Notas iniciais
Esse capítulo tooooodinho dedicado para: Carolina Calyn *o* Mil obrigadas pela recomendação, sério mesmo, obrigada *----*

Over time, pictures fade

All that's left are these empty frames

Sleepless nights, and stormy days


Empty Frames

[...]

– Sem coisas dengosas e gays pro meu lado, Apolo. – dizia Artemis, suada e cansada que naquele momento terminava de tomar um copo de água e via o loiro aproximar-se em toda sua roupa de cowboy. A mesma que ela usava, pois haviam acabado de chegar do pasto leste, que fora pra onde eles levaram o gado.

Apolo segurou seu queixo quando tentou fugir dele e os lábios masculinos um pouco salgado tocou os seus com força. E ela, apesar de jamais admitir, gostava da forma confiante e firme que ele exigia as coisas.

Olhos azuis sorriam para os seus verdes.

– Isso não é gay, ruiva, isso é marcação de território.

– Como se eu fosse sua! Pá merda mesmo.

– Voce é, só não notou ainda, garota.

E ela estava realmente com medo disso ser realidade. Mas tudo o que fez foi encará-lo com uma sobrancelha levantada.

– Ciumes, Apolo?

– Quando se tem a mulher mais quente do Dallas Cowboys na sua, você jamais deixa de marcar território.

– E pra quem porra você marcaria território?

Ele sorria de forma convencida.

– Olhe sutilmente pelo meu ombro, para área da piscina.

De sutil, Artemis nada tinha, fazendo Apolo rir do seu modo delicado de afastá-lo para o lado e olhar diretamente para um grupo de quatro homens em roupas de cowboys que também olhava na direção do casal.

Educada, Artemis acenou e sorriu para eles.

– Aquele tio é gatinho.

– Ele também tá te achando gatinha, garanto, ruiva.

– Adoro este seu ciume, apesar de querer mandar esse teu ciúme pa puta que pariu... Agora, quem são esses caras cheios do dinheiro?

– Sócios meus e de Poseidon.

Artemis ergueu os olhos, de repente curiosa sobre aquilo.

Se Poseidon havia convidado a trupe dos bonados para almoçar na casa dele, a coisa devia estar ficando feia. O que diretamente significava que do outro lado Atena estava se dando bem.

Só desejava saber: o quão bem?

E cruzou os braços, mostrando que queria conversar agora, ainda que Apolo mantivesse um braço de cada lado de seu quadril, as mãos na bancada.

Olhos azuis sobre os seus.

– O que aconteceu ai? – fez sua melhor cara de inocente. – Poseidon nunca chamou eles para virem aqui.

– Estamos em uma certa... Crise.

– Poseidon é um tremendo jogador de pôquer.

– Acredite, nem tudo o que ele tá mostrando é o que tá acontecendo. Ao que parece, o xerife também está no nosso grupo de pessoas com insônia agora, claro, por estar trabalhando.

– Como assim? Desembucha.

Apolo suspirou.

– As contas estão se trancando, o dinheiro da fazenda está congelando e estamos perdendo sócios para a concorrência.

– E quem é a concorrência?

Dessa, Apolo olhou meio desconfiado pra seus olhos, mas tudo o que Artemis retribuiu foi um olhar curioso e inocente.

Então, queria dizer que Atena soube colocar o plano em pratica sem Poseidon perceber nada? Aquela loira era mais perigosa que se imaginava.

– Voce realmente não sabe?

– Hey, eu sou líder de torcida, pode perguntar o que quiser pra mim de futebol que eu sei, valeu? Mas essa putaria ai de compra e vende, nem a pau! Quem é?

– Artemis, é os Danniels.

Forçou-se a fazer de forma suave um franzir de testa.

– Mas... Eu visitei o tio Zeus, ele tá afastado da diretoria porque teve câncer.

– Ao que tudo demonstra, então é Atena.

Agora, Artemis revirou os olhos. Apolo só fitou seu rosto.

