Notas iniciais
Awn, amores, amei todos os recados, sério *o* e hoje vou ter que deixar a Artie e o Apolito descansar, maaaaas, tem Poseidon (sexy) e Atena (louca) pra vocês nesse capítulo. Me desculpem a demora e espero que gostem. Divirtam-se (ou não .-.) E, ah, hj tem msc! (talvez não das melhores, mas me fez escrever com ela) o/ KKK''

These bruises makes more better conversion

Loses the vibe that separates

It's good to let you in again

You're not alone and how you've been

Everybody loses

we all got bruises

Bruises

[...]Músicola[...]

Atena estava calmamente caminhando ao lado de Poseidon. Suas mãos estavam em seus bolsos do sobretudo que usava, era quase noite, o clima frio, aquele cheiro maravilhoso de grama em tempos gelados.

Estavam calados, as botas deles caminhando pela relva alta, o simples fatos de estarem andando juntos já dizia o muito como eles haviam se aproximado mesmo sem desejar.

E Atena não era boba de não perceber isso. Mas ali, pouco importava. Estava exausta daquelas bagunças, daquelas brigas, daquelas rixas seculares que sempre houvera entre eles.

Quando o homem de olhos verdes oferecera para que eles saíssem para uma volta, mais que prontamente, a loira assentiu. Talvez ele estivesse certo, precisava ficar um pouco longe daquilo tudo. Precisava respirar e aproveitar aquela visão maravilhosa que aquele rancho sempre teve.

E que se mostrava mais bonito ainda naquele momento em que paravam na cerca, escorando-se para assistirem os bois andando, em um só manada, os cachorros os guiando com maestria. Era sempre maravilhoso ver aquilo.

- É por isso, Atena.

Surpresa com a voz calma de Poseidon, a loira o olhou só para vê-lo já e encarar seu rosto com aqueles olhos verdes.

- Do que estamos falando, cowboy?

- Do porque eu luto tanto por esse rancho... Por isso... Por essa vida calma, feliz, sem estresse...

E a loira viu-se olhando com os olhos dele para aquele rancho.

O local em que havia nascido, assim como ela nascera no Rancho Danniels.

Uma escola que o fez crescer, assim como ela havia crescido entre as empresas de seu pai.

Algo que ele amava, do mesmo jeito que ela amava tudo aquilo que construía. Algo que fora feito com as mãos dela, algo que Poseidon dava a alma para cuidar.

Naquele instante, ela percebia o quão iguais eles eram.

A loira suspirou.

- Você acha que Perseu vai ser feliz nesse meio que vivemos, cowboy?

- Vai sim, vamos ensinar a ele a ser forte... Forte como somos.

- Somos mesmo... Já perdi a conta de quantas vezes caímos.

Poseidon riu baixinho.

- Eu também...

- Acho que é isso que torna nosso trabalho divertido.

- Deve ser, loira, deve ser.

Seus olhos cinza sorriram para os verdes dele e antes que tivesse notado, Poseidon havia colocado o inseparável chapéu preto, que ela sabia que era do pai dele, em sua cabeça, sorrindo.

E ela lembrou-se de algo, há muito tempo atrás, muito mesmo com aquele ato. Mesmo sem desejar, tornou-se mais amável, só ele conseguindo deixar aquela leoa parecendo um gato.

- Estávamos no ensino médio... – começou ela, rindo. – Eu estava com minhas amigas, sentada em uma mesa, e você havia entrado desse seu jeito todo xerife. Todas elas ficaram suspirando por você... O garoto mais bonito do colégio que não valia nada.

E ele negou com a cabeça, sorrindo.

- E você era a garota mais bonita e inteligente daquele colégio... Todos os garotos tinham medo de você, loira, você era esperta demais pra eles que só queria uma pegada qualquer. Então, você terminou com aquele tal de Octavius...

Atena sorria ao ver que ele também se lembrava.

- Ai você veio atrás de mim, queria porque me queria.

- E você dizia não a todos as minhas investidas.

- Claro, eu não era como minhas amigas... Então, você perguntou o que você poderia fazer para que eu saísse com você, até porque éramos de famílias rivais. – ela suspirou, aos sorrisos. – Lembro de ter olhado na sua cara, em seus olhos, sorrido e dito...

- Nada, garoto, não pode fazer nada.

E os dois riram com aquela lembrança, de repente o clima mais leve, mesmo dentro de Atena que ainda guardava um pouco de raiva dele, diminuiu consideravelmente aquele peso.

Os olhos verdes dele seguraram os seus.

