Stronger
30 Partidos.
Notas iniciais
'Cause it makes me that much stronger
Makes me work a little bit harder
It makes me that much wiser
So thanks for making me a fighter
Made me learn a little bit faster
Made my skin a little bit thicker
Makes me that much smarter
So thanks for making me a fighter
Fighter
[...]
Artemis estava deitada.
Apolo dormia ao seu lado, um braço inconscientemente em sua cintura, daquela forma que ela estava começando a notar que ele fazia toda vez que apagava.
Queria aproveitar para dormir, descansar um pouco, mas desde que havia acordado, suada, tremendo daquele frio interior que só andara piorando mais e mais, ela tinha medo de cair no mundo dos sonhos.
Só que também estava exausta de ficar acordada.
Sem contar o fato de Apolo estar a tratando como se fosse uma concubina dele, ainda que seu corpo respondesse ao dele de uma forma extraordinária, ela sentia-se cada dia mais usada por ele.
Naquele mesmo dia, antes de dormirem, daquela forma mágica, Apolo tinha a levado a perder a linha de raciocínio, beijando-a e tocando-a que só notou o que fizera depois, quando ambos estavam calados e ela percebia que poucas lágrimas haviam escorrido pela sua face.
De certa forma, a culpa era sua por permitir que ele a levasse para aquela cama, mas sempre desligava assim que ele começava a beijá-la. E, agora, ali, nua, duvidava que pudesse voltar a dormir.
Sua cabeça estava em confusão, precisava ajudá-los, precisava descansar, precisava lidar com todos aqueles malditos sentimentos que Apolo acordava nela, precisava dar um jeito de desfazer aquele acordo, precisava de sua liberdade. E tudo isso fica rodando ao mesmo tempo em sua mente.
Estava um caos.
– Acordada de novo? — sussurrou a voz de quem ela implorava que estivesse dormindo.
Secou na mesma hora o rosto em que lágrimas escorriam com a coberta. E ela sabia que ele tinha acordado da primeira vez em que dormira e acordara tremendo muito.
– Uhum, há algum tempo... Você não estava dormindo?
– Tentando.
Ela não falou nada. Lábios quente contra seu ombro.
– Você quer ligar a luz para ler um pouco e ver se o sono volta, Artie?
Aquele apelido, esse que ele havia dado quando estavam de bem, a fez engolir a seco junto com as malditas lágrimas.
– Não me chame de Artie... E a ultima coisa que quero agora é ler. – assim, empurrou o braço dele. – Volte a dormir, vou ver se consigo algo para fazer.
Ele tão pouco a impediu. Artemis vestiu um roupão qualquer. Precisava mesmo era sair dali.
– Vai fumar?
– Eu não fumo mais, se não notou.
– Isso é bom, Artie.
Seus olhos verdes encararam os gélidos azuis que sorriam.
– Acredite, não foi por sua causa.
– Fiquei curioso agora, foi por quem então?
– Apesar de não ser de sua importância, eu te digo. Foi por Perseu. Agora, vai dormir, vai.
Sem esperar nenhuma resposta dele, pois sabia que poderia estourar no primeiro momento, Artemis saiu do quarto e foi arrumar o que fazer.
[...]
Por dois dias, incansavelmente, eles haviam procurado qualquer buraco no plano que Hades e Rick tinham colocado em ação. Mas tudo o que achavam eram espaços fechados, solidez nas compras e muito complicados de se mexerem sem serem percebidos.
E aquele já era o terceiro dia.
O terceiro dia em que não achavam nada.
Artemis desde a madrugada, esteve trabalhando, mexendo incansavelmente no computador.
O primeiro a aparecer na sala, como sempre, foi Poseidon em sua roupa de cowboy e seu chicote, já que teria de ir cuidar do gado.
O segundo foi Apolo, que sem dizer nada, sentou-se bem ao seu lado, vestido e banhado, pronto para mais um dia.
E por ultimo, veio Atena, Perseu nos braços a impedindo de ajudá-los. Artemis ignorou a todos, completamente concentrada em arrumar, abrir arquivos, criar vírus, muitas coisas ao mesmo tempo.
– Artie... – uma hora sussurrou Apolo. — ... Você precisa descansar um pouco.
Ela nem ergueu os olhos do computador.
– Não me chame de Artie. Não preciso.
