Stronger
14 Dois Meses.
Notas iniciais
What goes around, goes around, goes around
Comes all the way back around
- What Goes Around... Comes Around
Dois Meses Depois.
Artemis resmungou.
Aquele barulho de merda estava alto pra cacete, ainda mais pra sua mente com ressaca e as drogas terminando seus efeitos. Com a mão esquerda, apanhou seu celular e sem olhar para quem era atendeu.
- Hum...
- Art, pensei que tínhamos combinado de tomar o café da manha juntas.
Ainda meio tonta, Artemis empurrou para o lado o braço de seu acompanhante e segurou o celular direito de forma que desse para se levantar sem deixá-lo cair no chão.
- Tinhamos sim, Atena.
- Então, por que estou na nosssa cafeteria e você ainda não chegou?
- Que horas são?
- Oito e meia, o horário que marcamos.
Artemis colocou a mão na testa.
- Que merda... Desculpa, já to indo pra ai.
- Não demora.
Assim que Atena desligou o telefone, Artemis partiu para o banho. Poucos minutos depois, vestia de volta seu short jeans por cima de uma das cuecas de marca do seu acompanhante (não ia usar calcinha usada!), colocava a blusa oliva colada, a blusa de couro preta e então enfiava seus pés em seus sapatos de salto ultimo modelo. Tudo isso em tempo recorde, acompanhado de arrumar o cabelo e passar maquiagem.
Em questão de segundos, saia do prédio que seu acompanhante, que como sempre ela não sabia o nome, após deixar um bilhete agradecendo a noite.
Como era de se esperar, Atena encontrava-se em uma de suas roupas formais, porque Artemis sabia que ela iria trabalhar assim que saísse dali, e sentada na mesa do canto esquerdo do lado de fora.
A favorita das duas.
Desde que a loira havia saído das lideres dos Dallas Cowboys para poder progredir como futura petroleira dona do Império Danniels, Artemis e ela se encontravam ali, para apreciar a companhia uma da outra, atualizar a vida e jamais perder o contato.
E isso também fazia a ruiva não se perder em dias de sábado como aquele.
Artemis se jogou na cadeira de frente a Atena e jogou a cabeça nos braços cruzados.
- Voce tá um lixo, Art.
- Obrigada pela cooperação, eu já sabia disso... Já pediu?
- O de sempre.
-Por que mesmo sempre marcamos de manhã?
- Pra você não encontrar um cara e se perder no caminho.
Artemis fez cara de emburrada, colocando a bolsa na cadeira vazia e finalmente encarou Atena. Essa lia um jornal online em seu tablet, parecendo uma daquelas mulheres importantes, o cabelo preso em um coque e vestindo um sobretudo branco para espantar o frio do outono.
Olhos cinza encararam os seus e a dona sorriu.
- Bom dia, Art.
- Bom dia, Atena. Falando em cara, consegui algo pra você.
A loira franziu a testa.
- Como assim?
- O cara que fui pra casa dele ontem a noite... – dizia enquanto caçava algo na bolsa. -... Era sócio de Poseidon. Não, não foi coincidência. Eu tinha o visto naquele brunch no rancho, conversamos e fui pra cama dele. Como sabe, durmo pouco, tava entediada e... Por acaso, entrei no computador dele. Talvez, só talvez, você tenha os planos daquele Ewing pra esse ano... AHÁ, achei.
Artemis entregou o pen drive vermelho onde havia guardado todas as informações. Atena simplesmente olhou de sua pessoa para o objeto nas mãos dela em pura perplexidade.
- Como...? Como você passou pelo firewall? Sem alarmes? Limpo?
- Hey, eu posso ter cara de burra, mas sou uma ótima caçadora, valeu?
E Artemis viu o rosto de Atena se moldar em pura felicidade e ela riu.
- Puta que pariu, Art, você é muito louca!
- Obrigada, querida, sei que sou fenomenal. Olha, está dividido em duas pastas, que uma é pra de gado, ou do petróleo. E jogue devagar com isso pra ninguém saber que roubamos e Poseidon inventar de mudar a jogada.
Atena piscou.
- Art, essa parte pode deixar comigo. Voce me deu o que eu mais precisava.
- Foi um prazer, literalmente, o cara era realmente bom de cama... Eu teria conseguido mais informações se você não tivesse ligado.
