Notas iniciais
CHEGAMOS A PARTE QUE MUITOS ESPERAVAM o/ MUAHAHA Adooooro!
E escutem a música de hoje, ela dá o clima *o*

You can't hide from me,

There ain't no tricks that you can try on me

I know your every move before you even breathe baby

Thinking you know something i don't know

But my eyes, my eyes, my eyes are like a telescope

Telescope

[...]Música.Aqui.[...]

- ISSO AÊ.

Artemis escutou Apolo dizer para seus amigos de time.

Estava deitada de frente ao pasto principal, em uma das tantas cadeiras de verão, somente de biquíni exatamente como Persefone e Afrodite se encontravam ao seu lado.

As três daquele modo, conversavam, tomando Martini e assistindo o jogo de pólo eqüestre dos garotos.

Naquele momento, Artemis abaixou os óculos um pouco para poder olhar melhor Apolo.

Ele estava mais gostoso impossível na percepção da garota, aquela roupa de equitação grudando-se em cada músculo que ele tinha, enquanto ele cavalgava com destreza, o taco batendo na bola na grama e todo suado do calor que fazia.

Aquela era uma cena e tanto.

Um colírio para seus olhos depois de um começo de diar ruim pra caralho.

E ele estava com o rosto sério, concentrado. Como podia existir um cara tão gato que não a queria na cama dele¿

Isso era um grande mistério.

Então, o time de Poseidon marcou um ponto e Apolo fechou a cara ao mesmo tempo em que o moreno de olhos verdes, também muito gostoso, ria. Estavam divididos em dois.

Do lado do xerife, encontravam-se Ares e Rick.

Do lado do loiro, era Hermes e Hades.

E todos jogavam extremamente bem.

Artemis sorriu para o loiro assim que ele a olhou, um sorriso que ele retribuiu. Mas ambos sabiam que não era bem daquele jeito que as coisas estavam, não depois de tê-lo expulsado de seu quarto sem mais nem menos.

O que ela podia fazer?

Foi com a chegada do intervalo que a idéia veio a mente de Artemis e ela mais que prontamente colocou em prática.

Aproximou-se descalça dos garotos que riam e conversavam, e daquela forma sexy dela, parou bem ao lado de Apolo escorando-se nele.

- Iiiih, lá vem loucura – brincou Ares.

- Hey, se fode ai, vai... Vim falar com o xerife e com o Rick dessa vez, garotos, desculpe, o tempo tá fechado só pra alta patente, vão procurar seus cavalinhos, vão.

Mas ninguém saiu dali, todos rindo do seu modo sempre delicado. E ela olhou para Apolo.

- E você tá gostoso pra caralho dessa vez, loiro. Já sabe minha proposta, se quiser, só dizer depois.

Apolo revirou os olhos ainda que sorrisse.

- Vá dizer o que veio dizer pro xerife.

- Sempre fugindo, ainda te prendo. – e virou-se para Poseidon que parecia muito estranho sem o costumeiro chapéu, mas um gato de tirar o fôlego. – Xerife, to a fim de jogar com vocês, mostrar como as meninas jogam.

- Moça, os times estão completos.

- Hey, Rick, por favor, eu prometo só jogar uma e vou embora. – Artemis bateu seus olhinhos verdes para o sócio de Poseidon. – Só uma, me deixa dar um pé nas bundas desses ótarios, vai.

Rick riu.

- Só se você prometer que vai ganhar.

- Querido, eu vou ganhar, sou uma Cowboys, isso é normal pra gente.

- Patrão, coloca ela ai, vou ter que assistir isso.

- O gado é seu amanhã se perdemos. – disse o Xerife sorrindo de lado, claramente sem acreditar que Rick havia deixado sua pessoa jogar. Mas quem disse que ela ligava? Tudo o que fez foi dar um selinho em Rick e rir da cara de Apolo e Poseidon. – Pro seu cavalo, moça.

- Hey, Xerife, relaxe.

- E você não vai vestir nem uma calça, garota?

Artemis olhou para Apolo pelo ombro e sorriu de forma sexy, sabendo que remexia bem seus quadris.

E, querida, eles podiam estar casados, namorando ou solteiros, todos sempre olhavam para as tatuagens e curvas dela.

- Estou te deixando excitado, loiro?

Mas ele não respondeu. Ela sabia que ele não faria, só o calaria, e era isso que queria.

