Strangers
2 Underdog, just look at the mess you made.
Todas as manhas do ultimo ano, Frank se levantara primeiro, corria escadas a baixo e alimentava Zombie. Às vezes falava com ela. Lhe contava coisas sobre sua outra família e sobre o quão contente estava de ter um irmão mais velho. Mas do que isso, um melhor amigo.
Essa manhã quando foi alimentá-la o aquario estava vazio e Zombie não estava ali.
Frank se assustou muito, mas subiu correndo outra vez e foi até o quarto de Gerard. Ele era muito inteligente. Ele saberia o que havia acontecido.
"Gerard" o pequeno balançou a cama e o vulto que dormia nela. "Gee, acorda"
Gerard abre um olho e o olha.
"O que aconteceu, Frank?"
"É Zombie. Ela sumiu"
E o pequeno Frank está a beira de lagrimas. Morde um pouco os lábios enquanto observa como Gerard se levanta um pouco da cama e o olha.
"A quanto tempo você a tinha?"
"Um ano inteiro" disse o pequeno com orgulho.
"É por isso" argumenta Gerard "quando os peixes completam um ano, eles tem que ir Frank. Tem que ver suas famílias e seus amigos"
"Ma-mas... Eu era seu amigo"
Frank sobre para a cama com Gerard e apóia a cabeça em seu ombro.
"E não vai voltar nunca?"
"Não sei, se for o melhor, sim. Aposto que ele sentirá sua falta, é o melhor amigo do mundo" e Gerard meche no cabelo do pequeno.
"Eu também sentirei a falta dela, Gee. Mas ao menos tenho a você. E você nunca irá, não é verdade?"
"Nunca" prometeu Gerard e Frank lhe sorri tão grande que quase dói. Depois se encostam na cama e voltar a dormir.
Frank sussurra um "tenho certeza que voltara" antes de se entregar.
****
"Nós vamos. Se comportem. E pelo amor de Deus, não briguem"
Donna os olha como é uma partida de tênis, enquanto Gerard e você sustentam o olhar. Você tem 15 anos e está justificando que se comportaria bem. Mas ele, ele é um fodido.
Donald grita do carro "Vamos, ou não chegaremos a tempo" e Donna os olha seriamente.
"Os telefones do SPA estão na geladeira, se precisarem de qualquer coisa..."
"Fique tranqüila, mãe" Gerard dá um beijo em sua mãe enquanto diz "Eu vigio o bebê, não se preocupe. Tudo ficará bem, são só dois dias, já podemos sobreviver sós"
"Tem razão, filho. Não me acostumo que sejam tão grandes" lhe beija a bochecha e se aproxima para fazer o mesmo contigo.
Cheira como rosas e mar, e é relaxante. Sempre gostou muito do cheiro de Donna.
"Sejam bons"
Disse quanto entra no carro e você e Gerard se despedem com a mão.
Dois dias sozinhos.
Dois dias com Gerard, sozinhos.
Ia ser um fim de semana tãaao longo.
*****
Não faz nem dez minutos que Donna e Donald se foram e Gerard já mudou o rosto por completo.
A cara de doce e inocente que tem reservada só para eles desapareceu e um frio, calculista e diabólico te olha com escárnio. E você fica olhando-o como um poste porque esse gesto parece bom. Como se fosse o maestro de todo o mal.
"O que é? Agora que disse que gosta de pau vai tentar algo comigo?"
E as palavras doerem porque, afinal de contas, Gerard havia sido seu melhor amigo tempo atrás. O vínculo de sangue não existia, ele não era nem nunca seria seu irmão e isso estava bem. Mas o vínculo de amizade que haviam formado nos anos de infância havia sido morto. Quebrados, destroçado e destruído. E agora só restava isso, resposta ácida e maus modos.
Cicatrizes curadas com sal.
Agora isso não importava, eram águas passadas e você sempre respondia pior.
"Não é que seja especialmente meu tipo... Mas ainda sim, verifique se trancou a porta a noite" e pisca um olho com um sorriso.
Você dá a volta e entra porque não quer ver mais a cara de babaca que ele coloca quando perceber que o que você havia dito era infantil, que "te faltam anos de experiência".
