Stronger

35 Determinismo.


Notas iniciais
Gute Nacht, Erdbeerknödel *o* sim, chamei vocês de bolinhos de morango, pq eu gosto de morango u.u kkk mil desculpas, de vdd, eu sei q sou uma vaca por demorar, podem querer me matar e me esguelar (peloamordedeus, nada de ataque terrorista no meu avião, valeu?) e eu tenho um seguro de vida pra Stronger caso eu morra e tem alguém pra postar o resto *o* enfim, deixando de lado as suas idéias para como me torturarem, venho posta antes de viajar, aham, deixei de arrumar minhas roupas pra postar proceis então sintam-se importantes kkk de toda forma, esse capítulo especialderrimo vai para Camila Chase pela sua recomendação fofa *o* obrigada, agr temos o número de recomendações igual a minha idade, awn, tão fofo e meigo e, awn *o* anyway, muito obrigada msm, Camila, sérião, uma honra ter sua recomendação aqui o/ e vai q é simbora q eu to arretada*o*

Auf den Ästen in den Gräben

Ist es nun still und ohne Leben

Und das Atmen fällt mir, ach, so schwer

Weh mir, oh weh

Und die Vögel singen nicht mehr

Ohne Dich

[...]

Poseidon sentia sua cabeça doer.

Latejava, pipocando, tudo por causa daquela droga. Conhecia-a, muito bem diga-se de passagem, sabia quem a plantava e quem a vendia. Deixava o drogado com sede, pulmão doendo e meio lerdo. Claro, além de apagado. Era um tipo de droga indígena muito rara, doce, diluía-se perfeitamente em qualquer bebida.

E era isso que uma loira confirmava suas suspeitas.

Poseidon estava sentado no sofá, um pouco parado, a tomar um copo de água. Um dos milhares que devia ter tomado já. A sua frente, um cara de olhos dourados e cabelos loiros, com cara de atlético, o olhava sério. E ele mais que prontamente devolvia, com toda a raiva do mundo.

Atena, com uma arma na cintura, que havia incapacitado aquele cara de fugir (o que deixou Poseidon muito orgulhoso), aproximava-se, em suas mãos o whisky favorito dele.

Os olhos cinza dela estavam sérios ao tocarem os seus.

- Colocaram aqui... Pelo cheiro, valeriana e Erythrina verna, mesclados, parece que quem fez isso sabia muito bem que precisava apagar. Sorte sua que você é um touro, xerife, poderia ter causado uma overdose e nem perceberíamos.

E, mesmo ouvindo a voz calma daquele jeito, ele sabia que por baixo ela fervia... Podia notar isso pelo modo de caçadora que aqueles olhos de leoa estavam. Poseidon aceitou o copo que ela lhe entregava e também cheirou.

- Trabalho indígena, muito artesanal. – voltou-se para olhos dourados que o fitavam sem qualquer expressão. – Seu chefe é esperto, mas vou descobrir como fez isso.

Apolo, que estava atrás do outro loiro, sentado em uma poltrona, só para observar sorriu em sua direção.

- Já descobrimos, xerife... O tempo em que estivemos fora, você com Atena e eu e a Artie, foi o exato instante desse daí entrar. Ele é rápido, ágil... Um bom mercenário.

Artemis, em seu computador, bufou.

- Eu poderia matá-lo agora, esse desgraçado que perdeu tantos passes e ainda me enganou... Desgraçado... – a ruiva tremia. – Voce, Hades, Rick... Quem mais está nessa porra?

- Mais pessoas que você imagina, ruiva – mas os olhos dourados dele estavam sobre os seus verdes escurecidos pelo chapeu. – Mais pessoas que o xerife pensa.

E Poseidon começou a pensar naquilo. Havia aceitado aquele cara em sua casa, assim como Hades e Rick... Teriam de ser pessoas próximas. Atena sentou-se no braço do sofá, a mesma expressão séria que ele usava. E resolveu que deixaria para outra hora pensar naquilo.

Aproximou-se do loiro, assistindo com prazer o medo crescer naqueles olhos dourados que até ali haviam sido confiantes. De leve, colocou seu chapéu em seu joelho.

- Sabe, filho... A sua família não te ensinou bons modos, jamais se faz qualquer ato contra o anfitrião, fico triste em saber que algumas coisas estão se perdendo nesse mundo... – e seus olhos verdes prenderem os dele com seriedade. – Você entrou em minha casa, drogou-me, ameaçou roubar arquivos de Artemis, fez Apolo acordar para ir atrás de você e colocou minha esposa em perigo ao ter que atirar em sua perna... Mas, principalmente, ameaçou contra a vida de meu filho, então, acho melhor você começar a contar o porque, quem e como entrou aqui, garoto, porque estou com dor de cabeça e você infelizmente me pegou em um dia ruim, minha paciência está curta, muito curta. E quando ela acaba, podemos dizer que a Colt toma seu lugar... Está me entendo, filho?