E continuou arrumando o que de fato precisava ser arrumado. Um sorriso apareceu em seu rosto na hora que encontrou o que queria.
– Sou foda demais.
Todos os outros olharam em sua direção ao rir de pura felicidade. Mesmo cansada como estava, teve que admitir que aquilo era o máximo.
– O que você encontrou, Art?
Olhou para uma esperançosa Atena que sacudia de leve Perseu para ele sorrir e parar de chorar.
– Queridos, queridas, a gostosa do computador aqui arrumou uma festar para irmos – e virou o computador para que os outros dois vissem o que ela visse. – Adivinhem o que é isso?
Apolo, ao seu lado, riu.
– Você é um gênio, Artie. Como conseguiu um convite Premium da festa de comemoração da... Como tá escrito ai?
– Da nova direção. – Artemis sorriu para eles. – Algum vestido de gala para ser usado?
Atena também sorria.
– Ruiva, você é um perigo.
– Eu sei e Hades e Rick vão saber disso agora...
– Mas, ruiva, como você vai entrar nisso? Na mesma hora vão descobrir que você é Artemis.
– Será que vão mesmo? Cadê Poseidon?
Nesse exato instante o som de esporas foi ouvido e Artemis mais que rapidamente levantou-se, praticamente parando um sexy Poseidon que a olhou um pouco pasmo pela sua pressa.
Mas não podiam perder tempo.
– Xerife, preciso que você compra isso daqui pra mim.
Poseidon leu o papel que ela entregou a ele.
– O que você conseguiu, Artemis?
– A nossa passagem para entrar na empresa deles.
– E como pretende fazer isso?
A ruiva piscou travessa para os sérios olhos verdes.
– Ai é comigo... Podemos dizer que serei Linsey Drakkar.
Atena arfou em surpresa.
– Você vai...
Olhou com um sorriso para a loira pasma.
– Vou, querida. Na verdade, eu já vinha pensando nisso, até mesmo pesquisado mais a fundo sobre ela, mesma altura, mesmo peso, mesmo número, podemos dizer...
Apolo, com a testa franzida, quem disse o que todos queriam que falasse:
– Mas essa não é a filha Louis Drakkar? O sócio de Zeus que agora deve ser o...
– Vice-presidente. – terminou Poseidon olhando em seus olhos verdes, havia um sorriso nos lábios dele. – Linsey?
Artemis deu de ombros enquanto pegava em cima da mesa um envelope onde havia guardado aquilo que tinha feito na madrugada inteira.
Documentos, fotos e muito mais caíram assim que ela virou o pacote de cabeça para baixo. Todos se aproximaram para ver o que havia feito.
– Podemos dizer que eu só estava precisndo arrumar meu convite e diria pra vocês.
Atena com uma foto em mãos perguntou.
– Mas e se ela aparecer por lá?
– Ela não vai, loira.
– Como pode ter tanta certeza, filha?
– Porque, xerife, a avó dela que mora em Washignton DC teve uma parada cardíaca e o hospital ligou para eles avisando que o estado é critico, ela pode não aguentar mais dois dias. – Artemis olhou o relógio. – Nesse exato instante Louis e a família estão indo para lá em um dos jatinhos da empresa Danniels e não vai mais ter como ele desmarcar de comparecer, deixando o nome dele na lista para que sua filha possa ir representá-lo.
Todos olhavam perplexos para seu rosto, como se mal pudessem acreditar no que ela havia feito. E nem tinha como. Há três dias tudo o que eles tinham eram os documentos oficiais que informavam que haviam perdido as empresas, agora ela praticamente entregava a chave da porta da frente.
Apolo foi o primeiro sair disso, os olhos azuis calculando tudo.
– Como você fez isso, Artemis? Ela está mesmo no hospital?
Mas ela achou que era melhor pular aquele assunto.
– Dei meu jeito... Mas preciso que você compre isso rápido pra mim, Poseidon. O tempo que você vai lá, é o tempo que termino de criar um desses convites para mim.
– Vou lá, ruiva... Loira, vai comigo?
Atena, em questão, deixou Poseidon puxar Perseu de seus braços e assentiu.
– Vou, assim compro certo o que ela pediu.
Dessa forma, Atena e Poseidon saíram juntos fazer o que Artemis havia pedido. Era sua vez de colocar a sua parte em ação.
