Notas iniciais
FELIZ DIA DOS NAMORADOS (a data mais idiota, nem é feriado u.u) KKK'' Anyway, pra vocês, Apolito de dia dos amorecos ^.~

In your heart in your head
In your arms in your bed
Under your skin
Till there's no way to know
Where you end and where I begin

Fade Into You

[...]Música[...]

Eram três da manhã.

Ela havia olhado duas vezes para ter certeza daquilo, mas ainda estava sem acreditar. Havia conseguido dormir três horas, seguidas. E mesmo que tivesse acordado mais desesperada, suas mãos tremendo mais, ela gostou daquilo.

Mas, como sempre, precisava da ajuda de uma coisa.

Um livro.

Daquela, quem havia escolhido o titulo havia sido ela e pensando em Atena que pegara O Conde de Monte Cristo. Apesar daquilo esta melhor, ela ainda conseguia lembrar bem de seu pesadelo, muito bem.

E ela não precisava saber o porquê daquela vez ter sido mais forte.

Desde que ele tinha voltado da cidadezinha, há dois dias, que ela e Apolo não se falavam. De alguma forma, o loiro conseguia de todas as formas afastar-se de sua pessoa. E ela jamais pensara que se desestabilizaria tão facilmente assim com um passo atrás de Apolo, ou mesmo que tivesse falado com Atena e descoberto que a razão da batida fora um dos sócios de Zeus.

Ela estava à flor dos nervos, irriquieta.

E o único modo em que se encontrava mais em paz era naquela madrugada, com seu livro e seu cigarro. Respirava de forma uniforme, completamente concentrada no modo que o personagem lidava com a vingança, no momento em que uma batida na porta a fez emergir e seus olhos verdes seguraram um par de olhos azuis.

Apolo, somente em uma calça de moletom e regata, sorria um pouco envergonhado, os cabelos loiros bagunçados de uma forma sexy e segurava a porta.

E Artemis não sabia bem o que esperar daquela visita. Não após dois dias estranhos entre eles. Só resolveu que seria a mais cortês e educada possível, se é que conseguisse isso!

- Hey... Desculpa atrapalhar...

- Sem problemas, só quero te matar por ter me tirado da parte mais divertida, mas ok. – sorriu para ele que dessa vez deu um sorriso de verdade. – O que te traz ao meu escritório?

- Posso entrar?

- Voce já entrou.

De toda forma, ele fechou a porta atrás dele.

Apolo caminhava em passos lentos para perto de sua cama, quase como se a qualquer instante sua pessoa fosse pular sobre ele e atacá-lo. O que seria uma cena cômica, pensou Artemis, deixando de lado o livro para vê-lo sentar-se a ponta do colchão, encarando seu rosto com olhos azuis indecifráveis.

E ela sabia que estava algo muito errado ali. Só que, bem, ela era péssima sendo psicóloga.

- Hum... Aconteceu alguma coisa?

Era pergunta mais retardada que Artemis já havia soltado em toda a sua vida.

- A parte em você bebeu de novo ou a que eu e a Carla terminamos?

Claro, a ruiva descartou a primeira, e foi diretamente na segunda, um pouco pasma, mas algo dentro de si doentemente feliz por ela o ter deixado.

- Como assim? Por que? Vocês era o casal perfeito!

E ele sorriu para seu empenho em tentar ser uma boa psicóloga.

- Artemis, volte ao normal.

- Ao menos tentei. – deu de ombros. – Ok, agora, sério... Por que porra ela foi terminar com você? Qual é? Você é um puta príncipe e ela te deixou assim? Carla é retardada é?

- Agora sim você falou como a Artemis.

- Obrigada, fica mais expressivo assim.

Dessa, Apolo riu, baixinho, enquanto passava uma mão no cabelo.

- Ela disse que eu estava ficando mais tempo com você do que com ela e disse que queria terminar. Simples.

Seus olhos verdes se abriram em surpresa antes de cair na gargalhada.

- Ah, sério isso? Você contou pra ela que eu era a sua cobaia, não falou?

- Disse que você era a minha paciente.

- Apolo, melhor deixa essa pra lá, viu? Ela era uma ótima princesa, e tudo mais, mas se ela não sabe aceitar o fato do seu trabalho, pula fora mesmo. Eu que não fico com alguém que não sabe que sou independente, pá porra mesmo!

E dessa vez, quem riu foi Apolo, deitando-se ao seu lado.