Assistiu engolir a seco, assentindo de leve. E se havia algo que Poseidon deixava bem claro para qualquer cara que fosse ali, era que para ele, as velhas regras do Texas eram mais importantes que as novas.

- Fico feliz que você ajude, filho... Quantos vocês eram?

Os olhos dourados sorriam.

- Só três.

Artemis bufou.

- Ele está mentindo, xerife, eram quatro de acordo com as câmeras.

- Sabe, ruiva, eu acho que devia ter te matado no dia em que te comi, você é um pé no saco.

- Pelo menos não sou uma traidora.

- Mas é uma vadia.

Então, antes que qualquer um pudesse fazer algum movimento, Apolo agiu, dando um soco bem dado na cara do loiro, um que fez o lábio do cara rachar. Poseidon nada disse. Sabia o que o homem de olhos azuis sentia. Ninguem falava daquele jeito da mulher dele.

Hermes riu.

- Agora você deixa seu namoradinho bater por você, Artemis?

- Ele não é meu namorado, seu idiota, mas eu deixo porque ele vai fazer um estrago muito maior do que eu na sua cara estúpida.

- E se você cuspir sangue no meu tapete, você vai é apanhar de mim, Hermes.

E Poseidon quase podia rir da cara de irada da loira ao ver o que o loiro talvez fosse fazer. Mas ele sabia que jamais poderia mostrar qualquer reação naqueles casos.

Olhos verdes sobre o dourado.

- Foco em mim, filho... Vamos ou continuar ou devo perder a paciência?

Todos pararam com sua frase, mesmo Artemis que geralmente tinha uma resposta inteligente e rápida pra qualquer piada.

- Hermes, certo?... Vamos conversar... Quem te mandou aqui?

- Xerife, para que perguntas estúpidas?

- Minha Colt não está achando nada estúpida, te garanto.

- Hades Ewing, seu irmão.

- Para que?

- Ver o que a ruiva aprontava. E se vocês estavam dando algum passo para fora da linha deles. Todos são loucos pela fortuna que vocês tem aqui no Texas.

- O que prentediam com as informações?

- Roubar a casa, colocar no nome de Hades.

- Que droga vocês usaram em mim?

- As que Atena disse.

- Quando entrou aqui?

- No horário em que Apolo disse, estive esperando, por horas, ali perto...

- O que vocês conseguiram de informação?

- Alem do tiro na minha perna e aqueles estúpidos fugindo que nem gazelas da sua mulher? Nada, não houve tempo, Atena chegou bem na hora.

Poseidon encostou-se para trás, olhando avaliativamente aquele cara a sua frente. Ele podia estar meio a meio, contando algumas verdades para dar veracidade as mentiras.

Ou ele estava só mentindo? O que ele ganharia com aquilo? Ergueu um pouco de seu chapéu.

- Por que eu deveria acreditar em você, filho?

Se ele era um bom ator ou não, Poseidon jamais saberia, mas o viu engolir a seco ao ver sua mão pousada na Colt.

- Estou quase sendo morto por você, sou um mercenário, aquele que pagar mais pelas informações, eu passo... E agora, estou trocando informações sobre Hades pela minha vida.

Aquilo fazia lógica, só resolveu jogar outro jogo.

- Filho, seja quanto for que eles estejam te oferecendo, eu dobro.

Os olhos dourados ganharam um tom mais vivo, mais desejoso. O tom de um cara que faz tudo por dinheiro.

- Feito.

- Artemis...

- Sim, xerife?

- Pergunte o que você quiser.

Mais que prontamente a ruiva começou as perguntas, perguntas essas que Hermes respondia com falsa tranqüilidade, os olhos sempre em sua Colt.

Demoraria, Poseidon sabia que demoraria. Por isso, ainda que com dor de cabeça, levantou-se do sofá e foi para um canto da sala, o melhor lugar que havia para ele. Precisava respirar um pouco, aquela droga havia afetado até por demais seu sistema.

Enquanto ouvia Artemis com Apolo sempre ao lado dela como um guarda que mostrava que não teria dó de bater em Hermes caso necessário, um mulher de olhos cinza se aproximou do xerife, o filho deles nos braços a procura de algum lugar mais calmo para amamentar o garoto. Poseidon facilmente cedeu a cadeira que havia ao lado dele, foi ali que Atena sentou-se, um pano nos ombros para proteger Perseu.

Sua mulher e seu filho que haviam estado em perigo. Com ele apagado. Culpa.