De forma graciosa, Artemis prendeu o pé no local apropriado, com um solavanco básico, acomodava-se na cela do belo cavalo marrom de Rick.

- Somos companheiros, viu, garoto? — falava pro cavalo enquanto prendia seu longo cabelo vermelho em um rabo de cavalo. – Eu e você.

Então, Poseidon oferecia o taco para sua pessoa.

- Pegue, jogamos do modo clássico, quinze a quinze.

- Xerife, acredite, eu estava assistindo. – e segurou o pesado taco com a mão esquerda. – Mais alguma coisa?

- Vença.

Artemis sorriu daquelas palavras ao vê-lo se afastar para subir em seu próprio cavalo. As garotas, vulgo Afrodite e Persefone, gritavam incentivos.

- MOSTRA PRA ELES, ART!

Ah, mas se ela ia mostrar!

Assim que começou o jogo, Artemis não perdeu tempo, estavam na frente, mas ela jamais deixaria aquele placar mudar com tanta facilidade.

Cavalgando em direção a bola, sua mente acostumada a jogos de futebol americano, localizava onde cada jogador estava e como podiam jogar.

E essa era uma habilidade e tanto que amava em sua pessoa.

Por isso, ao tomar o caminho contrário e pegar a bola de Hermes, seu cavalo aceitando seus comandos com facilidade, talvez pelo fato de ser mais leve e menor que os demais, todos se assustaram, mas tudo o que Artemis pode fazer foi jogar gritar de alegria ao ver a bola entrar na rede, marcando um a zero daquele segundo tempo.

As garotas gritaram com ela, e Poseidon ria provavelmente sem acreditar que ela hava conseguido enganar todos eles.

- Moça, você é mais perigosa que imaginei.

- Xerife, algumas pessoas ainda não notaram isso – e fez o favor de olhar para Apolo. – Espero mudar isso mostrando como de fato se pega no taco.

E os garotos sorriram da sua piadinha antes de se voltarem a jogar.

Mas aquele jogo não estava tão fácil, eles eram bons, realmente bons e a fizeram usar todos os seus dotes, que como mulher, de fato não faltavam.

Ela sabia a forma que eles a olhavam quando tinha de se curvar um pouco para bater na bola, ou como cavalgava com o peito estufado, fosse como fosse, usava-os ao seu lado.

E o final, com a vitória deles, mostrou que valeu a pena.

Artemis ria ao ser sufocada com o abraço das garotas.

- Voce foi fodastica, Art. – disse Afrodite. – Os garotos babavam por você.

- Eles pensaram que mexer com uma Cowboy era fácil. – Persefone riu. – Colocou eles no lugar, ruiva!

Artemis sorriu, erguendo as suas mãos juntas.

- QUEM MANDA NESSA PORRA, GAROTAS?

- COWBOYS!

[...]

- Olha se não é o garoto fodamente sexy sozinho nesse local escuro?

Apolo ergueu a cabeça, já a sorria ao ouvir aquela voz.

Uma ruiva com um sorriso sedutor entrava exatamente na ara que estava retirando a cela de seu cavalo. Os olhos verdes encaravam sem qualquer falsidade a sua bunda, com a tão clássica forma delicada dela de ser.

E ele teve de admitir algo.

Artemis uma mulher muito, muito quente.

E ela parecia saber com certeza disso, andando sem qualquer pudor com seu biquíni rosa claro um pouco menor que os aceitáveis. Fora preciso dois segundos para ele notar toda a forma daquele corpo, as curvas das pernas e da cintura, os seios, a barriga lisa e aqueles olhos extremamente verdes em constrate com os cabelos ruivos.

E desviar os olhos de volta para seu cavalo.

- Perdida, Artie?

- Na verdade, acabei de encontrar o que eu queria, Principe Encantado. E te disse que se me chamar de Artie de dia eu tia socar, cara.

Ele sorria enquanto puxava a cela do cavalo que por pura ironia era branco.

- Garota, faz um favor, pega a mangueira pra mim.

Colocando aquele objeto pesado no portaozinho da ara, levou um susto ao sentir uma mão no cinto da sua calça e riu do que Artemis fazia.

- A outra mangueira, Artie.

E ela realmente lhe deu um soco, um pouco forte para uma garota, mas ainda assim quase não doeu.

- Opa, foi mal, pensei que era a sua e não me chame de Artie, idiota. Vamos lavar o cavalo?

- E o que lavaríamos, garota?