Por isso, logo foi arrumar a falsificação perfeita e profissional que só tinha pelo número de vezes que já havia feito aquilo antes.
– Como você mandou a Drakkar para o hospital?
Sorriu sem tirar os olhos do que fazia.
– Apolo, você, mais que ninguém, deve saber que eu também tenho meus contatos.
A partir disso, ele calou-se e Artemis sabia que havia deixado-o mais curioso assim como dado mais uma coisa para ele mexer. Mas ela estava ali para ajudar Atena e faria o que fosse necessário para conseguir aquelas empresas de volta.
[...]
O resto daquele dia, Artemis se arrumou.
Atena ajudou-a com o que precisava, desde o que ela pedia que havia em seu computador até mesmo a repassar pela vigésima vez o nome de todas as pessoas importantes que estariam lá, quem devia atacar e de quem devia tomar cuidado ao chegar perto.
E naquele instante, a noite já havia caído, Atena fechava o seu vestido sexy e ambas tiveram que rir ao terminarem.
– Puta que pariu, Art, você esta...
– Como a Lindsey.
Na frente do espelho, ao lado de uma loira em um de seus ternos, havia uma morena, seus cabelos preto-azulados cacheados até abaixo da cintura dela. Seus olhos castanhos eram rodeados por cílios bem maquiados, sua pele bronzeada contrastavam com o batom vermelho assim como com o vestido tomara que caia colado até o chão em tom rosado suave. Ela sorria, um sorriso sexy, delicado, e na hora em que Artemis falou, fez questão de acrescentar o sotaque britânico que havia visto varias vezes os amigos dela dizerem que Linsey tinha.
– O que acha, amiga?
A loira, que só podia sorrir, colocou a mão em seus ombros. Os olhos cinza encararam os seus castanhos chocolate por causa da lente.
– Voce está irreconhecível, Art... E muito bonita.
– Até que estou gostando de ser Linsey... Mas chega dessa baitolagem, temos que ir, ou chegarei atrasada. E Linsey é conhecida pela sua pontualidade.
[...]
Artemis sorriu enquanto descia as escadas.
Apolo e Poseidon, que claramente a esperavam, os dois — sem duvida — loucos para saber o resultado de todo aquela mega produção, encontravam-se parados, pasmos com o que via.
Mesmo a ruiva (agora, morena) ficaria daquele estado, da primeira vez, ela de fato ficara. Só notara que aquilo era um dom, anos depois e usá-lo agora era a melhor coisa possível.
Apolo aproximou-se para estender a mão para ajudá-la com o ultimo degrau. Sua mão enluvada aceitou calmamente aquele toque.
Olhava-o com carinho, o mesmo carinho que ela percebera que Linsey usava ao falar com as pessoas e nas fotos.
– Obrigada, cavalheiro – disse com o sotaque britânico. – Está uma noite maravilhosa, não concorda comigo? Mal posso esperar para ver a festa, deve estar bela, os Ewings sempre souberam fazer belas festas.
E naquele instante, vendo aqueles dois homens que raramente ficavam pasmos olharem-na com os olhos azuis e verdes perplexos demais, era algo que ela achou que merecia um Oscar por Figurino.
Ok, uma para atuação também.
Apolo, vagarosamente, girou seu corpo, surpreso.
– Uow, isso é...
– Inacreditável. – falou o xerife. – Você é incrível, filha.
– E tem mais! – Atena sorria ao lado de Poseidon. – Artemis, quantas línguas ela fala?
– Meu pai me deu uma chance única que agraço muito, sou fluente em oito línguas. – ela sorriu de leve. – Sou formada em Ciências Politicas por Harvard, ajudei uma ONG na Africa por quatro anos, e agora trabalho para o governo como Diplomata. Sou muito feliz por estar servindo meu país sempre foi muito importante para mim.
O loiro riu.
– Você vai enganar a todos desse modo, Artie.
E, para demonstrar sua ultima aquisição, depois de ver um vídeo que em que Linsey fora entrevistada, Artemis riu de forma muito feminina e sensual.
Resolveu que era a hora de voltar ao normal.
– Linsey é uma verdadeira patricinha, é só eu engolir uma balinha estilo Paris Hilton, sorrir, acenar e pronto, sou ela. Queria ver era Linsey tentando me imitar, ai seria um problema pra ela. Ela é fichinha.