Mas ouve que o segue, que fecha a porta da casa atrás de ti, que vai pisando em seu calcanhar até a cozinha, sem dizer nada, só observando como abre a geladeira e pega uma coca-cola.
"Espera, está atrás do meu precioso traseiro?" levanta as sobrancelha porque é RARISSIMO que Gerard esteja mais de 10 minutos no mesmo lugar que você. Que diabos...?
"Há algo que quero te contar"
Certo. Isto é novo. Gerard iniciando uma conversa sem uma brincadeira. E em um tom sério e normal.
Tenha medo, Frank.
"Amanhã haverá uma pequena reuniões de amigos na varanda..."
Um tic. O que?
"O que?"
"Você sabe, uns garotos, cervejas, alguns filmes. Nada grande demais"
Gagueja algumas vezes como um idiota, porque não sabe se entendeu ainda.
Ele está dizendo que é a primeira vez que tem consciência de que seus pais os deixam só em casa, SÓS, SEM BABÁS DE MERDA, e o imbecil do Gerard vai fazer uma festa?
Porque está certo de que se tornaria uma festa. Cerveja por todas as partes, manchas, coisas quebradas, barulho demais, a policia.
Você está em um calabouço, sendo violado por outro preso quando decide que a fantasia havia chegado longe demais.
"Não"
É decisivo em sua decisão.
Não vai suportar uma vez de garotos elegantes em seu único sábado livre sem tempos. Não vai suportar as garotas idiotas, os meninos de pescoços em pés, a musica ruim, as bebidas ruins (nem beber sabiam).
E não iria acabar em um calabouço.
"Eu não te pedi permissão, anão. Só estava te informando"
"Ma-... Mas, Donna e..."
Se aproxima de você, alto e esbelto, com essa mania que tinha de sempre vestir preto e está mais perto de ti do que havia estado em tempos.
Te olha cara a cara, esquadrinhando qualquer sinal de que seja o que está procurando. Lambe um pouco o lábio e depois com um olhar sério, mortal, diz.
"Ninguém vai destruir nada, e tudo vai ficar bem, certo? Pode vir para a festa, mas nada de armar escândalo"
O ar quente (e com certeza doce, ainda que não saiba) de Gerard roça em seu rosto e os lábios e de repente, do nada, tem vontade de fazer coisa que nunca havia passado por sua cabeça.
Ao menos nunca com Gerard.
Estás olhando os lábios com tanta fome que tem certeza de que tem um cartaz sobre a cabeça que diz "beije aqui, agora" com neon colorido e musica.
E parece que ele também vê o neon, porque ele põe uma cara de poucos amigos, mas do que o habitual, como se estivesse com nojo pela idéia que tinha acabado de ocorrer, e se afasta um passo.
"E por Deus, nada de pervertir em minha festa"
Solta uma risada amarga.
"Não é de sua conta com quem eu fodo, Way" e sabe que odeia que o chame pelo sobrenome, como se na verdade não fosse parte de ti, e fosse um insulto, porque ele não tem o mesmo sangue que você tem nas veias.
Sai assim, sem mais, com essa frase pairando no ar, enquanto Gerard fica na cozinha. E não sabe como, mas está certo de que tinha seus olhos cravados em suas costas.
Na parte baixa das costas.
*****
A 'pequena reunião de amigos' se transformou rapidamente no que você sabia.
Um monte de garotas e garotos bebendo como se o mundo fosse acabar no dia seguinte, espalhados por toooda a casa, entrando e saindo da cozinha (onde, muito habilmente Gerard e Bob haviam colocado as bebidas, os copos e gelo), dançando musicas que não conhecia e, sinceramente, não queria conhecer, bêbados demais para mover os quadris corretamente.
Por sorte, não haviam invadido outra parte da casa e se mantinham lá. Ao menos os vizinhos, se não se incomodassem pela musica, não se meteriam.
Você, de pé contra a parede da varanda, em uma pilastra, observando as vagas tentativas de todos aqueles adolescentes (supostamente mais velhos que ele) de conseguir se atirar em alguém, está te aborrecendo.
