Stronger
29 Insatisfação.
Don't you struggle
Don't you fight
Don't you worry
'Cause it's your turn tonight
Let Me Put My Love Into You
Artemis olhava um ponto qualquer naquele instante.
Estava deitada, nua, Apolo ao seu lado, ambos em sua cama. E ela nunca havia se odiado tanto, ou o odiado tanto. Ela ainda decidiria quem odiava mais. Mas sabia de algo...
Sentia-se suja, usada, uma verdadeira prostituta ali, sentindo suas lágrimas caindo.
Era aquilo? Era com aquilo que teria de lidar com Apolo? Era aquela a vingança dele? Mostrar que ela era a vagabunda que uma vez ele disse que ela era? Usá-la sabendo que o maldito corpo respondia a ele de uma forma estúpida que nenhum outro corpo masculino fazia-a responder? Que as mãos dele criavam arrepios em sua pele, acordava sua luxuria?
Apolo estava calado, de olhos fechados, mas ela sabia que ele também estava acordado. Queria tanto que ele jamais tivesse ficando sabendo daquilo, como ele conseguira aquilo?
- Artemis...
Ela não respondeu. Estava com nojo dele, com nojo do que ele podia fazer com ela mesmo que ela não quisesse. Estava com raiva.
E estava em pura confusão.
- Artemis... Olhe pra mim.
O que ela de fato fez foi pegar seu remédio e virar quatro de uma vez. Aquele tremor tinha que parar, aquilo tinha que se acalmar... Ou era tão estúpida assim? Não era isso que a sua foto sexy na revista sobre a mesinha ao lado da cama dizia.
Dessa vez, quando ele chamou, ele não somente chamou, como também segurou seu rosto, de forma que a impossibilitava de fugir do olhar dele. Os azuis estavam frios, do mesmo modo que antes.
E ela parou de chorar, não ia permitir ver que aquilo a machucava. Ele poderia usar isso contra ela.
Ela desconhecia aquele Apolo.
- O que você quer, Apolo? — perguntou de forma nervosa, os tremores piorando.
- O que eu queria de começo.
E ela sentiu-se pior, como se ele tivesse transado com ela por pura vontade e distração, algo que ela não duvidava.
Engoliu a seco, sem jamais desviar o olhar.
- O que você queria?
- Eu quero sua ajuda para algo.
Ela teve que sorrir com escárnio.
- Por que eu te ajudaria?
- Porque, querida, eu posso muito bem expor seus segredinhos... – e ele colou os lábios em seu pescoço, acordando algumas coisas nela. Suspirou sem querer. -... Porque eu posso destruir seu trabalho, sua imagem, assim como você tirou de mim meu rancho, meu trabalho... Ou talvez porque possa entregar você para uma policia mais profssional que aquela... – ele sussurrou em seu ouvido. – E você não vai poder dormir com o delegado para sair da prisão, não mesmo.
Mesmo entre as mordidas dele em sua nuca, seu ombro, coisas que a esquentavam, Artemis de repente abriu muito os olhos, medo puro gelando seu coração.
Prisão. Imagens de como fora lá, de como fora ficar aqueles anos lá, do que acontecera...
Só notou que suas unhas haviam prendido-se nos braços que haviam a sua volta ao erguer a cabeça para os olhos azuis divertidos e notar que estava em cima dele, sentada sobre aquela barriga.
Mãos fortes em suas costas, sobre suas tatuagens.
- O que acha de me ajudar agora, Artemis?
E ela engoliu a seco, sem saída visível, sem saber o que fazer. Claro que ele sabia que ela ficaria assim. Ele fizera aquilo.
- Em que posso ser útil? O que uma ladra pode fazer por você?
Ele sorriu, os olhos azuis gélidos.
- Prefiro assassina, muito mais sexy... Pegue essas pastas sobre a mesinha... Isso... Não, não, fique aqui mesmo, gosto de você aqui – disse ele assim que ia sair de cima daquele corpo maravilhoso, mas ele segurou sua cintura. Calor puro subiu por sua pele. Calor por causa daqueles dedos, daquelas mãos. E de algo a mais. Ele sorria. – Eu gosto de você em cima de mim... Agora, abra a pasta marrom e leia.
Foi o que ela fez.
- Um contrato? — olhou pasma para ele.
Apolo somente deu de ombros.
- Podemos dizer que o que vou te mostrar é meio que secreto.
- E porque tem uma clausula em que diz... – ela procurou. – “em que aquele que concorda com tais eventos faça tudo o que o contrante deseja”?
Os olhos azuis dele escorreram por seu corpo, fazendo Artemis sentir-se um pedaço de carne que ela nunca havia se sentido com ele antes.
De repente, queria muito vomitar, seu estomago se embrulhando ante aquele novo Apolo.