Exatamente como da primeira vez que ele havia aparecido naquele quarto, há oito meses, levando chocolate e cerejas, ela e ele estavam de barriga para cima, encarando o teto.

E para ela, foi como se tivesse passado uma eternidade, uma memória antiga de um dia legal. Com um cara legal.

A brisa adentrava o cômodo, gelada, suave, com cheiro de grama. Artemis fechou os olhos para apreciar aquela sensação.

Paz. Em seu estado absoluto. Puro.

Aquilo parecia tão mais real agora, sem drogas, com a mente limpa. Somente ela e Apolo, calado, a curtir a madrugada. Era algo tão... Bom.

Certo.

- Artemis...

- Sim, Apolo?

- Por que você bebeu?

E lá estava o tópico que ela não queria entrar e que acabara por completo com o clima, o tópico que ela sabia que uma hora ou outra ele tocaria.

Sentando-se, Artemis suspirou.

- Apolo... Não quero falar sobre isso agora. E nada contra, mas isso não devia interessar pra você... Então, por favor...

Mas ela só viu tarde demais o que havia falado, somente ao virar para implorar para aqueles olhos azuis que a deixasse sozinha, e o que encontrou foi o rosto, geralmente sereno de Apolo, em uma mascara de raiva. E ela se viu hipnotizada da forma nervosa com que ele a olhava.

A voz dele era mortal.

- Depois de tudo o que tivemos que aguentar, dias e dias, horas e horas você querendo se drogar, beber, fazer sabe-se lá mais o que... Depois que eu fiquei nessa porra cuidando de você e ainda perdi minha namorada por sua causa, você vem me dizer que não interessa para mim? Você deve tá de brincadeira, Artemis.

E, bem, ela entendia o ponto dele, havia errado, via isso.

- Apolo...

Mas ele já não a escutava com muita raiva, colocando-se de pé.

- E AINDA TRANSOU COM AQUELE GARÇOM!

Como ele sabia que era com o garçom, ela não sabia, mas ninguém falava aquilo, daquela forma pra ela, com aquele tom, sem conseqüência.

Por isso, colocou-se de pé também e, mesmo sendo uns vinte centímetros menor, Artemis ergueu o queixo e o olhou desafiante.

- EU FAÇO O QUE EU QUISER, TRANSO COM QUEM EU QUISER!

- SE VOCÊ QUERIA TANTO TRANSAR, PORQUE NÃO ME CHAMOU? NÃO SERIA MAIS FÁCIL ASSIM? NEM PRECISARIA SAIR DE CASA!

E antes que pudesse se conter, Artemis ergueu a mão e a próxima coisa que viu através de seus olhos cheios de lágrimas era os olhos azuis perplexos e a marca de seus dedos na cara dele.

- TE CHAMAR¿ TE CHAMAR PRA VOCÊ VIR, FUDER COMIGO E DEPOIS ME DEIXA LÁ, SOZINHA, COMO SE EU FOSSE UMA PUTA? VAI ATRÁS DA PORRA DA SUA PRINCESA, A ARTEMIS AQUI NÃO MERECE SER TRATADA COM RESPEITO. SAI DAQUI!

- Artemis...

- SAI!

Ela já não olhava mais, de costas para aquele cara, implorando para não explodir em um choro descontrolado bem na frente dele.

Nunca, em toda a sua vida, havia sido humilhada daquela forma. E aquilo vir exatamente da pessoa que estava sendo seu melhor amigo, doeu mais do que ela esperava que doesse. Muito mais.

Mas tão pouco ouviu som de passos ou portas se abrindo, só notou o que acontecia no instante em que um par de mãos segurou seu rosto com força e uma boca exigente grudou-se a sua.

Seus olhos voaram abertos, em pura perplexidade.

Foi o necessário para tentar se soltar dele, forçar-se a sair daquele aperto, se debatendo, chutando, implorando para aqueles lábios saírem de perto dos seus. Mas quanto mais se mexia, mais ele a puxava para perto, até que ele tinha um braço ao redor de sua cintura e uma mão em seu cabelo, imobilizando-a.

E ele a beijou.

Realmente beijou, por muito tempo, insistente, firme, implorando coisas que ela não queria dar. Não até sentir os choques que descarregavam em seu coração, na forma suas mãos suavam e tremiam de ansiedade, ou como em um vacilo seus olhos se fecharam e seus lábios se abriram para receber a língua dele, sua boca traidora devolvendo o beijo.

O beijo mais quente e emotivo que já havia dividido com alguém.