Não é que não queria conseguir nada, pode não ser tão bom com as garotas, mas e com os garotos? Sabia onde e quando busca-los, os garotos eram outra história.
Teve seu primeiro a um ano e desde então as coisas haviam sido um pouco sobre rodas. Você se sente mais confortável com eles. Não é que não goste das garotas, você gosta pra porra, é que os garotos se fixam menos em certos detalhes, estão mais inseguros como você e são menos críticos.
E isso te fazer se sentir melhor. Menos observado. Mais sexy.
Dá uma volta com os olhos, tentando encontrar alguém que conheça, mas não há ninguém. Ninguém que queira ver, ao menos. Gerard está em um dos sofás recostados, com uma mão entre as pernas de sua animadora, escondida por detrás da saia, fazendo coisas que não quer saber, mas que imagina.
E vendo a cara de Ash não pode ser divino, porra.
Ela está escondida no ombro de Gerard, mas poder ver o vermelho dali e está mordendo o lábio.
Pois eles poderiam procurar um quarto.
E der repente você se revolta.
Se revolta porque você não poderia ficar com um cara porque "seria dar espetáculo" "não perverta meus amigos" e toda essa merda que ele havia te dito antes, mas ele pode tocar e quase mostrar o que sua namorada tem entre as pernas em publico.
Não é justo, é homofobia, é...
Você vai mudar isso.
Continua olhando o lugar, ainda com mais afinco que antes e der repente está consciente de alguém que não havia visto.
É um alto, bonito, e tem o cabelo pintado de ruivo, parado mais a frente. Está flertando com uma garota, mas não está contente demais.
É como se tivesse fazendo por obrigação, como se não quisesse estar ali.
Justamente como você.
Ele entrou a força e você não pode sair.
Entá está farto de ver o espetáculo de Gerard e Ash (seu estomago se revira, não sabe o porque), avança até o garoto, que te vê pelo canto do olho enquanto continua falando com a menina de cabelos castanho e te sorri.
Quanto está suficientemente perto pode ver que se parece um pouco e que fazem alguns gestos iguais.
Suas suspeitas de que são irmão se confirmar quando ele diz "Vivi, anã, dê uma volta por um tempo, certo? Mas não se afaste muito"
A garota lhe faz um gesto de "ok" e sai contente para se reunir com um grupo de garotas, como se sua mãe houvesse lhe dado permissão para ficar um pouco mais. E era isso mesmo.
"Me desculpe o espetáculo. Irmãos pequenos" e revira os olhos com um sorriso.
Sorri de volta levando a cerveja para os lábios. De repente sua boca fica seca.
"Sim, podem ser uma verdadeira dor na bunda"
Ele ri e o riso é suave e límpido. Como um sopro de ar fresco em meio ao deserto da Califórnia.
Não é mau.
Não é nada mau.
Usa umas calças rasgadas e um converse azul claro muito desgastado. A camiseta tinha alguma frase que não conseguia ler porque a camisa quadriculada por cima lhe cobre um pouco.
Grunge. Um puta grunge em uma festa de filhinhos de papai.
Ar? Ele não é o ar. É todos os sim, porra, sim, do mundo.
Estica a mão e diz: "Frank..." e pensa um pouco antes de adicionar "...Way"
Ele te da um aperto de mão em saudação.
"Então você é o irmão do famoso Gerard que deixa todas as novatas loucas, incluindo minha Irma"
Ri, apesar de tudo.
"Irmão adotivo"
"Irmão adotivo" repete ele com um brilho calculador nos olhos. Sorri de lado, e arruma a franja loira. "Eu sou Quinn"
E a maneira que te olha por debaixo da franja, a forma com que te escaneia de cima a baixo como se fosse um bolo, sabe que ele gostou de ti.
"Se é seu irmão adotivo... Quer dizer que você tem quantos, 16, 17?" pergunta der repente.
"Preocupado em romper as leis do estado?" diz, e o coquetel é descartado. Nem sequer sabe com seguranças se ele gostou de ti de verdade ou não, mas confia que esta noite está devastador, com o lápis preto adornando seus olhos, e sorri depois da frase.