- E ai, eu peguei meu chapéu, que eu tinha pegado do meu pai e coloquei na sua cabeça... Depois de várias investidas, você saiu comigo, me lembro de ter virado um touro ao conseguir isso.

- Voce todo pomposo, segurava minha mão e me fazia desfilar com esse chapéu aqui... – ela tocou com carinho a aba do acessório em sua cabeça. – Tudo para dizer que eu era a namorada de Poseidon Ewing.

Poseidon olhava o horizonte, o rosto anos mais velhos, mas tão bonito quanto era no ensino médio, calmo, relaxado. E havia aquele sorriso raro nos lábios dele.

- Todos os garotos diziam que eu era domador de leoas.

- E as minhas amigas falavam que eu era a melhor laçadeira de xerifes.

Ambos riam daquela besteira. Anos atrás, quando haviam se encontrado eram adolescente, jovens, loucos. Agora, eram adultos, sérios... E Atena não sabia bem o que pensar. Nada além de como gostava daquele chapéu em sua cabeça.

- Sabe, Atena?

- Sim?

- Você se tornou mais bonita, quase não acreditei quando você chegou naquele dia aqui no Rancho.

Suas bochechas ficaram rosa.

- Voce só se tornou oficialmente o xerife dessas terras.

Então, antes que ele pudesse dizer algo, um dos tantos capatazes de Poseidon aproximou-se da cerca, o cavalo resfolegando, para falar sobre algo.

Não sem antes o homem tocar o chapéu em sua direção e dizer um:

- Senhora Ewing.

E a loira, apesar de sorrir para ele, queria mesmo saber como que aquele cara já sabia que ela era a mulher de Poseidon. Coisa temporária, mas ainda mulher dele.

Ouvindo-os falarem sobre algo que acontecia, ela simplesmente desligou-se, inerte naquelas memórias do ensino médio deles dois.

Eram o casal perfeito. Divertidos, loucos, amavam os ranchos deles e completamente difíceis, um mais decidido que o outro, colocando moral um no outro... E fora com aquele cara ao seu lado, da forma mais perfeita e certa possível, que Atena havia perdido a virgindade.

A clássica história.

A clássica garota e o clássico garoto... Quem diria que eles se distanciariam tanto? Ela para se tornar líder de torcida e empresária. Ele para se tornar petroleiro e fazendeiro. Claro, xerife.

Ela sorriu daquilo.

Então, aquela voz chamava sua atenção e ela virou-se para vê-lo estender a mão para sua pessoa. Ele já havia passado para o outro lado da cerca, subido no cavalo e claramente esperava por ela.

Olhos verdes sobre os seus, divertidos, suaves.

- Vamos dar uma volta, moça?

E o que ela poderia fazer além de sorrir?

- Se você galopar como cuida do seu filho, melhor desistirmos. – mas de mesma forma, aceitou a ajuda dele pra subir atrás dele enquanto Poseidon ria. – Admita que você me quer te abraçando.

- Segure o meu chapéu, querida, porque não vou ter dó de acelerar.

Assim, sem quase esperar algo, fazendo Atena rir, Poseidon botou o cavalo para correr e, ao mesmo tempo em que segurava um chapéu com uma mão, ela sorria, abraçada a aquele cowboy.

[...]

- Então você me jogou no rio e disse: Merecido. – dizia Poseidon em sua direção, ainda abraçada a ele, ambos rindo daquela memória em que eles brigaram pela primeira vez.

Estavam andando devagar no cavalo, sem pressa, apenas a aproveitar a forma como dividiam e compartilhavam aquele momento.

E Atena tinha certeza que faiza muito tempo que não se sentia tão bem.

- Sabe o que me lembro? — disse a loira.

- Da minha beleza?

- Além da sua prepotência e machismo, claro – sorriu para os olhos verdes falsamente surpresos. – Não... Eu me lembro do dia em que sai da sua casa, quando dormi lá pela primeira vez... E só notei que estava sua blusa ao chegar em casa e meu pai brigar comigo por eu ter passado a noite fora com um Ewing.

Poseidon suspirou.

- Além dessa noite que foi inesquecível, a memória mais forte que tenho é do seu pai com uma espingarda apontada na minha direção ao vir pedir você em namoro...

- Aquele louco.

- E essa lembrança aqui.

Então, Atena notou onde estavam, mas antes que pudesse dizer algo, Poseidon desceu do cavalo e a ajudou a fazer o mesmo.

Ainda estava pasma com o que estava disposto a sua frente. Fazia tanto tempo e ela lembrava-se de seu pai dizer que os Ewings tinha destruído aquela parte para replantar outras coisas... Um pomar. E de fato era um pomar a toda aquela volta... Menos aquela arvore.

