Stronger

33 Intenções.


Notas iniciais
Devo dizer que a facu foi feita pra tirar sua vida social, seus hobbies e adicionar horas das mais maravilhosas materias que podem haver? *o* Poisé, amores, a UnB está comendo meu coro, maaaaas, eu dei uma escapulida dos meus estudos (Idade Média e 2GM não é perfeito? *-*) para postar aqui o/ Admito q não vai estar arrumadinho, pq to postando na correria, só q assim q possivel vou estar colocando tuuuuudo nos trinques, valeu? Hope you like *o* e, ah, capítulo duplo haha

I know dark clouds will gather around

I know my way is hard and steep

But beauteous fields arise before me

Wayfaring Stranger

[...]

Um barulho.

Um simples barulho fez aquele atento Apolo voltar a cabeça para onde ele vinha e ver aquilo que esperava há muito tempo.

Desde que Atena saiu com Poseidon, o loiro havia ido ao quarto onde Artemis trancava-se, dizendo ela que era porque estava trabalhando e Apolo a atrapalhava demais. Ele até poida compreender, ainda demais após a briga deles que resultara trágica... Mas assim que conseguiu entrar, tudo o que havia era uma cama arrumada, um conjunto de roupas e um computador desligado.

Pelo resto do dia, Apolo ficara louco, ainda mais depois de ver que eles estavam sob perigo com a chegada do xerife ferido, só de pensar que Artemis, com a loucura dela, poderia se meter em brigas o deixara insano e inquieto. Por isso, resolvera andar de cavalo, aproveitando para ver se tinha mais algum mercenário ou mesmo alguma pista de onde aquela ruiva poderia estar. Mas tudo fora em vão.

Já era seis da tarde, o sol quase escurecido, somente naquele minuto em que via quem ele mais queria. Só não da forma que desejava.

Sua mão se fechou com força na correia do cavalo que estava ante aquela visão.

Dentro de um carro esportivo de algum cara que ele desconhecia, Artemis beijava o motorista de leve, podia vê-lo sorrir dali. E a assistiu sair, seus saltos altos tocando o chão, então aquele corpo em um vestido azul e, mesmo com ela de óculos escuros, Apolo sentia que ela o olhava.

Raiva. Muita raiva escorria pelo seu sangue. Tanto que seu cavalo resfolegou com seu toque preso demais. Ele tremia. Sentia que tremia. E nem mesmo sabia porque via tudo em vermelho, ´principalmente para o carro que ia embora. Só sabia que sentia uma puta raiva daquilo tudo. E com o sorriso daquela ruiva em sua direção, ele sabia que ela havia feito aquilo de propósito. Que sabia como ele ficaria. Só ela não sabia como ele poderia lidar com aquela raiva.

- Artemis, Artemis.

E respirou fundo antes de ir atrás dela. Tinha contas com ela.

[...]

Artemis sorria ao jogar na frente de Atena um pendrive. A loira, que estava no colo de um estranhamente distraído Poseidon, olhou para sua pessoa ao som do barulho. E a ruiva pode ver os olhos cinza olharem para sua pessoa com certa preocupação.

- Voce... Não estava no quarto¿

Tudo o que a ruiva fez foi dar de ombros para aquele par de olhos.

- Estava... Mas recebi uma ligação de um peguete que poderia me ajudar muito, ele chamou para sair e eu fui.

A loira apanhou o objeto.

- E o que tem aqui¿

- Os documentos de Hades e Rick, além de tudo o que eles fizeram para conseguir, talvez voce consiga anular a compra se ver que já algo errado. Dean, o cara que me ajudou com isso, era o advogado deles.

E foi Poseidon quem encarou sua pessoa com seriedade. A ruiva chegou a ver algo enrolado no bíceps do xerife, mas aqueles olhos verdes chamavam mais a atençã.

- Voce conseguiu isso ou roubou dele, filha¿

- Um pouco dos dois. Ele me levou pra casa dele, eu peguei as informações no computador, acontece... Agora, se vocês não se importam, vou pra minha cama, to exausta... Divirtam-se com esse bagulhete ai.