- Hey, cowboy.

Atena sorria em sua direção.

- Nada de olhares culpados... Voce é o xerife dessa cidade, eu sou sua ajudante, somos um time... Só que eu quis me divertir sozinha ontem.

E sempre havia aquele jeito fácil de relaxá-lo.

- Eu sei, querida. – acarinhou os cabelos cacheados. – O que acha de Hermes?

- Um verdadeiro filho da puta... Voce acha que ele tá falando a verdade?

- Artemis ainda não mandou Apolo bater nele, acho que está.

De leve, Atena riu de sua brincadeira, apesar de ambos saberem que era verdade. Mas, ao que parecia, mal puderam terminar e Artemis apontava com cara de entediada para Hermes e um Apolo sorrindo virava um soco fácil na cara do loiro.

Poseidon sorriu.

- Parece que ele não cooperou agora.

Ouvira Artemis dizer:

- Quero a versão oficial agora, Hermes, cansei de seus contos de fada.

- Ela seria uma ótima policial de elite, loira.

- Cowboy, essa garota é confusão, sorte que está do nosso lado.

Após mais alguns minutos, com direito a socos de Apolo e pontapés estratégicos de Artemis, a ruiva suspirou ao caminhar na direção em que sua pessoa estava segurando Perseu, deixando Atena descansar. Olhos verdes sérios, assim como também cansados, fitaram os seus sem vacilar.

- Ele disse o que já sabíamos, adicionou algumas coisas que depois vou ver se são verdade... Ao todo? Falou porra nenhuma que já não tivéssemos. Tá limpo, xerife. E com muita dor lá embaixo e acho que na perna também.

- Obrigada, Artemis.

- O prazer foi todo meu, xerife, me fez relaxar... Estou dispensada?

- Está... E leve Apolo com você.

Claramente achando aquilo muito estranho, mas sem contestar com suas ordens, Artemis foi pegar o computador dela e sussurrou algo para Apolo. Esse assentiu antes de segui-la, escada acima.

Era chegada a hora do que devia fazer.

Poseidon, com todo carinho do mundo, colocava Perseu nos braços de uma intrigada Atena que ele sabia que queria compreender mais. Só que aquilo era com ele. Era sua função.

Devagar, segurou o queixo dela e tocou seus lábios juntos, de forma suave.

- Suba, Atena, e não fique na janela.

Assim, vendo-a seguir suas ordens, mesmo que tenha demorado um pouco, o homem de olhos verdes puxou com força um surpreso Hermes, as mãos dele presas, mancando. Mas forçou-o a continuar andando mesmo assim.

Caminharam, caminharam para bem longe, para o meio do pasto, onde Poseidon o deixou cair. A grama verme balançava levemente pelo vento do oeste. O cara de olhos verdes sabia o que deveria fazer àquele cara aos seus pés.

- Voce não honra sua palavra, Poseidon Ewings. – disse Hermes, sorrindo. – Eu devia saber.

- Eu honro, quando ela merece ser honrada, filho. Voce me enganou primeiro, só estou retribuindo seu favor.

- Mas eu disse tudo o que vocês queriam.

- E nós dois sabemos que se eu deixar você ir agora, você vai contar tudo para seu chefe, afinal, ele está com o dinheiro, não eu e você não tem fidelidade, garoto. – enquanto dizia, arrumava uma bala em seu revolver. – Odeio essa parte tanto quanto você.

Olhos dourados assustados.

- A policia vai vir atrás de mim, você vai ser preso!

- Coiotes como você, a policia faz é o favor de agradecer por você sumir. Talvez te procurem pelo que você é, mas como dizem dos Cânions, um corpo que cai ali, jamais volta a ser visto. Ninguem vai afimar ter te visto, pois vai ser ajudar um fugitivo e roubo de informações. Voce é um fanstama mais do que queria, Hermes.

E apontou para o cano da pistola para o meio da cabeça do loiro. Sua mão não tremia. Seu coração estava calmo. Seus olhos verdes fixos. Mesmo ele próprio se surpreendia com sua própria frieza.

Os olhos dourados do loiro se tornaram puro ódio.

- Voce é um covarde, Poseidon Ewing.

- Não, filho, você é o covarde. Precisou me drogar para me atacar, fez a minha mulher ficar traumatizada por ter matado um dos seus caras e deixou meu filho assustado. Eu só estou protegendo o que é meu, Hermes, e farei isso independente do preço.

Então, cansado de falar aquilo, de ouvir aquilo, Poseidon, olhando nos olhos de Hermes, puxou o gatilho e o som se propagou em eco pelas planícies, um eco cruel, seco, fazendo pássaros que haviam por perto voarem assustados.

[...]