Ainda estava com raiva, muita raiva, e sabia que chorava enquanto passava os braços ao redor do pescoço dele. Suas emoções em conflito, entre a raiva que não sabia guardar por ele e as sensações que ele entregava para ela naquele exato momento. Mas ela jamais queria soltar os lábios dele agora.

Estavam brigando, ela compreendia disso, brigando de uma forma completamente nova e mais profunda para a ruiva.

Foi então que ele segurou seu rosto com uma mão e afastou-se, também sem ar, para encarar seus olhos verdes com os azuis líquidos. Era mercúrio azul, quente, desejoso, que ela não duvidou que aquilo tudo fosse pra ela. Somente ela.

- Você jamais seria uma puta, Artemis. Eu errei. Você é a mulher mais ousada, louca, divertida e linda que conheço, então, uma vez na sua vida, perceba que eu gosto de você.

E antes que pudesse rebater com algo inteligente, o que ela imaginava que ele sabia que ela iria fazer, Apolo prendeu os dedos com mais força em seu cabelo e voltou a colar a boca sobre a sua.

Tudo perdia sentido e lógica para ela. Mas algo dentro de si ligava, algo que aceitava a forma como Apolo escorregava uma mão por suas costas, abaixo da blusa.

Ou o modo como ele puxava suas pernas para cima, travando-as envolta do quadril dele, e os deitando na cama lentamente.

Artemis era pura paz.

Uma paz que ela jamais havia encontrado em outro lugar.

A paz que ela sabia que vinha de Apolo.

E, aos poucos, enquanto o beijava devagar, suas mãos escorregando pelos fios loiros, ela sabia que aquilo era muito mais do que ela queria ver. Muito mais do que ele também via.

Seus dedos desceram, curiosos, ardentes, pelos ombros, pelas costas daquele homem acima de si, seus olhos fechando-se ao senti-lo beijar com carinho seu pescoço.

Aquilo era Apolo.

Aqueles músculos firmes, que se esticavam a passagem de sua unha. Os braços que a levantavam para poderem tirar sua blusa ao mesmo tempo em que puxava a dele. E o toque sem o tecido era muito mais firme.

Quente. Apolo era muito quente.

Então, ele descia devagar, a boca colando-se em cada pedaço de pele exposta de seu colo, as mãos grandes deslizando por sua cintura. Aquilo era muito mais do que ela poderia esperar. Muito mais do que ela poderia aguentar.

E soube que gemeu o nome dele assim os lábios suaves sugaram seu seio, uma onda de algo que desconhecia, de algo magnífico expandindo-se em seu corpo.

Choques que só se intensificavam a cada vez que ele fazia aquilo, que a beijava com cuidado, como se fosse de vidro. Logo, a boca dele tocava a sua cintura, o mesmo cuidado, a mesma força, mas tão diferente.

Apolo. Aquele era Apolo.

Para mostrar o que de fato desejava, muito além daquilo, Artemis empurrou devagar, apreciando a textura da pele marcada pelo sol, dourada, a calça que ele usava.

E voltou a beijá-lo, realmente beijá-lo, entregando-se de um modo que jamais havia feito antes, de um modo que só poderia ser com aquelas mãos em suas costas, com o rosto que segurava, com aquele corpo.

Aquele era o Apolo superficial.

Mas, quando vagarosamente, encarando seus olhos, Apolo adentrou em seu corpo, aqueles olhos azuis que a olhavam daquela forma fascinada, linda, tanto que ele próprio, Artemis notava que era através daqueles olhos azuis que ela via o Apolo interior, inteligente, carinhoso, protetor.

Era aquele o verdadeiro Apolo. E não quis fechar os olhos.

A mão dele segurava delicadamente seu rosto, a outra deslizava por sua perna, acarinhando, até que ele chegou ao máximo e toda a sua proposta de não fechar os olhos foi jogado ao chão.

Prazer. Prazer e paz tão absoluta que a deixara sem ar. E Apolo. Apolo em suas mãos, seus dedos cravados naquelas costas fortes. Apolo beijando seu pescoço. Apolo por completo.

- Apolo...

E ele olhou em seus olhos semicerrados.

Tão iguais como os seus deviam estar, os azuis dilatavam-se, lindos. Artemis mal podia acreditar no que via ali. E quando ele começou a se movimentar devagar, ela sabia que aquilo era mais do que sexo. Ela conhecia o sexo, aquilo jamais poderia ser considerado assim.