Dessa forma, Artemis começou a subir escada no mesmo instante em que viu um cara loiro claramente tenso entrar na cozinha e um par de olhos azuis seguirem seus passos. Que ele se fudesse, ela havia dito que ela jamais seria de Apolo. E jamais seria mesmo!

[...]

Apolo suspirou. Estava tentando se acalmar, suas mãos presas na mesa da cozinha, a sua frente estava Atena séria conversando com ela e Poseidon segurava Perseu que dormia nos braços. E ele mais do que nunca queria relaxar. E como queria!

- Apolo... Acalme-se...

- Loira, acredite, estou tentando. – ele de fato estava, mas todas aquelas possibilidades do que Artemis poderia estar fazendo com aquele cara, de ela ter fugido e ele nem ter notado, juntamente com aquela porra que amassava seu peito, que doía naquele desgraçado coração, o fazia tremer. Muito. – Se eu...

-Voce vai ficar quieto, garoto.

Seus olhos azuis nervosos tocaram os verdes sérios de Poseidon.

- A ultima coisa que vou fazer é ficar quieto agora. Eu vou conversar com Artemis. Agora.

Mas uma mão segurou seu pulso. Uma mulher forte de olhos cinza que o encarava com severidade, muito mais séria que o homem de olhos verdes estava.

- Se voce machucar Artemis...

- Atena, eu posso estar com muita raiva, mas jamais machucaria Artemis.

Assim, sem mais, Apolo se afastou. Ou falava com aquela ruiva ou ficaria doido.

[...]

Artemis havia acabado de sair do banho.

O caminho todo que esteve com aquele cara, tudo o que ela mais queria era tomar um banho. De algum modo, depois que fugira de Apolo e fora se encontrar com o tal cara, ela havia ficado inquieta, jamais insegura, mas certamente nervosa, quase como se Dean fosse atacá-la a qualquer mintuo. O que fora totalmente ao contrário. Ele era um doce, sexy, educado até mesmo gostava dos mesmos livros que ela. O modo dele de cuidar dela, de beijá-la era diferente, suave. Só que assim que eles terminaram, Artemis olhando para o teto, depois do sexo que deveria ter sido fanstastico contando quem ele era e como era, tudo o que ela sentia era nojo, repugnância por ele ter tocado seu corpo. E, logo que ele perguntou se ela queria ir embora, Artemis disse que sim, mentindo sobre outra coisa qualquer.

Aquele banho, mesmo que demorado, havia limpado o suficiente dela. Claro, ainda podia fechar os olhos e ver o que havia acontecido, e estremecia de pura gastura. O que estava acontecendo com ela¿ Aquela era a sua vida! Vivia dormindo com os mais diferentes caras!

Estava exatamente a pensar sobre isso no instante em que saia do banheiro, em seu vestido leve, secando os cabelos quando seu coração parou com tudo.

Para no minuto voltar com força.

Olhos azuis frios, muito frios encaravam os seus verdes. Seu dono, em sua roupa de cowboy, o chapéu sobre a cama, estava sentado na ponta do colchão, ombros tensos e um rosto em pedra, belo e cruel.

- Precisamos conversar – foi a ordem fria estalada dele.

Mas tudo o que a ruiva fez foi fingir que seu coração não ia a mil, continuando a secar seu cabelo, para pegar seu telefone.

- Estou cansada agora, Apolo, pode voltar mais tarde.

- Eu não estou pedindo, estou avisando.

E ela teve que rir.

- Apolo, já te disse, estou cansada. Vaza.

Então, seu celular havia sumido de sua mão e ela ergueu seus olhos nervosos para encarar Apolo que se encontrava a sua frente. Ela nem havia ouvido ele ir para lá!

- Me devolve isso, Apolo.

- Voce vai falar comigo, Artemis... Voce não sabe com o que está mexendo.

- E o que vai fazer¿ Me forçar a conversar com voce¿

- Se for preciso.

Mas, antes que ela pudesse adicionar mais alguma coisa, Apolo segurou seu rosto, com força, sem jamais machucá-la, e lábios firmes bateram contra os seus. E ela sabia que perderia aquela briga se não agisse naquele momento. Dessa forma que começou a empurrá-lo, socando o peito dele com toda a força que tinha, só que aquilo só resultava nele segurar seu corpo mais e mais perto, aqueles braços fortes a sua volta, aquela boca exigente e nervosa a beijando.