Atena sorriu, entregando a sua pessoa um pequeno pendrive, esse que Artemis guardou em sua bolsa, e mais um pequeno celular.
– 007, assim que conseguir as informações, ligue para nós.
– Acho que eu deveria ter sido da CIA.
Eles riram e Apolo estendeu uma vez mais a mão para sua pessoa.
– Vamos, ou você vai chegar atrasada, Linsey.
Sotaque britânico.
– Oh, verdade, Senhor Ewings. Espero que não seja um problema acompanhar-me até o evento, você será uma companhia maravilhosa.
Assim, já a treinar, Artemis deixou Apolo guiá-la.
Tudo teria que sair perfeito.
[...]
Apolo ao seu lado suspirou.
Estavam parados na pequena fila de carros importados, a espera da chance dela poder descer. Na Lamborghini de Atena, eles facilmente se se misturavam aquele meio, entre ricos e fazendeiros.
Pareciam de fato mais um pessoal convidado.
Artemis virou seus olhos para encarar o modo como Apolo segurava o volante, os dedos brancos de puramente forçá-los.
Para a surpresa dela, ele sussurrou, quase como se não quisesse falar:
– Eu não estou gostando nada disso, Artie.
– Estou completamente confortável.
– Voce sabe ao que me refiro.
E ela de fato sabia.
Sobre o fato de ela provavelmente ter que dormir com um daqueles caras para poder ter acesso ao computador privativo deles.
Evitou os gélidos olhos azuis.
– Eu já fiz isso antes.
Mas, pelo canto de olho, ela pode ver o modo como os dedos dele apertaram ainda mais o volante, o jeito que os músculos dele estavam tensos por baixo da blusa social.
Ela não ia deixar-se levar pelo mesmo sentimento que tomava Apolo, caso contrário, perderia o foco, perderia a chance.
E ela jamais perderia aquela chance.
Então, havia uma mão em seu cabelo, firme, forte, puxando-a para perto daquele rosto, a poucos centímetros dos lábios de Apolo. Os olhos azuis estavam inquietos, de um jeito que ela jamais havia visto. E ele tremia, ela tinha certeza.
A expressão entre o sério e a raiva.
– Voce não precisa dormir com nenhum desses caras, Artemis.
Fitou-o com seriedade, sem vacilar.
– Eu vou fazer o que for preciso para ter essas informações, Apolo, independentemente do que você exija ou aquele seu contrato diga. Eu vou dormir com um deles se necessário. Não saio de lá até ter isso. É isso que faço, é isso que você viu em minhas fichas e vou fazer de novo por Atena.
Por alguns segundos, eles ficaram a se fitar, Apolo cada vez mais instável a sua frente, um polegar dele contra sua bochecha.
E ela pode ver o que se passou por ele, o que ele queria dizer e calava-se, até que os azuis voltaram aos gélidos e vítreos. Ele sussurrou:
– Artemis... Só para lembrá-la... Voce é minha.
E sem avisar ou qualquer outra coisa, Apolo colou a boca a sua, mais firme que o aperto em sua nuca, possessiva, que mostrava o que ele queria dizer.
Ali, sentindo o modo como os lábios um pouco desesperados dele tocavam os seus, Artemis tinha certeza de que jamais esqueceria a quem aquele estúpido corpo pertencia.
Não mesmo.
Então, como havia começado, ele se afastou, sem dizer nada, para voltar a dirigir o carro, os olhos azuis a frente.
– Reaplique o batom e arrume seu cabelo. Você é a próxima a descer.
E enquanto fazia o que ele havia dito, ela tinha certeza que ele ainda estava com o corpo todo travado contra o assento, os músculos todos rijos.
Mas não havia o que falar, até porque, ela estava gostando de ver o modo que ele estava, muito nervoso, só o que ela não sabia era o porquê daquilo... Era novo a ela, só a deixava mostrar a ele que ele jamais mandaria nela cem por cento.
O carro parou devagar, o som do motor suave.
– Tome cuidado, Artemis.
E foi assim, dando uma olhada para ele que não a fitava, Artemis respirou fundo e sorriu ao ter a porta do carro aberta.
Um homem, alto e bonito, estendeu a mão para ajudá-la a sair.
– Senhorita.
Sotaque britânico.
– Senhor. A entrada está fascinante como imaginei que estivesse.