Minutos depois, Poseidon voltava para casa.

O sol estava mais frio ou talvez fosse sua pele que não esquentasse, gelado por dentro. Suas mãos, cheias de sangue, mostravam o que ele havia feito, sua blusa suja por ter que ter levado o corpo para o rio. A Colt travada em seu coldre.

E mesmo sabendo que fizera aquilo pelo bem de mais de uma pessoa, enquanto andava pela grama verde e um pouco alta do seu pasto, a ultima coisa que Poseidon se sentia era alguém bom.

Aqueles olhos dourados encarariam para sempre ele, assim como de outros pelos quais tivera que fizer aquilo.

Por isso, ao aproximar-se da casa branca, viu um par de olhos cinza sobre ele, da janela do quarto deles, mas tudo o que pode fazer foi abaixar o chapéu, evitando olhá-la.

Atena não precisava ver aquela parte da vida dele. Da vida do Velho Oeste que era matar ou morrer.

Ninguem estava o esperando e agradeceu por tal fato. Pode ir diretamente para o quarto deles, sem falar uma palavra para a loira sentada com o filho deles na cama, e foi para o banho.

Tirou a roupa cheia de sangue, sabendo que teria de queimá-la depois, antes de ir ficar debaixo do chuveiro. Ali, ele perdia a noção de tempo, seus olhos verdes fechados, a água a escorrer pelo seu corpo tenso, tudo o que podia fazer era tentar afastar aquela memória de sua cabeça.

Como sempre fazia. Como viera fazendo.

Então, mãos macias, delicadas, deslizavam pelos seus ombros, por suas costas. Toques que o faziam relaxar, aos poucos, muito vagarosamente.

- Voce fez o que foi preciso, Poseidon. – sussurrou ela ao parar a sua frente, aqueles olhos cinza amáveis tocando os seus verdes. Os dedos suaves dela deslizaram por seu maxilar travado. – Voce esta protegendo a mim, a Perseu, a Apolo, a Artemis... A você, cowboy... Obrigada... Agora, deixe-me te fazer esquecer isso.

Assim, daquela forma, com palavras tão simples, a loira colou seus lábios juntos e tudo perdeu a noção de espaço para ele. Mas, sabia que enquanto amava aquela mulher contra a parede gelada daquele banheiro, ela era seu remédio, ela quem o fazia relaxar.

Tudo era Atena.

[...]

Artemis não sabia o que pensar.

Na verdade, sabia muito perfeitamente porque Poseidon havia feito aquilo, compreendia... Mas ficou um tempo parada, sentada em sua cadeira da sacada, a olhar o sol se por trás das verdejantes colinas.

A realidade era que mesmo depois de saber que Hermes fora um dos informante, Artemis ainda havia vivido com ele, havia divido com coisas com ele... E, mesmo que por fora estivesse se mostrando a Artemis de sempre, ela sentia-se um pouco mais fria. Um pouco... mais apagada.

Estava era ficandou louca, cansada.

Um cara agachou-se ao seu lado, em uma daquelas poses de cowboy, e a ruiva rapidamente virou os olhos para encarar um par de preocupados olhos azuis.

- Voce está bem?

Ela sabia ao que ele se referia. Após fazer todo o inquérito de Hermes, ela ficara trabalhando naquele quarto, então, sentada abraçada as pernas e agora ali, calada. Principalmente ao ouvir o eco reconhecível de um tiro.

Olhou para seus pulso enfaixados. Ela estava de fato bem? Suspirou.

- Acho que sim... Muitas coisas ao mesmo tempo, acho que minha cabeça tá travando, essa porra toda... Não sei... – passou a mão tremula no cabelo. – Deve ser o sono.

Mas mesmo ela sabia e via que não exatamente aquilo.

Só que Apolo nada adicionou, pois sentava-se a sua frente, pegava suas mãos com delicadeza e começava todo aquele processo de tirar faixa, limpar, passar pomada e recolocar uma faixa limpa. Seus pulsos estavam mais feios agora que curavam casca nos locais machucados, parecendo queimaduras. Queimaduras essas que fizeram Apolo fechar a cara e ela sabia que ele se lembrava do que ele mesmo havia feito. Mas o que ela poderia dizer? Por isso, manteve-se calada, olhando-o.

O que havia de errado com Apolo? O que ele escondia tão bem que ela nem se quer notava?

- Artie...

Par de olhos azuis.

- Voce que sair daqui um pouco¿ Estou precisando de um pouco de ar depois de... – suspirou. – Quer ir comigo?

E, bem, ela podia odiá-lo as vezes, mas esses momentos a faziam sorrir.

- Quero.

Notas finais
Yeapa, o que acharam? Hope you liked *o*