dele com aquela atividade.
Ao final, Apolo deixou o cavalo somente ir em linha reta.
- ARTEMIS?
A ruiva aproximou-se do ouvido dele.
- Que foi, cowboy?
- OLHE PRA FRENTE.
- Por que?
- OLHE, GAROTA!
E Artemis fez o que ele pedia e ela teve certeza de que nunca havia visto algo mais belo.
Com o campo verdejante que se estendia imensamente até alcançar a água de um largo lago, a ruisa assistia o belo espetáculo que era o por do sol por ali. Os tons de pastel até o mais vivo dos rosas e vermelhos. E os pássaros que mudavam seu caminho para a noite.
Era maravilhoso.
Artemis vagarosamente escorou o queixo no ombro de Apolo, de forma que podia vê-los seguir o trajeto do sol, sentir a brisa gelada, e ouvir o trotar do cavalo.
- Isso é lindo, Apolo.
- Sabia que você ia gostar... É meu horário favorito por aqui.
E ela fechou os olhos.
Paz.
Calma.
Sem precisar usar drogas, nem remédios, nem álcool ou sexo.
Somente... Aquele momento.
Incoscientemente apertou um pouco mais Apolo contra si. Aquilo era fenomenal, maravilhoso... Irreal demais para seu mundo de viagens, jogos e muitas festas. Mas que ela conseguia visualizar tranquilamente Apolo neste mundo aqui, calmo e relaxado, com seus livros.
Sorriu.
- Obrigada, Apolo.
E se deixou levar pelo momento.
[...]
Poseidon mexia em seu chapeu.
- Vamos comprar a próxima sacada de ração, assim vamos poder manter o gado por mais tempo no inverno se esse ano for ruim.
Richard, seu ajudante que também administrava o rancho com ele, assentiu enquanto anotava o que eles deviam fazer, repassando as escolhas mais uma vez com Poseidon. Ambos caminhavam em direção ao escritório interno, onde guardavam o mais importante, conversando e cuidando da fazenda.
- Uma das vacas deu a luz hoje, nasceu um puro sangue, devo começar a dar os lances pra ela?
- Ainda não, Rick, deixe que os compradores estejam dispostos a abrir mais um pouco da carteira, logo estarão ai, pedindo para vendermos pra ele primeiro. – e abriu a porta da casa, entrando e falando. – Ela vai valer mui...
Tudo o que Poseidon ia dizer sumira. E todos ali presentes na sala também se calaram assim Atena o encanrou com seus olhos cinza.
Ela estava linda, na verdade, Atena sempre fora bonita, mas naquela roupa de montaria ela estava fascinante. E, surpreendentemente, ela sorriu em sua direção, um sorriso educado.
- Olá, Poseidon. Olá, Rick.
- Boa tarde, Senhorita Danniels. Sempre um prazer vê-la.
Sem desviar os olhos dos dela, Poseidon sussurrou.
- Rick, vá indo para o escritório separando as pastas. Já vou.
- Sim, patrão. Senhorita.
E isso pareceu valer para todos, pois de repente, Artemis e Apolo puxavam todos para fora do hall, acenando apenas mais um adeus que Poseidon vira a ruiva dar, e logo só ficara ela e ele. Mas Poseidon ainda estava calado, contando as duas malas aos pés da loira.
- Pra onde vai?
Atena deu de ombros.
- Apesar de não ser de seu interesse querer saber, estou indo pra casa do meu pai.
E Poseidon não gostou nada daquilo.
- Agora?
- Meu chofer deve chegar agora.
Como em um tempo correto, um carro buzinou do lado de fora e Atena sorriu, aproximando-se com a mão estendida em sua direção. Quem de longe olhasse, pensaria que estavam simplesmente se despedindo, mas Poseidon via a raiva e mágoa nos olhos cinza, que o deixara esperando por horas outro dia, ao apertar a palma dela.
Choque, um gostoso e estranho choque subiu pelos pêlos de Poseidon segundos antes dela soltar o aperto.
- Obrigada pelo seu tempo e por me acomodar em sua casa, Senhor Ewing.
E ele não era burro de perceber a grande parede de concreto que ela construía entre eles. Poseidon apenas tocou no chapéu.
- Volte sempre, Senhorita Danniels, a casa está sempre aberta.
Mas ambos sabiam que não era assim.
- Vejo o senhor por ai.
Dessa forma, ele a viu sumir pela porta e soube que havia feito uma merda grande. Provavelmente do tamanho do Texas. Sem precisar de ajuda alguma. Droga mesmo.
- Patrão?
- Já vou, Rick.
E ao colocar o chapéu na cabeça, ambos sabiam que viam guerra.
[...]
Artemis olhou mais uma vez para o relógio sobre a mesinha.
Eram inconcebível e impossível que houvesse passado somente dois minutos, precisava que passasse mais. Assim como sabia que precisava dormir. Girou mais uma vez na cama.
