Notas iniciais
Oi? Passamos das 200 reviews e estou com 7 recomendações. Muito obrigada mesmo

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Capítulo 10 – Confiança

Tinha uma coisa que minha mãe fazia quando ela colocava meu irmão e eu para dormir. Ela nos cobria, nos dava um beijo na testa e dizia algo:

-Durma com Deus e os anjos.

Eu não ouvia aquilo há muito tempo. Principalmente naquela noite. Naquela noite eu queria muito ouvir qualquer coisa próxima disso. Principalmente porque era pra ser uma noite especial.

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Chegamos da formatura no inicio da madrugada e eu, exausta, só consegui me arrastar para minha cama, tirando o salto no caminho e mal vendo qual camisola estava vestindo.

Mesmo havendo uma pequena comemoração na casa dos Steiner que papai tinha vontade de participar, fui direto para cama. E papai não participou, porque disse que não fazia sentido sem mim.

Eu dormia profundamente quando algo me acertou com muita força. Acordei assustada. A luz estava acesa e uma gritaria começava, eu não via ninguém.

Fui acertada novamente sob xingos e puxada para fora da cama pelos cabelos. Eu já tinha levado uma watschen de colher de pau antes, mas tinha algo diferente naquela.

Eu nem consegui ficar em pé, nem entender os gritos, nem quem estava naquele quarto. Só consegui entender a última palavra que mamãe falou antes de parar de me bater.

-Vagabunda.

Devagar, levantei os olhos para ela, tentando absorver o que ela dissera e recebi um tapa no rosto. Apenas uma vez na vida eu levara um tapa na cara – e foi de papai. O xingamento e o tapa vir de mamãe teve um efeito totalmente diferente, estava me embargando.

-O quê? – Perguntei rouca.

-Levanta.

-Mãe... – Trudy tentou intervir.

-Levanta, sua saumensch. – Ela gritou.

Em contrapartida, havia um silêncio mortal no cômodo. Assustada, me levantei, começando a sentir queimar onde mamãe havia me batido. Trudy estava mais dentro do quarto que papai e Max e havia uma coisa nos olhos do papai que fez meu coração começar a despedaçar.

-Mamãe... o quê...? – Tentei perguntar, mas de alguma forma eu sabia que ela não ia responder.

Demorou uma eternidade depois que eu já estava em pé para alguém falar alguma coisa. Tudo aquilo estava me assustando.

-Levanta a camisola. – Mamãe falou, não absorvi.

-Quê?

-LEVANTA ESSA MERDA DE CAMISOLA, SUA VAGABUNDA! – Ela gritou, voltando a me bater.

As lágrimas vieram com toda a força em dois segundos. Eles sabiam, Max contara.

-Não, mamãe... – Murmurei, puxando a camisola para baixo, segurando-a junto do corpo.

-Levanta, Liesel.

Meu queixo tremeu e as lágrimas lavaram meu rosto enquanto eu balançava a cabeça em negativa desesperadamente. Mamãe deixou a colher de lado e usou as próprias mãos para me bater, Trudy tampou a boca, não olhando para mim. Eles esperavam minha resposta.

Soluçando de chorar, quando mamãe se afastou novamente, comecei a erguer a camisola. Encarei o chão, porque não queria olhar para ninguém, principalmente Max. Eu praticamente implorara para que ele não dissesse nada e olha só o que ele me fez!

Só os olhei novamente quando minha barriga já estava à mostra. Não estava tão grande, mas era o suficiente. Vi duas lágrimas grossas escapando dos olhos de Trudy, que ainda estava com a mão na boca. Mamãe ficou calada, o que era mau sinal.

Mas papai... Papai tinha uma falta de brilho nos olhos. Eles estavam tristes, estavam... desapontados.

Eu desapontara papai profundamente pela primeira vez na vida e não gostava do sentimento.

Ele me encarou após ver meu voluminho, deu um passo para trás e saiu do cômodo. Max foi logo atrás.

-Coloca outra roupa. – Mamãe mandou. Não titubeei.

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Não entendi onde mamãe queria me levar quando me arrastou portão afora. Primeiro achei que ela fosse me colocar no olho da rua só com a roupa do corpo, mas quando comecei a ser empurrada para o número 35, protestei.

-Não, mamãe. – Tentei ir para o outro lado, mas Max estava logo atrás. – Mamãe, por favor, não, mamãe.

Fui forçada escadas acima até a porta que mamãe socou com toda a força que conseguia. Tinha conversa e risadas vindo do lado de dentro, que se amplificaram quando Bárbara abriu a porta sorridente.

-Rosa? – Perguntou confusa. – Achei que não fossem... – Então olhou para mim, tentando me desvencilhar do aperto de mamãe. – Liesel.

Eu devia estar péssima, pois fazia uns dez minutos que eu chorava sem parar e eu estava dormindo, mal tinha trocado de roupa. E mamãe me apertando e os vergões em minha pele branca.