E medo. Um medo que jamais teve, subiu pelo seu corpo, lembranças do que ele tinha feito com ela, a feito chorar como uma criança. Era o impulso para ela bater mais e mais nele. Até que a próxima coisa que notava, seu coração gelando-se enquanto aquelas mãos subiam pelos seus braços, era que estava na cama, embaixo daquele corpo enrome e que ela conrespondia ao beijo dele mesmo com medo.

Quente. Perigosamente quente.

Então, um som de clique alto a fez se afastar daquele rosto sério, seus olhos verdes surpresos.

- Apolo...

E ele sorria, um felino sorrindo, um dedo dele a descer pela sua bochecha.

- Eu estou com tanta raiva, tanta, que voce jamais vai entender, Artemis.

Ao puxar suas mãos, travadas, ela teve que olhar para cima. Só para ver que ela havia sido presas na cabeceira da cama por uma algema. Olhou perplexa para ele.

- Voce me algemou!

- Eu avisei que te faria ficar aqui... Pois bem, conseguiu fazer com que eu te prendesse, Artemis. Espero que divirta-se com isso.

- Apolo... Apolo, me solta.

Seu coração começou a ficar louco, medo, puro, seus olhos sobre os dele frios, gelados. Azul gelo. E quanto mais ela puxava, mais via que seria impossível sair dali. Suavemente, um constrate absurdo com modo tenso que ele estava, os lábios tocaram de leve os seus antes dele se levantar, sorrindo, deixando-a ali, presa, na cama. Artemis respirou fundo.

- Apolo... – seu tom sério. – Me solta.

- Lamento, ruiva, mas esse é seu castigo. E acho melhor parar de puxar, vai te machucar.

Mas ela pouco ligava para o que ele dizia. Panico. Verdadeiro. Puro.

- Apolo... APOLO... ME TIRA DAQUI!

Ele sorriu de leve, a mão grande afagando sua cintura. Quente. Pancio. Seus olhos verdes estavam arregalado assim que ele começou a ir embora.

- APOLO! DESGRAÇADO, VOLTA AQUI!

- Divirta-se, Artemis... Volto mais tarde.

Assim, sem mais nem menos, fechando a porta atrás daquele loiro, Apolo a deixou ali, sozinha, presa. E, pouco ele sabia, mas com um medo absurdo. Seus olhos verdes começaram a olhar para todos os cantos, sabia que precisava se livrar daquilo. Rapido. Rapido. Mas após duas horas tentando, seus pulsos ardendo, começando a ficar tensa, o que ela realmente sentiu foram lágrimas de puro pânico escorrer pelo seu rosto.

E ela desistiu.

[...]

Atena olhou para vigésima para um concentrado Poseidon sentado em sua cadeira de couro. Estavam os dois no escritório, a loira com seu filho no colo, lendo alguns papeis que haviam conseguido depois do que Artemis entregara e o homem de olhos verdes em seu computador, igual a ela, a procurar alguma coisa.

Só havia uma coisa fora do lugar naquele momento.

A casa estava em silencio. Um silencio absurdo. Nenhum som para fora dali. E desde que ela e Poseidon haviam sido atacados que ela estava mais que alerta, uma verdadeira leoa.

- Cowboy¿

A sua voz, aquele par de olhos verdes encararam os seus.

- Sim, loira¿

- Cade Apolo¿

- Saiu, foi na cidade se não me engano... – ele franziu o cenho, provavelmente querendo entender sua cara de preocupada. – Por que¿

Mas a loira tentava juntar as peças.

- E cadê a Art¿

- No quarto, trancada de novo, trabalhando, loira. Acho que eles brigaram.

- Hum... Essa casa tá muito silenciosa. – suspirou. – Acho que estou é ficando louca com esse tanto de coisa... Achou algo¿

Poseidon negou, sorrindo. Isso, segundos antes de afastar um pouco a cadeira para trás e bater de leve em seu próprio joelho, daquele jeito muito velho oeste dele. Uma vez Poseidon Ewing, para sempre um Ewing. E ela, ainda com o chapéu dele, revirou os olhos cinza.