Surpresa demais para dizer algo, a loira aproximou-se daquela única arvore alta, muito mais que as demais, e seus dedos trementes tocaram sem acreditar o "A" que havia cravado nela.

Na verdade, era um clichê coração feito com uma faca de caça e dentro se lia AD + PE....

- Atena Danniels e Poseidon Ewings. – leu a voz de Poseidon, mãos segurando seus ombros com carinho.

- Você... Não deixou derrubar.

- Não... Eu ia, mas mudei de ideia no ultimo segundo... Sabe porque?

E ela virou-se para encarar os suaves olhos verdes, esses que sorriam.

- Por que?

Mãos, grandes e calosas pelo trabalho que ele fazia, seguraram seu rosto, com carinho, aqueles polegares a afagar suas bochechas enquanto ele se aproximava, inclinando-se de leve contra sua pessoa.

O olhar dele era fixo aos seus.

- Porque, mesmo antes de toda essas vinganças entre nós, eu prometi a mim mesmo que me casaria com você, Atena Danniels...

- Poseidon...

- Eu nunca te esqueci, loira, nunca... Eu só estava sendo covarde demais. – o nariz dele tocava o seu, seus lábios a centímetros. – Mesmo depois de todas as merdas que fiz, depois da morte de Anfitrite e de Tritão, depois desses anos sozinho nesse rancho... Eu jamais te esqueci, Atena. E acho que só usei essa bobagem para ter você, para que você se casasse comigo mesmo sem desejar isso... Porque você nasceu pra ser minha, Atena Danniels, nasceu pra lidar com meu gênio as vezes estúpido, para brigar comigo e para me olhar com esses lindos olhos cinza. – os olhos verdes estavam tão perto que ela mal podia ver outra coisa que eles. – E ao ver você com meu filho, com esse seu nariz empinado e passar a perna em mim, eu só tive mais certeza... Você nasceu pra ser minha mulher, loira, e nada vai tirar você de mim.

Assim, após essas palavras que fizeram estúpidas lágrimas escorrerem de seus olhos e seu coração pular de tanta emoção, de tanta felicidade, Poseidon cortou o espaço que havia entre eles, seus lábios tocando-se daquela forma que os aquecia e ele a beijou.

Poseidon Ewings era dela. O marido dela... Nasceram pra ser dela e ela jamais duvidava daquilo enquanto o beijava. O melhor beijo que Atena já poderia ter recebido na vida dela.

Debaixo da arvore que aquilo tudo havia começado.

[...]

Atena ria.

Ela segurava com uma mão o chapéu de Poseidon e corria pelo pasto atrás do cavalo que eles haviam esquecido de prenderem ao se beijarem. Poseidon vinha atrás, também a rir, mas muito mais acostumado em fazer aquilo, provavelmente porque ele tinha que lidar com aquilo todos os dias.

Até que o cavalo estava longe demais para ser alcançado e ambos pararam aos risos.

- Como você esqueceu disso, Poseidon? Estamos há quilômetros da casa!

- Eu estava preocupado com outras coisas, loira! – e ele arrumou o chapéu direitinho em sua cabeça, os olhos verdes sorrindo. – Agora você usa para todos saberem que você é a esposa de Poseidon Ewings.

Atena revirou os olhos.

- Os anos passam, mas você continua o mesmo territorialista.

- Claro, o que é meu, jamais divido com alguém.

E ele enlaçou um braço firme em sua cintura, aos sorrisos, puxando seu corpo para perto, seus rostos próximos.

- Possessivo.

- Maravilhosa.

Antes que eles pudessem tocar os lábios, de repente, em suas mãos que seguravam os ombros dele, Poseidon ficou tenso, muito tenso.

E ela assistiu o modo como o rosto divertido dele começava a ficar serio, perigoso, daquela forma que ela só via quando algo muito errado havia ocorrido.

- Poseidon?

- Tem pessoas... A cavalo aqui... Temos que ir.

Então, ela também pode ouvir, poucos segundos depois do que ele dizia, os cascos que batiam ritmados. A pessoa corria. Na direção deles.

Com um forte assobio, o cavalo que eles haviam corrido atrás aproximou-se com rapidez e Atena não perdeu tempo em puxar-se para cima do animal, com o homem de olhos verdes atrás dela, ambos acostumados a subir em cavalos mesmo eles em velocidade.

Poseidon pegou a rédea de suas mãos. Ela não reclamou, ele conhecia aquelas terras como ninguém.

- Se você podia chamar o cavalo... – disse ela enquanto pegava a arma que costumara a usar depois que Poseidon brigou com ela. — ... Por que me fez correr atrás dele?