- Podemos dizer que eu sei que é pra você não sair da linha, ruiva... Ou há algumas pastas policiais que jornalistas adorariam ter sobre a Princesa da América.
Mas ela ignorou, até tentou ignorar também as mãos dele subindo por seu bumbum, odiava seu corpo reagir, enquanto colocava a pasta sobre o peito dele e terminava de ler.
O que ela poderia fazer além disso?
Suspirou ao terminar, sabendo que ele já a olhava há algum tempo.
- Uma caneta?
Prontamente ele pegou uma do bolso da calça dele jogada ao lado da cama. E suas mãos tremiam ao apoiar o bico do objeto no papel e lentamente ir escrevendo sua rubrica. Uma lágrima caiu de seu olho sem que percebesse.
Aquilo ia contra tudo o que ele havia ensinado a ela, estava retirando a independência que deveria ser dela.
- Shhh, não chore. – e uma mão dele secava seu rosto. – Eu não sou cruel, Artemis, você sabe disso... Mas há algumas vinganças que precisamos colocar em prática e eu não gostei nada de ser feito de bobo ou ser roubado por você. Só quero lhe dar o próprio veneno.
Ela nada disse, evitando encará-lo. Se ele soubesse o quanto estava pisando no coração dela... Se só soubesse.
- Pronto... O que você quer que eu faça?
- Feche essa pasta, coloque ao lado e depois pegue a azul... Isso... – e ele melhor se acomodou embaixo dela. Artemis tentou ignorar a onda de prazer que subiu por seu corpo com aquelas mãos em suas coxas. Ele sorria. – Melhor assim... Ontem, um pouco depois das dez, Hades Ewings e Rick Jordason roubaram as empresas dos Ewings, de Arquitetura e Urbanismo de Atena e mais algumas ações das empresas dos Danniels.
Artemis estava em choque, parada, pasma. Mas os olhos de Apolo estavam sérios demais para eles estar brincando.
- Hades? Rick?
O loiro assentiu.
- Eles mesmos.
- Mas...? Como...?
Agora, Apolo sorria.
- Podemos dizer que Poseidon fez Atena se casar com ele.
- É O QUE? — agora era certeza que tremia. – O que vocês fizeram com ela? Eu juro que se...
- Hey, hey, acalme-se, está tudo bem. Só que ao fazer isso houve um pequeno problema.
Mas Artemis já havia compreendido o problema a qual ele se referia.
- Ela deixou a conta em aberto, permitindo que alguém rápido conseguisse adquirir aquilo através da compra... Eu já havia dito isso pra ela!
Apolo simplesmente olhava seu rosto, com um sorriso de lado que fez Artemis malditamente corar. Preferia-o estúpido com ela do que daquela forma.
- Que foi?
- Voce é um gênio, Artemis – e ele acariciou suas costas desnudas. – Um perigo.
- Voce já sabia disso, por isso pediu minha ajuda.
- Não posso me esquecer disso.
Era a hora de mudarem de assunto. Artemis passou mais uma pagina.
- Então, você me quer para hackear, cuidar e lidar com todas as transações que eles fazem?
- Não só pra isso que te quero. – um sorriso safado. – Mas em suma, sim.
- Vai ser fácil... Poseidon quem pediu pra você vir atrás de mim ou foi Atena?
Mas antes que ele respondesse, Apolo girou-os, colocando seu corpo abaixo do dele e com cuidado com seu joelho, puxando suas pernas para entorno no quadril masculino.
Artemis engoliu a seco, suas memórias a alertando de que aquilo ficaria daquela forma, quando ele bem desejasse, até que terminasse de ajudá-los com o roubo.
Apolo colou os lábios em sua bochecha, devagar.
- Eu... Poseidon pediu que eu arrumasse alguém de confiança para ajudá-los eletronicamente, você pode não ser de confiança, mas eu arrumei um jeito de te manter na linha... – ele sorria contra seus lábios. Aquelas orbes azuis de uma forma fria que ela jamais havia visto. – Eu a escolhi porque você é um gênio. E... Agora é minha... Literalmente minha.
E Artemis, enquanto o beijava, seus braços ao redor daquele pescoço, aceitando o que ele fazia, seu corpo a traindo, sentia-se chorando.
Estava entregando a ele o que mais lhe importava. Estava sendo ameaçada por quem jamais esperou que a ameaçasse. E isso doeu, mesmo que ele estivesse em seu abraço, fazendo sexo com ela (porque definitivamente, aquilo era sexo para ela), Artemis sentia-se tudo o que ele falara que ela não era: uma prostituta, uma assassina e uma ladra.
[...]
Artemis acordou assustada, tremendo, suando.
Aquele mesmo pesadelo. De novo. Pela décima terceira noite.