- Ainda bem que fiz isso. Não é porque você esta ganhando, que deve apostar tudo no jogo. Tem que saber recuar e se virar com o que conseguiu, querida.
- IRÁÁÁ... Assim que se fala, filha de Zeus! Ô meu bom e velho Texas.
Atena ria da sua cara no exato moomento em que o garçom, aos sorrisos, servia seus cafés e biscoitos.
- Valeu, Jack.
Assim como ele veio, se foi e Artemis se virou toda feliz, agora acordada de verdade pelo cheiro de seu cappuccino e do seu bolo de morango favorito, pra falar com Atena. Essa, toda lady, tomava seu café importado da puta que pariu.
- E como você tá, loira?
Atena deu de ombros.
- To bem, um pouco exausta de tantas coisas pra assinar e encaixar e exportar... Mas bem. Daquele outro modo, bem também, está tudo certo.
- Eu mal posso esperar.
- Fiquei quietinha com essa boca viu?
- Sem problemas, vou ocupá-la com algumas coisas por ai.
Isso fez Atena se engasgar e cair na gargalhada.
- Art, você é um peça.
- Rara e única... E ele tá sabendo de algo?
A loira negou com a cabeça.
- Não, só você e meu pai.
Essa hora, Artemis mordeu de leve o lábio. Já sabendo o que vinha, Atena suspirou.
- Olha, eu sei, eu sei... Voce sabe como eu amo meu tio, ele é uma pessoa maravilhosa, é o meu pai de consideração, mas... Atena... Ambas sabemos o quão ambicioso ele é e se...
A loira olhou em seus olhos.
- Eu sei o que estou fazendo, Art. Sei mesmo, ele me ensinou uns truques, mas eu tenho os meus e já dei um modo de tirá-lo do jogo se ele der um passo errado... Eu preciso dele, meu pai é um dos chefões do petróleo e ele tem os contatos que serão necessários depois. Além do mais, toda aquela empresa vai ficar pra mim ao final, ele só tem a cooperar.
Artemis tomou um pouco de seu café.
- Ah, essa vida de Novela Mexicana é um caralho mesmo, então, vamos aproveitar né?
E Atena riu.
- Falando nisso... Fiquei sabendo de um médico muito bom, ele também foi psicólogo e...
- Loira, sério, para... Dormi com esse papo. Não vou e ponto final. – colocou seus pés sobre a outra cadeira enquanto jogava um pedaço do bolo pra dentro. – Hum... Isso daqui tá fodasticamente gostoso, orsgamei agora.
- Retardada... Vamos, Art, coopere também, o que tem em você ir pro médico? Ele não vai te morder?
- Nem se ele for gostoso?
- Artemis, isso é sério.
- Cansei de papos sérios, outras coisas sérias realmente me esperam no jogo de hoje. Hermes machucou a perna.
Atena parou com o que fazia e olhou em seus olhos.
- Como?
- Moto, tava rápido demais. O pessoal tá meio desanimado pro jogo, mas to me juntando a Hades ai pra ver se a gente anima.
- Voces conseguem... Mas não mude de assunto, Art, sobre o médico...
Na mesma hora, Artemis virou o ultimo pedaço do bolo com uma garfada só, virou o resto da sua bebida, levantou-se já segurando a blusa de couro e a bolsa, deixou uma nota cair em cima da mesa e beijou o rosto de Atena. Numa rapidez surpreendente.
- Assunto chato detectado, vou nessa, to atrasada. Tchau, loira.
- JÁ MARQUEI SEU HORÁRIO COM ELE. BOM JOGO HOJE.
E às vezes Artemis sentia vontade de socar Atena por marcar seus médicos. Mas o que ela poderia fazer, era sua melhor amiga...
E, filho da puta que inventou o amigo, porque ter que amar essas pestes e aturá-las, era a coisa mais foda e difícil que Artemis achava e se divertia.
[...]
Apolo riu, uma vez mais, e girou de leve o volante pra um lado. Ao seu lado, uma delicada e bonita loira também ria, segurando-se no painel. E lá atrás, pelo retrovisor, via o irmão dela e dois amigos aprovarem e gargalharem.
- APOLO, PARA COM ISSO! – gritava Carla, ainda que sorrisse e se divertisse com a brincadeira. E em outra se ouvia:
- MAIS APOLO, ACELERA, ACELERA!