– Puta que pariu, você acha mesmo que Atena conseguiria cuidar de duas empresas ao mesmo tempo? Ela já teria morrido... Ela mesma saiu das lideres para poder lidar com a dela de urbanismo e arquitetura porque ela tinha um baita de um filho da puta como diretor, tava roubando milhares do dinheiro dela. Mesmo se ela tivesse um motivo muito bom, ela deixaria de lado, às vezes ela fala as coisas meio sem pensar, aquela retardada.

Antes que Apolo pudesse dizer mais alguma coisa, ela ouviu Poseidon chamá-lo, ao que parecia começariam aquela reunião naquele minuto.

A sua frente, o loiro suspirou.

– Já vou, xerife... Artie, nada de aprontar.

– O que quis dizer com isso, garoto?

– Pra você se manter longe de problemas, ok?

E assim ele ia embora, ficar milhares de horas com aqueles velhos reclamões, lidando com números e mais números, colocando seu chapéu de cowboy de volta na cabeça, quando, algo lá do fundo dela, segurou a mão dele e o fez se aproximar um pouco.

– Voce vai esquecer que essa porra aconteceu porque eu vou ser muito gay agora... Vem aqui. – e erguendo-se na ponta dos pés, Artemis segurou o rosto masculino com uma mão e colou delicadamente seus lábios sobre os deles por alguns segundos antes de soltá-lo. Apolo sorria, muito, os olhos azuis brilhantes. E foi o necessário para fazer seu estomago fazer ondinhas. – Boa reunião, Apolo, coloca aqueles bunda moles pra trabalhar direito.

– Obrigada, Artie e nada de garçons.

– Idiota ciumento.

Mas sorria dele ao receber mais um beijo e vê-lo partir.

E uma parte sua sabia o quanto iria machucar aqueles dois cowboys quando o plano estivesse completo, principalmente Apolo.

Só esperava estar preparada para perdê-lo, pois era certa, Apolo Solace jamais ficaria alguém que o traiu. E seu coração gelou-se por aquilo.

[...]

– O que você acha de uma grande casa em algum canto da California? – dizia Apolo em seu ouvido, numa voz rouca e sexy para caramba.

Estavam os dois deitados, lado a lado, olhando o teto como sempre faziam, completamente nus e apreciando a noite. Quer dizer, Artemis estava, até ele começar a falar daquilo, de família.

E ela achou que eles estavam indo rápido demais.

– Ow, ow, calma, cowboy... Eu aceitei vir para sua cama, nada de querer me pedir em casamento agora.

Apolo simplesmente riu, puxando seu corpo para cima do dele, para ele poder fazer o que mais gostava: deslizar as mãos em suas costas, sobre suas tatuagens.

Os olhos azuis estavam divertidos, finalmente.

Ela havia o visto o dia inteiro nervoso e ansioso, para lá e para cá em seu cavalo, muito inquieto mesmo para ler ou tocar. Ela sabia que era por causa do rancho. E não havia gostado nada da forma tensa dele. Ficava chato e enjoado, duas coisas que ela jamais suportava em um cara.

E assim que chegara a noite, eles haviam jantado e Apolo pedira para dormir com ela mais uma vez. Só por ele ter sido um doce com ela, ela havia aceitado.

E ali estava, em cima dele, olhando aqueles olhos azuis que ela sabia que a odiariam um dia.

Algo muito, muito delicado em seu interior doeu, queimou de um jeito que ela garantia que não era agradável. Ele jamais a olharia daquela forma mais uma vez.

Adoração. Diversão. Contemplação.

Que merda estava fazendo ao aceitar aquela proposta maluca de Atena?

Então dedos um pouco ásperos escorregaram pela sua bochecha e ela enxergava a preocupação nos azuis.

– De repente você ficou séria... Sabe que eu estava brincado sobre comprar uma casa e filhos, certo?