- Aqui. – e havia uma mão grande segurando dois remédios para ela. Mais que prontamente, engoliu-os, ficando quietinha depois disso. Precisava se concentrar, precisava relaxar. Precisava sair daquele pesadelo. – Artemis, você está bem?
E escutá-lo tão falsamente preocupado só piorava tudo.
Porque ele não podia fingir estar dormindo e deixá-la quieta? Como ela podia estar bem quando havia aberto mão de sua liberdade? Só podia ser uma piada de mal gosto da parte dele.
Sentia as lágrimas escorrerem por seu rosto. Todas as vezes que sonhava com aquilo, chorava. Estava cansada daquilo.
E precisava tanto esquecer aquilo.
Lábios, fortes, firmes, tocaram toda a extensão de seu ombro. Uma mão abriu-se em seu ventre, quente, puxando-a para perto daquele corpo. Seu corpo acordou. Sua mente dissipando-se naquelas sensações. No toque daquele cara.
- Deixe-me fazê-la esquecer desse pesadelo – sussurrava ele em seu ouvido segundos antes de virar seu rosto e estar o beijando.
Podia odiá-lo, mas naquele momento, agradecia o alivio físico que ele proporcionava, distraindo sua cabeça.
Uma hora depois, Artemis deixava-se ser ajudada por Apolo. Seu joelho, apesar da noite movimentada, ainda doía, muito.
Depois que falara pra ele que tinha um atestado de dez dias, Apolo afirmou que ela ia pro rancho junto dele e, bem, ela havia assinado um contrato, era dele por tempo indeterminado e teria que fazer o que ele ordenava.
E, acredite, para ela, Artemis, aquela raposa, ser presa em uma caixinha, era quase crueldade, seu gênio ruivo implorando pra ela bater o pé, gritar com ele e ir se quisesse.
Mas não estava nessa posição tão avantajada.
Na verdade, estava na merda.
Com um cara gato que a tratava como prostituta, emprego dos sonhos, ironizou.
Apolo a acomodou em seu Cadillac preto, cuidando de seu joelho, antes de bater a porta. E enquanto o via arrumar as coisas lá atrás, ela não sabia o que esperar.
Da ultima vez que estivera no rancho, tivera os melhores momentos da vida com aquele cara. Mas ambos haviam mudado e dessa vez, ela temia o que ele poderia fazer com ela.
É, sua vida estava uma merda.
[...]
Atena ria, mesmo sem querer, do que Poseidon fazia. Ele estava em pé, parado de frente a cama em que ela estava deitada, tentando aprender a vestir Percy, claro, depois da cena hilária dele trocar a fralda do filho deles e banhá-lo.
- Isso é mais complicado que enlaçar um touro pelo chifre, moça. Como faz isso?
E a loira ria mais e mais da impaciência falsa que ele demonstrava. Mas sabia que ele também se divertia de ser pai.
Com um leve empurrão, Atena arrumou a parte em que ele havia errado, mostrando como fazia.
Foram mais quatro tentativas para ao final conseguir e Poseidon erguer Perseu, como um filhote de gatinho, sorrindo para o filho deles. E Atena sorria da cara deles dois se olhando, verde sobre o verde, iguais, cópias.
Então, a campainha tocou e toda a graça e felicidade que havia visto no rosto do cowboy havia sumido. A brincadeira havia acabado, ela sabia.
E não podia culpá-lo, Poseidon era um caçador, claro que ficava alerto sempre, ainda mais com eles por perto.
Sorrindo, Atena ergueu-se de joelhos e apanhou Perseu das mãos dele. Olhos verdes do mais velho ficaram suaves em sua direção.
- Vai lá, agorinha eu e Perseu descemos.
E ela sabia que ele iria, mas daquele jeito que ela achava estranho e bom, Poseidon puxou seu queixo para perto e com rapidez colou seus lábios em um beijo rápido.
Aquele modo que faziam estupidamente sua raiva por ele diminuir de uma só vez.
- Vista-se.
Foi assim, com essa ordem suave, que Atena o viu ir embora. Que merda estava fazendo? Aceitando ser a esposa perfeita de Poseidon? Suspirou.
Era temporário, só até eles terem as empresas de volta e ela seria cruel com ele de novo. Simples assim.
Por enquanto, que mal aquilo podia ter?
[...]
Houve um grito, seguido de braços ao seu redor e Atena virou-se assustada. Poseidon, que pegava Perseu de seus braços, somente sorriu de uma forma conspiradora. E tudo foi esquecido pela loira.
Olhos verdes, cabelos ruivos, cara de safada.
- ARTEMIS! LOOOOUCA!
- LOOOOOOOOIRA – e as duas riram. – Eita porra, faz tempo que não te vejo... Ai, droga...
Logo, Atena via, um pouco surpresa, na verdade, muito surpresa, Apolo puxar um braço da ruiva pelos braços para diminuir o peso por uma perna e colocar um braço ao redor de Artemis, com cuidado, muito cuidado até.