Mas dessa vez, Apolo escutou a mais velha, a loira, e resolveu que já era hora de parar. Não estava nada a fim de causar uma batida ou algo pior e acabarem com aquele lindo dia de sol.
Estavam aqueles cincos, em sua Mercedes clássica, na grande rodovia, a capota aberta, indo em direção a Dallas para assistir o primeiro jogo depois dos Cowboys vencerem o campeonato passado.
Derek, Gabriel e Pedro riam, muito felizes com poder entrar nos bastidores de todo o time, de ver os jogadores, estavam mais animados impossíveis e, bem, Apolo também estava.
Olhou para Carla que sorria, os cabelos loiros presos e segurando a sua mão.
Ao final, Carla era uma ótima namorada.
[...]
Artemis parou ao lado de Hades e encarou do mesmo modo, todo o time sentando.
Era chegada a hora.
Dali mesmo, eles ouviam o som dos gritos, da excitação, da força que os torcedores berravam e gritavam.
Em sua roupa, a ruiva parecia uma boneca, linda e perigosa. Ao seu lado, Hades era o tremendo oposto, perigoso e mortal. E os dois eram os lideres daquele time.
E todos ouviam o discurso dele.
-... EU! EU NÃO ME IMPORTO SE AQUELES CARAS TEM UM JOGADOR A MAIS, NÃO ME IMPORTO SE ESTAMOS CANSADOS, PORQUE É AQUI, BEM AQUI. – e ele apontou pro coração. – QUE VAI VIR A FORÇA. E SABEM POR QUE? PORQUE AMAMOS A PORRA DESSE TIME! SOMOS COWBOYS! SOMOS FORTES, QUALQUER PARADA ESTAMOS DENTRO E É ISSO QUE QUERO DE VOCES HOJE. QUE ENFRENTEM. TÃO ME ESCUTANDO? ENFRENTEM! EU QUERO QUE ENTREM NAQUELA MERDA LÁ, DEBAIXO DOS GRITOS DOS NOSSOS TORCEDORES E BOTEM MEDO NAQUELE GRUPO DE RETARDADOS QUE PENSAM QUE SABEM JOGAR FUTEBOL AMERICANO. NÓS SABEMOS! NÓS GANHAMOS! VOCÊS SÃO COWBOYS NÃO SÃO? ENTÃO, POR QUE PORRA ESTÃO COM MEDO? VOCES SÃO DO VELHO OESTE, CARAS! VOCES SABEM O QUE É MATAR OU MORRER! E EU SÓ QUERO ISSO DE VOCES!
- E QUEM FIZER O PRIMEIRO TOUCHDOWN ME LEVA PRA CAMA!
Hades a olhou de lado para seus olhos verdes enquanto todos caiam na gargalhada.
- Que? Voce tava botando pressão demais, tinha que fazer eles rirem. – e mudou por completo. Da Artemis divertida alterou para a Artemis líder. E ninguém se metia com essa ao olhar um por um, seus olhos verdes perigosos e que inspiravam liderança assim como Hades. – QUAL É O TIME DESSA CASA?
- COWBOYS!
- EU NÃO OUVI DIREITO!
- DALLAS COWBOYS!
- É ISSO AE, GALERA! FOI AQUI, NESSE ESTADIO, COM NOSSOS TORCEDORES OLHANDO ÁVIDOS POR UM TOUCHDOWN QUE GANHAMOS O CAMPEONATO, ENTÃO ME DIGAM, QUE É CAPAZ DE BOTAR MEDO EM UM COWBOY?
- NINGUÉM!
- MOSTREM. MOSTREM ISSO PARA AQUELES FILHOS DA PUTA QUE ESTÃO LOUCOS PARA DERRUBAR NOSSO NOME. HERMES, CORRA, QUE NEM UM LOUCO. DÍO SEGURA AQUELES CARAS! ARES, DERRUBE TODOS ELES! TODOS, TODOS VOCÊS, NÃO DEIXEM ELES PASSAREM POR NOSSAS BARREIRAS, ERGUAM ESSES MÚSCULOS, DERRUBEM ELES DOS CAVALOS E GANHEM! POR QUE QUEM MANDA AQUI?
- DALLAS COWBOYS!
- DEEM O MÁXIMO DE VOCES COMO SE FOSSE FINAL DE CAMPEONATO E MANTENHAM NOSSO NOME... E GAROTAS, MEXAM ESSAS BUNDAS, DISTRAIAM O ADVERSÁRIO E ARRASEM! DALLAS COWBOOOOOOOOOOOOYS!