Era um paraíso. Quieto. Calado.

Um paraíso que Artemis teve de compartilhar com Apolo, tocando sua boca juntas e seguindo o devagar ritmo dele, sua mão a segurar o rosto a sua frente. Era muito mais do que apenas sexo.

Ela não soube exatamente como, mas a próxima coisa que notava era o desejo se sobresair, mas ainda mesclando-se com aquele outro sentimento. E Apolo aumentar a velocidade.

Onde, sem duvida, aquele foi o melhor ato de sua vida.

[...]

Artemis sorria.

Fumava seu cigarro pelo simples prazer de fumar, deitada debaixo da luz da lua que tocava seu colchão, de barriga pra baixo.

Apolo, nu como ela, encontrava-se deslizando um dedo suavemente pelas suas tatuagens. A mão quente extremamente carinhosa contra sua pele.

E aquilo sim era o paraíso. Um paraíso que Apolo entregara a ela e com o qual ela de boa vontade e felicidade dividia com ele.

Escutou-o respirar fundo, como ela havia feito, e expirar. Ela também quase acreditava que ela era impossível de estar ocorrendo, não daquela forma.

A brisa suave deslizava entre eles, envolvendo-o, o cheio de flores, de madrugada e de grama como fragrância. E eles dois.

Vagarosamente, soltava a fumaça, apagando o cigarro, enquanto sentia lábios tocarem o meio de suas costas. Aquilo poderia durar para sempre que ela pouco se importaria.

Para apagar todos os demais anos, as demais madrugadas e guardar somente aquela, dela e dele.

Então, ele havia girado seu corpo e viu-se o encarando. Uma sombra sobre si, uma sombra com lindos olhos azuis que a fitavam de forma suave. E de dedos fortes que afastavam seu cabelo de seu ombro esquerdo.

Artemis sorriu para ele.

Foi instantâneo a retribuição, aquele rosto maravilhoso, onde seus dedos femininos tocaram de leve a bochecha dele, um beijo a ser colado em sua palma.

- Voce é a mulher mais linda, Artemis.

E aquelas palavras, que já havia escutado de outros, jamais teriam o mesmo peso do que Apolo falando, com calma e segurança.

- Voce também é.

- O que? A mulher mais linda do mundo?

Artemis revirou os olhos verdes, sorrindo.

- Talvez, o homem mais lindo do mundo.

- Talvez?

- Ninguem mandou retardar agorinha... Vem cá.

E colou seus lábios levemente sobre os dele. Olhos azuis a encaravam com diversão.

- E agora?

-Ainda continua no talvez, ih, relaxa ai, Príncipe, vai demorar a ser o homem mais lindo mundo.

Apolo girou, jogando o peso dele sobre as próprias costas e puxou o seu para cima. Dessa forma, Artemis via os olhos azuis com mais beleza, tocados pela lua.

E apesar de jamais admitir, Apolo, naquele momento, era o cara mais lindo do mundo pra ela.

- Que foi que tá me olhando assim, Artie?

- É que nasceu uma espinha em você bem aqui. Pensou que era porque?

- Sei lá, talvez por você ver o quão gostoso eu sou.

Muito gostoso, querido.

- Palhaçada isso, agora quer se achar? Voce quem dormiu com a garota mais gostosa do Texas.

E ela sentiu as mãos dele descerem por suas costas, os olhos encarando seu rosto.

- Mas eu dormi com a mulher mais gostosa do Texas e ela dormiu com o cara mais gostoso do Texas. Admite que adora meu chicote.

Com essa, Artemis teve que rir, seus braços se colocando em cada lado da cabeça dele. Seu cabelo escorreu de seus ombros. Mas tudo o que ela via eram os olhos azuis e o sorriso malicioso.

- Jamais admitirei nada disso, nem seus projetos psicológicos me farão fazer isso, garoto. Mas talvez você possa fazer algo por mim que mude esse meu conceito.

Apolo ergueu um pouco a cabeça para ficar com os lábios sorridentes a centímetros dos seus.

- E o que seria?

- Rebobinar, um bis, fazer de novo... A palavra que voce quiser usar pra isso.

- Será um prazer, garota.

E Artemis o beijou mais uma vez.

[...]

- Hey... Hey... Você está bem?

Se ela estava bem? Talvez sim, um pouco.

Mas não naquele exato instante.