O homem sorriu para sua pessoa, os olhos negros parecendo agraciados por se ele a ajudá-la.
Assim que ele fechou a porta do carro, Artemis ouviu o carro sair e ela sabia que estava sozinha naquela.
– Posso acompanhá-la até a entrada?
– Ah, claro, será um prazer, senhor...
– Drimik.
Fez uma expressão maravilhada.
– Russo?
O homem sorriu de volta.
– Sim, senhorita...
– Drakkar. Linsey Drakkar.
Claramente, Drimik ficou pasmo ao dizer seu nome. Como não ficaria?
Foi entre conversas simplistas, suaves e divertidas em russo, já que ela dizia que adorava falar na língua natal de seu acompanhante, que Drimik a deixou na entrada.
Ela sentia os olhares de milhares pessoas em si, encarando quem era tal moça. Pararam de frente a dois guardas que pediram seu convite. Continuou a conversar em russo com Drimik enquanto abria a bolsa e em seguida entregava seu convite falsificado para um dos guardas.
– Senhorita Drakkar, pode entrar.
Sorriu amável pra eles.
– Obrigada, senhores... E, foi um grande prazer conhecê-lo, Drimik, obrigada pela companhia até aqui.
O russo sorriu.
– O prazer foi meu, madame. Tenha uma boa festa.
Sorrindo só mais uma vez para Drimik que Artemis entrou no salão.
E era hora de colocar o plano em ação.
Os primeiros a falarem com ela foram Hades e Rick, esses que sorriram parecendo reconhecê-la como Linsey e conversaram de forma divertida o porquê de seu “pai” não ter podido comparecer e ela tomara o lugar dele como representante naquela noite.
A partir daí, falou com todos, era social, divertida, encantava os caras e ia lembrando-se do que Atena havia dito, sobre quem devia se manter perto e quem devia se manter longe, colocando etiquetas imaginárias neles. Foi quando achou sua caça.
O diretor da empresa de Petróleo Ewings, novo, bem sucedido, exibido e ainda sem as manhas dos mais velhos. Além de bonito. Era aquele.
E colocou-se a fazê-lo notá-la.
[...]
Atena suspirou pela vigésima vez ao ver Apolo caminhar de um lado para outro.
Desde que ele havia chegado do Rancho em que Rick morava e quem ocorria a festa, não muito longe dali e tão luxuosa quanto as demais daquela área, Apolo não havia parado, inquieto, começava um livro e deixava de lado.
Aquilo estava agonizando a loira. Toda aquela inquietude.
Mas foi Poseidon quem estalou a ordem.
– Apolo, sente-se. – o homem de olhos verdes parecia nervoso também. – Fique quieto, garoto.
E ela até entendia o porquê dele estar nervoso, só que ela, que amamentava, estava ficando nervosa também e Perseu parecia perceber isso, ameaçando chorar.
– Apolo... – e os olhos azuis do cara loiro fixaram-se sobre os seus cinza calmos. – Eu também estou preocupada com Artemis. Muito, ela está fazendo tudo isso por mim, mas de nada vai adiantar ficar dessa forma, só vai se desgastar mais e deixa Perseu chorando. Então, por favor, respire fundo e acalme-se.
Parecendo levar muito a sério o que sua pessoa havia dito, Apolo respirou fundo e sentou-se no sofá de frente ao que ela estava sentada.
– Se algo acontecer a ela...
– Não vai – Poseidon foi fatídico. – Ela sabe se virar, Apolo, até eu percebo isso. Acalme-se, garoto, vamos esperá-la dar algum sinal.
E Atena viu-o suspirar, assentindo.
Os olhos verdes de Poseidon caíram sobre os seus. Também preocupados no que poderia acontecer. Ela lembrou-se do que ele havia dito sobre Rick ser inconstante em relação a mulheres, que poderia fazer loucuras. De repente, sentia-se como Apolo.
E se tudo desse errado?
[...]
Artemis esperou e esperou mais um pouco até ter certeza que o tal de George havia dormido. Só assim, depois de olhar para ele duas vezes, é que saiu do braço que ele a segurava na cintura.
Além do álcool, Artemis havia ajudado um pouco com uma certa droga, mas o homem fora mais forte por algum tempo, o tempo necessário para ele levá-la a cama.
E como ela havia dito, fez o que foi necessário para ajudar Atena. Mesmo dormir com aquele cara.