-Liesel? – Uli falou de lá de dentro. Ela, Kurt e Rudy estavam na mesma roda conversando.

Mamãe entrou sem nem mesmo ser convidada para isso, me levando com ela.

-Mas... – Bárbara balbuciou. – Rosa...

-É bom que vocês estejam aqui. – Mamãe falou firme. – Quem sabe vocês possam explicar isso.

Alex Steiner veio a frente enquanto ela falava.

-Do que você...

Antes que eu pudesse impedir, mamãe levantou minha blusa, deixando minha barriga à mostra. A sala silenciou, Rudy deu um passo à frente.

Envergonhada, puxei a blusa para baixo, soluçando baixinho e tentando não olhar para ninguém.

-Estou falando – mamãe prosseguiu no mesmo tom – desse seu filho que abusou da Liesel.

-Não. – Sussurrei, levantando a cabeça. Rudy estava paralisado, assim como Bárbara e Alex.

-Você ta grávida? – Ele falou baixo. Balancei a cabeça que sim.

-Eu ia contar. – Respondi.

-E então? – Mamãe continuou. – O que vocês têm a dizer sobre isso? – Ela me soltou e eu tombei pro lado. Max me amparou, mas me desvencilhei dele.

Como aconteceu em casa, houve um silêncio de matar um até que Bárbara falasse.

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-Nada. – Ela dissera. – Nós nem sabemos quem é o pai.

-O quê? – Rudy e eu dissemos ao mesmo tempo. Mais lágrimas transbordaram dos meus olhos.

-É do Rudy.

-Mamãe, do que a senhora está falando?

Ele deu alguns passos na minha direção, mas Alex o parou. Bárbara foi categórica.

-Uma garota que engravida fora do casamento aos dezoito anos não é de confiança.

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Na manhã seguinte, todas as minhas coisas já estavam empacotadas e guardadas no porta-malas do carro que Max alugara para nos levar até a estação de trem antes das dez da manhã. Tremendo, mas seca de lágrimas, olhei para a casinha da Rua Himmel de dentro do carro, como começara há quase dez anos atrás.

Nem a casa, nem eu éramos os mesmos. Só as lembranças e a dor.

Quando o carro começou a andar, dei meu último adeus silencioso para a casa que chamei de lar por tanto tempo.

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-Liesel? – Trudy falou comigo, me fazendo parar de olhar para Uli e Kurt, que estavam na frente da alfaiataria colocando um novo cartaz. Baixei os olhos acariciando minha barriga. – Eles vão te perdoar.

Não respondi. Não tinha muita coisa se passando em minha cabeça.

-Você pode dar o bebê quando ele nascer e ir fazer faculdade. – Ela disse. – Ou pode deixá-lo conosco.

Encarei-a profundamente.

-Ele é meu, Trudy. Meu.

N/A: Aloãr ._.

Desculpa a demora mimimi

Gente, posso falar uma coisa antes que vocês me xinguem por causa desse capítulo? VOCÊS SÃO OS FUCKING BEST LEITORES DO MUNDO *O*

Falando sério mesmo. O último capítulo – o 9 – bateu RECORD de reviews, seus lindos *o* To tão emocionada, omg.

E agora que a fic ta indo pro último capítulo, espero que vocês não me abandonem (como fizeram os meus leitores da Misery Business ._.), ok? Falta pouco e eu acho digno que todos nós cheguemos ao final juntos.

Então, antes de dizer que eu não tenho ideia de quando vou att – rs – quero agradecer a cahh94, Marjory Black, lalahmaria, Mary_MissGuerra, Breathly, SakyUchiha03, sara_perroni, Aninha_Cullen, Leila_Taylor, Any Lautner, carol_macoli, anahbeatriz, Renata Black, Rafa_Volturi, Barbarella, sammy kaulitz, Piih, greicy kelly, yufa, Tulipa-Amora, mari_bineza, losferato, Lika_2, LuizaSacramento, palomatisuk e Daah Cullen que comentaram no cap anterior e heri, BS_rock12, Luisa-, angelgirl2008, Leila_Taylor, Piih e Daah Cullen que me desejaram boa sorte na prova de fim de semestre e disseram que meus leitores estariam me esperando *-* q

PASSEI, btw.

Sintam-se à vontade para me add por aí, ok? Só me falem que são vocês ‘-‘ q Lá vão os links e até o próximo e último capítulo.

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B

N/B: AFUUUUUU. Já estou sensível por motivos externos hoje e ainda vem um capitulo desse, sua motherfucker :( Q

Mas, enfim...Eu fiquei com dó da Liesel, MIMIMI. É ~~MUITO~~ bom que a senhora dê um final digno a ela, ao Rudy e ao bebêzim ._. Senão eu vou chorar q

Pessoas lindas, continuem comentando, ok? Estou sendo um pouco mais rápida pra betar agora –n

Beijos pra vcs,

Jullie