A garota em questão revirou os olhos para a cara de sério dele.
- Dá um tempo, Principe!
- Pretendo te devolver intacta e isso inclue seu joelho.
- Isso vai ser um porre então.
Só ai que Atena, que começou a segui-los para o sofá, notou uma faixa meio amarelada que havia entorno do joelho direito da ruiva.
- Que isso, Art? O que aconteceu?
- Coisas do oficio, cai de uma pirâmide, o de sempre. – e deu língua como uma criança para Apolo assim que esteve sentada entre as almofadas. A perplexidade da loira realmente veio quando com um puxar do rosto dela, Apolo beijou Artemis. Uma Artemis que ficou muito corada ao ser solta. Só ela não sabia se de raiva ou de sem graça. – Apolo!
- Modere a lingua, garota!
E assim saiu, deixando as duas sozinhas. Silencio.
Silencio perplexo.
- QUE PORRA FOI ESSA¿ — claro, qe estourou foi Atena, as mãos no quadril.
Mas Artemis limpava a boca com a blusa de frio que usava.
- Essa... porra... Argh, sai, cheiro de Apolo... Como eu dizia, essa merda é uma história muito longa... – e olhos verdes encararam os seus. — E QUE PORRA É ESSA DE CASAR COM POSEIDON, SUA VACA?
Diferente da ruiva, que fez o favor de fugir do assunto, Atena suspirou, a passar as mãos nos cabelos enquanto andava de um lado pra outro. Como poderia contar aquilo?
- Fala logo, porra, não quero uma redação perfeita... Anda, mulher!
- Ok, ok... Poseidon estava vindo ficar com Perseu todos os dias, um dia eu estava com meu pai pra passar as empresas pra ele, quando Poseidon ligou avisando que estava em Dallas com Perseu e que se eu não evitasse meu pai de virar diretor e fosse até ele, ele pegaria a guarda de Perseu. – Atena suspirou. – Eu fui, lógico. Estava tão nervosa, tanto medo e raiva que quando ele pediu pra assinar, eu simplesmente assinei... E , puft, estou casada com Poseidon.
Raiva, muita raiva, foi o que Atena viu ao olhar para os olhos verdes claros de Artemis.
- AQUELE FILHO DA PUTA! EU VOU BATER NELE AGORA! COMO ELE PODE FAZER ISSO COM VOCE? — a ruiva respirou. – Desculpa, só que... Porra, eu vou matar Poseidon, vai ficar viúva!
E dessa, Atena riu.
- Isso foi ótimo... Eu deixaria voce matá-lo, mas existe Perseu... E eu estou com tanta raiva, tão confusa.
Artemis revirou os olhos.
- Não me diga! Voce casou com Poseidon e queria passar a empresa pro tio Zeus, tá muito doida, isso sim! Por que ia passar a empresa pro seu pai?
Atena suspirou.
- Eu estou com pressão alta de estresse, ou eu passava pra alguém ou eu morreria em duas semanas... – deu de ombros – Não havia muito o que fazer.
- E eu aqui reclamando do meu joelho...
Artemis ria com a loira que estava muito feliz pela amiga estar ali com ela quando um cowboy com uma criança (que fez seu estúpido coração acelerar) e um loiro voltaram para a sala, ambos segurando pastas, computadores e tudo mais para colocar em cima da mesa.
E só ai notou pra que Artemis estava ali. Olhou-a, surpresa.
- Voce é a nossa hacker?
A ruiva revirou os olhos, sorrindo.
- Conhece alguém melhor do que eu, querida?
- Mais humildes, sim – mas quem disse isso foi Apolo que colocava um computador no colo de Artemis. – Todo seu, sinta-se em casa.
- Ultima coisa que vou sentir... Respondendo a você, loira, seu marido ai mandou esse idiota aqui arrumar alguém pra desarmar enracascadas de casamento. Como eu estou de folga por dez dias, resolvi fazer promoção e Apolo agora pode me pagar.
Atena, que viu perfeitamente Poseidon sorriu na parte do marido, riu da cara de ofendido de Apolo e da de poderosa de Artemis.
- Artemis... Tsc tsc tsc..
E viu sua amiga travar. Apolo sorrir.
Havia algo que eles estavam perdendo. Algo que Atena soube que Poseidon também percebera assim que o fitou, como se tivesse lido seus pensamentos. Artemis engoliu a seco antes de sorrir. E Atena teve certeza.
A ruiva estava encenando. O que ela encenava? Era uma boa pergunta!
- Vamos trabalhar, seus folgados, temos três impérios para conseguir de volta.
E todos deixaram o assunto como estava. Pois era certeza, assim como Atena sentia aquele clima entre eles, os demais também. O que era aquilo?
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