- Porque gosto de te ver correr, é bonito.

E, mesmo sabendo a situação perigosa que eles estavam, Atena sorriu.

Então, som de tiros.

Ela mais que rapidamente girou de lado, confiando por completo em Poseidon para cuidar dela, e pelo ombro dele, começou a atirar de volta.

Três caras os seguiam, claramente mercenários, todos a cavalo, procurando acertá-los. Mas eles não conheciam aquela leoa, já havia caçado, com espingarda e, assim que respirou direito, um tiro entrou perfeito, derrubando um dos caras.

- IRÁÁÁ!

Poseidon sorria ao fazer a mesma coisa, só que com mais habilidade, e sem errar tiro algum, levar mais um ao chão.

- Exibido.

- As vezes gosto de ter você como minha mulher.

E ela sorriu.

- Voce ama me ter como sua mulher, só eu sei atirar assim.

Então, voltava-se para atirar com o cara. E o que menos esperava ocorreu, um tiro, de raspão, passou pelo braço esquerdo de Poseidon. O homem de olhos verdes nada disse, só xingou uma vez, para forçar mais o cavalo, mas Atena olhou pasma para aquele sangue que escorria pela blusa dele.

- AQUELE FILHO DA PUTA! – e ela virou-se com tudo, raiva, muita raiva, para o ultimo cara que aproximava. Talvez por vingança, talvez por ódio, Atena só precisou atirar uma vez para o cara levar a bala e cair na mesma hora do cavalo assustado, sem cavaleiro. – Você está bem?

- Agradeço a preocupação, loira, mas fique quieta, o cavalo já esta instável pelo medo.

Ficaram calados, a espera de ouvir mais algum cara os seguindo, o gado assustado, até a casa deles, onde, assim que desceu e o viu descer também, Atena o viu estancar o sangue com os os dedos, mas de nada estava funcionando.

Ela não perdeu tempo.

- Senta ai, tira essa blusa e fica quieto.

E sumiu pela casa.

Ao voltar, com as mãos cheias de algodão, gazes, álcool e uma agulha com linha, viu que ele havia feito o que ela ordenado.

Mais que com facilidade e mãos firmes, a loira pegou o álcool em um dos algodões e começou a tratar daquilo. Em momento algum Poseidon reclamou, calado, sem dizer nada, nem mesmo quando começou a costurar, fechando a carne partida e estancando o sangue que queria sair. Eram nós fáceis para ela, coisas que ela já havia feito outras vezes, que nem a incomodaram.

Quer dizer, só aquela parte, pois saber que era Poseidon a deixara abalada. Odiava isso, mas era a verdade, ficara com raiva e medo ao ver aquele cara ser baleado, mesmo que de raspão.

Então, ao terminar, fechando com um curativo e tudo finalizado... Suas mãos começaram a tremer, muito, assim como seu coração. Tudo o que ela havia segurado que voltava naquele segundo.

- Atena?

- Só... preciso me acalmar... Adrenalina demais para mim.

E ele sorria ao puxar com o braço bom para o colo dele, suas mãos femininas se abrindo naquele peito nu, quente, firme, seguro. Seus olhos cinza encaravam os verdes, esses, que estavam divertidos.

- Voce fica linda preocupada.

- Seu idiota... A gente poderia ter morrido.

- Isso aqui é bobeira, Atena, não sou o único que sofre com esses coiotes... Esqueça.

- Poseidon...

- Hey, hey, está tudo bem, loira.

Então, aqueles lábios sérios e seguros de si, tocaram os seus. E só ali, daquela forma, ela soube que estava tudo bem.

[...]

Rick passou as fotos mais uma vez em suas mãos. Havia aproximadamente meia hora que fazia aquilo, sem acreditar que Atena e Poseidon estivessem de fato juntos.

Em folhas A4 tinham cenas do casal, se beijando, cuidando do maldito Perseu, os dois mais perto impossíveis. E ao escutar que seus capangas haviam morrido, que aqueles dois Leões do Texas tinham liquidado com eles, Rick sabia que tinha que mudar de tática.

Se Atena e Poseidon já eram perigosos e impiedosos quando desejavam algo, juntos então era o fim. Era a hora de usar outra tática.

Rick pegou o telefone e disse logo que Hades atendeu o telefone:

- Ligue para o seu tal número 4.

- O que houve?

- Falhou.

Hesitação.

- Ok, vou ligar.

- Faça, rapido.

E desligou o telefone. Agora aquilo tinha que dar certo ou Rick teria a certeza de que eles dois podiam pegar qualquer fortuna de volta se quisessem.