Havia acabado de acorda, tremendo de um de seus maravilhosos e perfeito pesadelos. A ultima coisa que se sentia era bem. Seu corpo vibrava e por mais que ela tentasse parar, aquilo era impossível de ser controlado.

Por isso, deu seu braço a vencer e, deslizando um pouco dos braços de um Apolo nu e preocupado, pegou e engoliu três comprimidos de uma vez.

Pronto, agora, talvez ficasse um pouco melhor.

Ela sabia que estava suada, pelo simples modo que sua pele colava-se a dele, assim como havia visto os vergões vermelhos que suas unhas haviam deixado no braço forte a sua volta. Mas, havia um lado realmente bom naquilo. Havia conseguido dormir três horas.

Tres horas nos braços de Apolo.

Ainda a tremer um pouco, voltou-se a encolher contra o peito dele e fechou os olhos. Se acalmar. Precisava se acalmar. Se distrair.

- Acordou que horas, garoto?

E ele afundava o rosto em seu cabelo, prendendo-a naqueles braços firmes e fortes.

- Uma hora atrás.

- Não estava abusando de mim quando estava dormindo não, né?

A risada dele aqueceu algo dentro dela. Era tão bom ficar ali.

- Apesar de ter podido ver todas as suas tatuagens, não, não abusei. Tinha te trocado por um livro.

- E ainda por cima é cara de pau mesmo! Palhaçada.

- Voce estava muito bonita dormindo, sabia?

- Voce ficou me vendo dormir?

Ergueu os olhos verdes para fitar um par de azuis divertidos.

- Claro!

- Isso foi tão... Gay!

- Espera... É isso mesmo que estou vendo...?

- O que, garoto?

Mas ela sabia do que ele falava. Na verdade, ela sentia o sangue concentrar-se em suas bochechas, deixando-a provavelmente parecendo uma cereja. E, claro, ele jamais deixaria de rir daquilo.

Como pensado, ele segurou seu pescoço, de modo que ficasse imobilizada olhando para ele. E aquele filho da puta sorria de sua reação, completamente fascinado.

- Voce está corada!

- Ah, vai tomar no cú, vai!

- Artemis... Artie... – e ela o encarou sem querer, os olhos dele sinceros. – Voce é a mulher mais louca, doida, ousada, linda e divertida que conheço. Maravilhosa é pouco.

A cada elogio que ele fazia, ela notava que corava mais e mais, compreendia também que ele fazia aquilo de propósito, para deixá-la parecendo um tomate. E ela tentava fugir daquele aperto, mas ele sabia prender uma garota, ao empurrar-se para cima de seu corpo, deixando suas mãos amassadas entre eles e de um jeito que a segurasse de forma firme e cuidadosa.

- Apolo, maldito, me solta.

- Voce está corada... – e sentiu um polegar afagar seu rosto. – E você fica mais linda dessa forma, Artie, delicada. De fato linda.

Antes que pudesse rebater, ele colara os lábios sobres os teus e ela não tinha duvidas de que alguma mulher pudesse resistir a ele, beijando daquela forma, depois de falar coisas bonitas.

Ele era um bendito e puta conquistador. E algo dentro dela admitia que gostava dele exatamente por isso.

Estava sem ar quando ele separou seus rostos, seus olhos sobre o dele, com um sorriso bobo no rosto que se equiparava ao que ele usava.

- Bajulador.

- Linda.

- Por que mesmo que eu aceitei dormir com você?

- Porque sou irresistível e, bem, eu te queria. Voce não fugiria de mim tão facilmente mesmo se desejasse, garota. Sou bom em lidar com gênios ruivos.

- E eu com pervertidos por livros.

- Quem sabe "seu" pervertido por livros?

- Sem denominação, prefiro o que nunca é exclusivo e...

Nessa hora, ambos olharam assustados para porta, assim que ouviram um toque, toque nela.

Poseidon, com um sorriso no rosto, havia a aberto e os via daquela forma comprometedora. E a primeira coisa que Apolo fez foi entrar em sua frente, escondendo sua nudez com o corpo dele.

Apesar de odiar ser tratada como princesa, ela não reclamou daquela vez. Era como se seu irmão mais velho te pegasse com um cara, você sempre ficava sem graça.

- Só para lembrar, sons altos só até às dez horas da noite, garotos. E levante-se, temos que cuidar do gado. – e o rosto dele escureceu-se. – Apolo, precisamos conversar depois. Agora, rápidos.

E, bem, ninguém é doido de dizer não a uma ordem do xerife.

Notas finais
AH O AMOR *o*