- Vem cá, moça.

Claro, que se Poseidon pedia, daquela forma sexy e segura, ela jamais poderia negar. Por isso, colocando Perseu no carrinho com cuidado, Atena foi para perto do cowboy muito mais divertido depois daquele tiroteio digno do Texas, e aceitou o lugar que ele oferecia, sentando-se encolhida sobre o colo dele, seus pés para cima, e ele a segurar de leve sua pessoa com uma mão espaçada em sua perna. Calor. Segurança. Totalmente Poseidon.

- Sabe o que estou achando, loira¿

- O que cowboy¿

- Que voce não sabe mais lidar com o Velho Oeste.

E ela teve que rir, afastando-se um pouco para encarar aquele belos olhos verdes sorridentes.

- Hey, esperto, matei dois dos três caras.

- Precisou de 20 tiros para isso!

- Mas matei.

- E acho que isso está a deixando tensa... Muito tensa.

Toda a graça sumiu daquele rosto, uma expressão séria no lugar. Maxilar tenso. Olhos mais frios. Posição de protetor.

- Eu estou bem, cowboy.

- Vejo que sim... Atena, eles eram caras que foram pagos para matar a mim, a voce e a nosso filho, voce tinha que matá-los.Era questão de sobrevivência, loira.

Atena, em questão, suspirou, colocando a cabeça debaixo do queixo dele. E era incrível como daquele modo ele sabia perfeitamente o que a atormentava.

- Eu sei, Poseidon... Acredite, eu sei.

- Então não se culpe.

- São vidas...

- São caras que vieram tirar a sua vida... Ou tentaram.

- Podemos mudar de assunto¿ Estamos bem, voce está bem, Perseu está bem, só isso que importa.

Talvez ele fosse dizer algo a mais, mas naquele exato instante um suave choro chamou a atenção deles e Atena sentiu-o rir enquanto suspirava.

- Sua vez, cowboy.

- Traz ele para perto, loira.

Com um pouco de dificuldade, muito riso da parte deles, uma vez que o homem de olhos verdes teve que se desdobrar para ela não cair do colo dele, a loira conseguiu puxar o pequeno garoto que parou de chorar assim que o pegou e, devagar, pois Poseidon colocava as botas dele sobre a mesa para que eles ficassem inclinados, Atena acomodou Perseu em seus braços. Olhos verdes pequenos, inocentes, olhavam para o casal.

- Ele tem o mesmo tom de seus olhos, cowboy.

- E o seu nariz... Ele vai ser convecido, pelo Velho Oeste que vai.

- Hey!

- E olha essas sobrancelhas! Vão ficar arqueadas como as suas quando ele estiver nervoso... Mas o queixo sexy é meu.

- Exibido. E eu não arqueio as sobrancelhas!

- Está fazendo isso agora, loira.

- Mas eu não estou nervosa.

- E sabe o que mais¿ Ele é lindo... Como a mãe dele é. — Poseidon colou um suave beijo em sua bochecha. Atena corou, daquele jeito que só ele podia fazê-la corar. Com demonstrações de carinho. – Fizemos um belo filho, loira.

E ela sorriu para aqueles suaves olhos verdes.

- Fizemos, Poseidon.

Então, ainda o fitando, os dois calados, com Perseu os olhando, Atena sentiu o clima mudar. Ser mais quente. Quente daquele modo que sempre era ao estarem sozinhos. E, devagar, sem jamais perder o olhar dele, ela aproximou-se, primeiro seus narizes se tocando, suas respirações, então, seus olhos de leve se fechando, para apreciar aquilo, para senti-lo, para ouvi-lo. E, devagar, colar seus lábios aos entreaberto de Poseidon. Um colar. Um simples colar. Energia. Suspiro. Quente.

E tudo perdeu sentido assim que daquela forma terna, ele aprofundou o beijo. Atena poderia ser dele naquele minuto. Pois não havia duvida, Poseidon era dela.

Notas finais
Agora, simbora postar o próximo *o*