Aos gritos de todo o time, que chegou a vibrar as portas, Artemis saiu batendo a mão em cada um dos jogadores e por ultimo segurou na grade do capacete de Hades, olhando-o nos olhos.
- Lidere, cara... E ganhe. Acreditamos em você, jamais duvide disso, independente do resultado. Dê o melhor de si.
- O mesmo pra você, Art.
E os lideres bateram as mãos, para segundos depois, Artemis estar correndo para o campo juntamente de todas as suas garotas.
O estagio foi à loucura enquanto faziam acrobacias. Mas dessa vez não foi ao microfone, pois seu silencio já dizia tudo:
Estavam ali pra ganhar.
[...]
Artemis mal podia acreditar no que a esperava, tanto que parou na mesma hora e tudo o que pode fazer foi... Olhar, muito pasma, sainda da felicidade de terem acabado de ganhar aquele jogo para a perplexidade.
- Hey, Art, cuida...do – dizia Persefone ao bater em suas costas, até que ela também viu quem estava ali.
E todas as suas garotas pararam, meio que sem saber direito o que fazer. Nem Artemis sabia o que fazer, quem diria elas. Só que ela havia sido meio que pega de muito surpresa.
Parado, em seu estilo comum de ir a cidade, como Artemis uma vez notara, olhos azuis a encaravam, muito azuis. Seu dono sorria, os cabelos jogados de lado, bronzeado como sempre... E de mãos dadas com uma delicada loira que parecia mal se conter por ver sua pessoa.
Seu coração estancou, meio que batendo, meio que parado. E suas mãos começaram a tremer. De repente desejava muito um cigarro.
- Art!
E a ruiva olhou para mais abaixo onde um garoto de cabelo escuros corria em sua direção e foi assim que voltou a funcionar, saindo do tilte que havia dado.
- DEREK! Garoto! – e sorriu com ele em seus braços. – Voce veio me ver, campeão!
- Foi muito irado... Voce viu a jogada perfeita que Hades deu? Eu sabia que vocês iam ganhar naquela hora! E você fazendo aquelas loucuras lá... E a gente vai conhecer Hades, não vamos?
- Hey, hey, devagar, cowboy – riu da pressa dele ao mesmo tempo olhava os fascinados olhos castanhos. – Que tal você ir conhecer o resto das líderes enquanto eu digo oi pra galera?
- OBA! GABRIEL, PEDRO, VEM CÁ!
E foi assim que Artemis deixou aqueles garotos se divertirem com as líderes para lidar com o seu passado. A primeira a lhe abraçar foi Carla, que sorria, muito, e a ruiva jamais poderia de evitar fazer o mesmo ao apertá-la contra si.
- Carla, eu to muito suada.
A loira riu.
- Artemis, sempre bom te ver! Amei o seu uniforme...
- Obrigada, e como tá a vida?
- Tá boa... – e loira olhou para Apolo, corando. – Bem, estamos namorando.
- Sério? Isso é tão bom, Carla! E você, garoto, vem me abraçar mais não?
- Sempre me cantando, né, garota?
E Artemis não pode deixar de rir ao ser rodeada pelos fortes e quentes braços de Apolo antes dele rodar seu corpo.
- Ok, chega de baitolagem, me coloca no chão!
Rindo, Apolo lhe olhou com aqueles olhos azuis.
E de repente, Artemis sentiu-se no lugar errado, na hora errado... Com a pessoa errada. Era para tudo estar falsamente bem mesmo depois de tanto tempo?
- Bom te ver, garota.
- Queria poder dizer o mesmo, palhaçada, vai encher meu saco.
Mas ele sabia que era brincadeira (ou não), por isso, ele somente sorriu antes de voltar para o lugar ao lado de Carla, juntando as mãos deles.
E Artemis não esperava por aquele leve incomodo que tratou de ignorar.
- É tão bom vocês terem vindo. Muito mesmo.
- Derek parece que gostou muito de vir também.
Artemis foi olhar o que ele disse e riu ao ver que os garotos recebiam beijinhos de cada uma das garotas.
- Aposto que sim, garoto esperto... Então, a gente tá indo lá pra casa da Perséfone, querem vir juntos? Falando nisso, onde vão dormir?