Sim, ela sabia, mas de repente ela queria aquilo que ele estava oferecendo. E do que ela jamais poderia aceitar.

– Sabia. Só... Tocou em algo ruim.

E sem poder olhá-lo um minuto a mais, a ruiva desceu do colo de Apolo e foi sentar-se do outro lado do quarto, em uma poltrona, com um cigarro em mãos.

Precisava de um pouco de espaço.

Todas aquelas emoções em conflito, de um lado querer ajudar Atena, do outro machucar Apolo. De um lado voltar para Dallas, do outro deixar o Rancho. De um lado temer tudo aquilo que Apolo estava despertando em sua pessoa, de outro adorar o modo carinhoso e gay que se tratavam.

Artemis estava um caos.

Sempre dois lados. Sempre duas famílias. Dois inimigos.

E ela ali naquele meio. Era uma porra mesmo.

Suspirou, tragando mais profundamente e sabendo que ele encarava sua pessoa. Ele sempre a fitava, assistindo-a com aqueles olhos azuis de predadores.

E dessa vez se sentiu um pouco incomodada.

– Artie...?

– Hum...

– Por que você não gosta de falar sobre família?

Assistia a fumaça se desfazer enquanto pensava sobre aquilo, os milhares de retratos que via em casas, as pessoas, os laços. E, após um tempo, resolveu que devia aquilo a ele, já que menos dia, mais dia, iria traí-lo.

Que mal poderia fazer contar a ele um pouco de sua história?

Apagou o cigarro. Suspirou.

Que se danasse, ia falar para ele.

– Eu nunca tive uma família, Apolo. Nem irmãos, casa, cachorro ou álbum de fotos. Minha mãe biológica era uma prostituta, de acordo com o que me disseram, ela morreu ao me trazer a vida, uma pela outra. – olhou as cinzas do cigarro. – Meu pai biológico era casado na época em que conheceu minha mãe, eles tinham um relacionamento clássico de amante. E assim que ele soube sobre mim, ainda casado com a chifruda, fez questão de jamais colocar o nome dele em minha certidão de nascimento. – suspirou. – Então, tive que ir para um orfanato... E foi lá que aprendi que jamais seria um daqueles pé rapados, que seria alguém, independente do que fosse.

–Seu gênio ruivo.

Artemis deu um sorriso pequeno de lado ainda a fitar as cinzas.

– Eles viviam me dizendo isso e podemos dizer que eu não era uma das gartoas mais fáceis e certas de se cuidar. Me metia em brigas, faltava colégio, beijava garotos e deixava meus pais adotivos doidos. Eu gostava dessa parte... Sei que ao final, eu já havia passado por 27 famílias, estava com 15 anos e todas às vezes voltava para o orfanato. E todos sabem como fica difícil ser adotado quando se é mais velho que a maioria das crianças. Foi quando Hera me adotou.

– A mulher de Zeus.

E ela finalmente encarou os olhos azuis. Esses estavam pasmos pela ligação.

– Exato... Mas ela ainda não havia se casado com ele. Era solteira e dizia que seu sonho era ter uma garota. Aquela foi a primeira vez que me deparei com uma mulher tão elegante e que me encantara no primeiro minuto. De repente, eu queria ser como ela. Assim que ela me adotou, começamos um plano e em menos de um ano eu era a garota exemplar dela, claro, ainda fazia minhas loucuras, mas chegava até a contar para ela o que já havia passado... Ela era divertida, eu me apaixonei pelo seu modo de viver e ver as coisas. – franziu os lábios, olhando o horizonte. – E foi ai que ela conheceu Zeus. Era algo estranho, mas os dois se completavam e, por maior que fosse o ciúme que eu tinha por ela, eu notava que seria inevitável deles ficarem juntos e só estragaria meu relacionamento com ela. Em menos de um ano, Hera adotava o sobrenome Danniels, mas eu resolvi manter o Bordeaux mesmo. Fomos morar junto deles, no Rancho Danniels. E foi ai que comecei a conviver com Zeus.