Mas não importa bem o que aconteça, ou muito que pareça com sua pose de menino mau, se tiver no rosto que não tem mais do que a idade que tem esse cara deve saber.
Se aproxima de você mais e mais, e cheira a colônia e a homem. Um pouco de aftershave. Você gosta.
"Sempre podemos ir a outro estado" e está tão próximo que se abaixa mais, seu cabelo roçando em sua bochecha.
Você deliberadamente se levanta um pouco.
"Ou podemos quebrar as regras"
E já está. Corta a distancia que restava e o está beijando. Ele te devolve o beijo com a mesma vontade que você começa.
Não passam nem dois segundos que você está ali, grudado nele, como se pensasse que ele vai ir para o único lugar em que você quer estar.
Ele é mais velho que você (deve ser da idade de Gerard) e ter mais experiência. E esse ultimo fica claro quando ele invade sua boca com a língua como se fosse sua propriedade e se dedica a lamber-lhe por dentro.
Suave e fugaz de uma vez.
E você tem que gemer entre os lábios porque Deus-santo-Quinn, quem é você e onde estava?
É ele quem quebra o beijo e te olha com uma olhar tranqüilo. Seus olhos que antes havia visto verdes agora estão mais pardos que outra coisa.
"Eu gosto de romper as regras" disse e sorri outra vez.
E tem um sorriso contagiante, porque em seguida está rindo como um idiota.
"Pois vamos romper mais algumas" e segura-lhe a mão, avançando entre a multidão de gente, como todas as intenções de subir com ele para o quarto e se divertir um pouco mais.
Nota como seus dedos se entrelaçam com os seus enquanto segue seus passos, e por alguma razão seus dedos quentes e suaves fazem sentir cócegas no estomago.
E imaginar esses dedos fazendo mais coisas te deixa tonto.
Quando vira para subir pelas escadas e já tinha subido alguns degraus, vê pelo canto de olho como Gerard está te olhando enquanto sua namorada está quase comendo seu pescoço.
Está te olhando com pesar e seriedade. Não aprovando seu comportamento. Te acusando mais uma vez.
Que se foda, Way. Pensa enquanto sobre e deixa de olha-lo. Que.Se.Foda.
*****
Uma hora depois Quinn se despede de você e sai de seu quarto porque tem que levar sua irma pequena para casa antes do toque de recolher.
Se despedem com um sorriso e um beijo na bochecha porque ela está vermelha de sexo, e a franja grudou um pouco no rosto e está bem bonito.
"Se cuida" lhe disse.
E ele só desce as escadas rápido com um sorriso nos lábios e o cheiro de sexo seguindo por onde passa.
Espera que ele se vá para descer e ficar de olho na casa.
E quando o faz as coisas mudaram.
As pessoas estão mais tranqüilas (mais bêbadas, não se tem muitos em pés, então eles optaram por se sentarem e jogar esses jogos estúpidos). E você ri e agora a musica soa menos horrível e os rosto das garotas estão mais bonitos.
Mas sabe que é o efeito pós-sexo-com-um-gostosão.
Busca com os olhos Gerard por todas as partes mas não o vê. Assume que está por ali com Ash, fazendo coisas que não queria imaginar, então teria o dever para cobrar um pouco e manter a ordem.
Afinal de contas, está de bom humor, e pode dar uma mão.
*****
As três não tinha restado nada no interior.
O bom humor do sexo havia se evaporado quando um bêbado de merda decidiu quebrar uma vasilha (que estava no armário, atrás de um monte de merda, como diabos ele havia chegado até ali?) sobre a mesa da sala.
Não havia feito nenhum dano a ninguém, e a mesa havia resistido, mas haviam cristais por todas as partes e quando os cristais se quebram recolher todos, todos, pode ser uma tarefa realmente chata.
Quando deixa a pá e a vassoura na cozinha jura em volta alta que quase xingou a mãe que pariu Gerard.
A sua paciência acabou quando havia visto uma garota vomitando atrás do sofá e isso ele não iria limpar.
Ah, não.
Então teria que acabar o descanso do anfitrião da festa.
Sobe como um canhão as escadas e vai até seu quarto.