Perto da cama já estava um cigarro, os seus remédios. O problema jamais era cair no sono, era acordar. Era saber o que a esperava ao final. E só de pensar nisso, Artemis sentia todo seu corpo reclamar de dor.
Encontrava-se assim, a fita o espaço vazio que Atena havia deixado ao escolher ir pra casa de seu pai, no momento em que um suave toque na porta a fez se assustar.
Quem poderia ser o filho da puta que batia na porta de alguém a essa hora? Ainda que soubesse que não devia estar com raiva por causa disso, por que não estava a dormir, sair da sua coberta quentinha para abrir a porta era um crime.
E mesmo assim ela foi, em sua típica blusa larga.
- Que fo...
Sua voz sumiu ao ver Apolo com um sorriso meio sem graça, a segurar um pote com cerejas e outro com chocolate, somente com uma calça de moletom.
- Eu imaginei que você estivesse tão sem sono quanto eu, então pensei, porque não ir oferecer comida pra ela? – e piscou. – Posso entrar?
- Querido, gostoso desse jeito nem precisava perguntar.
Mas de qualquer forma, Artemis deu espaço para ele passar e fechou a porta assim que pode, o ar frio adentrava por todos os lugares daquela enrome casa. Foi pensndo assim que ela saiu correndo para a cama, enfiar-se debaixo das cobertas.
- Não seja tímido, garoto, deita ai.
E ela já sabia que ele deitaria de um modo ou outro.
Cuidadosamente ele colocava os dois potes entre eles e acomodava-se para ficar tão quentinho ela. Não demorou muito para os dois estarem comendo calmamente.
- Que horas hoje? – perguntou Artemis.
- Duas e doze. E você?
- Duas e quarenta.
- Dormiu mais do que eu.
- Dormiu que horas?
- Meia-noite.
- Durmi uma.
Artemis girou a cabeça para encarar Apolo, uma vez que os dois estavam deitados de barriga para cima. Ela quase leu a pergunta nos olhos dele.
- Fazendo o que?
- Sexo.
E ele nada disse, pois devorava mais uma cereja.
Mas Artemis imaginava que ele usara o momento pensado para colocar a fruta na boca, fosse como fosse, a ruiva se incomodou com silencio que ele deixara, entretanto, continuou a comer como ele também fazia.
Não souberam quanto ficaram com o clima estranho no ar, só ela percebia o quanto era chato e desconfortável e quando ia reclamar, fazendo uma brincadeirinha, Apolo disse primeiro e ela se calou:
- Voce sempre faz sexo pra dormir?
Como ele havia chegado àquela resposta, ela tratou de ignorar. Se ela fazia sexo pra dormir? Aquela pergunta trazia coisas horríveis, que ela realmente queria esquecer.
E foi isso que deixou a vista, ao suspirar enquanto sentava-se e apanhava o cigarro na mesinha.
- Eu realmente não quero falar sobre isso, se veio por isso, pode ir embora.
E levantou-se para acender o cigarro.
- Artemis... Eu só quero te entender.
- Não tem porque, nem pra que mexer nisso. – e ficou de costas para Apolo, a olhar pela janela para a lua. – Não queira.
Suavemente, Artemis soltou a fumaça, prendendo-a, o ardor que a impedia de pensar sobre o que não desejava igualmente não a permitia chorar.
Escutou-o suspirar.
- Vem pra cá.
- Pra que?
- Por favor, Artemis.
Imitando-o suspirar enquanto apagava o primeiro e acendia o segundo, Artemis voltou-se para a cama, e o viu erguer uma beirada do coberto, chamando-a. Os potes não estavam mais ali, mas o frio fizera foi só aumentar.
Deu uma olhada no relógio.
Quatro da manhã. Não podia ficar brigada com sua única companhia, podia? Bem, se podia ou não, aquilo foi mudado.
E Artemis viu-se indo para baixo do edredom quente, diretamente aos braços de Apolo que se enrolaram a sua volta e tudo aquilo parecia tão estanho.
Quando fora a ultima vez que simplesmente ficara parada, fumando seu cigarro, curtindo o silencio no abraço de algum cara? De algum cara que começara a mexer em seu cabelo? Ou mesmo que não a quisesse sexualmente?
Artemis fechou os olhos, absorvendo aquele tão comum contato e soltou devagar a fumaça. Era... Paz. Mais uma vez. Pura paz, que tanto ele como ela dividiam em comum por suas insônias.
- Seria feio eu perguntar se você quer transar comigo? – brincou ela, a se encolher e trançar as pernas com as dele.
Baixinho, Apolo riu.
- Estava demorando. Hoje não, você deve estar cansada.
- Eu vivo cansada, Apolo. – e tragou mais uma vez. – Assim como você.
E, para aquilo, ela sabia que ele não tinha resposta.
- Sabe?
- O que, garoto?
- É primeira vez que encontra alguém para virar a noite sem precisar estar em festa.
Artemis riu e o olhou. Os olhos azuis estavam suaves, divertidos, calmos.