Carla olhou para Apolo, mas ele somente deu de ombros.
- Iamos ficar em um hotel de um amigo meu.
- Liga pra ele, fala que não vai rolar, vocês vão dormir lá em casa, valeu? Agora, temos que ir, se não a galera vai ficar gritando... DEREK, TÁ A FIM DE IR COMIGO PRA FESTA?
[...]
Artemis ria.
Estava sentada no encosto do sofá, uma garrafa de cerveja na mão, assistindo Ares levar uma surra de fodasticos cinco pontos à frente no jogo de tênis para um garoto de treze anos.
Os dois, o grandão e o garoto, estavam lado a lado, os controles entre as pernas, concentrados.
- Ares, se eu ganhar você me leva pra dar uma volta em sua Harley. – disse Derek, marcando mais um ponto.
- Se eu ganhar, você vai virar meu garçom e pegar as cervejas pra mim.
- Feito.
E mesmo muito querendo ver o resto do jogo, tudo se perdeu ao notar quem entrava em uma calça jeans e um lindo moletom, pela porta enorme da casa.
- PUTA QUE PARIU, OLHA QUEM TÁ AQUI!
Todos, todos mesmo, garotos do futebol se viraram para ver Atena diante do grito de Artemis.
Essa, logo que pode, saiu correndo na direção da loira e praticamente pulou no colo dela, na verdade pulou sim e Atena como boa ex-lider de torcida segurou suas pernas.
- Minha marida voltou pra casa!
A loira riu de todo seu exagero, assim como a maioria que estava por ali.
- Que tanto de carro é esse ai fora?
- Sabe como é toda essa porra de tecnologia, né? Era só uma social e de repente virou um Projeto X. Acontece.
- Ok, vou te soltar... E... – sussurrou. – De quem é aquela Mercedes prata?
Artemis muito discretamente apontou para o loiro atrás de sua pessoa, que estava de costas, assistindo a partida de tênis do vídeo game. Na mesma hora, Atena abriu os olhos, pasma.
- Que ele tá fazendo aqui?
- Looooooonga história, mas não to a fim de falar dessa porra... Quer?
- Art, não bebo mais, esqueceu?
- Ah, droga, ok... HEY, GALERA, VEM FALAR COM A LOIRA, NÉ? SEUS BANDOS DE MAL EDUCADO!... – e piscou para a loira. – Te vejo pela festa, vou atrás do cara de hoje.
- Desde que me ajude com algo...
E Artemis saiu rindo enquanto todos os garotos iam falar com Atena, como era de se esperar, porque além de time, eles eram de fato uma grande família, todos se ajudavam e... Aquela baitolagem toda.
Do lado de fora, diferente de dentro que ainda dava para conversar, a música rolava alta, muita gente bebendo, na piscina, mesmo a dona da casa encontrava-se por ali, virando tequilas.
Artemis bateu o quadril na morena antes de sumir na pista de dança com sua cerveja.
A primeira a ver ali era Afrodite, remexendo sexymente, assim como ela, ainda na roupa que usara no jogo. E foi se juntar a ela. Era como mandar fazer um circulo, por que todos ficavam olhando elas requebrando, a batida da música eletrônica mandnado no ritmo.
- ARRASA, GAROTA! – Afrodite gritou.
E bem nessa hora, o DJ mudou a música e as duas começaram a rir do que ele colocava. Nada menos do que “Don’t Cha” das Pussycat Dolls.
Don't cha wish your girlfriend was hot like me?[Você não gostaria que sua namorada fosse gostosa como eu?]
Don't cha wish your girlfriend was a freak like me?[Não gostaria que sua namorada fosse maluca como eu?]
Don't cha [Não gostaria?]
Don't cha [Não gostaria?]
Don't cha wish your girlfriend was wrong like me? [Você não gostaria que sua namorada fosse errada como eu?]
Don't cha wish your girlfriend was fun like me? [Não gostaria que sua namorada fosse divertida como eu?]
Don't cha [Não gostaria?]
Don't cha [Não gostaria?]
Uma verdadeira indireta, que todas as lideres sabiam ser para Apolo que perdera a chance de levá-la para cama. Quer dizer, era o que elas pensavam, mas era isso que importava.
Estava assim, cantando a música, tomando sua cerveja, no momento em que um cara puxou sua cintura e Artemis só precisou erguer o rosto um pouco pra ver que era gato.