Titubeia um pouco antes de entrar porque, por mais irritado que esteja, não sabe se ver Gerard fodendo é uma imagem que quer ter em suas retinas.
Mas então ouve quando dizem "Não, me deixe"
Um murmuro, que quase não consegue entender e depois outra vez a voz de Gerard.
"Eu disse para parar"
E para você Ash não parecia uma garota tão forte nem uma ameaça terrível, mas com Gerard nunca se sabe, então não sabe de onde aparece o instinto protetor e abre a porte com força disposto a arrastar essa puta pelos cabelos, seja lá o que esteja fazendo.
Mas você fica estático.
Quieto.
Petrificado.
Não é Ash.
É um cara.
Gerard está meio nu com um cara em cima. E estava muito bêbado.
O cara está tentando beijar o pescoço de Gerard, e Gerard tentava afastá-lo com um empurrão, sem muito êxito porque tinha mais cerveja que sangue nas veias nesse momento.
"Bert, para. Sai"
Mas não parava.
E quando vê que o safado-Bert abaixar a mão pelo peito nu de Gerard para entrar em sua calça, é mais do que pode agüentar.
Decide arquivar em segundo plano o feito de que o Don-perfeito-HETERO–deixo-todas-loucas estava com um garoto e estavam em "ação".
"Ei, você" você grita, e antes que o cara tenha tempo para te olhar bem, você está segurando o colarinho da camisa e o atirado para trás.
O imbecil cai no chão, e não havia tido nem idéia de que era tão forte.
Sorri para ti porque, pooorra, mas claro que a alegria dura menos do que deveria.
Bert se levanta feito um lagarto e se atira em você.
"O que diabos está fazendo?" te grita.
"O que aconteceu? Era uma festa privada? Upsss, desculpe"
E com essa frase ganha o primeiro murro.
Não o vê vindo então com certeza não tinha como se esquivar.
Nota algo estralar e espera que seja seu punho e não sua mandíbula. Ou seu nariz.
"É tudo o que consegue? Alem de gay, maricas, bate devagar" e é mentira, porque o murro doeu até a cartilagem e está começando a ver estrelas atrás dos olhos, mas se não pode ganhar com murros ao menos o insultará um pouco.
O segundo parece vir, e parece que Gerard, com toda a merda que tem de mandar em tudo, também.
Ele para o braço de Bert antes de te acertar.
Bert o olha por cima de seu ombro e fica surpreendido.
"Quem é esse babaca?"
"É meu ir... Ninguem, não é ninguem" cospe e te olha nos olhos. "Vá, não deveria estar aqui"
Lhe salva o traseiro e é tudo o que tem pra dizer?
Mas você não se rende. Esse Bert estava forçando Gerard a um instante, e você não tinha esquecido.
"Deixei-o em paz e me larga. Os maricas não são bem vindos, Gerard não lhe disse?"
E longe de se acovardar por seus punhos cerrados e a cara de mal que tinha, se aproxima de ti outra vez. A expressão "está brincando com fogo" nunca havia feito tanto sentido para ti como agora.
"Pare" volta a dizer Gerard. "E você" sai da cama e se aproxima de você.
Está bebado, mas a violação e a interrupção parecem ter feito uma melhora significante para ele olha-lo sério, para que a lingua não embole e falar claramente.
"Saia daqui, Iero. Ninguem pediu para que me salve." E o velho sobrenome doeu mais que eu soco de Bert.
É um chute nas bolas e te deixa sem ar.
Ainda sim não se move ou contesta.
O olha de perto e ele te olha com uma mescla de raiva de dor que não entende. Está lindo com o cabelo desmanchado, e revoltado, as pontas para todos os lados.
Lindo.
Acabou de pensar isso de Gerard?
Engole e fica vermelho e isso parece que o irrita mais.
"ME LARGA" o grita e empurra-o com uma raiva que não consegue entender.
Ia salva-lo e sente falta dele. Ele não gosta do cara que tem lá dentro, mas o tratou melhor que você.
E tambem, ele não gosta de garotos. Que diabos fazia com um?
Um mau pressentimento te golpeia por dentro enquanto fecha sua porta com força e se enterra em seu quarto.
E que vá a merda essa festa.
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