– Ele te aceitou facilmente?

– Sim, Zeus é o pai que nunca tive, me mantinha na rédea. Eu e Atena e todos os seus irmãos. Zeus com seu pulso firme conseguiu com que todos os filhos, inclusive eu, terminassem o ensino médio no prazo correto, exigia de nós, mas era bom conosco. – Artemis sorriu. – Ele talvez possa ser um cara cruel para vocês, mas para mim, ele era o pai dos sonhos. Ainda é.

– Mas... E a morte de Hera?

Artemis hesitou, sua boca um pouco seca e ela mordiscou o lábio.

– Assim que ela morreu, tudo na casa dos Danniels desabou, como você soube. Zeus manteve-se dia e noite trabalhando e procurando vingança em quem matara sua mulher. E eu e Atena assim que conseguimos, saímos daquela casa, atrás de nossas próprias vidas. E é isso.

Ela sabia que pulava boa parte da sua história, de como chegara a ser líder de torcida, e tudo mais. Mas já havia falado mais do que imaginara que conseguiria, as outras partes podiam continuar guardadas para si mesma.

E sabia que ele notava isso também.

Mas ela pouco se importou, ou fingiu que não se importou, acendendo um novo cigarro e indo fumar.

Ela não soube o quanto ficaram assim em silencio, mas a próxima coisa que notava era que Apolo havia sentado onde estava, embrulhado os dois e colocado-a de volta ao colo dele, e agora acariciava de leve seus cabelos enquanto ela sentia que lágrimas escorriam silenciosas pelo seu rosto, ou talvez já estivessem caindo e ela só notara naquele instante, com a bochecha contra o ombro de Apolo.

Por que chorava?

– Está quentinha?

– Sim.

E ela de fato estava. Quentinha, encolhida e abraçada por aqueles braços.

– Voce acha que a gente consegue voltar a dormir?

Artemis, às vezes, adorava o modo simples dele de mudar de assunto.

– Não sei... Quer tentar?

– Quero. E nem ouse se levantar do meu colo, me deixe ser macho às vezes e te carregar.

– Eu não ia reclamar.

– Sabia que você é a mulher mais difícil de entender que existe?

E ela sorriu contra o peito dele ao ser levada para cama.

– Por isso sou irresistível.

– Por isso e por esse corpo maravilhoso.

– Bajulando de novo?

– Artemis... Eu gosto de te bajular, você cora. Levo isso como um premio.

Artemis riu baixinho, finalmente podendo olhar para os olhos azuis dele, uma vez que ele já havia puxado a coberta mais para cima e abraçava delicadamente seu corpo.

E ela jamais poderia imaginar que um dia estivesse sendo doce com alguém da forma que era com Apolo e Apolo era com ela.

– Vamos ver quem dorme primeiro?

– Essa é a brincadeira mais estu... – bocejou ela. -... pida da minha vida.

Mas tudo o que ele fez foi sorrir e colar de leve suas bocas juntas.

– Boa noite, Artie.

– Boa noite, Apolo.

E ela foi se acomodar ao corpo dele. Segundos depois, dormia.

[...]

A primeira coisa que Artemis notou ao acordar era que estava quente, muito quente. E a próxima era que o sol tocava seu pé sobre a cama. Havia um braço a sua volta, uma respiração em sua nuca e realmente quis brigar com Apolo por ter tido a ousadia de dormir de conchinha com ela.

Mas tudo se perdeu ao receber mais detalhes.

Não estava gritando. Não havia suor gelado. Nem tremia. E respirava normalmente, quer dizer, um pouco, mas só foi preciso tomar um remédio para esse incomodo melhorar.

De fato surpresa e feliz, foi ver que horas eram e se tomou um susto.

Já passavam das nove da manhã.

Aquilo era... Irreal. Havia simplesmente apagado por oito horas seguidas. Oito. O tempo normal e comum para as pessoas. E ia virar-se toda feliz para comentar aquilo com Apolo...

