Strawberry Swing
3 Capítulo 2
Capítulo 2 – O Desencontro
“Everybody was for fighting
Wouldn\'t want to waste a thing”
Coldplay
Nada fazia muito sentido, na verdade.
Estávamos todos bem, mas devia haver escombros na porta. O ar já era pesado o suficiente para alguns estarem com falta de ar.
Já há muito as bombas pararam. Mas ninguém tinha certeza de nada. E mesmo com o alarme de aviso do fim de bombardeio, ninguém se mexeu.
O que eu me lembro com mais clareza era de estar com a cabeça no pescoço de Rudy, segurando as mãos de Bettina, do abraço apertado que ele me dava.
Quando tomei consciência do fim do bombardeio, muito tempo depois do alarme final soar, lentamente soltei as mãos da pequena e passei os dedos em seu rosto.
Eu não estava assustada. Só estava em choque. Mas ainda bem que não passei isso pra Steiner mais nova, ninguém precisava de pessoas em pânico.
Lembro que as pessoas demoraram pra voltar a falar e, mesmo assim, eram juras de amor eterno ou suspiros de alívio. O pior, todos sabemos, era o que nos esperava lá fora.
Disso eu tinha medo.
Quando o barulho de pessoas do lado de fora alcançou o porão do número 45, houve um murmúrio de salvação e todos começaram a falar alto ao mesmo tempo. Já não dava mais pra ficar naquele ar, precisávamos respirar e ver o que acontecera com a Rua Himmel. Precisávamos.
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Quando nos alcançaram, tirando um por um cuidadosamente, o desespero foi coletivo.
Todos ficaram tão desolados com a situação de suas casas que...
Nem havia casas, mais. Tudo era poeira e escombros.
Sem mortos. Mas sem casa, sem lar.
Tanta gente... Histórias construídas e destruídas, transformadas em montes de concreto.
Não me mexi muito.
Depois de sair do porão, agarrada à minha sacola de livros, caminhei com meus pais até onde devia estar nossa casa. Onde devia estar.
E eu fiquei ali parada. Parada.
Olhando, com meus livros.
Tentando associar os fatos, ligá-los.
Sem ouvir nada nem ninguém em especial.
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Rudy e eu nos desencontramos.
Todos iríamos para um abrigo assim que juntássemos o que pudéssemos.
Eu já tinha o que precisava: meus livros. Eu os tinha.
Mamãe e papai estavam pelos escombros da casa tentando achar o que fosse aproveitável.
E eu ali parada.
Vi muita coisa sem ver nada.
Era outro lugar, eu estava perdida, só podia.
Precisavam me encontrar.
Eu.
Eu precisava encontrar minha sanidade – ela se fora com o quase-beijo atrapalhado pelas bombas.
A guerra. Era culpa dessa maldita guerra.
Eu odeio o Fuherl.
Eu odeio estar perdida.
N/A: Malz a demora aí pra postar, mas eu queria ter o cap 3 pronto. E posso lhes adiantar que ele está BEM maior *-*
Obrigada por lerem. Não vou poder agradecer individalmente porque to com medo do nyah dar tilt (?) Então digo um obrigada no geral ;D
Espero que comentem nesse capitulo também. Quero postar o 3 logo, mas preciso de incentivo ;(
Conto com vocês (H)
xoxo;*
BL
PS: A beta não vai deixar N/B dessa vez porque está atacada com estréia de New Moon/Kellan Lutz/Trabalho de paleonto. Perdoem-na.
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