- Relaxe, cara, também é minha primeira vez.
Dessa, ambos caíram na gargalhada com o trocadilho.
- Só não aceito dormir de conchinha, aviso logo.
- Voce já dormiu de conchinha comigo, Artemis.
- Voce não acha Artemis um nome meio longo não?
A ruiva ergueu-se um pouco para apagar o cigarro no cinzeiro, pegar uma balinha e jogar na boca antes de voltar na direção dele. Apolo sorria, não perdendo a chance de puxar seu corpo para mais perto e Artemis achar-se com o rosto contra o peito dele.
- Acho seu nome bonito.
- Isso eu já sabia, mas não é meio grande?
- Tá mesmo querendo um apelido, né?
- Que tem? Vou te chamar de Principe Encantando pra sempre mesmo, foda-se o que seus filhos irão pensar disso.
Apolo riu contra seu ouvido.
- Vou perder a credibilidade.
- Que nada, eles vão usar isso pra pegar garotinhas bobas.
- Voce é uma figura louca, Artemis... Hum... Que tal Artie?
Artemis, de olhos fechados, sorriu.
- Ta ai, muito gay, mas bem legal. Artie... Só não ouse me chamar assim durante o dia ou vou ter socar pra caralho, capitcho?
Uma vez mais, Apolo riu.
- Capitche, Artie.
- Esse apelido só não tá mais gay porque existe o teu.
- Pensei que você falar do modo que você tá me abraçando.
- Gay é o caralho, eu to com frio, você é quente, só juntar um mais um. E vou fumar mais um cigarro.
- Não, não, fica quietinha, Artie.
- Mas eu quero, Principe!
- É, isso tá gay pra caramba.
- Pra caralho.
E os dois riram, mas Apolo folgou o aperto e Artemis correu pra pegar um cigarro. Só que ela já havia acabado com aquela carteira.
- Que filhadaputagem!
- Salvando seus pulmões.
- Deixa...
- Não, não, vai ficar aqui.
Com um só movimento, Apolo havia prendido seus braços e suas pernas ao abraçar seu corpo.
- Filho da puta, me solta!
Mas tudo o que ele fazia era rir da sua cara.
- Artie... Artie... Artie...
- Quer parar com esse apelido gay?
Os olhos azuis de Apolo fitaram os seus.
E todo clima divertido mudou ao notar o pequeno espaço que estavam um do outro.
Artemis praticamente respirava com ele. Seus lábios a centímetros. Mas nenhum dos dois davam um passo a frente. A coragem, tão inata de Artemis, sumira e só o que ela conseguia fazer era ficar olhando para o mais lindo par de olhos azuis que ela já vira.
Então, ele engoliu a seco.
E foi o necessário para Artemis compreender que aquela era a sua chance.
- Cigarro... Hum... Pegar cigarro...
Assim fugia do aperto dele, do seu coração estranho que estava sem ar e de suas mãos tremulas. Aquilo só podia ser pânico, mas se era algo a mais, ela precisava de espaço. Rapido.
Achando uma nova carteira, abriu-a com dedos habituados aquilo e puxou um de tantos que havia ali. Logo fumava, após engolir dois comprimidos. E sentia o olhar de Apolo em suas costas, assistindo todos os seus passos da cama.
Mas ela não podia voltar pra perto dele, precisava de espaço. Espaço. Assim que se sentou na poltrona ao lado da janela e evitou encarar aquele par de olhos azuis. Ia ficar louca. Certeza.
- Artemis...
- Apolo, acho melhor você ir. Agora.
Ele nada disse, tão pouco saiu.
Somente sentou-se na borda da cama e Artemis viu os músculso das costas dele flexionados, claramente confuso. Quem podia culpá-lo? A garota que vivia dando em cima dele, chamando para dormir com ela, agora o expulsava do quarto.
Os dois iam ficar loucos.
Ele por tentar entender, ela por deixá-lo olhar mais fundo.
Artemis acendeu mais um cigarro.
- Apolo, por favor. Eu só preciso de... Espaço. Só sai daqui, agora.
E dessa vez, ele ouviu, aproximando apenas para colar um beijo de boa noite (que ambos sabiam ser impossíveis) em sua testa e sumir casa a fora. Assim que teve certeza de que ele fora, Artemis retirou pulseira que usava, com um cigarro na boca, e foi para o banheiro.
Dois minutos depois, sangue escorria de seu pulso, a dor em todos os lados de seu corpo, e o cigarro aquecendo seu coração.
Paz. Aquela paz tão diferente da de Apolo.
E isso só a fazia se perguntar, ali, olhando as linhas vermelhas no azulejo branco, que merda estava acontecendo?
Notas finais
Beijinhos açucarados,
Nívea ;*
Ps: Leloty, mais uma vez, miiiil obrigadas *o*
Ps²: Solé está de volta o/ Adoooooooooooro! Sua danada, voltou né? u.u
*Solé sorridente* Ela tá crescendo >
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