Naquele minuto, no entanto, uma Artemis nua tentava esquecer-se disso, abrindo o computador dele e começando a digitar o que era necessário. Puxou uma cadeira para perto, onde daquela forma que estava mesmo se sentou sobre a roupa dele e deu inicio ao processo que seria mais complicado. Só o que ainda usava era as luvas, ao dizer para o homem com ela que tinha fetiche com luvas, e não deixava nenhuma digital por lá. Amarrou o cabelo enquanto esperava o programa começar.
Em questão de poucos minutos, Artemis já tinha todas as informações da três empresas, uma vez que não houvera tempo para Hades e Rick separá-las e todas ainda estarem uma sociedade, logo um sistema.
Artemis agradeceu a burocracia por isso.
Pegando seu pendrive, ela instalou o vírus, esse que havia feito e muito mais invisível e deixou que entrasse em todas as pastas e arquivos.
Só ai que encaixou o fone móvel em seu ouvido, como um fone e ligou para Atena.
Sua amiga atendeu no primeiro bip.
– Diga.
– Pasta REPRDAUD.(n/a: Para os curiosos: Rancho Ewings, Petroleira e Rancho Danniels, Arquitetura e Urbanismo Danniels.)
– Estou nela, Art.
– Senha XXLO3409K.
Dois minutos de espera.
– Pronto, Art... Quer que alguém vá te buscar?
Olhou para o cara desmaiado na cama e sorriu.
– Vou precisar. Mande me encontrar na entrada do Rancho Loyalt.
– Ok.
Assim, Atena desligou, também sabendo do perigo que era ficarem muito tempo em uma ligação com aquele nível de conversa. E Artemis foi vestir-se.
Antes de sair, limpou qualquer rastro seu, completamente limpa, desde fios de cabelos até a saliva que poderia ter na boca do cara que a beijou.
E, só depois disso, é que saiu daquela casa.
Seus saltos prendiam um pouco nas pedras, seu vestido sujando-se, mas tudo o que ela podia pensar em fazer era sair dali.
Precisava se afastar, para não sentir nojo, para não se auto-sufocar em memórias. Só precisava se afastar daquele lugar.
A visão de uma limusine branca, tão comum a ela por ser dos Danniels, foi a melhor coisa que já poderia ter ocorrido a ela.
Abriu o portão pequeno que lá atrás havia deixado aberto e assim que pode aproximou-se do carro.
Alívio puro tomou seu ser ao ver o chofer de sempre, sorrindo para ela amavelmente.
– Boa noite, madame Bordeaux. — disse ele a segurar a porta do carro aberta pra ela.
– Boa noite, você é a melhor visão de hoje, Phillip.
– Fico feliz em ouvir isso.
Assim, Artemis adentrou no carro e a porta fechou-se atrás dela.
Foi questão de segundos, uma hora estava deixando seus pés saírem dos seus saltos altos e achando estranho o fato do "Vidro da Privacidade" estar levantado, e no outro notava que não estava sozinha.
Um homem, em uma roupa comum, calças jeans e blusa branca, estava com ela ali. Olhos azuis fixaram-se nos seus já verdes, sem a lente que havia a machucado.
E ele claramente a esperava.
– Apolo...?
Mas antes que pudesse dizer algo, ele havia a puxado com força para cima dele, suas pernas sendo forçadas a se colocarem de cada lado do quadril dele, e uma mão segurava seu pescoço, a imobilizando, uma boca firme e forte contra a sua, a beijando.
Muito mais desesperadamente do que quando ele havia a deixado, muito mais possessiva e muito mais quente.
Mesmo sem desejar, ou talvez sim depois dos toques daquele outro cara, Artemis deixou-se levar pelos dedos de Apolo subindo sua roupa, na forma em que suas mãos pequenas seguravam-se aos bíceps travados dele, o jeito que sua respiração falhava a cada segundo que passava o beijando.
E quando ele pediu passagem com a língua, a sua indo acariciar a com raiva dele, seus narizes se tocando, ela podia sentir toda a dose daquilo que desconhecia e que vinha daquele corpo, em ondas, mescladas a luxuria.
E algo a mais. Algo muito a mais.
Artemis ouviu o som do cinto dele, sentia a mão dele em sua bunda, tudo isso enquanto continuava a beijá-lo, suas mãos nos pescoço dele, e suas unhas se afundaram nos ombros tensos dele no exato instante em que ele entrou em seu corpo, firme, forte, a boca dele a engolir seu gemido.