E só isso importava.
Dançava, o prelúdio do que ela sabia que ia acontecer, e o que ela procurava. Os corpos juntos, ao ritmo da batida, e então o beijava. E o cara realmente sabia como fazer isso.
Mas algo quebrou o clima, exatamente quando se separaram, seus olhos verdes captaram algo ao canto e, pela lateral do rosto do cara que estava, viu olhos azuis encararem os seus.
E ela sorriu de lado. Essa era a vida dela, ele sabia disso. E como sabia. Quem havia arrumado uma namorada certinha era ele.
Então, Artemis voltou a beijar o cara e forçou-se a esquecer um certo loiro.
[...]
Fumaça. Embaçando o vidro. Artemis tragou mais uma vez.
Ao seu lado, seu acompanhante fumava um cigarro de maconha, ambos estavam nus, no porão da casa secundária, deitados sobre uma coberta que haviam conseguido por lá e em silencio.
Seria uma das melhores horas que Artemis poderia ter. Estava em paz, calma, saciada de todas as formas possíveis e curtia seu cigarro.
Mas tudo que ela podia pensar era um cara que em nada tinha a ver com aquele ao seu lado.
E para quem ela olhava naquele instante pela janela, rir de algo, um braço ao redor da loira, provavelmente falando algo bonitinho que a fazia corar. Os dois andavam pelo gramado cheio de copos coloridos, como se ele aquele fosse o melhor lugar do mundo.
Artemis bufou.
- É ele?
Surpresa com a voz de seu acompanhante em seu ouvido, a ruiva girou um pouco a cabeça e o viu sorrir docilmente em sua direção.
- O que?
- Esse cara com a loira que você gosta?
Artemis revirou os olhos.
- Pa porra né? Gosto de ninguém não, só de mim mesma, querido – tragou mais um pouco. – Só estava vendo a cena deles, bem gay.
- Voce olha diferente pra ele.
- Porque ele é gostoso, também olhei pra você dessa forma. Mas que tal mudar de assunto, esse de “você viu aquilo” tá chato pra cacete.
E ele riu.
- Relaxa, ruiva, curte a vibe ai.
Mas Artemis já havia saído daquele grau há muito tempo. Com um suspiro, apagou o cigarro e colocou-se de pé, já a procura de suas roupas.
O cara nada disse, mesmo se tivesse dito, Artemis ia de qualquer forma.
Mas, depois de se vestir, aproximou-se e deu um beijinho nele que não aqueceu mais nada em seu corpo. Por isso eles eram figurinhas repetidas pra ela, uma vez usado, não tinha mais graça.
- Obrigada pela noite.
- Aposto que nem gravou meu nome.
- Voce gravou o meu?
- Hum... Dafne?
Artemis riu, dando de ombros.
- Estamos quites então... Boa viajada com a Maria Joana ai.
- Boa noite, ruiva.
Assim, ainda meio sem acreditar que pela primeira vez que o cara fora verdadeiro e falava que não recordava seu nome, Artemis desceu as escadas e passou o mais longe do casal chocolate, de tão doce que estavam.
A casa principal encontrava-se uma verdadeira bagunça, de tudo, mas o mais fofo era os três garotos de treze anos dormindo no enorme sofá de Perséfone. Mesmo essa estava jogada ali, com Hades abraçando-a por trás enquanto assistia algum filme como se fosse supernormal depois de uma festa e com a casa em frangalhos ir assistir filme.
- Tem espaço pra mais uma ai, Hades?
- Sempre, vem aqui pro outro lado.
E assim Artemis deitou-se debaixo do outro braço da Hades, acomodando-se as formas de um de seus irmãos.
- Apolo é um ótario mesmo.
A ruiva soltou uma risada baixa.
- Pode ir parando ai, nada dessa filha da putagem de psicólogo pra cá. Fiquei assistindo teu filme romântico quietinho ai, rapaz.
- Só falei que ele era um ótario... E continuo pensando assim.
- Shh, quero dormir.
E, incrivelmente, Hades calou-se e,ali, Artemis dormiu.
Notas finais
Beijinhos açucarados,
Nívea ;* E Solé o/
Ah, como eu tava pensando, acho que vou deixar pra lá o jogo pq é triste eu pedir algo de voces sendo que não estou podendo retribuir, então, os jogos estão cancelados por tempo indeterminado, desculpe >
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