- Eu deixaria você me molhar.

- Hoje você está mais atirada ou só impressão minha.

- Atirada não, decidida a ter você na minha cama, garoto. E a culpa é sua.

Apolo se virou para olhá-la enquanto retirava a correia do cavalo. Artemis segurava a mangueira, claramente a espera de uma ordem para molhar o cavalo.

- Minha culpa?

- Claro, ficamos o dia todo em casa ontem, só transei a noite!

- Estou pensando seriamente que você é uma ninfomaníaca.

- Isso é um elogio, obrigada. E ai, pode molhar isso ou vamos só ficar conversando mesmo?

Assentindo, ele pegou uma escova ao mesmo tempo em que escutava ela delicadamente molhar o animal resfolegante e logo que ia voltar, um jato bateu em suas costas e, quando não, estava enxarcado.

Olhou com uma sobrancelha erguida para um Artemis sorridente.

- Voce falou pra molhar os cavalos, vi dois aqui. Mas relaxa, alazão, você tá gostoso pra caralho todo molhado assim.

- Artemis... Artemis... tsc, tsc, tsc... O que faço com você?

E viu a pupila dilatar em surpresa a sua frase, ou talvez pelo fato de roubar o jato e molhá-la também. Mas em momento algum, enquanto deixava a água enxarcar à mulher a sua frente, eles desviaram os olhares.

Até que Apolo desligou a mangueira e a deixou cair no chão, o barulho do metal tocando chão um pouco mais alto que a respiração da ruiva que o olhava.

- O que você está pensando em fazer, cowboy?

- Shh, vai quebrar o clima.

E a próxima coisa que Apolo fazia era prender os seus dedos enluvados com força no cabelo cor de fogo e forçá-la a ficar somente o olhando, sua boca a centímetros da dele.

E ela era tão sexy daquela forma.

- Mãos pra cima.

- O que você vai fazer?

Não a deixando conversar, ele mesmo puxou os dois pulsos pequenos e os amarrou juntos, de forma que não a machucasse, só a mantivesse quieta, para então, usar o entremeio que havia entre as mãos para prendê-la no gancho que havia. Daquele jeito, o corpo dela ficava todo estendido e ele podia simplesmente admirá-la.

Pois Artemis era isso, uma maravilhosa obra de Arte.

Que ficava cada vez mais e mais sem ar. E ele sabia que não era de pânico.

A deixando somente tocar a ponta dos pés no chão, Apolo escorregou a mão muito vagarosamente pelos braços esticados, sua luva sentindo o atrito ao tocar na parte de cima do biquíni vermelho que constratava perfeitamente com a pele branca dela e seus dedos se afundaram na cintura. Abaixo, ele a viu encolher a barriga.

- Por que você gosta tanto de me amarrar, cowboy?

Na mesma hora, ele ergueu os olhos para os verdes completamente dilatados pela excitação.

- O único modo de você ficar quieta. – com cuidado, ele puxou as pernas delas para cima, enrolando seu quadril com elas. – Não vai te machucar assim.

E, sem deixar aquela boca dizer algo, colou os lábios contra o pescoço dela e o primeiro suspiro que ouviu o deixou louco.

Tudo se tornou um borrão, a próxima coisa que fazia era tomar aqueles lábios ousados, sua mão mais uma vez prendendo-a pelo cabelo, e perder-se naquela língua.

Foi com um só puxão com os dedos na parte de trás que Apolo a deixou sem a parte de cima do biquíni, os seios tocando-o através da blusa de algodão que sua pessoa usava.

E Artemis o trouxe mais para perto com as pernas. Ele sabia que faria merda bem naquela hora. Pois não havia mais como negar, a desejava, muito.

E que se danasse o que havia dito, iria tê-la ali, agora.

Decidido do que ia fazer, Apolo com cuidado apertou o seio de Artemis, essa que arfou contra sua boca, ao mesmo tempo em que com a outra tirava fora a parte de baixo do biquíni, de fato deixando-a nua.

E a seu bel-prazer.

Aquilo era mais do que poderia agüentar. Diria isso seu cinto, que apertava até por demais algo por ali. Artemis mordeu de leve seu lábio. Esse simples atravessou todo seu corpo e o que fez em seguida foi se libertar do desconforto da calça e com um só movimento tinha-se dentro do corpo da ruiva que gemeu em seu ouvido.

- Apolo...