Quando foi pega de surpresa pela segunda vez.

Apolo, com o rosto sereno e respirando com regularidade contra seu ombro, dormia, tão apagado quanto ela estava outrora e foi assim que percebeu que ele não havia acordado, tanto como ela. Os livros deles estavam juntos e intactos sobre a prateleira do outro lado do quarto. A xícara de café dele não estava ali.

E... Eles haviam dormido.

E mesmo completamente extasiada com aquilo, Artemis não teve coragem para acordá-lo. Apolo sempre tinha olheiras profundas, era um crime tirá-lo daquela tranqüilidade tão divina.

Com cuidado para não acordá-lo, Artemis girou e ficou frente a frente com o rosto dele.

O belo rosto de Apolo.

Ela admirava as formas enquanto ele dormia. O modo como havia uma falha em uma das sobrancelhas dele. Ou o modo que os cabelos dele ficavam muito dourados contra o branco do travesseiro. Mesmo a orelha dele era bonita. Como aquilo podia?

E por que, pela primeira vez, parava para encarar um cara dormindo? Qual era a grande diferença?

Apolo não era como os outros. Jamais seria. E algo em si gostou daquela unicidade dele.

Então, sonolentos olhos azuis encaravam os seus e os braços de seu dono a puxavam para mais perto.

– Que horas são?

Artemis sorriu, toda contente, para ele.

– São nove e cinqüenta da manhã.

E os olhos azuis se arregalaram.

– É o que?

– Dormimos mais de oito horas! Tem noção disso?

Ele riu junto com sua pessoa.

– Hum... Isso é bom demais pra ser verdade... Ganho um beijo?

– Com esse bafo?

– Bebedora de perfume Frances, vem cá, vem.

E ela sorria aos seus lábios colados aos dele.

Aquele toque. Aquele simples toque a fez desejá-lo.

Talvez pela felicidade de ter dormido, talvez por seu tempo estar acabando, tudo o que Artemis queria era compartilhar aquilo com ele. E assim que pode, após empurrar a coberta para o lado, a ruiva o deixou se acomodar as suas curvas, suas pernas rapidamente enrolando-se envolta do quadril dele.

– É sempre um prazer acordar com você, Artie.

E começou a beijar seu pescoço.

[...]

Artemis suspirou.

Encontravam-se assim, os braços dele aos lados de sua cabeça, suas mãos na parte final das costas dele, ambos respirando com força e satisfeitos. E a ruiva tinha certeza de que nunca havia ficado sem ar daquela forma.

– Já estou exercitado.

Artemis riu ao encarar os calmos e pacíficos olhos azuis de Apolo. Quer dizer, até ele aproximar-se para roubar um beijo seu.

Foi o momento escolhido para seu telefone começar a tocar.

– Tenho que atender – sussurrou contra os lábios dele.

– Pra que? Diga que está ocupada.

– Apolo...

– Argh, como posso te suportar? – mas ele sorria ao pegar objeto que vibrava e entregar a sua pessoa. – Não demore.

Ah, mais ela não demoraria mesmo!

Dando um ultimo beijo nele, Artemis o viu colocar os braços atrás da cabeça, um sorriso no rosto, aquela obra gloriosamente nua em sua cama e foi lá para fora atender o telefonema.

– Loira!

– De novo, não é ela.

– Hades... – e seu estado foi de feliz e preocupada em um segundo. -... O que houve dessa vez?

– O que esta havendo agora, você quer dizer.

Artemis franziu o cenho em confusão.

– Ah, como assim, que porra é essa?

– É Atena...

– O que tem ela, caralho?

– Ela entrou em trabalho de parto.

E aquelas palavras, seguidas de seu sentido, foram as necessária para Artemis deixar o celular escorregar de suas mãos, completamente pasma.

Só o que ela podia pensar era: Puta que pariu.