Nada mais importava para ela, nada.
Só havia Apolo, que parado, deixando-a louca, havia prendido uma mão no seu cabelo e a forçava a olhá-lo.
Fogo.
Fogo azul, raiva, aquele algo a mais, preocupação.
Os azuis sobre os seus.
– Artemis... – a voz dele estava rouca de desejo, mas ele não desviava o olhar dos seus. – Você dormiu com esse cara?
Mas a mente dela estava dividida, entre o prazer de tê-lo ali, inventando de fazer sexo com ela dentro do carro e o de forçar-se a juntar as peças de sua mente nublada.
O que ele estava fazendo? Porque estava falando se era hora de agir? Precisava daquele alivio. Mas ele segurou seu quadril, a impedindo de fazer qualquer movimento, ainda que tivesse o levado mais fundo.
– Apolo... – arfou. – O... Que...
Podia ver que ele se esforçava a fazer aquilo. Olhos azuis sérios.
– Você transou com aquele cara, Artemis? Se você me disser, eu te ajudo.
E ela viu-se assentindo, qualquer coisa para ele parar com aquilo.
– Dormi... Dormi, Apolo.
E ele puxou seu rosto para mais perto. Artemis estava confusa, eram muitas emoções para seu cérebro cansado e sobrecarregado.
– Eu não havia te dito que era minha?
– Apolo...
– Voce me deixou preocupado.
– Apolo...
– Voce me deixou com raiva.
–...
– Voce me deixou com essa porra que desconheço, caralho, e dormiu com aquele cara!
Diante da raiva dele, que ela se surpreendia pelo autocontrole, ela mais sentiu do que viu uma lágrima escorrer pelo o seu próprio rosto, estava no limite.
Fora adrenalina demais, cansaço demais e então Apolo a mantendo ali, começando o sexo, e parando para conversar, deixando tudo mais confuso.
Segurou o rosto dele com suas mãos tremulas.
Seus olhos verdes marejados. Olhos azuis sérios.
– Pare... Pare com isso Apolo... Eu sou sua... — e engoliu a seco. – Era isso que queria ouvir? Eu sou sua.
– Sim, era isso que eu queria.
Então, entre suas lágrimas, Apolo apertou seu peito contra o dele, mãos afundando-se em suas costas e ele movimentava-se, trazendo aquelas ondas de prazer que se chocava com suas emoções mal distribuídas, fazendo-a fechar os olhos para apreciar.
– Apolo...
– Vamos, Artie – sussurrou ele em seu ouvido, ajudando-a com os movimentos, construindo prazer em cima de prazer, mãos em seus quadris, subindo e descendo-a. – Artie...
De uma só vez, Apolo deitou seu corpo no estofado, ficando por cima enquanto beijava seus lábios. E ela queria liberar aquilo, realmente queria, mas estava dividida, perdida.
Perdida por tudo o que passara naqueles últimos dias, mesmo estando nos braços de Apolo que aumentava a velocidade, tornando tudo mais quente.
– Vamos, Artie...
Lágrimas. Lágrimas escorreram de seu rosto.
– Não... Não dá...
Mas ele só calou a sua boca com um beijo mais doce, mais suave, foi assim que ela chegou, com ele mais dócil, segurando com cuidado suas costas e acariciando-a com carinho.
Então, Apolo chegou com ela, também a beijando, finalmente parando, as mãos delicadas em seu corpo.
E, quando menos percebeu, era abraçada por ele, com força, enquanto chorava, chorava forte, seu peito doendo e soluços. Afundou o rosto contra a blusa que ele ainda vestia, que ele nem se quer tirara.
Queria brigar com ele por aquilo, queria espancá-lo por ter usado o ponto fraco dela, o sexo, para aquilo.
Mas tudo o que de fato por fazer foi ficar ali, naqueles braços, chorando incontrolávelmente, com ele sendo seu coberto e a sentir lábios em sua tempora.
– Por que, Apolo? — soluçou, apertando-o mais — Por que você fez isso? O que está fazendo comigo?
Ela sabia. Ela sabia que ele não compreendia também.
Então, aceitou o silencio, assim como o aceitou abraçando-o e, quando não, dormia, as lágrimas secando.
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