Estocadas rápidas, fortes, que mostravam todo o desejo que esteve guardando por aquela ruiva, indo e vindo, fazendo-a tremer em seus dedos que segurava o pescoço da mesma enquanto a beijava com firmeza e pura luxuria. Ele sabia que ela também se encontrava assim, provavelmente um pouco com agonia por estar presa, mas aquilo só o fez sorrir em contato com a língua dela.

E quando precisou aumentar a velocidade, segurou-a pelas pernas e afundou o rosto no pescoço da mesma, mordendo-a.

E escutou-a gemer uma ultima vez antes de chegar ao orgasmo, por pouco não perdera aquilo, pois também chegara ao seu. Teve de jogar seu corpo contra o dela para manter-se em pé.

Ele não soube o quanto ficou assim, parado, ouvindo-a recuperar a respiração e ele da merda que havia acabado de fazer.

O que ele estava pensando?

Na verdade, ele não estava pensando em porra alguma desde que a vira deitada pegando sol. Só havia deixado à cabeça de baixo ordenar e olhe agora onde estava.

Merda.

Sem dizer uma palavra, Apolo soltou-a, aceitando o peso dela por alguns segundos pra ela se reestabilizar antes de muito cuidadosamente colocá-la de pé. Artemis tremia quando ele a olhou enquanto fechava a braguilha da calça e o cinto. E ele sabia que devia sair dali, agora.

Havia feito a merda mais escrota da sua vida.

Com aquela mulher a sua frente.

Sem olhá-la, jogou as roupas dela para ela que pegou.

- Apolo...

- Vista-se – disse frio. – Pessoas podem te ver assim.

E sabendo que se ficasse mais ela tentaria conversar com ele, Apolo foi embora sem olhar uma vez mais para trás.

Ele estava ferrado.

[...]

Artemis ainda tremia.

Tremia de raiva, de prazer, de algo que ela desconhecia e a quebrava por dentro, implorando pra ela soltar aquelas malditas lágrimas.

Lagrimas que ela não queria deixarem cair, não por aquilo, não por algo tão pequeno. Assim pensando, a ruiva tragou mais uma vez seu cigarro, puxando o máximo de cigarro que podia, queimando-a por dentro.

Sentada ali, debaixo daquela arvore, bem longe da casa enquanto assistia o sol brilhar lá no alto, Artemis ainda podia ver a cena do estábulo em sua mente.

O modo como Apolo a beijara, dera a ela o que ela tanto queria e... Saiu como se ela não tivesse feito mais do que seu dever, como se ela fosse uma puta, sem nem mesmo olhá-la.

Fitando o horizonte sem de fato vê-lo, Artemis sentiu algo escorrer por sua bochecha esquerda, mas não se deu ao trabalho de secá-la.

Que porra estava acontecendo? Por que estava sendo tão malditamente mulherzinha com isso, toda cheia de sentimentos de orgulho? Talvez fosse mesmo uma puta, mas e daí? Sexo era algo gratuito, era...

Vista-se. Alguém pode te ver assim”

Aquelas palavras a fizeram puxar com mais força o cigarro, que não estava ajudando muito, pelo menos a fazia esquecer enquanto a heroína não fazia efeito.

Sua mão tremia, como nunca, mesmo depois dos dois remédios que tomara, e ela suspeitava que aquilo era por outra coisa. Outra coisa que ela realmente desconhecia.

Acendeu mais um cigarro.

Tinha que ter algo errado... Algo muito errado... Com ela? Com ele? Ela já não sabia mais, aquilo havia tirado algo, algo muito precioso para ela.

Sua confiança.

Com Apolo deixando-a sem nem mesmo olhá-la, ela sabia que fora alguma coisa, e essa coisa quebrara sua confiança.

Abaixou a cabeça, passando a mão em seu cabelo.

Droga. Mil drogas.

O que merda havia feito? Fosse o que fosse, ela sabia o que precisava fazer. Precisava de sexo, com outra pessoa. Afinal, odiava figurinha repetida, certo?

E Apolo agora era isso.

Exatamente isso que faria, iria arrumar um cara bom de cama, passar a noite com ele. Quem sabe não dois? É, dois pareciam bom.

Decidido o que faria, a ruiva escorou as costas contra a arvore e fechou os olhos, tragando o cigarro, mas algo dentro, bem lá dentro não gostara da escolha dessa vez.

Notas finais
Postando cada vez mais rapido pra vocês por causa da minha falta de tempo >